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Apoio do Governo do Estado fortalece metas do DRM-RJ
É com satisfação que escrevo sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo presidente do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e meu amigo, Flavio Erthal, principalmente após o estímulo do Governo do Estado a programas de prevenção de enchentes e deslizamentos, e investimentos em sistemas de alerta nas áreas abaladas pelas fortes chuvas ocorridas nas regiões Serrana e Noroeste.
Além de linhas de financiamento com base no trabalho desenvolvido pelo DRM-RJ, há investimentos constantes em treinamento de agentes de seguranças para atuar nas áreas afetadas, novas viaturas para as Defesas Civis e planos de prevenção de acidentes.
Merece destaque a atuação dos geólogos do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro que, durante as tragédias das chuvas, logo na primeira semana do ano, se deslocaram para atender ocorrências em 13 municípios diferentes, intensificando ações nas regiões Serrana e Noroeste do estado. Todo esse trabalho é orientado pelo Plano de Contingência 2011/2012, que define protocolos, procedimentos e critérios para atuação no período chuvoso, em apoio à Defesa Civil e aos municípios.
Em Sapucaia, distrito de Jamapará, por exemplo, foi executado, junto a pesquisadores das universidades, o mapeamento de risco iminente a deslizamentos no distrito, com previsão de conclusão para 25 de janeiro.
Para melhor entendermos, o DRM-RJ – Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (SEDEIS). Desenvolve ações de mapeamento, análise e prevenção de riscos geológicos e demais questões ambientais.
Para saber mais, acesse: http://www.drm.rj.gov.br/
Campanha: Ajude o Noroeste!
Como venho relatando aqui nos últimos dias, a situação do Noroeste do Estado do Rio é alarmante e os habitantes das cidades atingidas pelas enchentes provocadas pelas chuvas de verão estão precisando de doações. As cidades mais necessitadas são: Itaperuna, Italva e Laje do Muriaé.
Por isso, estamos organizando uma campanha de ajuda humanitária com recolhimento de donativos.
Os pontos de coleta estão funcionando na sede Secretaria de Desenvolvimento Regional em Niterói, na Fiperj, na Ceasa de Irajá e na Secretaria Regional de Itaipu também em Niterói. Os donativos serão enviados para o Centro de Coordenação da Defesa Civil montado no CIEP de Itaperuna.
Os itens de maior necessidade são: água potável, alimentos não perecíveis, leite longa vida ou em pó, produtos de higiene (fraldas descartáveis, sabonete e escova de dente), material de limpeza (água sanitária, pano de chão, desinfetante, esponja, sabão em barra e em pó) e colchonetes.
Os endereços para a entrega das doações são:
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional
Praça Fonseca Ramos, sº/n, Rodoviária de Niterói, 2º andar
Telefones: (21) 2705-7721
Fiperj
Alameda São Boaventura, 770, Horto de Niterói, Fonseca, Niterói
Telefones: (21) 3601-5131 / 3601-5815
Ceasa Irajá
Avenida Brasil, nº 19.001, Irajá, Rio de Janeiro
O recebimento será realizado no térreo da sede da administração.
Telefones: (21) 2333-8276
Secretaria Regional de Itaipu
Estrada Francisco da Cruz Nunes, n° 9544
Tel.: (21) 2608-2289
Noroeste do Rio em Estado de Emergência
Compartilho com vocês o relato que acabei de receber do presidente da Fiperj, Marco Botelho, que esteve no Norte e Noroeste do Estado do Rio me representando junto às cidades atingidas pelas enchentes dos Rios Pomba e Muriaé neste final de semana. O drama maior se encontra nos municípios banhados pelo Muriaé. Lá, o rio ainda não baixou. Ao contrário, continua a subir em função da chuva que não para em Minas Gerais.
Quem quiser ajudar com donativos, pode se dirigir às sedes da Secretaria de Desenvolvimento Regional e da Fiperj, ambas em Niterói, e a Ceasa em Irajá.
“Felipe,
Estou retornando agora da Região Noroeste, onde passei sábado e domingo. Posso afirmar que em Miracema nada aconteceu, e em Santo Antonio de Pádua, ao menos nesses dois dias estava tudo em ordem. A enchente chegou a atingir o município no início da semana, mas a população já está limpando a cidade. Não há mais desabrigados, apenas alguns desalojados. Em Aperibé, também encontramos a cidade em ordem. Estão dando apoio aos desabrigados e aos desalojados do distrito de Funil e Flexeira que pertencem a Cambuci, mas ficam próximo a sede de Aperibé.
Já em Itaperuna, Italva, Laje de Muriaé e Cardoso Moreira o caos reina. As cidades estão de fato em Estado de Emergência (senão de quase calamidade).
Chegando em Itaperuna, pelo bairro chamado Niterói, percebemos nitidamente o nível da água do Rio Muriaé aumentando. A cidade está muito comprometida, com diversas casas e ruas alagadas. Fiz contato com Cel Douglas, Coordenador da Região Noroeste (Defesa Civil), e como sempre nossos bombeiros estão de parabéns. Foi montado um Centro de Operações onde é monitorada a distribuição de suprimentos que chegam em Itaperuna para os demais municípios atingidos por esta enchente.
Comparecemos também em Italva e Cardoso Moreira, onde estivemos com os Prefeitos Joelson e Gilson. Italva tem muitos desabrigados e desalojados, e identificamos prioridades como sacos de dormir e medicamentos. Quanto a Cardoso Moreira, fiquei impressionado, o único acesso existente é por meio de uma antiga ponte de ferro utilizada para passagem apenas de pedestre, com muitas ruas e casas alagadas.
A metade da população da cidade de Cardoso Moreira foi atingida, mas como o Rio Muriaé não da sinais de baixar seu volume d’água, ajudá-los com água e alimentos não perecíveis é vital.
Marco Botelho”
Norte e Noroeste castigados pelas enchentes
É muito triste a fatalidade que se abateu sobre as cidades das regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio. Os moradores estão sofrendo com as inundações provocadas pelo transbordamento dos Rios Pomba e Muriaé que estão recebendo todo o volume das águas das chuvas que caem em Minas Gerais.
Este ano a tradicional chuva de verão resolveu castigar o estado mineiro. Desde o dia 28 de dezembro que a chuva bate recordes na Zona da Mata, fazendo o nível dos rios subirem e provocando enchentes nas cidades fluminenses por onde eles passam.
Nos últimos dias, tenho recebido muitas mensagens e fotos de moradores do Noroeste e Norte, com informações sobre a situação de calamidade dos municípios atingidos. Agradeço a todos que procuram me manter informado. Ainda mais porque estou impossibilitado de viajar por conta de estar me recuperando de uma cirurgia recente.
Mas isso não está me impedindo de ajudar. Já mobilizei técnicos da Secretaria e da Fiperj lotados nessas regiões para identificar a necessidade das prefeituras e dos pescadores locais. E já estou organizando também uma campanha de donativos para as vítimas. Aguardem mais informações nos próximos dias.
Além disso, o Governo do Estado do Rio está mais bem preparado para agir este ano. Desde a semana passada, quando a chuva se intensificou, todos os secretários foram postos em alerta. Assim que as primeiras notícias foram divulgadas, a Defesa Civil e a Saúde rapidamente se dirigiram para as cidades castigadas.
Mesmo com toda mobilização, o cenário ainda é crítico, porque há mais previsão de chuva para a região este final de semana. Por isso, todo cuidado é pouco!
Pelas minhas redes sociais, estou mantendo o canal aberto para a divulgação das nossas ações e atendimento das solicitações da população. Continuaremos em contato.
5º Festival de Truta: vamos a Friburgo?
Ontem participei de um encontro que reuniu os protagonistas do 5º Festival de Truta que acontecerá de 04 a 27 de novembro na Região de Nova Friburgo. Foi um momento de confraternização que reuniu imprensa, produtores, chefes e donos de restaurantes. Durante o mês de novembro, poderemos saborear receitas especialmente preparadas nos melhores restaurantes da região.
Nova Friburgo é considerada hoje, a maior produtora de trutas do estado do Rio de Janeiro. Como representante do governo do Estado, que abraçou esta excelente iniciativa, fiquei feliz em ver a gastronomia se movimentando para reerguer a economia da Região Serrana. Não pude deixar de lembrar os momentos difíceis enfrentados pela população após as fortes chuvas que se abateram sobre estes municípios. Depois de passarem por tudo que passaram, de ainda sentirem os reflexos desta verdadeira tragédia é emocionante ver a garra desse povo que arregaça as mangas, abre os braços como se dissessem : Venham , subam a serra, a região de Friburgo está pronta e os recebê-los.
Hoje o que o povo desta região necessita é mais que nossa solidariedade. Eles precisam é que valorizemos sua luta, sua capacidade de superação, que os ajudemos a continuar produzindo e trabalhando para que, com o seu próprio esforço, possam continuar a crescer. Portanto, além da oportunidade de saborear as delícias criadas à base de truta, teremos quatro finais de semana para ver de perto como é possível uma população, que não desiste nunca, dar a volta por cima. Vamos a Friburgo?
Unindo forças para recuperar a Região Serrana
Ontem, participei da reunião do Comitê Especial de Reestruturação Rural da Região Serrana juntamente com meu amigo o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo. A parceria entre nossas secretarias pretende acompanhar a recuperação da atividade agropecuária da região e a situação dos produtores rurais atingidos pelas chuvas.
A Secretaria de Desenvolvimento Regional apresentou um levantamento de todos os aquicultores prejudicados pela tragédia. Trabalho realizado com muita competência pelos pesquisadores da Fiperj em parceria com o Inea e o Ministério de Pesca. Agora, nosso objetivo é elaborar projetos que fomentem a atividade, devolvendo a normalidade para os produtores.
Através dos encontros, é possível avaliar e discutir quais as ações é possível executar pelas duas secretarias e quais dependem da parceria de outras instituições. O Governo do Estado, por exemplo, está desenvolvendo estudos para infraestrutura urbana e de transportes (reconstrução de pontes, escolas, estradas e ruas), encostas, dragagens e unidades habitacionais.
Também está sendo elaborado, entre o governo estadual e a Petrobras, o Plano de Reestruturação e Desenvolvimento Sustentável da Região Serrana. O projeto contempla temas como a recuperação da infraestrutura urbana, ajuda aos setores industrial, comercial e de serviços, qualificação da mão de obra, fortalecimento da política e turismo local com recuperação de pontos turísticos e da imagem dos municípios, entre outras medidas.
Ontem, o Governo Federal determinou o repasse de R$ 74 milhões para a reconstrução de escolas públicas atingidas. Desde a tragédia das chuvas, foram aplicados na Região Serrana R$ 143,8 milhões para ações imediatas, como as de socorro, pagamento de aluguel social, limpeza das áreas e doações às vítimas.
Sem luz, celular e internet
Hoje foi mais um dia de trabalho pesado. Passei a manhã na Ceasa tratando do abastecimento do Estado. Na quinta tivemos uma alta nos preços de alguns produtos, como as hortaliças, mas ontem os valores já começaram a cair e hoje já estavam se normalizando.
À tarde, fiz algo que gosto muito: peguei a estrada. O motivo que me levou a isso, contudo, não era nada agradável. Meu destino eram cidades atingidas pelas chuvas que devastaram a Região Serrana na última semana.
Chegamos em Areal com 6 caminhões e 2 ônibus carregados de doações. O prefeito nos recebeu e disse que a tragédia só não foi maior porque conseguiu avisar pelo rádio e por carro de som que vinha muita água no rio por decorrência das chuvas. Areal tem hoje em torno de 1200 desabrigados, mas não registrou nenhuma morte. A equipe da Ceasa retornou dali para o Rio. Eu segui adiante para ver de perto o que tinha acontecido na região.
Na RJ-134, que liga Areal a São José do Vale do Rio Preto, muita destruição. A todo momento, éramos parados por moradores solicitando mantimentos. Como tinha pouca coisa no meu carro, cuidava sempre de perguntar: “Mais à frente existem pessoas em condições piores?” Por incrível que pareça, a resposta, na maioria das vezes, foi “sim”.
Destruição e abandono foi o que vi em Barrinha, Parada Morelli, Camboatá, Contendas, Queiroz e Águas Claras. Todas essas regiões carecendo de remédios, roupa de cama, colchonetes e roupa íntima. Em Parada Morelli, quando perguntei se tinham medicamentos, a resposta foi “nem comida nós temos, com remédio a gente se preocupa depois”. Nesses locais, que ficam à beira-rio, o nível da água chegou a 2,5m de altura.
Mas não vi apenas notícias ruins. Testemunhei a presença de diversos órgãos colaborando de alguma forma: Furnas, o Exército, o Inea, a Secretaria de Obras do Governo do Estado, a Delta, a Defesa Civil e a Polícia Militar.
São José do Vale do Rio Preto estava sem energia e telefonia, seja fixa ou móvel. A energia chegou a ser restabelecida por um tempo, mas se foi de novo por conta da instabilidade do terreno. A cidade dorme hoje com 6 geradores, que alimentam a Prefeitura improvisada, alguns serviços estratégicos e poços artesianos.
A água destruiu pontes. Em algumas comunidades não se tem acesso por carro e os alimentos precisam de barcos da Defesa Civil para chegar a seus destinos.
Há em torno de 1.500 casas destruídas e 5.000 desabrigados. O chefe de gabinete do prefeito me comunicou que está buscando alimentos na capital, mas não possui caminhões para buscá-los. Comprometi-me em garantir o transporte destes alimentos para lá, o que espero conseguir ainda neste domingo.
Agora estou em Três Rios, onde passo a noite. Amanhã continuo minha jornada, em direção a Sumidouro e Nova Friburgo.
É hora de fazermos nossa parte
O Estado do Rio, mais uma vez, foi palco de uma tragédia sem tamanho. As cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo estão no centro das atenções de uma tragédia muito maior, que destruiu cidades inteiras e já causou mais de 500 mortes, podendo chegar a mais de 1000.
Como não podia deixar de ser, estive em Nova Friburgo para verificar pessoalmente os acontecimentos e prestar auxílio direto aos desabrigados e também às equipes de resgate. Além disso, estou direcionando toda a minha equipe para ajudar nos esforços de solidariedade.
Neste momento, é imprescindível que nos esforcemos para aliviar o sofrimento das vítimas. Peço, por isso, que você se engaje nessa mobilização. Existem duas formas para isso:
1) Doar alimentos, vestuário, medicamentos, colchonetes e roupa de cama.
2) Voluntariar-se em um centro de coleta ou distribuição de alimentos.
Em diversos locais do Estado, postos de coleta de donativos estão sendo montados. Você pode encontrar uma lista com alguns deles no blog, recém-lançado, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca.
Não podemos nos esquecer, quem viveu a tragédia que se abateu sobre Niterói há 9 meses, que todas essas cidades colaboraram – e muito – naquela época.
O Ceasa, administrado pela Secretaria, está preparando o envio de 40 toneladas de alimentos para a Região Serrana e é um dos centros que precisa de apoio.
Em Niterói, coletaremos donativos no Centro Educacional e em todas as unidades da Águas de Niterói.
Eu estarei, pessoalmente e através da minha assessoria, enviando informações através do meu Twitter (@felipepeixotobr).
Eu manterei contato com todos através do Twitter e do e-mail. Minha assessoria manterá notícias atualizadas através do meu site blog da Secretaria
Quando acontece uma tragédia
O Estado do Rio de Janeiro acaba de sofrer sua maior catástrofe dos últimos 40 anos. Só em Niterói, até o presente momento, são mais de 60 mortes e mais de 2000 desabrigados. São muitas as explicações físicas, geográficas e técnicas dadas pelas autoridades e pelos especialistas.
Enquanto isso, milhares de seres humanos ficam sem suas casas, sem comida, sem água, sem o mínimo de condições básicas de sobrevivência. Não é hora de lamentação. É hora de refletir e mobilizar a sociedade em torno de um único objetivo: SALVAR VIDAS!
Ontem (06/04/2010) vimos na internet uma grande cobertura espontânea de mídia e informação, nunca antes vista, através de vídeos, redes sociais, troca de e-mails e etc. Isso prova que o poder de comunicação e mobilização através dos meios de comunicação é muito grande! E que este poder, quando organizado, é capaz de produzir grandes transformações!
É preciso despertar em cada um, o sentimento mais belo que um ser humano pode ter: SOLIDARIEDADE! É preciso que cada um se coloque no lugar do seu próximo; daquele que perdeu sua casa e seus entes! É hora de despertar nas nossas crianças e jovens, o sentimento de que todos podem ajudar! E a ajuda não precisa ser muita coisa! Basta uma fralda, uma roupa, uma garrafa de água! Toda ajuda é bem vinda. Se cada um ajudar com aquilo que pode, com certeza fará a diferença para dar condições mínimas de vida às milhares de pessoas que estão nesta situação. Vamos todos ajudar!
Saiba como ajudar os desabrigados pelas chuvas em Niterói
Niterói está mobilizada para recolher doações para os desabrigados pela chuva
Desabrigados de Niterói estão sendo encaminhados para vários lugares
