Arte e religiosidade no maior tapete de sal da América Latina

São Gonçalo se prepara para a tradicional montagem dos tapetes de Corpus Christi, Patrimônio Público Cultural e Religioso da cidade e considerado o maior da América Latina.

A celebração no município se tornou conhecida no Brasil por aliar religiosidade e arte, através da confecção de centenas de quadros sobre o tema. Para este ano, são esperadas 240 imagens feitas a partir de materiais como sal, serragem, pedrarias e tinta colorida, todos doados pelos fiéis.

O evento é uma das maiores atrações turísticas e de fé do país e recebe visitantes de diversos lugares. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em julho no Rio de Janeiro, também estarão presentes na celebração.

O Corpus Christi de São Gonçalo é um marco para o Estado. Vale a pena prestigiar!

É preciso pensar juntos na segurança

Hoje acontece uma nova reunião para discutirmos a segurança no Pé Pequeno, às 19h, no Centrinho, com a presença do comandante do 12º BPM, tenente coronel André Luiz Belloni, e outras autoridades.

Esse encontro é importante para aproximar a população da polícia a fim de estabelecer uma parceria em busca do melhor para a cidade.

No breve contato que tive com o governador Sergio Cabral no lançamento do cadastramento biométrico, no fim do mês passado, no Caio Martins, falei sobre a minha preocupação com a questão da segurança em Niterói. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa.

Tudo o que conquistamos foi sempre através da mobilização e reivindicação. Foi assim com o policiamento comunitário, uma conquista dos niteroienses na década passada, que surgiu a partir do Movimento Niterói com Segurança, que iniciei aos 21 anos. Quando a população se une para dizer o que precisa, as coisas acontecem de fato.

Encontros como o que vamos ter hoje à noite são formas de promover a interlocução entre o poder público e a população. Sempre acreditei que devemos pensar juntos na segurança, para que os moradores possam dizer o que está faltando e o que pode ser melhorado. A sua participação é muito importante!

O Centrinho fica na Rua Itaguaí, 173, no Pé Pequeno.

Exposição em cartaz na Sociedade Fluminense de Fotografia mostra o drama da hanseníase no país

Ontem, prestigiei a exposição ‘Quebrar barreiras – o estigma da lepra’, na Galeria Octavio do Prado, na Sociedade Fluminense de Fotografia, que reúne 19 fotos coloridas e em preto e branco assinadas pelo fotógrafo alemão Heiner Pflug. A exposição marca o lançamento do livro homônimo que retrata a história da hanseníase no Brasil, através de fotos que abordam a forma de vida das pessoas que, ainda hoje, vivem em colônias para portadores da doença em diferentes estados do país.

O livro é resultado de um mergulho de três anos do autor em pesquisas, visitas às colônias de outros estados e do Rio como Curupaiti, em Jacarepaguá, e Itaboraí, e entrevistas com portadores e ex-portadores da doença, filhos, enfermeiros, médicos e autoridades. Um processo que começou em 2009, quando Heiner vendeu uma casa e decidiu doar o dinheiro. Foi assim que conheceu a colônia de Curupaiti. A aproximação com a hanseníase se tornou, então, um projeto de vida.

O objetivo de Pflug é mostrar, no livro, o preconceito com quem tem as marcas da doença e como eram tratados os doentes entre os anos de 1920 e 1930, quando estava em vigor o Regulamento Sanitário, que pregava o isolamento dos doentes. Eles eram tirados do convívio familiar e internados em hospitais-colônias.

Ainda hoje, existem 33 colônias parcialmente ativas no país, onde vivem pelo menos dez mil ex-pacientes e suas famílias. Segundo o Ministério da Saúde, são detectados 33 mil novos casos da doença a cada ano, sendo 7% em menores de 15 anos. A lei que previa a internação compulsória foi revogada em 1962, mas o retorno ao convívio social era muito difícil em razão da pobreza e do isolamento a que eram submetidos.

A exposição segue até o dia 15 de junho, das 9h às 18h. A entrada é gratuita e todo o lucro obtido com a venda do livro na noite de lançamento será revertido às colônias que abrigam pessoas com hanseníase. A Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro.

Estado ganha um novo Mercado de Flores

Hoje, inauguramos um novo Mercado de Flores, no entreposto carioca da CEASA-RJ, em Irajá, que vai favorecer inúmeros produtores de flores no Estado do Rio que são, em maioria, de Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Itaboraí e Campo Grande.

O Rio é o segundo maior Estado produtor de flores no Brasil com destaque para os municípios de Bom Jardim e Nova Friburgo. E além de movimentar R$ 470 milhões de reais por ano, gera mais de 17 mil empregos.

Na CEASA-RJ, por mês, serão comercializadas 840 mil dúzias de flores. Isso vai fazer com que a Central de Abastecimento seja referência nesse tipo de mercado. Além de contribuir para o desenvolvimento da Região Serrana.

A ideia futura é transformar o entreposto em um polo cultural e gastronômico com bares, restaurantes, lojas de artesanato, adegas e espaço para shows e feiras de agricultura. Sem dúvidas, será um investimento de grande importância para a floricultura fluminense.

Com isso, o movimento atual de 50 mil pessoas por dia deve aumentar, no mínimo, em 30% nos próximos meses. É o mesmo percentual previsto para o acréscimo no volume de comercialização de produtos que hoje chega a R$ 2,6 bilhões por ano.

O Mercado de Flores funcionará de segunda a sábado, sempre das 2h às 12h.