Estação meteorológica em Niterói

Implantada no Parque das Águas, Niterói passará a contar com a primeira estação meteorológica da cidade. A estrutura terá sensores de chuva, temperatura, vento e umidade e irá recolher dados climáticos que vão funcionar como alertas meteorológicos, de acordo com o que é exigido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Em 2010, quando fui vereador, já havia sugerido, através da indicação nº 927/2010, que fosse criado um sistema que pudesse permitir a previsão do índice de chuvas na cidade já que, até então, utilizava as amostragens dos índices do Rio.

Quando foi retirado o medidor de chuvas (pluviômetro) que estava instalado no Horto de Niterói, que era de responsabilidade do SERLA, hoje INEA, e o outro aparelho que existia na UFF foi desativado, em 2008, a cidade ficou sem qualquer instrumento para medir o índice das chuvas.

Acredito que essa estação meteorológica trará grandes benefícios para a nossa cidade. O projeto não terá custo, pois é viabilizado através de uma parceria com o Sistema de Meteorologia do Estado do Rio (Simerj), da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Estado.

É importante termos previsões climáticas que permitam uma real projeção do volume de chuvas para que sejam executadas as medidas preventivas necessárias.

BR-493: a necessidade de obras é urgente

A matéria publicada pelo jornal O Globo, ontem, evidencia o total descaso com a BR-493, rodovia que liga Manilha, em Itaboraí, a Santa Guilhermina, em Magé, por onde são transportados 70% dos alimentos que abastecem o Rio.

Essa estrada federal é o principal acesso da Região Metropolitana e do Sul do estado ao Norte Fluminense, além de grande parte do Nordeste do país. Por lá, circulam diariamente 18 mil veículos, sendo 60% deles caminhões.

Em 2008, quando o Governo do Estado e a União firmaram parceria para construção do Arco Metropolitano, que seguirá o mesmo percurso formado pelas rodovias BR-493 e RJ-109, cabia ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizar a duplicação da estrada.

O Governo do Estado adquiriu recursos no valor de US$ 520 milhões, concedido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina, para concluir as obras do Arco e realizar a pavimentação e recuperação de estradas no interior e na Baixa Fluminense. Na época, a construtora que fazia parte desse consórcio foi alvo de denúncias. E, depois de quatro anos sem nenhum quilômetro construído, o acordo foi desfeito.

Até o fim do mês, devem ser abertas as propostas da nova licitação, em regime diferente do anterior. Agora, a empresa que ganhar a licitação terá de fazer o projeto e executar a obra. O próprio Dnit reconhece que a estrada não comporta mais as 150 mil toneladas que circulam por dia na pista. Enquanto isso não acontece, a solução encontrada foi contratar uma empresa de conservação.

Em outubro do ano passado começaram as obras de recuperação do asfalto, que só devem terminar em 2014. O diretor regional do Dnit, Arnaldo Pinho, disse que 60% das obras estão concluídas, mas que as chuvas podem ter ocasionado mais buracos. Outro agravante apontado por Arnaldo é o crescimento cada vez maior de veículos, por causa da construção do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).

Pela sua importância, a BR-493 deveria ter toda a estrutura adequada. No entanto, o que vemos são 25 quilômetros de uma rodovia estreita, com grandes desníveis, nenhuma iluminação e sinalização precária. De acordo com a reportagem, são 665 buracos ao longo da via. Uma média de um a cada 38 metros. Eu mesmo já fui ao Dnit pedir providências sobre a obra. A necessidade é urgente!

Eu sempre acreditei numa Niterói ciclável

Em fevereiro do ano passado, especialistas, urbanistas e apaixonados por ciclismo se reuniram para discutir sobre o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades, no 1º Fórum Mundial da Bicicleta.

Também em 2012, tivemos o 2º Seminário Sobre Mobilidade Urbana Sustentável, onde discutimos questões de prioridade no planejamento urbano. Nesse encontro, foi assinado um convênio entre a Nittrans e o Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento (ITDP).

De um modo geral, a ideia dos dois encontros era de cobrar mais participação das bicicletas no sistema de transporte, exigindo das administrações municipais a infraestrutura cicloviária necessária, incluindo sinalização adequada e a intermodalidade, que é a ligação com outros tipos de transporte.

Foi essa mesma discussão que iniciei enquanto fui vereador de Niterói e que busquei garantir quando elaborei o Estatuto da Bicicleta, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito das bikes numa sociedade cuja cultura de progresso é ter carro. A bicicleta é também um veículo e seu uso está garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, porém, quem fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias.

Um exemplo curioso é o que ocorre na Bélgica, onde os moradores são pagos para usarem a bicicleta como meio de transporte. As empresas belgas, que recebem isenção fiscal do governo, pagam 0,21 centavos de euro por quilômetro para que seus funcionários deixem seus carros na garagem.

A ideia deu certo e cerca de 2 milhões de pessoas já usam a bike para trabalhar. Além disso, o país tem uma economia de até 5 bilhões de euros. Sem contar os benefícios à saúde da população.

Mas, ainda que essa estratégia tenha dado certo, eu prefiro acreditar na mudança através da conscientização. Pedalar é um hábito que está conquistando cada vez mais adeptos por ser uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida mais prático. Eu sempre acreditei numa Niterói ciclável.

Começam as obras de duplicação da Avenida do Contorno

As obras de duplicação da Avenida do Contorno, prometidas desde 1974, começaram ontem. São 2,2 quilômetros no trecho inicial da BR-101 Norte, um dos maiores gargalos das rodovias fluminenses, por onde circulam cerca de 90 mil veículos por dia.

Orçada em R$ 40 milhões, a obra deve ficar pronta só daqui dois anos, em 2015, por causa de atrasos e mudanças no projeto original. Com as alterações, o alargamento do trecho vai ocupar uma área do Estaleiro Renave.

O diretor superintendente da concessionária Autopista Fluminense, José Alberto Gallo, responsável pela obra, garantiu que este ano as intervenções não irão afetar o tráfego da rodovia. O número de faixas aumentará de duas para três nos dois sentidos e o acostamento também será usado como pista.

Também está em estudos a duplicação do trecho Niterói-Manilha da BR-101, que vai do Barreto até Manilha, e a remodelação dos trevos de Manilha e do Varadinha, em Itaboraí, que são pontos de retenção do tráfego da via. A duplicação da Avenida do Contorno será um alívio, também, para os constantes engarrafamentos na ponte Rio-Niterói.

Um estudo divulgado pela Coppe, em 2011, mostrou que até 2020, o Estado do Rio de Janeiro terá um carro para cada dois habitantes. Em Niterói, em março do mesmo ano, o Denatran contabilizou mais de 160 mil carros. Ou seja, um automóvel para cada três habitantes.

Logo que foi anunciado o início das obras, em 2011, fui até o centro de operações da concessionária para conhecer os projetos da empresa para a estrada que, na época, enfrentavam vários impasses.

Insisti para que fosse realizado um encontro com todos os envolvidos para resolver a questão. O encontro terminou de forma positiva com a vontade de todos em colaborar com a nova marcação da via. Cheguei a ir até mesmo à Brasília para discutir o problema.

Desde então estou engajado na solução para duplicação da Avenida do Contorno. Essa intervenção é de grande urgência e importância, além de essencial para melhorar um fluxo saturado faz anos. Agora, iniciadas as obras, continuarei acompanhando esse desdobramento.

Crescimento de empregos no Estado do Rio supera média nacional

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), o estado do Rio de Janeiro gerou aproximadamente 150 mil empregos com carteira assinada em 2012. Esse resultado corresponde a um crescimento de 4,17% em relação às vagas com carteira assinada criadas em 2011 e supera o índice nacional de 3,43% registrado nesse mesmo ano.

Somente no município do Rio de Janeiro foram criados mais de 86 mil postos de trabalho entre os meses de janeiro e novembro do ano passado. Com isso, houve um acréscimo de 4,29% em comparação com o mesmo período de 2011.

Além de mais oportunidades formais de emprego, as estatísticas apontam, também, que os fluminenses tiveram um aumento no valor do salário, deixando o estado no 1° lugar no ranking.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), setores como construção civil, indústria naval e indústria criativa serão os de maior destaque no mercado de trabalho fluminense em 2013, motivados pelo calendário de eventos do Rio.

Niterói, inclusive, está incluída na lista de roteiros turísticos para a Copa de 2014. Esse é um bom momento para impulsionar as oportunidades de emprego e de geração de renda para os niteroienses.

Inea notifica moradores para despoluir a Lagoa de Piratininga

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) começou a notificar os moradores de Piratininga, na Região Oceânica, que ainda não interligaram suas casas à rede coletora de esgoto público. Até agora, mais de 90 casas já foram notificadas.

A maioria delas está ligada à rede pluvial, que faz a drenagem dos resíduos para o rio e vão diretamente para a Lagoa de Piratininga que, desde ano passado, passa por um processo de desassoreamento. Por isso a necessidade de investir em um sistema de tratamento de esgoto adequado.

Sobre esse sistema, em 2006, conseguimos aprovar a lei que obriga as edificações a estabelecerem conexão com a rede coletora de esgotos sanitários. Só que com a elaboração do novo Código de Posturas, aprovado em 2008, a minha proposta foi incorporada ao texto e a lei revogada. Além disso, o Inea vem fazendo uma série de campanhas publicitárias e educativas para chamar atenção dos estabelecimentos que estão irregulares.

A previsão é de que até o fim do programa de desassoreamento, mais 500 imóveis sejam notificados. Todos terão um prazo de 60 dias para regularizar a situação. Depois, uma nova vistoria será feita, e os que não estiverem regularizados, serão autuados.

A medida adotada pelo Inea serve de alerta para que todos os niteroienses estejam em dia com suas obrigações. O processo de despoluição da Lagoa de Piratininga é muito importante para a cidade.