Conheça a Biblioteca Parque Estadual

No sábado, 29, estive na inauguração da Biblioteca Parque Estadual (BPE) no Centro do Rio, inaugurada depois de quatro anos de obras. O novo espaço com 15 mil metros quadrados vai oferecer multiplicidade de artes e cultura com capacidade para receber até cinco mil pessoas por dia, num investimento de R$ 71 milhões. O resultado final ficou fantástico!

As paredes da BPE estampam pensamentos de escritores e poetas como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Vinícius de Moraes, só para citar alguns. O acervo literário com 200 mil itens, vai desde filmes, a músicas digitalizadas e uma ampla coleção de quadrinhos.

Além dos estúdios de som e vídeo, teatro, auditório e salas multiuso para laboratórios e oficinas. Tem ainda as espreguiçadeiras, área de exposição, o café literário e um jardim suspenso. Sem falar dos computadores de acesso público e internet gratuita. Tem programa para todos os gostos e idades.

Na década de 1980, a instituição centenária foi abraçada por Darcy Ribeiro, que na época era secretário estadual de Cultura. Ideias como a do teatro e da biblioteca infantil foram pensadas por ele, mas só agora foram construídas. O projeto é de Glauco Campelo, o mesmo arquiteto que desenhou prédio original que ocupou o espaço até agora.

A ambientação arquitetônica e o mobiliário é de Bel Lobo. O paisagismo foi feito pela Fundação Burle Marx. Vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 20h, e está instalada num lugar de fácil acesso – pela Avenida Presidente Vargas, pelo Saara e pelo Campo de Santana.

A BPE é acessível e conta com uma equipe especial para atender os leitores com deficiências motoras ou cognitivas. Integrada à sustentabilidade, a biblioteca tem o chão de madeira certificada. Os vidros das janelas reduzem o calor. A fórmica do mobiliário é feita de garrafas PET e a água captada pelo eco-telhado é reusada.

O conceito de biblioteca parque está no desejo que as famílias venham e passeiem pela biblioteca. Que não seja somente um espaço de estudo e pesquisa, mas de encontro e convivência. A programação de eventos já conta com a exposição “Vinícius de Moraes – 100 anos”, que faz parte do projeto Centenário de Vinícius de Moraes e fica em cartaz até 15 de junho.

Vale muito a pena conhecer a Biblioteca Parque Estadual. Eu recomendo!

Boas vindas ao novo ministro da Pesca e Aquicultura

Na última segunda, dia 17, estive em Brasília para acompanhar a cerimônia de transmissão de cargo do novo ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes. Nascido em São Paulo, foi eleito deputado federal em 2006, exercendo o mandato até 2011. Na Câmara, foi membro titular das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e CCJ.

No Senado, foi relator de importantes matérias e autor do primeiro decreto legislativo aprovado pelo Congresso, que sustou os efeitos da resolução administrativa do TSE que redefinia o número de deputados federais. Ao assumir o MPA, afirmou ter entre suas prioridades o investimento no Plano Safra da Pesca e Aquicultura e no aumento da produção de pescado, ações iniciadas pelo ex-ministro Marcelo Crivella.

Na gestão do Crivella, inclusive, a produção nacional do pescado saltou, em dois anos, de 1,3 milhões de toneladas para 2,5 milhões de toneladas. O Brasil dispõe, hoje, de cerca de mil reservatórios públicos para o desenvolvimento da aquicultura. Sabendo aproveitar esses recursos essa produção pode chegar a 20 milhões de toneladas anuais, como já havia estimado a FAO.

Quero agradecer novamente ao ex-ministro Marcelo Crivella, repetindo o que disse em Brasília, pelas inúmeras ações que beneficiaram o setor pesqueiro no Estado, como a entrega das máquinas destinadas à escavação de viveiros para a produção de pescado no Noroeste do Estado, o Terminal Público Pesqueiro de Niterói e o apoio à implantação do Distrito Industrial Pesqueiro Sustentável da Ilha de Itaoca.

Além, é claro, da conquista da simplificação do licenciamento ambiental.

Na certeza de que essas e outras ações terão continuidade, quero dar boas vindas a Eduardo Lopes. Que ele saiba trabalhar para fortalecer ainda mais a pesca e a aquicultura e que transforme o setor numa atividade que agregue valores e possa gerar renda para nossos produtores. Que possa defender ainda mais recursos do Governo Federal para o MPA implantar as suas políticas públicas.

Rio, a capital nacional das bikes

Andar de bicicleta, como já disse aqui outras vezes, é um hábito que cada vez mais conquista mais pessoas. E é muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta como prática esportiva, meio de transporte e também a importância do seu papel na mobilidade urbana. Na cidade do Rio, o investimento nas magrelas já começa a mostrar resultados…

Ações públicas e privadas estão ajudando a aumentar ainda mais o número de adeptos das pedaladas não só como forma de lazer, mas também como meio de transporte. Em tempos de Olimpíadas de 2016, começa a ficar mais evidente uma consciência que há tempos despontou em cidades europeias como Copenhagen: a de que o espaço público deve pertencer, cada vez mais, a pedestres e ciclistas.

Ainda há muito a ser feito, mas a transformação está acontecendo. A malha cicloviária na cidade do Rio deu um salto impressionante de 150 quilômetros, em 2009, para os atuais 355, com metas de atingir 450 em dois anos. Pouco, se comparado à estrutura de cidades como Munique, onde há 1,3 mil quilômetros. Mas o suficiente para conceder ao Rio a medalha de segunda maior malha de ciclovias da América Latina.

Novas rotas estão surgindo com a inauguração de mais 3 quilômetros de ciclofaixas no coração do Rio. Do Museu de Arte Moderna, no Aterro, ao Centro, são três caminhos diferentes, elaborados em conjunto por ciclistas, especialistas em transporte e autoridades que entendem do assunto. Melhores bicicletários também estão sendo implantados.

Segundo a ONG Transporte Ativo, já são, no total, entre quatro e cinco mil vagas para bicicletas na cidade. Com estrutura toda de alumínio, o atual modelo é mais resistente que o anterior, de ferro. Por dia, segundo a prefeitura do Rio, são feitos 1,5 milhão de trajetos de bicicleta em toda a cidade. Apostar nas magrelas como maneira de mitigar problemas de trânsito tem dado certo!

Com mais bicicletas, ciclovias e bicicletários, a cidade do Rio se tornou a capital nacional das bikes. E vai sediar, no dia 6 de abril, a terceira edição do Pedal Cultural, projeto de cicloturismo desenvolvimento pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca como forma de incentivo ao uso das magrelas, aliado ao lazer,o esporte e a cultura.

Incentivar o uso das bikes num país onde a cultura de progresso ainda é ter carro é um grande desafio. Mas é com engajamento e o desejo de transformação que a coisa acontece. Foi o que me motivou a elaborar o Estatuto da Bicicleta para Niterói, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito seguro das bikes, com seu uso garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, ainda assim, quem critique ou fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras muitas cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias, como Copenhagen e Munique.

Pedalar é uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida muito mais prático. É muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta.

A política das UPPs faz com que as coisas caminhem

“Nós temos estes fatos que são muito tristes que nos comovem, mas nós não vamos parar. Vamos continuar, vamos fazer outras ocupações. Temos já inteligência produzida em cima dessas áreas para poder dar a resposta e ir aos poucos prender essas pessoas que são os autores desses ataques”. Assim declarou o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, quando questionado sobre as mortes de policiais que atuam nas Unidades de Polícia Pacificadora (as UPPs).

Na entrevista concedida ao RJTV no sábado, dia 8, Beltrame falou ainda sobre a ação das UPPs em comunidades que ainda enfrentam resistência, o que resulta na onda de confrontos que acontecem entre policiais e bandidos, além dos ajustes que seriam necessários para evitar que fatalidades como essa não se tornem rotineiras.

Penso que a declaração do secretário é similar ao desejo da sociedade em ter mais segurança. A UPP é, sim, um projeto positivo e esperado pela população, cujas taxas de homicídio em diminuição comprovam a sua importância e eficácia.

Analisando o cenário atual, pode-se dizer que o movimento da violência acompanha o processo de desenvolvimento do país, com a transferência de investimentos públicos e privados para outras regiões do Brasil. Quando esses estados não estão preparados para essa realidade, o resultado natural é o aumento dos conflitos.

Mas o Rio de Janeiro caminha no sentido inverso com reduções significativas nas taxas de homicídios nos últimos 12 anos. A queda mais acentuada aconteceu justamente a partir da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora a cerca de cinco anos.

A política das UPPs faz com que as coisas caminhem. Penso que a discussão não deve prevalecer em cima de episódios, ainda que tristes e lamentáveis. Maior que isso é o investimento em estrutura, tecnologia, treinamento, capacidade de decisão e inteligência nas ações. Essa ideia de ocupação das comunidades começou há mais de 40 anos e, de lá para cá, foi sucessivamente ignorada. A questão do combate ao crime só se resolve mesmo com o total envolvimento das esferas públicas.

O Estado do Rio está no caminho certo ao dedicar esforços para libertar as comunidades da presença de grupos armados. Os ajustes considerados pelo secretário Beltrame passam pelo processo de investigação policial, que partem de uma premissa maior que não é função da PM, mas da Polícia Civil. A PM faz patrulhamento nas ruas e o confronto, às vezes, acaba sendo inevitável. Infelizmente.

Prédio dos Correios se prepara para ser reinaugurado

2014 marca o centenário de um dos maiores patrimônios arquitetônicos que temos. Inaugurado em 1914 para abrigar a sede regional da Empresa dos Correios e ser a primeira repartição pública civil do Governo Federal na cidade, o Palácio dos Correios, ou simplesmente Prédio dos Correios, se prepara para reabrir as portas ao grande público.

Depois de seis anos de espera, o edifício retomou, em 2011, um minucioso processo de restauração, anunciado em 2005, que inclui a recuperação das fachadas e esquadrias, mantendo as características originais do prédio. Projeto iniciado pelo ex-prefeito João Sampaio, quando o deputado federal Miro Teixeira era Ministro das Comunicações.

Também em 2011, o imóvel chegou a ser cogitado para abrigar, em Niterói, a unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Uma nova licitação para execução do restauro foi então realizada pelos Correios no mesmo ano, vencida pela empresa Dimensional Engenharia, que está executando as obras, orçadas em R$ 15,3 milhões.

Terminadas as intervenções, a área vai abrigar – além da principal agencia dos Correios da cidade – a gerência comercial regional de Niterói, São Gonçalo e municípios da Região dos Lagos. No segundo andar do prédio funcionará o Espaço Cultural Correios de Niterói, com ambientes que poderão ser adaptados para receber eventos futuros.

Os Correios são uma das principais empresas patrocinadoras da cultura no país. E um prédio histórico como o que temos aqui não poderia mais permanecer fechado e coberto por tapumes. Fico feliz com a reinauguração de um símbolo ímpar da nossa história e cultura anunciada para acontecer em novembro, quando Niterói completa 440 anos.

Parabéns, Sabiá e Viradouro!

Não poderia deixar de parabenizar duas grandes escolas de Niterói que fizeram bonito na avenida em 2014. Sabiá e Viradouro: dois grandes exemplos de garra e determinação que fizeram por merecer o título de campeãs neste carnaval.

No Grupo Principal de Niterói, a Sabiá (agremiação da comunidade Vila Ipiranga, no Fonseca) trouxe pra rua um enredo sobre a pesca e conquistou a primeira colocação entre as escolas que desfilaram na Rua da Conceição na última terça, dia 4.

A Sabiá é, inclusive, a escola de samba mais antiga de Niterói e a primeira campeã dos desfiles oficiais do carnaval niteroiense que, depois de 15 anos sem participar ativamente da festa, voltou pra avenida em 2009 e foi campeã em 2011, 2013 e 2014.

Parabéns ao presidente Jhonatan Anjos e toda a comunidade por mais essa importante conquista! Tenho certeza da força e empenho de vocês em fazer mais um belo desfile que mereceu o bicampeonato. Muito sucesso para a verde e branco de Niterói!

E igualmente belo foi o desfile da nossa Viradouro, que cantou na Sapucaí o orgulho de ser Niterói e, merecidamente, está de volta ao Grupo Especial do Rio em 2015. A última participação da escola na elite do carnaval carioca foi há quatro anos, quando cantou o México e sua singularidade.

A Unidos do Viradouro é uma escola de samba tradicional de Niterói. Foi 18 vezes campeã do carnaval da cidade e campeã do Grupo Especial do Rio em 1997. E agora, além de campeã da Série A, venceu o prêmio Estandarte de Ouro, concedido pelo jornal O Globo à melhor escola do grupo.

Duas grandes escolas. Dois grandes desfiles. Parabéns, Sabiá e Viradouro, pela merecida conquista!