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Para sempre, Brizola

Na segunda-feira (23), estive no lançamento do livro ‘Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro. Brizola foi, sem dúvida alguma, político singular, que marcou a história da política brasileira na luta por um país que caminhasse por seus próprios pés, longe de qualquer dependência estrangeira, que pudesse comprometer o progresso do Brasil.
Nascido em Carazinho, no Sul do país, Brizola foi lançado à vida pública por Getúlio Vargas. Foi governador do Rio Grande do Sul aos 37 anos de idade, em plena guerra fria. Reestruturou a administração, implantou reforma agrária, erradicou 50% do analfabetismo entre os gaúchos e deixou mais de três mil escolas gratuitas naquele estado para que todas as crianças tivessem acesso à educação.
Com o Golpe de 64, foi forçado a exilar-se no Uruguai até 1979, quando retornou ao país e se deparou com a opressão do governo e de grandes empresas que o perseguiam sistematicamente. Ainda assim, foi eleito, por duas vezes, governador do Rio de Janeiro, onde implantou o programa de educação integral, construindo 500 CIEPs. Brizola concorreu por duas vezes à presidência através do partido que fundou em 1980, o PDT.
Brizola sempre lutou sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pelo desenvolvimento do país, por mais dignidade para o povo brasileiro, pelos direitos e conquistas do trabalho e da educação.
Faleceu em 2004, aos 82 anos, já bastante debilitado. Na época, o então presidente Lula decretou luto oficial de três dias.
Como prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, além de duas vezes governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola deixou, ao longo dos quase 60 anos de vida pública, um legado de grandes ações que o fizeram estar, hoje, entre os grandes heróis de nossa nação.
Além do vereador Leonel Brizola Neto, também estiveram presentes no lançamento, Miguel Vitoriano, secretário geral PDT Niterói, Maria José Latgé, presidente do MAP/PDT e Túlio Mota, presidente da Juventude Socialista PDT Niterói, dentre outros dirigentes partidários.
O livro é de autoria de Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, lançado pela Editora Nitpress. A obra é parte de um grande projeto que busca valorizar as ideias de um político idealizador, que foi Leonel de Moura Brizola.

Niterói: 2014 nos espera

Ao ler O Globo Niterói, semana passada, fiquei muito feliz ao saber que Niterói está incluída na lista de roteiros turísticos para a Copa de 2014. Uma ótima notícia para nós, cidadãos niteroienses, que tanto prezamos a cultura e o turismo em nossa cidade. Essa lista é de autoria do Ministério do Turismo, que selecionou os municípios mais requisitados na destinação de recursos e promoção oficial do evento. Há uma estimativa de mais de R$ 70 milhões em investimentos ainda para este ano, entre campanhas e convênios.
Bem sabemos da importância de Niterói estar entre as cidades selecionadas. Esse é um bom momento para impulsionar oportunidades de emprego, o turismo local e, principalmente, mais geração de renda. E já se tem em mente algumas vertentes para aplicação da verba de modo a divulgar o que temos de melhor e prepará-la para receber pessoas de todo o mundo.
O Governo do Estado já iniciou um projeto de promoção dessas cidades em feiras nacionais e internacionais. Esse estudo mostra também o tipo de segmento turístico que cada município se encaixa, os pontos de visitação mais requisitados e a distância entre eles e as doze cidades sedes do Mundial, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Nos critérios de seleção avaliados, Niterói se sobressaiu em praticamente todos. Não só por nossas belas praias, a gastronomia, a cultura e o esporte também foram destaque. Posso citar, entre nossos maiores projetos arquitetônicos, o MAC, marca maior da cidade, o 2º maior complexo de fortificações militantes do país e o Museu de Arqueologia reformado há pouco. Assim como a Biblioteca Estadual de Niterói, agora também reformada e o Caminho Niemeyer.
Espera-se receber cerca de 600 mil estrangeiros e três milhões de brasileiros circulando pelo Brasil. Aumentando o tempo de permanência desses visitantes nas localidades, maiores os benefícios.
Todo esse cenário me traz muita alegria. Acredito no potencial de nossa cidade e o quanto é significativa sua participação na história do Rio de Janeiro. Outras cidades divulgadas pelo Ministério do Turismo foram Arraial do Cabo, Búzios, Angra dos Reis, Ilha Grande e Paraty, dentre outras. Niterói tem méritos para ser uma das cidades mais visitadas.

Nem todas as semelhanças podem ser coincidências em “O Brado Retumbante”

Depois de muitos anos, a Tv Globo retoma os romances de conotação política. Mas a minissérie “O Brado Retumbante” é bem diferente das outras telenovelas já exibidas pela emissora. Enquanto em Anos Dourados, Agosto e JK a trama referia-se ao passado, dessa vez, o enredo é contado nos dias atuais, uma novidade.
As tramas de cunho político eram um obstáculo para a emissora, principalmente pela má fama de lobista e manipuladora de informação. Como é possível esquecer a escandalosa manipulação do debate presidencial de 1989 onde a edição jornalística favoreceu o candidato Collor, mesmo com Lula saindo melhor nas respostas?
Para reverter esse quadro, a Globo está se esforçando para reconstruir sua credibilidade junto à opinião pública. O exemplo mais emblemático desse processo está na recente exposição do antigo diretor da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni). Em seu livro de memórias onde revela os bastidores da TV, ele confirma que houve, sim, a edição do debate, pondo um fim na especulação. E isto chama a atenção, porque qual motivo teria Boni ao expor sua antiga empresa a qual ainda possui ligação? Por acaso não teria ele recebido autorização para a revelação?
Meses depois do lançamento do livro, a Globo agora faz novo teste para medir sua aceitação no país. Em “O Brado Retumbante”, fica visível a tentativa da emissora em se aproximar da população que há muito tempo se mostra insatisfeita com a ética na política. Valores como caráter, honestidade e integridade são base da composição da personagem principal, o deputado federal Paulo Ventura, que de político desconsiderado, em função do acaso, vira Presidente da República.
É claro que os fatores que tornam Ventura presidente estão fora da realidade. Este é um caso clássico onde a história se adequa à mensagem que se quer passar e não aos fatos. Exemplo: Presidente e Vice-presidente jamais viajam juntos por questões de segurança; o gabinete do presidente jamais ficará distante dos ministérios e secretarias de governo. Isso é gerencialmente inviável; e, por último, é muito pouco provável que fosse feito alguma aliança dos partidos da base do governo para a indicação de um opositor como presidente da Câmara (pouco provável, mas não impossível…).
Mas o que mais me chamou a atenção nessa série é a incrível semelhança física de Paulo Ventura com o senador do PSDB Aécio Neves. E essa é uma comparação que não faço sozinho. Já caiu na boca do povo. Vamos pensar: se a Globo possui um elenco gigantesco, com que objetivo ela permitiu isso? Será mera coincidência escolherem este ator quando há no PSDB uma briga interna para viabilizar a candidatura do Aécio à presidência em 2014? O mesmo Aécia que foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2001-2002? Cenas do próximo capítulo…

Pela revitalização do Centro Cultural Aldeia de Arcozelo

No dia 13 de janeiro, foi comemorado o nascimento de Paschoal Carlos Magno, criador do Centro Cultural Aldeia de Arcozelo, localizado em Paty do Alferes. Paschoal foi um grande militante cultural e dedicou a vida a levar a arte para o interior fluminense.

Após sua morte, o Ministério da Cultura assumiu a administração do espaço. Mas hoje ele carece de reformas e seus habitantes estão lutando por sua recuperação.

O Governo do Estado através da Secretaria de Cultura já se colocou à disposição da Funarte para ajudar na execução das obras e, inclusive, de estabelecer uma gestão compartilhada para que projetos realizados em centros culturais estaduais também sejam oferecidos no Aldeia. Um protocolo de intenções chegou a ser formulado.

A Fundação CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) também mostrou interesse em ajudar o projeto de revitalização do centro, através da Lei de incentivo fiscal.

Depois de ouvir os relatos dos defensores do centro, entrei no circuito na tentativa de fazer este projeto sair definitivamente do papel. Na segunda (9), me reuni com o novo superintendente do Ministério da Cultura no Rio, Marcelo Veloso. Vamos buscar conciliar as agendas para fazer uma visita ao Aldeia de Arcozelo.

É de fundamental importância recuperar este espaço para que a poulação de Paty tenha acesso à cultura e conhecimento. Els são bases para a formação de uma sociedade mais humana e democrática. E estou trabalhando para ajudar nisso.

Povo de Paty, pode contar comigo nesse luta!

Biblioteca Estadual de Niterói: exemplo de inclusão social através do conhecimento

No sábado, dia 7, o Globo Niterói publicou uma excelente matéria sobre a Biblioteca Estadual de Niterói. Realmente, o resultado da reforma ficou excepcional. Grande trabalho da Secretaria de Estado de Cultura que aproveitou a oportunidade da obra para implementar um novo conceito, a “Biblioteca Parque”. O projeto, inspirado na experiência colombiana da cidade de Medellín, buscou organizar o espaço da biblioteca com o objetivo de promover o acesso mais fácil à informação e como consequência favorecer a inclusão social.

O ambiente mais organizado e descontraído, os recursos tecnológicos oferecidos como isolamento acústico e computadores com acesso à internet e os eventos culturais permitem que o visitante da biblioteca tenha uma experiência mais divertida que vai além de apenas ler um livro. São motivos para que a pessoa retorne e frequente o espaço.

“Aqui está o futuro dos nossos cidadãos, dos nossos jovens e das nossas crianças. Porque é em lugares como esse que formamos gente com capacidade de pensar como sociedade, olhar para o mundo e ampliar seus horizontes. Inclusão social deve e pode ser feita com acesso ao conhecimento, esse é o papel principal da biblioteca. Além disso, também serve como um espaço de convivência. Queremos que esse lugar seja um centro de cultura e cidadania.” Adriana Rattes

A nova cara do BEN me traz grande alegria. Desde 2004, quando o dinheiro da reforma foi liberado, procurei acompanhar de perto as decisões do governo do estado em relação à biblioteca. Por ser vereador de Niterói e membro da Associação dos Amigos da Biblioteca Estadual, assumi a reponsabilidade de fiscalizar o projeto, cobrando informações sobre o cronograma de execução e vistoriando as obras.

Em 2008, foi realizada uma Moção de Congratulações a bibliotecária Maria da Glória Blauth Schlobach, pelo 73º aniversário do BEN por meio de uma indicação minha. Maria da Glória há muito tempo é a diretora da biblioteca e ama o espaço. Lutou incansavelmente pela restauração da biblioteca e hoje certamente vive um grande momento na sua vida profissional com concretização desse sonho.

Além do seu papel educacional, a Biblioteca Estadual de Niterói também é uma referência em arquitetura. O edifício foi o último exemplar que compõe, juntamente com outros prédios do entorno, um dos mais belos conjuntos arquitetônicos da cidade. Merecia ser restaurada! E somente com o comprometimento do governador Sérgio Cabral e da secretária Adriana Rattes essa reforma foi possível. Niterói agradece essa bela obra!

Agora sim temos uma biblioteca que representa de fato nossa querida ex-capital.

Tristeza gera Gentileza: 50 anos do incêndio no Gran Circus

Um dia de alegria que virou tragédia. Há quase 50 anos, Niterói foi palco do pior incêndio com vítimas do país. O episódio faz parte da história da cidade e ainda emociona.

O incêndio do Gran Circus aconteceu no dia 17 de dezembro de 1961. Um domingo e uma semana antes do Natal. Era o dia de estreia do circo. A sessão estava lotada. Os jovens de hoje podem não entender, mas o circo naquela época era uma grande atração. Todas as crianças queriam ir. Por dias, todos ficaram na expectativa das apresentações.

Quem é de Niterói certamente conhece alguém que foi, deixou de ir ou perdeu conhecidos no incêndio. Meus pais e tios, mesmo pequenos na ocasião, ainda lembram a confusão que se instalou na cidade após a notícia. No bairro do Pé Pequeno, por exemplo, um mutirão foi organizado para ajudar. Várias barracas foram montadas na rua para arrecadar donativos. Outros afirmam que a doação de sangue era feita na rua.

O trauma foi tão grande que, por muitos anos, a cidade deixou de receber os circos. E durante 50 anos, o caso permaneceu como uma memória velada. Coube ao jornalista Mauro Ventura a responsabilidade de recontar a história e lembrar a data no livro “O espetáculo mais triste da Terra”.

A obra destaca as versões conflitantes sobre as causas do incêndio, apresenta os relatos de sobreviventes e mostra como o evento marcou a trajetória dos cirurgiões Yvo Pitanguy, Liacyr Ribeiro e do empresário José Dantrino, o Profeta Gentileza, que, consternado com o fato, abandonou tudo para propagar mensagens de amor e caridade, eternizadas nos pilares da Perimetral do Rio de Janeiro.

Hoje, às 17h30, na Biblioteca Pública de Niterói, acontecerá a sessão de autógrafos do lançamento do livro. A entrada é gratuita.

Festival Araribóia Rock agita Niterói este fim de semana

Vem aí mais um Festival Araribóia Rock! O evento está na sua 7ª edição e começa amanhã com uma exposição sobre a trajetória do festival em seus sete anos de existência. A mostra acontece na Sala de Cultura Leila Diniz, na Imprensa Oficial. Os tradicionais shows com as bandas regionais rolam na sexta e no sábado no Teatro MPB4, no DCE da UFF, com entrada franca.

Mais uma vez tenho o prazer de apoiar o evento, realizado com muita determinação pelo meu amigo Pedro de Luna. É assim desde 2004 quando o produtor cultural me procurou na Secretaria Regional de Icaraí. Esta parceria deu origem a outras como as lutas pela preservação do Cinema Icaraí e pela reabertura da Estação Cantareira.

O movimento Araribóia Rock é um grupo independente, sem vínculos a partidos políticos, formado por bandas de rock dos municípios localizados deste lado da baía de Guanabara. Seu objetivo é fortalecer o cenário musical da cidade e garantir mais espaço às bandas locais.

Bom festival!

Impasse do Cinema Icaraí chega ao fim

Sinto-me imensamente feliz ao falar sobre o futuro do nosso Cinema Icaraí, símbolo da história de nossa cidade e parte da vida de muitos niteroienses. A Prefeitura de Niterói anunciou hoje a desapropriação do prédio, com decreto assinado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira. Agora o cinema é do povo!

Defensor da manutenção do espaço, enquanto vereador, fui o único a ir contra o projeto de lei que previa o destombamento parcial do prédio. Inúmeras foram as interferências para levar o projeto a diante, e somente com a intervenção do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 2008, do qual fui forte apoiador, foi possível garantirmos o tombamento.

Considero acertada a atitude do prefeito Jorge Roberto Silveira e acredito que esta notícia seja motivo para comemoração. Hoje ainda o edifício será entregue à Universidade Federal Fluminense. A decisão é resultado de uma negociação entre  prefeito e o reitor da universidade Roberto Salles que conseguiu a verba da desapropriação junto ao MEC. A UFF pretende fazer do espaço a sede da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN). A proposta ainda prevê uma sala de cinema e centro cultural.

Agora, temos a certeza de que valeu a pena toda a mobilização a favor da preservação do prédio. Parabéns, Niterói!

Participe do 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói

É com muita alegria que convido a todos para o 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói. A abertura do evento será no dia 3 de dezembro, às 10h, no Mercado São Pedro, com entrada gratuita. Durante nove dias, será possível desfrutar dos pratos criados especialmente pelos diversos restaurantes participantes.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional está empenhada em consolidar a cadeia consumidora de pescado no Estado do Rio e uma forma de divulgar os produtos produzidos aqui são os festivais gastronômicos.

E Niterói não podia ficar de fora. A cidade tem toda uma história de relação com o mar. Dois terços do seu território estão voltados para água. As principais entidades de pesca estão na cidade: Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saerj). O terminal pesqueiro está sendo construído no município. A mão de obra pesqueira está em Niterói e São Gonçalo.

Outro bom exemplo da vocação pesqueira da cidade é o Mercado São Pedro. O local é o maior centro de venda de pescado do Rio. Por semana, são comercializadas cerca de 60 toneladas de peixes. O mercado é também um ponto turístico. É muito comum encontrar pessoas do Rio comprando peixe fresco ou almoçando nos restaurantes que funcionam lá.

Além disso, são diversos os bares e restaurantes especializados e concorridos espalhados pela cidade, boa parte deles presentes no festival.

Não há como negar, Niterói tem uma vocação com o mar. E, agora, vamos consagrá-la como referência gastronômica especializada em pescado e frutos do mar. Venha nadar nessa gastronomia você também!

MAC ganha selo comemorativo


Garanta logo o seu antes que acabe!
Vamos valorizar o símbolo da nossa cidade.

Segue um trecho da matéria do O Globo neste fim de semana.

Pelo mundo afora: Niterói aparece em vários selos dos Correios
O Globo Niterói

O lançamento do selo personalizado dos 15 anos do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, terça-feira passada, garantiu mais uma imagem da cidade no acervo filatélico dos Correios. O MAC já havia aparecido num dos selos da série comemorativa às obras de Oscar Niemeyer, em 2008, mas não é a única instituição de Niterói retratada nessas peças. Seguindo um critério rígido de seleção, a escolha desses selos é resultado de uma eleição, realizada com um ano de antecedência, em que votam empregados dos Correios, clubes e federações de filatelia, escolas de belas-artes e a Casa da Moeda. A comissão é responsável por decidir o tema, instituição e/ou personalidade que a empresa homenageará. Assim foi há três anos, quando o MAC apareceu na série de selos que celebrava a arquitetura de Niemeyer. Já o selo dos 15 anos do museu é do tipo personalizado. Essa categoria é também uma forma de reconhecimento, mas feito a partir do pedido do próprio homenageado. Além da diferença relativa à produção, os selos personalizados não são vendidos nas agências dos Correios, mas por quem os solicita. Nada, no entanto, que diminua o valor histórico do material. Comemorativos ou personalizados, os selos levam a imagem da cidade para o Brasil e o exterior e, certamente, fazem parte do acervo de colecionadores mundo afora.

De acordo com os Correios, selos comemorativos e personalizados são diferenciados também pela tiragem. Para os comemorativos, são feitos, no mínimo, 300 mil exemplares. Já os personalizados dependem do pedido feito à empresa e podem ser de apenas uma folha (12 selos), ao custo de R$ 34. No caso dos 15 anos do MAC, foram produzidas 12 mil folhas (144 mil selos). Quantidades significativas como essa têm cerimônia de lançamento similar à realizada no museu, que contou com as presenças do diretor da instituição, Guilherme Bueno; do secretário municipal de Cultura, Cláudio Valério; do presidente da Fundação de Artes de Niterói (FAN), Marco Sabino; e do diretor adjunto regional dos Correios do Estado do Rio de Janeiro, Marcello Ganim.

Na ocasião, o secretário municipal de Cultura ressaltou a importância da homenagem:

— O selo é uma forma que a sociedade organizada tem de mostrar o apreço à determinada instituição, e está ligado à própria história do Brasil, que foi o segundo país no mundo a lançar um selo, o Olho-de-boi, em 1843. O primeiro, Penny Black, foi a Inglaterra que lançou, em 1840.

Para o presidente da FAN, Marco Sabino, o selo é importante por levar a imagem de Niterói para o mundo.

— É muito importante para o MAC e para toda a cidade ter essa imagem viajando o mundo pelas cartas. Niterói merece esse reconhecimento — avalia Sabino.

Segundo a consultora museal do MAC, Telma Lasnar, a ideia de lançar selo e carimbo pelos 15 anos do museu foi a forma encontrada para perpetuar a data marcante.

— O selo é testemunho da História, pois registra e documenta datas importantes. Nós achamos que os 15 anos do MAC mereciam esse tipo de registro, que transcende o espaço do museu, além de se tornar objeto de colecionadores — afirma Telma.

Ainda de acordo com Telma, o selo será vendido no MAC e nas agências dos Correios em Niterói. Todas as correspondências postadas até o dia 22 de dezembro na cidade receberão o carimbo personalizado. Depois disso, o carimbo vai para o Museu Postal Filatélico, em Brasília. Os visitantes do MAC terão ainda a oportunidade de comprar o cartão-postal, que foi criado para celebrar o aniversário da instituição.

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