Mais de 600 mil exames diagnósticos realizados, em 2014, na rede estadual de Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou, ontem, um balanço de 2014 – quando registrou mais de 600 mil exames de diagnóstico por imagem realizados na rede estadual – incluindo o Centro de Diagnóstico por Imagem do Rio de Janeiro (o Rio Imagem) e os Serviços Móveis de Imagem.

Os Serviços Móveis de Imagem, inclusive, registraram 160 mil exames realizados desde a sua inauguração, em 2009. Já o Rio Imagem registrou quase 300 mil exames ao longo de 2014, sendo a ultrassonografia e a mamografia as especialidades mais procuradas.

Outro dado relevante divulgado mostra que o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HGV), na Penha Circular, foi a unidade hospitalar que mais realizou tomografias, sendo responsável por mais de 4.200 exames realizados entre janeiro e dezembro do ano passado.

Nas unidades móveis, o Mamógrafo Móvel – que circulou pelos municípios do interior do estado – registrou 22.710 exames ao longo do ano. A Ressonância Móvel somou mais de 6 mil exames no mesmo período. Juntos, os equipamentos móveis de imagem realizaram, em 2014, quase 50 mil exames. Um excelente resultado.

Rede estadual de Saúde realiza mais partos normais do que a média nacional

Em 2014, foram mais de 24 mil bebês nascidos em hospitais do Estado ao longo do ano. Nas oito maternidades estaduais, foram 9.001 cesárias e 15.519 normais, o que corresponde a 64% dos nascimentos na rede, número maior que a média nacional. Entre as unidades, o destaque foi o Hospital Estadual da Mãe, onde aconteceram 6.123 partos, sendo 78% normais.

O parto normal é o procedimento mais recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por ser mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. Os índices de complicações são menores, assim como as dores pós-operatórias, e a recuperação da mãe é bem mais rápida e tranquila.

Também em 2014, o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, se tornou o primeiro do Brasil a receber o título de Amigo da Criança e da Mulher. Uma chancela inédita na rede de Saúde, tanto entre as unidades públicas quanto nas particulares. O hospital foi o primeiro a se adequar às novas diretrizes de qualidade e humanização na assistência materno-infantil estipuladas pelo Ministério da Saúde e pelo Unicef.

Outros projetos com foco na humanização tiveram início na rede estadual em 2014. Um deles foi o uso da redinha – introduzido nas UTIs e nas UIs (Unidades Intermediárias) Neonatais dos hospitais Rocha Faria, Albert Schweitzer, da Mãe e da Mulher (Heloneida Staudart) – que consiste na colocação do bebê numa rede dentro da própria incubadora, agilizando a recuperação.

Com o objetivo de que não sejam realizadas cesarianas de maneira indiscriminada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) implementou a conscientização da equipe, para que os médicos sejam criteriosos na escolha da melhor prática. Além disso, todas as maternidades estaduais adotam a política nacional de humanização, que propicia maior tranquilidade durante o nascimento do bebê.

E como todas as unidades têm perfil para a realização de partos de alto risco, o parto normal é incentivado respeitando as condições clínicas de cada paciente.

Minha primeira semana na Secretaria de Estado de Saúde

Minha primeira semana à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), não poderia ter sido diferente, claro, senão de muito trabalho. O que não é novidade! Quem me conhece sabe que não consigo ficar parado. Tenho um grande desafio nas mãos – que é administrar e cuidar da saúde do nosso estado – e há muito a ser feito.

Tão logo assumi a SES, no último dia 5, realizei uma série de visitas a hospitais e UPAs de inúmeras cidades do estado. Só no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), no Fonseca, estive três vezes. Além de outras duas visitas que fiz ao Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê, em São Gonçalo.

Visitei ainda os Hospitais Estaduais Prefeito João Batista Caffaro, em Manilha; Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias; Ary Parreiras, em Niterói; Carlos Chagas, em Marechal Hermes; Albert Schweitzer, em Realengo; Getúlio Vargas, na Penha Circular; e Rocha Faria, em Campo Grande. E além do Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazaré, em Saquarema; do Hospital Regional Célio Alves Faria, de Barra de São João; e do Hospital Regional de Araruama; estive nas UPAs de Campo Grande, Piabetá, Cabuçu, Manilha, Fonseca, Penha e São Pedro da Aldeia.

Na quinta-feira, dia 07, fui a Brasília junto com o governador Pezão, o prefeito Eduardo Paes, e o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, para um encontro com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, para tratarmos da Central Única de Regulação, com a proposta de integrar as unidades federais, estaduais e municipais, para aprimorar a qualidade do atendimento médico à população.

A medida vai criar uma central unificada para, por exemplo, agilizar informações sobre o atendimento e as vagas disponíveis. O órgão será constituído por técnicos estaduais, municipais e federais, sob a coordenação da SES. Uma iniciativa que será fundamental para avançarmos no sistema público de Saúde do Estado.

Um novo desafio pela frente

Como sempre digo, sou mesmo movido a desafios. No dia 5 de janeiro, recebi a incumbência de assumir a Secretaria de Estado de Saúde, a SES. Um novo desafio que me conduz a novas lutas e responsabilidades. Sei que 2015 será um ano de muita ação e reflexão. E não será fácil, mas estou preparado.

Saúde sempre esteve entre as prioridades ao longo da minha trajetória política. Como exemplo, em 2009, no meu terceiro mandato como vereador em Niterói, presidi a Comissão de Saúde e Desenvolvimento Social da Câmara. Na época, visitei as unidades públicas de saúde do município e, dessa experiência, surgiu um relatório que evidenciava a gravidade de cada problema encontrado.

Entre os meus objetivos à frente da SES está o de transformar o Hospital Estadual Azevedo Lima para melhor atender os niteroienses, além de resolver os problemas de agora da unidade. Desde 2008, quando o Hospital Universitário Antonio Pedro parou de fazer atendimentos de emergência, mantendo apenas os referenciados, o HEAL ficou com o setor sobrecarregado, com poucos médicos para atender à demanda.

Trazer para Niterói a segunda unidade do Rio Imagem, um centro de imagens e diagnósticos de excelência, é também uma iniciativa de grande importância. As obras já estão em andamento, e a unidade vai funcionar na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, ali no espaço do antigo Hospital Santa Mônica.

O objetivo maior de minha administração é trabalhar de maneira articulada. Firmar um grande consórcio com o governo estadual, o governo federal e os prefeitos, ajudando os municípios a se organizarem para obter recursos para obras e investimentos de modo a fomentar a atenção da rede básica e a criação de mais Clínicas de Família, por exemplo.

Como representante público, sei das minhas obrigações e responsabilidades, e não será diferente agora. Esta certamente não é uma tarefa das mais fáceis de realizar, ao contrário, será uma árdua jornada. Mas como missão dada é missão cumprida, posso afirmar, desde já, que serei incansável para realizar um bom trabalho.