Novas técnicas para o aperfeiçoamento da escrita

nullA iniciação nas salas de aula do ensino fundamental pela filosofia fonética (o fonema vocálico e o som das palavras) vem sendo apresentado por meio de materiais didádicos preparados para os alunos de acordo com suas necessidades individuais. São placas de letras mostradas em sala de aula pela professora que emite sons correspondentes à pronúncia correta.

Ao tomarem conhecimento de cada letra, isoladamente, o ensinamento passa para a formação de sílabas e, a seguir, para as palavras completas. O objetivo é a construção de frases que farão parte de textos escritos pelos alunos. Este método, criado pela pedagoga Karla Honória Santos, tem mostrado excelentes resultados na alfabetização de crianças. Uma vez assimilado, fica mais fácil alcançar uma boa alfabetização.

Para acompanhar os níveis de dificuldade de cada aluno, a pedagoga conta com o cronograma de aulas diárias em sala específica repleta de recursos educacionais. Apesar de estarem no mesmo ambiente, essa “vivência individual” contribui para graus de aprendizados diferenciados, criando uma quantidade de alunos observadores quanto ao desempenho do seu colega. E cada aluno pode escrever o que desejar e a maneira em que a tarefa será realizada.

Com isso, todo o processo passa a ser inspiração para melhores resultados, comprovando o sucesso desse método educacional.

UM NOVO PASSO

Quanto à caligrafia, os alunos aprendem a ouvir sons e as letras iniciais. Ao compreender o som das palavras, eles tentam reconhecê-las sem a preocupação de saber escrevê-las corretamente. Para Andréa Bechara, pedagoga do ensino fundamental, “a letra legível é muito importante para a compreensão da mensagem elaborada, respeitando todo e qualquer limite de cada modelo de texto apresentado”.

O objetivo é desenvolver no aluno uma letra compreensível. A estética do texto se conquista com o interesse ao “criar uma escrita” e, posteriormente, pela descoberta da leitura.

Conta limpa reaproxima prestação de contas

O comportamento ético na política nacional deslanchou no Congresso em setembro do ano passado. Contando com o respaldo de aproximadamente 1,5 milhão de assinaturas, o projeto Ficha Limpa foi finalmente aprovado.
Não bastasse a legítima pressão do eleitorado, em parte se utilizando da mídia eletrônica, a expressiva vitória da aprovação do projeto ganhou respaldo com as seguidas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que a “Lei Ficha Limpa” já se encontra em vigência. Agora, qualquer solicitação de candidato no momento do pedido de registro da sua candidatura passa por esta avaliação. Com isso, os ficha-sujas serão banidos das casas parlamentares, fortalecendo – finalmente – as instituições democráticas. Este é um grande passo rumo à moralização da política.
O senador Cristovam Buarque trouxe, na última semana, uma nova ideia que tem tudo a ver com o que procuramos para a política brasileira. Trata-se de aprofundar a ideia do Ficha Limpa, criando regras para tornar mais transparentes as finanças de cada campanha eleitoral. O político, além de Ficha Limpa, passa a ter que ser Conta Limpa.
Ao lançar essa proposta também pela internet, o senador constatou que houve uma participação positiva e intensa em relação à Conta Limpa. O que vem a ser isso? O eleitor poderá escolher aqueles candidatos que possuam Conta Limpa.
A primeira coisa é saber qual o limite de gastos que cada candidato vai fazer na próxima eleição. E que nenhum deles poderá gastar mais do que um valor determinado, proporcional ao tamanho do seu Estado e/ou proporcional ao número de eleitores. Esses critérios não podem ser (ou ter) o mesmo limite, por exemplo, do Distrito Federal para com o estado de São Paulo. Mas, certamente, é preciso limitar os gastos de cada candidato. E também fazer valer, em escala proporcional, para Governador, Prefeito, Vereador, Deputados Estadual e Federal, e Senador.
Hoje, com a possibilidade de se gastar, de forma ilimitada, muitos candidatos com Ficha Limpa não conseguem ser eleitos democraticamente. A proposta da Conta Limpa mostrará ao eleitor se o candidato está gastando de uma maneira ostentatória.
Então, o primeiro item deverá ser um limite de gasto; o segundo é que todo candidato precisará abrir mão do seu sigilo bancário enquanto for candidato. E vale também para pós-eleição, não devendo haver, em momento algum, sigilo bancário. Quem tem vida pública tem que ter suas contas públicas. Ninguém é obrigado a se candidatar. Agora, se é candidato, tem que aceitar algumas condições. E uma delas passa pela Conta Limpa. Se você não tem acesso à conta bancária do seu candidato, se quer a Conta Limpa, escolha um que tenha essa conta aberta.
O terceiro ponto é que todos os gastos de campanha deverão ser divulgados on-line. Conta de campanha tem de ser transparente. Qualquer eleitor poderá entrar na conta de campanha do candidato e saber quais foram os recursos depositados, quais foram os gastos e usados em quê?
Outro quesito é conhecer quem são os doadores. Quando você não sabe na campanha quem são os doadores, preocupe-se! Pode haver conivência, ou mesmo acordos espúrios. Ao mesmo tempo, se o candidato expõe quem dá dinheiro é porque essa é uma pessoa legal, é uma pessoa decente. Não há nenhum problema em receber dinheiro de alguém e dizer que este contribuiu para a campanha. Abertura e transparência são palavras-chave da conta aberta.
É preciso complementar o Ficha Limpa com a Conta Limpa, e mostrar a transparência absoluta no financiamento de campanha, nas contas pessoais de cada indivíduo que tem vida pública. Este é mais um passo na direção da democracia que nós sonhamos.