10 anos de Festival Arariboia Rock

O Festival Arariboia Rock está perto de completar dez anos e vem por aí mais uma edição do projeto que, desde 2005, agita Niterói com o melhor das bandas locais de rock. Indicado ao Prêmio de Cultura do Governo do Rio e considerado pela Secretaria de Estado de Cultura como patrimônio imaterial, o Arariboia Rock faz parte da rede de Festivais Brasileiros Associados (o FBA), e se mantém como um dos principais festivais de rock independente do país.

A décima edição do Arariboia Rock, que acontece no dia 13 de dezembro no Fluminense Atlético Clube, será a última do criador do movimento, o meu amigo e produtor Pedro de Luna. Os novos gestores, Guilherme Carvalho e Noemi Machado trabalham na cena cultural de Niterói e São Gonçalo e apresentam um programa de rádio semanal dedicado às bandas independentes, o Arariboia Rock News. Sem dúvidas, o futuro do Arariboia Rock estará em boas mãos.

Em maio, pude entregar ao Pedro uma moção, extensiva ao Arariboia Rock, pela importante contribuição cultural que deram e dão à música independente no nosso estado. Não é de hoje que declaro meu apoio ao Arariboia Rock. Sou apoiador do festival desde o início. Sempre acreditei que nossos artistas precisam de espaço e oportunidade para mostrar seu trabalho. E me orgulho do seu sucesso.

Mais de 70 bandas já passaram pelo palco do Arariboia, inclusive de outros estados e até uma norte-americana. Nesta edição serão seis bandas locais: Barcamundi, Caramadas, Nardones, Overdrive Saravá, Somagnet, The Knutz; e três do Rio: Balba, Reduto e Drenna. Niterói é uma das cidades com maior vocação cultural do Brasil e é preciso incentivar e fortalecer ainda mais esse potencial. E o Arariboia Rock cumpre com seu papel.

Desejo ao Pedro muito sucesso nas novas empreitadas que certamente virão. Sua contribuição no processo que levou a marca Arariboia Rock ser conhecida e reconhecida no cenário cultural de Niterói e do estado é inegável. O mesmo sucesso desejo ao Guilherme e a Noemi, que assumem a grande responsabilidade de continuar esse legado. São 10 anos de Festival Arariboia Rock. A prova de que os niteroienses sabem fazer cultura de qualidade.

Mercado São Pedro é destaque no Globo Niterói

O Mercado São Pedro, criado em meados do século XIX e tombado como Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, foi destaque no Globo Niterói do último sábado, dia 8. Funcionando desde 1971 na Ponta d’Areia, chega a receber até três mil visitantes por semana. E quem tem o hábito de frequentar o Mercado São Pedro sabe que vai encontrar peixes e frutos do mar fresquinhos, de qualidade.

O Mercado São Pedro inicialmente funcionava na Rua Visconde do Rio Branco, que na época era chamada de Rua da Praia. Sua estrutura era toda feita em madeira e as suas dependências iam mar adentro sobre um cais flutuante.

Com o início do aterramento da orla do Centro de Niterói, no começo da década de 1970, o prédio foi então desativado e mudou-se para o atual endereço, onde hoje conta com 40 boxes, oito bares e restaurantes e uma loja de material de pesca, além de salas e escritórios. Diariamente, chega a ser comercializada uma média de 12 a 15 toneladas de pescado.

Sempre tive um carinho especial pelo Mercado São Pedro. E pude estreitar essa relação enquanto estive à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap), desenvolvendo projetos e programas voltados para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos nossos pescadores. E sempre que posso dou uma passada por lá.

Dupla escola: um diferencial na formação do aluno

Alunos com maior foco de atenção e mais bem preparados para o futuro são alguns dos benefícios do ensino de uma segunda língua nas escolas. E em 2014 as escolas bilíngues ganharam um reforço vindo da rede pública: a Dupla Escola. Um projeto que tem dado certo.

O CIEP 449 Governador Leonel de Moura Brizola, em Charitas, foi o pioneiro do projeto e abriu suas portas em janeiro deste ano para ganhar o título de primeira escola pública bilíngue de ensino médio do país, fruto da parceria entre os governos estadual e francês.

Com aulas das 7h às 17h, em tempo integral, o CIEP 449 Governador Leonel de Moura Brizola, por enquanto, possui três turmas de 1º ano que, por meio do ensino médio intercultural, assistem a duas aulas dadas em francês: a de biologia e a de cidadania.

Em agosto, acompanhando Pezão em uma agenda de campanha em Niterói, visitamos o CIEP 449 e vimos o quanto os alunos estão felizes e aproveitando essa oportunidade. A Dupla Escola é uma importante relação de troca, e uma grande conquista para a nossa Educação, referência para todo o estado.

O CIEP 449 é uma das 26 unidades do programa Dupla Escola. Um importante passo na promoção da educação de mais qualidade. E, sem dúvidas, é um grande diferencial na formação dos nossos alunos. Um projeto que merece o nosso prestígio e que sempre terá espaço no meu blog.

Cristo Redentor: 83 anos de um dos maiores ícones mundiais

Uma das sete novas maravilhas do mundo, o Cristo Redentor comemorou 83 anos no domingo, dia 12, com muita história pra contar. Uma história que começou em 1922, quando o Brasil comemorou cem anos como nação independente.

A ideia de construir um Cristo na capital do país (que na época era o Rio de Janeiro), no entanto, já era conhecida desde o século XIX, quando o padre Pierre-Marie Bos fez a sugestão para a princesa Isabel.

Após uma grande assembleia, o Morro do Corcovado foi escolhido para abrigar a imagem. E depois disso, um grande abaixo-assinado conseguiu fazer com que o presidente Epitácio Pessoa liberasse o início das obras.

O projeto foi do engenheiro Heitor da Silva Costa, desenhado pelo artista plástico Carlos Oswald, e seu escultor foi o francês de origem polonesa Maxmillien Paul Landowski, que a fez de pedra-sabão, com 38 metros de altura, em partes separadas.

As peças foram reunidas todas na Igreja de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado. E para chegar ao Corcovado, foram transportadas pelos vagões do trem que cortava a Estrada de Ferro do Corcovado, construída em 1884.

Há quem diga, erroneamente, que o Cristo foi um presente da França para o Brasil quando, na verdade, a obra foi erguida a partir de doações de fiéis de paróquias e arquidioceses de todo o país.

Tombado definitivamente pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (o IPHAN) em 2009, o monumento do Cristo Redentor passou por obras de recuperação em 1980, ano da visita do Papa João Paulo II.

Em 1990, sofreu ampla restauração por meio de um convênio entre a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, a Rede Globo, a Shell do Brasil, o IBAMA, o SPHAN e a prefeitura do Rio. E em 2010, foi novamente restaurado pela Vale em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro.

O Cristo Redentor também é referência em obras cinematográficas. A mais recente é o pôster do filme ‘2012’. E na série de TV americana ‘Life After People’ (‘O Mundo sem Ninguém’, em livre tradução), um dos episódios exibe a imagem.

Em comemoração ao aniversário do Cristo, está sendo lançado o site www.cristoredentoroficial.com.br e iluminações especiais nas cores verde, amarelo, azul e rosa – por causa do Outubro Rosa – deverão continuar durante a semana. Parabéns a um dos maiores ícones mundiais, que é nosso!

Conhecendo o Projeto Mais Leitura

Recentemente comentei em um artigo sobre o Projeto Mais Leitura, iniciativa muito interessante promovida pela Imprensa Oficial do Estado, que propõe a venda de livros novos a preços populares. Pude saber mais sobre essa ideia durante o 4º Salão da Leitura de Niterói, que aconteceu em junho, no Caminho Niemeyer.

Cada estande, com 48 metros quadrados, tem capacidade para mais de 10 mil livros e 700 títulos. O área conta com expositores, computadores e balcões. No “lojão”, como ficou conhecido o espaço, são vendidos livros novos que podem variar entre R$ 2 e R$ 4. Tem pra todos os gostos e todas as idades.

A média de venda é de 15 mil livros por mês em cada unidade. E mais de 100 mil cidadãos são titulares do “Cartão do Leitor”, que garante um “livro-brinde” a cada 10 livros comprados. Ao todo, foram mais de 2 milhões de títulos vendidos, publicados por 40 editoras associadas.

O Mais Leitura deu tão certo que tem se espalhado pelo estado. O projeto, que tem uma versão itinerante, já passou por 50 municípios do estado, além das agências fixas em Niterói, no Bay Market; e nas unidades do Rio Poupa Tempo de São Gonçalo, Bangu, São João de Meriti. Uma grande proposta de democratização do acesso à leitura. Uma ideia que merece ser conhecida e reconhecida.

A Inglaterra em Niterói

Entra em cartaz na terça, dia 12, no Solar do Jambeiro, a exposição “O Norte Inglês: Um Retrato Pós-Industrial”, do fotógrafo niteroiense Rudy Bustamante, de 24 anos, que reúne 33 imagens suas, tiradas no norte da Inglaterra – onde mora desde os oito anos de idade – entre dezembro de 2013 e março de 2014.

A mostra é uma tentativa de transmitir a sensação de um estranho em um lugar novo, e descrever esse lugar para o público estrangeiro. Rudy conta que passou quase todos os dias, durante esses meses, fotografando estranhos, e começou a pensar como seria essa visão para quem não vive o cotidiano inglês.

Foi então, diz ele, que passou a observar tudo como se fosse novo para ele, assim como seria para os de fora. E a expectativa de expor em sua terra natal é tamanha, que Rudy já planeja uma versão do projeto aqui para levar de volta para a Inglaterra. Um intercâmbio de culturas e costumes.

Rudy estudou arte por vários anos antes de descobrir a fotografia e o filme. E usa a técnica como uma forma de preservar a ligação emocional que tem com o momento capturado, revelando o significado semântico de situações da vida cotidiana, em vez de reordenar as percepções existentes, como em uma pintura.

Essa é sua primeira exposição individual no Brasil e, sem dúvidas, fomos privilegiados. A mostra segue até o dia 30 de setembro. O Solar do Jambeiro fica na Rua Presidente Domiciano, 195, no Ingá. De terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada franca. Vale a pena conferir!

Os resultados da Copa em Niterói

Um estudo do Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), realizado em parceria com a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (a Neltur), divulgado no sábado, dia 19, mostrou o balanço da atividade turística de Niterói durante a Copa.

Foram quase 120 mil turistas e um impacto direto na economia da cidade de aproximados R$ 87 milhões. Essa pesquisa permitiu traçar o perfil de cada turista, informação que será usada no planejamento de políticas públicas para o setor.

Pouco mais de 48% do total de visitantes são estrangeiros e vieram de países como Chile, Estados Unidos, Argentina, Colômbia e México. Metade deles tem idade entre 21 e 34 anos. E as obras de Oscar Niemeyer foram apontadas por 42% desse público como a principal motivação para visitar a cidade.

Esses dados evidenciam o crescimento do turismo da cidade e confirmam a lista que o Ministério do Turismo chegou a divulgar em 2012, que mostrava Niterói entre os principais destinos turísticos durante os jogos do Mundial.

Esses dados também vão servir como base na preparação para outros grandes eventos que estão para acontecer, como, o Encontro com a África, e, 2015, e as Olimpíadas de 2016. Um cenário me traz grande alegria. Sempre acreditei no potencial da nossa cidade.

Vale a pena conferir o 4º Salão da Leitura de Niterói

No sábado (31), prestigiei a abertura do 4º Salão da Leitura de Niterói, que acontece até o próximo domingo, dia 8, no Caminho Niemeyer. Sem dúvidas, um programa que recomendo para curtir em família. A programação, com atrações das mais variadas, agrada a todas as idades. Vale a pena conferir!

O Salão da Leitura de Niterói é um evento bienal, criado em 2006. Um dos maiores do segmento na região e que já faz parte do calendário oficial do município. Um espaço democrático para se debater e incentivar a cultura da leitura, tão importante para nosso crescimento e amadurecimento como formadores de opinião.

Mais do que isso, é muito importante difundirmos o incentivo à leitura em casa, com nossos filhos. Eu tenho duas meninas e exercito com elas esse hábito. Sempre que passo por uma livraria, compro algo novo para lermos juntos. É fundamental a leitura desde pequenos para formar jovens leitores.

Quero aproveitar esse artigo para falar, também, sobre uma iniciativa que me chamou bastante atenção no Salão. Na verdade, duas. A primeira é o Projeto Mais Leitura, ideia muito bacana promovida pela Imprensa Oficial do Estado, que propõe a venda de livros novos a preços populares.

Criado há dois anos, já soma mais de um milhão de livros vendidos, publicados por 40 editoras parceiras, como a Rocco e a Objetiva. São livros de todos os assuntos. Uma ideia que merece ser conhecida. Certamente, num próximo artigo, vou escrever sobre o projeto, que democratiza o acesso à leitura.

Outro ponto que queria destacar é novidade no circuito: a criação de uma moeda social – o Lobato – distribuída a estudantes das escolas públicas do município. Cada Lobato vale R$ 10, e poderá ser trocado por livros nos estandes.

Sem dúvidas, o Salão da Leitura de Niterói merece espaço no meu blog. Sou um ferrenho defensor da educação, e um evento como esse, que promove tamanha integração de todos, sem distinção, num único objetivo que é incentivar a leitura, vale a pena divulgar.

A programação com datas e horários, e outras informações, estão no site oficial do evento.

Vamos prestigiar!

Indicação para moção de aplausos ao Festival Arariboia Rock

Nesta última semana, propus à Mesa Diretora da Alerj uma moção de aplausos ao coletivo Arariboia Rock e ao idealizador do projeto, meu amigo e produtor cultural, Pedro de Luna.

Eu apoio a ideia do Festival desde o início, quando o Pedro me procurou. Sempre tivemos a mesma convicção de que nossos artistas precisavam de mais oportunidades para mostrar seu trabalho.

O Arariboia Rock se mantém como um dos principais festivais de rock independente do país e hoje integra a rede dos Festivais Brasileiros Associados (FBA). E é, claro, um forte incentivador da cultura local.

E me orgulho do sucesso que se tornou o Festival. Até hoje, mais de 70 bandas já passaram pelo palco, inclusive de outros estados e uma norte-americana. Sem contar que a edição de 2012 foi indicada ao Prêmio de Cultura do Governo do Estado do Rio.

Niterói é uma das cidades com maior vocação cultural do Brasil e, sem dúvidas, precisamos incentivar e fortalecer ainda mais esse potencial. E o Arariboia Rock cumpre com esse papel.

Conheça a Biblioteca Parque Estadual

No sábado, 29, estive na inauguração da Biblioteca Parque Estadual (BPE) no Centro do Rio, inaugurada depois de quatro anos de obras. O novo espaço com 15 mil metros quadrados vai oferecer multiplicidade de artes e cultura com capacidade para receber até cinco mil pessoas por dia, num investimento de R$ 71 milhões. O resultado final ficou fantástico!

As paredes da BPE estampam pensamentos de escritores e poetas como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Vinícius de Moraes, só para citar alguns. O acervo literário com 200 mil itens, vai desde filmes, a músicas digitalizadas e uma ampla coleção de quadrinhos.

Além dos estúdios de som e vídeo, teatro, auditório e salas multiuso para laboratórios e oficinas. Tem ainda as espreguiçadeiras, área de exposição, o café literário e um jardim suspenso. Sem falar dos computadores de acesso público e internet gratuita. Tem programa para todos os gostos e idades.

Na década de 1980, a instituição centenária foi abraçada por Darcy Ribeiro, que na época era secretário estadual de Cultura. Ideias como a do teatro e da biblioteca infantil foram pensadas por ele, mas só agora foram construídas. O projeto é de Glauco Campelo, o mesmo arquiteto que desenhou prédio original que ocupou o espaço até agora.

A ambientação arquitetônica e o mobiliário é de Bel Lobo. O paisagismo foi feito pela Fundação Burle Marx. Vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 20h, e está instalada num lugar de fácil acesso – pela Avenida Presidente Vargas, pelo Saara e pelo Campo de Santana.

A BPE é acessível e conta com uma equipe especial para atender os leitores com deficiências motoras ou cognitivas. Integrada à sustentabilidade, a biblioteca tem o chão de madeira certificada. Os vidros das janelas reduzem o calor. A fórmica do mobiliário é feita de garrafas PET e a água captada pelo eco-telhado é reusada.

O conceito de biblioteca parque está no desejo que as famílias venham e passeiem pela biblioteca. Que não seja somente um espaço de estudo e pesquisa, mas de encontro e convivência. A programação de eventos já conta com a exposição “Vinícius de Moraes – 100 anos”, que faz parte do projeto Centenário de Vinícius de Moraes e fica em cartaz até 15 de junho.

Vale muito a pena conhecer a Biblioteca Parque Estadual. Eu recomendo!