É preciso pensar juntos na segurança

Hoje acontece uma nova reunião para discutirmos a segurança no Pé Pequeno, às 19h, no Centrinho, com a presença do comandante do 12º BPM, tenente coronel André Luiz Belloni, e outras autoridades.

Esse encontro é importante para aproximar a população da polícia a fim de estabelecer uma parceria em busca do melhor para a cidade.

No breve contato que tive com o governador Sergio Cabral no lançamento do cadastramento biométrico, no fim do mês passado, no Caio Martins, falei sobre a minha preocupação com a questão da segurança em Niterói. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Foi assim com o policiamento comunitário, uma conquista dos niteroienses na década passada, que surgiu a partir do Movimento Niterói com Segurança, que iniciei aos 21 anos. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato.

Encontros como o que vamos ter hoje à noite são formas de promover a interlocução entre o poder público e a população. Sempre acreditei que devemos pensar juntos na segurança, para que os moradores possam dizer o que está faltando e o que pode ser melhorado. A sua participação é muito importante!

O Centrinho fica na Rua Itaguaí, 173, no Pé Pequeno.

Exposição em cartaz na Sociedade Fluminense de Fotografia mostra o drama da hanseníase no país

Ontem, prestigiei a exposição ‘Quebrar barreiras – o estigma da lepra’, na Galeria Octavio do Prado, na Sociedade Fluminense de Fotografia, que reúne 19 fotos coloridas e em preto e branco assinadas pelo fotógrafo alemão Heiner Pflug. A exposição marca o lançamento do livro homônimo que retrata a história da hanseníase no Brasil, através de fotos que abordam a forma de vida das pessoas que, ainda hoje, vivem em colônias para portadores da doença em diferentes estados do país.

O livro é resultado de um mergulho de três anos do autor em pesquisas, visitas às colônias de outros estados e do Rio como Curupaiti, em Jacarepaguá, e Itaboraí, e entrevistas com portadores e ex-portadores da doença, filhos, enfermeiros, médicos e autoridades. Um processo que começou em 2009, quando Heiner vendeu uma casa e decidiu doar o dinheiro. Foi assim que conheceu a colônia de Curupaiti. A aproximação com a hanseníase se tornou, então, um projeto de vida.

O objetivo de Pflug é mostrar, no livro, o preconceito com quem tem as marcas da doença e como eram tratados os doentes entre os anos de 1920 e 1930, quando estava em vigor o Regulamento Sanitário, que pregava o isolamento dos doentes. Eles eram tirados do convívio familiar e internados em hospitais-colônias.

Ainda hoje, existem 33 colônias parcialmente ativas no país, onde vivem pelo menos dez mil ex-pacientes e suas famílias. Segundo o Ministério da Saúde, são detectados 33 mil novos casos da doença a cada ano, sendo 7% em menores de 15 anos. A lei que previa a internação compulsória foi revogada em 1962, mas o retorno ao convívio social era muito difícil em razão da pobreza e do isolamento a que eram submetidos.

A exposição segue até o dia 15 de junho, das 9h às 18h. A entrada é gratuita e todo o lucro obtido com a venda do livro na noite de lançamento será revertido às colônias que abrigam pessoas com hanseníase. A Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro.

Estado ganha um novo Mercado de Flores

Hoje, inauguramos um novo Mercado de Flores, no entreposto carioca da CEASA-RJ, em Irajá, que vai favorecer inúmeros produtores de flores no Estado do Rio que são, em maioria, de Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Itaboraí e Campo Grande.

O Rio é o segundo maior Estado produtor de flores no Brasil com destaque para os municípios de Bom Jardim e Nova Friburgo. E além de movimentar R$ 470 milhões de reais por ano, gera mais de 17 mil empregos.

Na CEASA-RJ, por mês, serão comercializadas 840 mil dúzias de flores. Isso vai fazer com que a Central de Abastecimento seja referência nesse tipo de mercado. Além de contribuir para o desenvolvimento da Região Serrana.

A ideia futura é transformar o entreposto em um polo cultural e gastronômico com bares, restaurantes, lojas de artesanato, adegas e espaço para shows e feiras de agricultura. Sem dúvidas, será um investimento de grande importância para a floricultura fluminense.

Com isso, o movimento atual de 50 mil pessoas por dia deve aumentar, no mínimo, em 30% nos próximos meses. É o mesmo percentual previsto para o acréscimo no volume de comercialização de produtos que hoje chega a R$ 2,6 bilhões por ano.

O Mercado de Flores funcionará de segunda a sábado, sempre das 2h às 12h.

Sinal verde para a revitalização do Canto de Itaipu

Assim como foi publicado no jornal Globo Niterói deste domingo, conseguimos sinal verde para dar início ao processo de requalificação urbana das colônias de pescadores no Canto de Itaipu, um dos lugares mais bonitos da Região Oceânica. Esse projeto, estimado em R$ 18 milhões, que terá quatro eixos de ação e deve começar no segundo semestre do ano, será a primeira experiência da Secretaria de Desenvolvimento Regional no sentido de oferecer mais qualidade de vida e trabalho para os pescadores do Estado.

O Canto de Itaipu é tombado pelo Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e já foi objeto de inúmeros estudos e projetos de revitalização, mas poucos chegaram ao estágio de execução. Por isso estou engajado em tornar realidade o desejo antigo dos pescadores e dos frequentadores do local, que vive sob a ameaça de perder as possibilidades de recuperação. Por isso é tão importante promover o seu desenvolvimento, incentivando suas potencialidades, considerando os aspectos socioeconômicos, culturais e ambientais.

Muitos que procuram na pesca artesanal o sustento de suas famílias, esbarram em condições adversas para o desenvolvimento do seu trabalho, como a precariedade da infraestrutura de apoio à atividade, por exemplo. Boa parte dos assentamentos no entorno das áreas pesqueiras, inclusive, são inadequados. Nosso projeto irá não só aprimorar as condições de vida e trabalho desses profissionais, como, também, preservar e fortalecer a tradição dessas colônias.

O formato aprovado para esse processo de requalificação se baseia em quatro eixos. O primeiro trata da adequação logística e de novas instalações na infraestrutura de apoio à atividade pesqueira. O segundo eixo foi definido após uma avaliação dos assentamentos da comunidade de pescadores de Itaipu que comprovou a necessidade de realocação dessas famílias.

O terceiro eixo consiste no uso sustentável do solo e a na recomposição do conjunto paisagístico e ambiental. Por último, será construída uma praça com quadras poliesportivas e campo de futebol na área onde hoje funcionam estacionamentos irregulares, mudando o acesso à praia. Os motoristas vão poder estacionar seus carros nas 800 vagas que serão criadas nas ruas de Itaipu.

Jurujuba será a próxima contemplada com a reurbanização. Nossa meta é estender esse programa para as colônias de pescadores do Estado do Rio. Os projetos para cada uma delas estão em desenvolvimento.

28/04 – Dia da Educação

Para lembrar o Dia da Educação, comemorado no domingo, dia 28, cito algumas das minhas ações na área:

Em 2009, aderi ao Movimento Educacionista, proposto pelo senador Cristovam Buarque, que tem por objetivo promover a educação de forma integral e participativa. Na época, conseguimos fundar dois núcleos desse movimento, em Niterói e Cabo Frio. Fui coordenador do núcleo niteroiense e durante meu mandato, defendi diversas propostas da cartilha do educacionismo.

Como forma de incentivo à leitura, além de reforçar e ampliar o acervo para as bibliotecas e escolas municipais, aprovamos, em 2011, a lei nº 2799/11, que institui a campanha permanente de doação de livros e revistas. No mesmo ano, aprovamos, também, a lei nº 2800/11, que institui a campanha permanente de educação postural nas escolas de ensino fundamental da cidade.

Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que, no futuro, possam alcançar melhores condições de uma vida digna. Por isso que esta é uma das principais causas que defendo. Educação é um direito fundamental e essencial para o desenvolvimento humano.

Eleição biométrica em Niterói

Começa a partir do dia 29, o recadastramento das digitais para o primeiro teste das eleições biométricas em Niterói, que já valem para o ano que vem. A medida é uma determinação da ministra presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, e deve ser implantada em todo o território nacional até 2016.

O leitor biométrico é um aparelho que reconhece a impressão digital da pessoa. Nas urnas, esse sistema vai substituir o título de eleitor. Quem não adotar o novo sistema, segundo o TSE, não poderá votar em 2014 e terá o título automaticamente cancelado.

Votar é um exercício de cidadania e, por isso, é importante ficarmos atentos ao prazo, que se encerra no dia 31 de outubro. Foram escolhidos dois locais para o recadastro: o ginásio do Caio do Caio Martins, em Icaraí, de segunda à sexta, das 9h às 17h, e o Fórum da Região Oceânica, em Pendotiba, das 11h às 18h.

O eleitor precisa levar documento de identidade, comprovante de residência, o título e o CPF.

BR-101 Norte: mais um trecho será duplicado

O Ibama concedeu a licença para duplicação do trecho entre Rio Bonito e Casimiro de Abreu, da BR-101 Norte. Serão investidos cerca de R$ 320 milhões e as obras começam na quinta-feira (25).

O projeto de duplicação desse trecho contempla a construção de uma nova pista paralela à que já existe, com duas faixas de rolamento em cada sentido, acostamentos, implantação de sinalização especial e dispositivos de segurança com barreiras de concreto e defesas metálicas. Também estão previstas a construção de oito viadutos e 11 pontes.

A duplicação da BR-101 Norte é a obra mais importante dos contratos firmados entre a Autopista Fluminense, concessionária que gerencia a rodovia, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Serão duplicados 176,6 quilômetros, de acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER) por onde circula um fluxo, sobretudo, de caminhões.

Essa intervenção é uma conquista para os motoristas, para o turismo e os produtores agrícolas do Estado. O trecho entre Casimiro de Abreu e Macaé será o próximo a ser duplicado e está em fase de licenciamento ambiental.

Parque Estadual do Desengano

Na viagem que fiz a São Fidélis, no sábado (20), conheci um pouco mais sobre o Parque Estadual do Desengano (PED), a última reserva da Mata Atlântica e a mais antiga das unidades de conservação administrada pelo Estado do Rio, criado em 1970. Com 22.400 hectares, a área abrange, além de São Fidélis, os municípios de Santa Maria Madalena e Campos dos Goytacazes.

O PED tem a preocupação de assegurar a preservação dos ecossistemas e a sua integração com a diversidade sociocultural da região, além de preservar espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção, da flora e da fauna. Além de promover o desenvolvimento de iniciativas que conciliem a viabilidade econômica da região com utilização racional dos recursos naturais e estimular atividades de recreação, educação ambiental e pesquisa científica.

No PED é realizado um trabalho muito importante de aproximação das pessoas com a natureza e o incentivo ao desenvolvimento do turismo na região, através de circuitos e trilhas que atraem os moradores locais, regionais e estrangeiros.

A primeira delas é a trilha da Pedra do Desengano, localizada na Morumbeca dos Marreiros, com entrada ao lado da Estalagem Morumbeca. Seu percurso é de aproximadamente quatro horas e atravessa quatro riachos e uma floresta.

A trilha da Mina passa por trechos de Mata Atlântica em regeneração, onde são encontradas cavidades abandonadas, construídas com a finalidade de extração mineral. A outra opção é a trilha do Poço do Padre, também com início na Morumbeca dos Marreiros, que passa por rios, poços e pequenas cascatas, ideais para banhos.

Por último, o circuito da Cascata mescla estradas e trilhas, campos abertos e florestas, passa por rios, córregos e piscinas naturais, até a Cascata. Durante o trajeto é possível observar a Garganta do Macapá, trecho onde o rio corre por aproximadamente um quilômetro entre dois afloramentos rochosos. Para chegar na Cachoeira da Cascata, são necessários 40 minutos de caminhada, partindo do pórtico do Parque.

Há dois caminhos para chegar ao Parque Estadual do Desengano. Deixando a Ponte Rio-Niterói, seguir pela RJ-116, passando por Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Friburgo e Bom Jardim. Depois do pedágio de Cordeiro, continuar na rodovia até Macuco, onde antes da entrada do centro da cidade haverá um entroncamento à direita que acessa a RJ-172. Segue por mais 36 quilômetros até chegar em Santa Maria Madalena.

O outro caminho é pela BR-101. Saindo da Ponte Rio–Niterói, manter na BR-101, passar por Manilha, Tanguá e Rio Bonito. Em seguida, passar por Casimiro de Abreu, percorrendo cerca de 67 quilômetros até chegar ao trevo em direção a Conceição de Macabu. Desse ponto, seguir pela RJ-182. Após passar pelo centro da cidade basta seguir as placas indicativas.

Escolha a trilha que preferir, o caminho mais fácil e conheça o Parque Estadual do Desengano. Vale a pena!

A BEN é destaque ao promover inclusão social através da leitura

Em recente publicação da revista Veja Rio, a Biblioteca Estadual de Niterói (BEN), foi citada entre os exemplos de instituições públicas que promovem a inclusão social através de ações de incentivo à leitura.

O conceito de biblioteca parque adotado aqui é baseado na experiência de Medellín, na Colômbia. Lá, desde 2006, o governo tem apostado em bibliotecas que não são apenas locais de leitura, mas espaços que juntam educação, recreação e cultura. Quando estive no país, ano passado, conheci projetos muitos interessantes e essa nova ideia de biblioteca está entre eles.

A ideia por aqui também deu certo e o reconhecimento no exterior já está acontecendo. Ano passado nossa biblioteca foi aceita na comunidade internacional de bibliotecas Beyond Access, em Washington, nos Estados Unidos.

Reinaugurada em 2011, a BEN passou a ser frequentada também por pessoas em situação de rua que encontraram ali uma forma de socialização. Com o propósito de realizarem cadastro na biblioteca, esses novos visitantes adquiriram documentos de identificação e comprovantes de albergue. Assim, resgataram sua autoestima e cidadania.

Desde 2004, quando foi liberada a verba para as obras de restauração do espaço, acompanho as decisões do governo estadual em relação à BEN que, além de seu papel educacional, é uma referência em arquitetura. O prédio compõe um dos mais belos conjuntos arquitetônicos da nossa cidade.

Hoje, o espaço reúne mais de 50 mil publicações atualizadas, sendo 157 para deficientes visuais. Circulam pela BEN uma média mensal de cinco mil visitantes, além da conquista de um público adicional. Esse cenário promissor me traz muita alegria. A inclusão social pode e deve ser feita com acesso ao conhecimento, esse é o papel principal da biblioteca. Estamos no caminho certo.

Rio recebe de volta o Museu do Trem

O Museu do Trem, em Engenho de Dentro, no Rio, reabriu suas portas no início do mês. Fundado em 1984, o enorme galpão abriga quase 160 anos de história das ferrovias e locomotivas brasileiras. Fechado desde 2007, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a cidade recebe de volta um espaço que merece ser visitado pelos cariocas.

O acervo do museu conta com mais de mil itens. Cerca de 150 peças, entre relíquias como a Baroneza, a primeira locomotiva que circulou no país, em 1854, e o vagão oficial da presidência da república, usado por Getúlio Vargas, em 1930, estão expostas ao público no mesmo terreno onde, no passado, funcionava a sede da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Desde julho do ano passado, a reabertura do espaço vinha sendo reivindicada por antigos funcionários da RFFSA e também pelos interessados na memória do transporte ferroviário. Este é o único museu dedicado ao trem no Estado do Rio de Janeiro e o único espaço cultural do bairro que, recentemente, perdeu sua atração mais famosa, o Engenhão, interditado pela prefeitura por problemas estruturais.

A visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 15h, com entrada franca. Para agendar visitas, os interessados podem telefonar para (21) 2233-7483. O Museu do Trem fica na Rua Arquias Cordeiro, 1046, no Engenho de Dentro. Vamos prestigiar!