Minha indicação à vice-governadoria do Estado

Ontem, durante a reunião do diretório estadual do PDT, foi aprovado o indicativo de manutenção da aliança firmada entre o nosso partido e o PMDB, garantindo poderes para a executiva estadual concluir as negociações a esse respeito até a convenção partidária que acontece em junho.

Meu nome foi indicado pelo partido para compor a chapa com o governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato à reeleição ao Governo do Estado. Isso me coloca numa posição de grande responsabilidade, como representante do PDT nessa empreitada.

Com isso, firma-se um novo cenário diferente do qual vínhamos traçando desde que deixei oficialmente a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (a Sedrap), e reassumi minha cadeira na Alerj, na expectativa de vir candidato a deputado.

Quero dizer que esse resultado é a continuidade de um compromisso assumido há quatro anos, quando fui eleito deputado estadual e, pouco depois, quando assumi a Sedrap, de poder fazer mais por Niterói e pelo nosso estado. A chance de seguirmos adiante com nosso trabalho em benefício da população.

Essa projeção não era algo que pensava de imediato, confesso. Meu objetivo, como disse há pouco, era vir como deputado federal, no intuito de, assim, poder fazer ainda mais por Niterói. Mas, se nesse momento, o PDT sente a necessidade de que meu nome faça parte dessa chapa majoritária, estou pronto para encarar mais este desafio.

A candidatura de Pezão é muito importante para dar continuidade aos avanços que vivemos nos últimos anos em nosso estado, e o nosso partido reafirma sua crença nesse companheiro.

Reassumo o compromisso de defender as bandeiras do PDT e de Leonel Brizola, como sempre fiz ao longo da minha trajetória na política desde a infância, quando aos nove anos fundei o Comitê Mirim. Posso dizer com orgulho que o PDT faz parte da minha vida.

Este será, claro, um desafio muito maior. Mas seguirei firme honrando o histórico de lutas, conquistas e ideais de Brizola e do PDT. Um partido que fez história no Estado do Rio de Janeiro, sempre ao lado do povo trabalhador.

O impasse da Transoceânica

O Globo Niterói de sábado, dia 10, repercutiu uma matéria sobre a paralisação das obras de um dos principais projetos de mobilidade urbana em Niterói, a Transoceânica. Isso porque uma liminar da 21ª Câmara Cível manteve o contrato firmando entre a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e o consórcio Via Oceânica para a construção do Túnel Charitas-Cafubá, assinado em 2012, ligando a Zona Sul à Região Oceânica por meio de uma concessão.

O consórcio seria responsável pela via por 35 anos, com direito a cobrar pedágio. Em fevereiro desse ano, o prefeito Rodrigo Neves rescindiu o contrato com a justificativa de que não há mais interesse no projeto anterior, tendo em vista um financiamento com a Caixa Econômica Federal para o Corredor BRT Transoceânica, que vai até o Engenho do Mato e inclui as obras do túnel.

Na interpretação da Via Oceânica, o contrato assegura a ela o direito a embolsar todo o valor que seria recebido caso explorasse o túnel pelo período acordado. Na tentativa de reverter o quadro, o consórcio entrou com um mandato de segurança alegando que não teve direito a “ampla defesa” no processo administrativo que precedeu o rompimento. A Via Oceânica apresentou um recurso contestando as razões para a quebra do contrato.

Vale lembrar que essa situação não está ocorrendo por falta de aviso. Durante o período de campanha quando concorri à prefeitura de Niterói, fui duramente criticado por defender o contrato já assinado, apesar de ter votado contra o pedágio quando exerci o cargo de vereador. E reafirmo que sou contra essa cobrança, mas entendo que existe um contrato que deve ser respeitado.

Essa afinação que fiz pela manutenção do contrato tinha exatamente a finalidade de evitar uma disputa jurídica que inviabilizasse a obra. E, claro, evitar o trâmite de iniciar todo o processo de elaboração de um novo projeto, um novo licenciamento e uma nova licitação. Processos que podem atrasar o início das obras em quase quatro anos. Para a Comissão de Direito Constitucional da OAB-RJ o mais importante é que o município tenha dado um prazo para o consórcio recorrer da rescisão.

Torço pela celeridade da justiça para que a obra seja iniciada pela Prefeitura o quanto antes…

A importância da doação de sangue

O movimento Pró-Medula está promovendo uma campanha bem bacana nesta sexta e sábado, dias 09 e 10/05, no Campo de São Bento, a fim de encontrar um doador de medula óssea compatível com o menino Giovane Lima, niteroiense de 12 anos, diagnosticado com leucemia aos nove.

Sua mãe, a técnica de enfermagem Juliana Lima, espera que o filho possa logo fazer o transplante. E o objetivo da ação é mobilizar o maior número possível de pessoas para ajudar só o Giovane, mas também, outros pacientes que precisam passar por essa intervenção.

Os especialistas explicam que a chance de compatibilidade entre a medula do doador e do receptor é mínima. E no Brasil, embora tenhamos o terceiro maior banco de medula óssea do mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (o Inca), a dificuldade é ainda maior.

A principal causa apontada pelos especialistas é a miscigenação da população. Essa chance de compatibilidade chega a ser de uma em 100 mil. Por isso, conscientizar as pessoas da importância da doação deve ser o primeiro passo rumo a um número maior de doadores.

O movimento Pro-Medula foi criado há dois anos, por um grupo independente de médicos voluntários depois de notarem a desinformação existente sobre o tema e as dificuldades do processo de cadastro e doação de medula óssea.

Foi quando, então, passaram a viabilizar campanhas externas de conscientização e cadastro para o Hemorio, no intuito de incentivar o incremento de possíveis doadores em todo o país para quem precisa do transplante. A vez, agora, é de Giovane.

Além dos eventos, o grupo presta atendimento médico hematológico, de rastreio e apoio psicológico e também realiza oficinas educativas. A campanha de doação de medula óssea vai acontecer no Colégio Estadual Joaquim Távora, no Campo de São Bento, das 9h às 17h.

A maioria dos bancos de sangue trabalha no limite, quase nunca estão totalmente abastecidos. A doação é, antes de tudo, um gesto de amor ao próximo e um ato de cidadania. Para doar, basta estar em boas condições de saúde. Não deixe de fazer a sua doação. Eu já fiz a minha.

O Banco de Alimentos da Ceasa é um dos muitos exemplos que podem fazer a diferença no combate ao desperdício alimentar no estado

A edição do Globo Repórter da última sexta, dia 02, apresentou uma matéria especial sobre o desperdício de comida no Brasil. Um desperdício que poderia alimentar 840 milhões de pessoas que passam fome no mundo e gera um prejuízo de quase R$ 2 trilhões na economia mundial.

Mais da metade desse desperdício não chega à mesa do consumidor porque se perde antes mesmo de entrar nos mercados. São produtos mal armazenados, manipulados da maneira errada. Isso mostra o quanto é importante, sim, mudar a forma de tratarmos os alimentos.

E foi justamente com a finalidade de dar um destino correto para o resíduo orgânico gerado pela Ceasa-RJ que a Central de Abastecimento passou a desenvolver o programa Banco de Alimentos, de combate ao desperdício alimentar e à fome, criado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (a Sedrap).

Todos os dias, a equipe do Banco de Alimentos sai a campo, indo de pavilhão em pavilhão, de box em box, para buscar com produtores e comerciantes, doações de alimentos que não estão em condições ideais de comercialização, mas que podem ser consumidos.

Depois da arrecadados, esses alimentos passam pelo processo de seleção para, finalmente serem embalados. Os que estão em perfeitas condições de consumo tem destino certo: mais de 120 instituições cadastradas em todo o estado e mais de 10 mil famílias de nove comunidades pacificadas são beneficiadas.

Jogamos fora 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, por ano. Um terço de toda a produção de alimentos do mundo inteiro. Existe comida suficiente para alimentar toda a população do planeta, mas o combate ao desperdício precisa avançar. E muito! O Banco de Alimentos é apenas um dos muitos exemplos de iniciativas simples, mas que podem fazer toda a diferença nesse processo.

Evitar o desperdício é, antes de tudo, uma questão de consciência e atitude.