Exposição “Mosaicos Fotográficos” no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Recomendo a todos que confiram a exposição “Mosaicos Fotográficos”, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Icaraí. Organizada pelo meu grande amigo Paulo Roberto Cecchetti, a mostra reúne imagens do arquiteto e fotógrafo Rainer Thrum, conhecido por seus trabalhos em fotografia urbana e artes em mosaico.

A temática de “Mosaicos Fotográficos” é montar, através de fotos menores, imagens de rostos humanos, que devem ser vistos à distância. O objetivo de Thrum não é retratar personalidades da mídia, mas resgatar rostos que expressem o desprendimento do artista com seu trabalho.

Cecchetti já esteve à frente de memoráveis exposições como “Pimentel 90 anos”, em 2002, e “Japão-Brasil 100 anos – Do sol nascente ao calor tropical”, em 2008. Ano passado, realizou a mostra “Luiz Antonio Pimentel – 100 anos em foco”, em homenagem ao centenário do jornalista, que tive a oportunidade de prestigiar. Como autor, possui 14 livros publicados e foi, também, fundador de importantes movimentos culturais que admiro como “Escritores ao Ar Livro” e “Estante Comunitária”

A exposição “Mosaicos Fotográficos” é gratuita e segue até 31 de março. Nesse dia haverá um encontro com Rainer Thrum, às 10h. O Centro Cultural fica na Rua Lopes Trovão, s/n, no Campo de São Bento. Vale a pena conferir!

DRM-RJ debate sobre o impacto dos royalties na economia fluminense

Ontem aconteceu, no auditório do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ), em Niterói, um ciclo de palestras para discutir a situação e as perspectivas do petróleo no Estado do Rio e o impacto dos royalties na economia fluminense.

O ponto de partida para os debates foi a polêmica dos royalties e a nova lei de distribuição dos recursos que culminou com a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, de conceder medida provisória para suspender os efeitos dessa lei já que afetaria a economia dos Estados e municípios produtores.

Um dos palestrantes foi Julio Cesar Pinguelli, da Superintendência de O&G, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (SEDEIS), que apresentou propostas de mudança no marco legal da indústria de petróleo e os impactos sobre a economia fluminense.

De acordo com o levantamento mostrado por Julio, com a mudança do percentual de recursos destinados aos Estados produtores, o Rio de Janeiro, por exemplo, teria uma perda de R$ 38,6 bilhões na sua receita, enquanto os municípios acarretariam uma perda de R$ 36,9 bilhões.

Somados esses valores, seriam mais de R$ 75 bilhões, no período de 2013 a 2020. Esse resultado iria gerar um retrocesso no indicador de endividamento do Rio com a União, o que, além de afetar o orçamento, traria dificuldades em conseguir novos empréstimos.

Depois foi a vez do Coordenador de Economia Mineral e Petróleo do DRM-RJ, Marcio Serrão, falar sobre a participação do Estado na produção nacional de petróleo. Os dados mostrados indicam que o Rio tem uma produção de 80%, mas só recebe 64,40% dos royalties produzidos.

No ranking de arrecadação do ano passado, o Rio teve um ganho de R$ 92 milhões no orçamento, enquanto Niterói registrou R$ 85,96 milhões no que chamamos de participação especial (PE) nos recursos.

O Rio e o Espírito Santo, como se sabe, teriam grandes prejuízos com a possível perda dos royalties da exploração do petróleo. A decisão do STF impede a distribuição mais igualitária dos tributos arrecadados.

Com isso, volta a valer a antiga divisão, com maior benefício aos produtores, até que o plenário do Supremo decida sobre o tema, o que ocorrer mês que vem. Vamos torcer por uma decisão favorável.

Novas barcas para a travessia Rio-Niterói

Semana passada, o Governo do Estado adquiriu mais nove barcas para a travessia Rio-Niterói. Sete delas são da empresa chinesa Afai Sothern Shipyard, com dois mil lugares, e as outras duas do estaleiro cearense Inace, com capacidade para 500 passageiros. Essas embarcações devem entrar em operação daqui a dois anos.

Para o Governo, essa parceria com a China é importante já que nas concorrências públicas, o país oferece mais qualidade, preço e prazo. Além disso, essas embarcações são 70% mais eficientes energeticamente. Um dos modelos, por exemplo, é movido a gás, o que reduz a poluição a zero.

As novas barcas terão ar condicionado e um sistema moderno de navegação com proa dupla, o que vai permitir a atracação nos dois terminais, sem manobras. A velocidade dessas embarcações vai permitir uma travessia de 15 minutos e o número das acomodações vai dobrar.

O transporte por barcas é a melhor alternativa para quem precisa transitar entre Rio e Niterói. Mas as melhorias oferecidas pela companhia ainda não conseguem acompanhar a demanda na mesma velocidade. Essa nova aquisição é parte de uma série de investimentos em curso no sistema, assim como a modernização e ampliação das estações de embarque.

Com isso, espera-se agora solucionar alguns dos problemas que mais afligem os passageiros como a superlotação e a demora no tempo de espera entre as travessias, principalmente nas horas de maior movimento. Como usuário das barcas também espero por melhorias.

A importância do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional

Estou em Brasília participando da I Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional (CNDR), promovido pelo Ministério da Integração Nacional e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), cuja temática é discutir e divulgar a realidade produtiva de cada região do país. Um dos destaques da programação de hoje foi a entrega do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional.

Celso Furtado foi um dos maiores economistas brasileiros e um dos mais destacados intelectuais do país, que sempre acreditou numa sociedade mais igual através do desenvolvimento regional. Na política, em 1962, foi nomeado primeiro Ministro do Planejamento do Brasil, no governo João Goulart, último presidente trabalhista do país.

E, em 1963, na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), implantou a política de incentivos fiscais para investimentos na região. A atuação de Celso Furtado em busca do equilíbrio regional é inspiração, até hoje, para muitos acadêmicos e gestores públicos.

O objetivo do Prêmio Celso Furtado é promover a reflexão, na teoria e na prática, sobre o desenvolvimento regional do Brasil, a partir da discussão e identificação de medidas concretas para a redução da desigualdade social entre as regiões brasileiras e para que todos tenham acesso às oportunidades de desenvolvimento.

Durante o encontro, entreguei ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, um documento com as diretrizes para o Estado do Rio, de acordo com o que debatemos na I Conferência Estadual do Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. Dentre as medidas, estão a promoção do desenvolvimento sustentável através do investimento da inovação e indústria criativa e priorização das áreas pouco contempladas no planejamento do Estado.

Para o ano que vem, vamos avaliar os projetos que desenvolvemos na Sedrap para também participarmos do concurso.

Ciclismo e cidadania no World Bike Tour Rio

Ontem participei de mais uma edição do World Bike Tour (WBT) no Rio. Percorremos cerca de 11 km, de Copacabana até o Aterro do Flamengo. Essa é a segunda vez que o evento acontece na cidade e, novamente, foi um sucesso.

O WBT não só incentiva a prática do esporte como envolve, também, ações de cidadania, na busca por mais qualidade de vida, através de hábitos mais saudáveis. Além da motivação à inclusão social já que, mais uma vez, portadores de deficiência visual ou física tiveram espaço e também puderam participar.

O sucesso da edição passada do WBT foi relevante para dar continuidade ao projeto no Rio, que já foi sede de importantes eventos do segmento como, por exemplo, o Campeonato Brasileiro de Ciclismo e a Taça Brasil Open de Bicicross, em 2011.

A programação do WBT desse ano incluiu eventos na Quinta da Boa Vista e a participação de 700 ciclistas mirins. E nos vinte dias de atividades, houve também debates sobre mobilidade e sustentabilidade.

Tenho alguns artigos publicados sobre o uso da bicicleta como transporte sustentável. Pedalar é uma prática saudável e um hábito que, cada vez mais, conquista mais adeptos. O WBT é, sem dúvidas, um importante aliado na divulgação da cultura do ciclismo entre as pessoas.

Homenagem aos 30 anos de posse do Brizola no Governo do Estado

Amanhã acontece, no Palácio Tiradentes, às 10h, um ato em memória aos 30 anos da posse de Brizola no Governo do Estado, organizada pelo líder do PDT, deputado estadual Luiz Martins, e o Diretório Regional do partido.

Fundador e ex-presidente nacional do PDT, Leonel Brizola viveu pela política brasileira e deixou um legado de grandes realizações. Pelo partido, foi eleito governador do Rio de Janeiro por duas vezes. Sendo a primeira, em março de 1983.

Os governos Brizola no Rio foram marcados por feitos notórios como os Centros Integrados de Educação Pública, por exemplo. Junto com Darcy Ribeiro, Brizola implantou o programa de educação integral, construindo 500 CIEPS.

Brizola sempre lutou sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pelo desenvolvimento do país, por mais dignidade para o povo brasileiro, pelos direitos e conquistas do trabalho e da educação. E por isso merece a nossa homenagem.

O ato acontecerá no plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes, que fica na rua Primeiro de Março, s/n, Praça XV, Centro do Rio.

Uma nova cara para o Cinema Icaraí

Parte do processo de reabertura do Cinema Icaraí foi concluído nesse fim de semana. Sete projetos foram avaliados por uma banca examinadora e a proposta escolhida conserva o espaço original do cinema, conforme o edital do concurso de ideias lançado pela UFF, em dezembro.

De acordo com o edital, estudantes de arquitetura e urbanismo teriam que desenvolver projetos e um deles seria usado como contribuição no projeto final da obra. Finalizada essa etapa, o próximo passo, agora, está à cargo da UFF e do Inepac, que deverão dar segmento às obras.

Além da sala de cinema, o projeto inclui salas de músicas, exposições, além de um espaço multiuso e um centro empresarial. A intenção é construir, na verdade, um centro cultural que possa ser alugado para empresas que queiram fazer eventos.

O reitor da UFF, Roberto Salles, defende a ideia de transformar o espaço em um ambiente autossustentável, mantido por recursos próprios. Eu acompanhei de perto toda a polêmica sobre o impasse do Cinema Icaraí e fico imensamente feliz ao falar sobre o futuro do símbolo da história de nossa cidade.

A luta dos defensores pela manutenção do cinema e pela manutenção da sua arquitetura é antiga. Tenho certeza que valeu a pena toda a mobilização a favor da preservação do prédio.

Boa iniciativa que contribui para a democratização do acesso à educação

Começaram, ontem, as aulas do Pré-Vestibular Social (PVS) da Escola do Legislativo do Rio (Elerj), organizado pela Fundação Centro de Ciências e Educação à Distância do Estado do Rio (Cecierj), em parceria com a Alerj. O curso é gratuito e oferecido a estudantes de baixa renda que, muitas vezes, precisam estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

Conciliar essa rotina nem sempre é fácil e a iniciativa do curso é fundamental para que estes alunos também possam disputar vagas nas universidades do país. O índice de aprovação dos frequentadores do PVS é de até 72% para UERJ, UFRJ, UniRio, PUC e o Consórcio Cederj, que oferece cursos de graduação à distância.

Esse ano, as aulas do PVS vão até dezembro e acontecerão duas vezes por semana, segundas e quartas, das 18 às 22h, com aulas de biologia, física, química, geografia, história, matemática, português, redação e inglês. No segundo semestre, serão abertas inscrições para o curso intensivo, com o mesmo objetivo.

O PVS é uma boa iniciativa que fortalece a importância do Poder Legislativo no processo de democratização do acesso às universidades. Educação de qualidade é essencial para o desenvolvimento humano, além de ser um direito de todos.

Embarcações esquecidas na Baía de Guanabara serão leiloadas

Foi anunciado para o fim deste mês o leilão das embarcações esquecidas na Baía de Guanabara, na entrada do Canal de São Lourenço.

Em 2011, estive presente na operação de início da retirada dessas embarcações. Fizemos o levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos a localização de cada um e entregamos um relatório sobre a situação para o INEA e a Capitania dos Portos. Fornecemos dados concretos e importantes para a efetivação do processo que ocorre hoje.

Essa análise foi entregue completa com a localização geográfica, fotos e a descrição das embarcações. Ou seja, bastava a ação para a retirada.

As embarcações foram mapeadas e os proprietários notificados, mas, somente 12 foram removidas. Tiveram prioridade as carcaças que estavam em frente o Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), que será reativado quando forem concluídas as obras de dragagem do Canal. Os estaleiros também deram recursos, porque há interesse na melhoria da navegação.

No fim do mês, acontece o leilão para que as 41 carcaças restantes sejam arrematadas e retiradas do mar. O leilão público será em lote único e quem arrematar terá o prazo de até o final do primeiro semestre para retirá-las e ficar com o valor delas.

Essas embarcações formam um conjunto de problemas para Niterói. Elas atrapalham as manobras dos barcos, oferecendo riscos para a navegação, poluem o ambiente e representam um péssimo cartão de visita. A retirada das carcaças é de grande interesse do setor naval, principalmente pela dinamização das atividades do Porto. E também somam um grande ganho para a cidade, na melhoria de sua aparência.

Histórias do cinema de Niterói

Semana passada aconteceu, na Livraria Icaraí, o lançamento do livro ‘Cinematographo em Nictheroy – História das salas de cinema em Niterói’ do professor do curso de Cinema da UFF, Rafael de Luna Freire.

Rafael é irmão do meu amigo, o produtor cultural Pedro de Luna, um dos fundadores do Arariboia Rock, que apoio desde 2004, quando o movimento surgiu.

No livro, Rafael faz um estudo sobre o papel do cinema em Niterói desde o século XIX até os dias de hoje. Fala sobre a história das salas de cinema de Niterói e como elas acompanharam as transformações sociais, urbanas e comportamentais da cidade.

Um dos pontos abordados por Rafael é a trajetória de aberturas e fechamentos das salas de cinema da cidade como o Cinema Icaraí, por exemplo. Eu acompanhei de perto esse impasse.

A luta dos defensores pela manutenção do cinema e pela manutenção da sua arquitetura é antiga. Lembro que, enquanto vereador, fui o único a ir contra o projeto de lei que previa o destombamento parcial do prédio e somente com a intervenção do Inepac, em 2008, do qual fui forte apoiador, conseguimos garantir o tombamento.

‘Cinematographo em Nictheroy’ foi lançado pela Editora Niterói Livros e está à venda nas livrarias da cidade. Sem dúvidas, é uma ótima dica de leitura aos apaixonados por cinema.