Vem aí o 4º Festival Gastronomia do Mar

Começa no próximo sábado, dia 23, a 4ª edição do Festival Gastronomia do Mar, realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (a Sedrap), que é sucesso absoluto em Niterói e presença certa no calendário de eventos da cidade.

Além dos 70 restaurantes de Niterói e do Rio que estarão no circuito gastronômico e dos palcos gourmets montados no Mercado de Peixe São Pedro, na Rua Nóbrega (Jardim Icaraí) e na Praia de Copacabana, a novidade, esse ano, fica por conta da Orla Gourmet, em São Francisco.

Fico muito feliz pela boa aceitação do Gastronomia em Niterói. Um projeto que nasceu aqui, pela vocação histórica e natural que temos, com o objetivo de informar sobre a importância do peixe na nossa refeição diária e cultivar a cultura do consumo de pescado no estado.

E o aumento no consumo do pescado faz o comerciante vender mais e gerar mais emprego, enquanto o pescador pode cobrar um preço mais justo pelo produto. E o que se busca é exatamente isso, a valorização do pescador e o fomento da cadeia produtiva de pesca.

Não há como negar a vocação que Niterói tem com o mar. Dois terços do seu território estão voltados para a água. E os principais órgãos de pesca estão na cidade: a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), a Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), e o Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saperj).

E, claro, o Mercado São Pedro. O maior centro de venda de pescado do Rio. Por semana, são comercializadas cerca de 60 toneladas de peixes. O mercado é também um ponto turístico. É muito comum encontrar pessoas do Rio comprando peixe fresco ou almoçando nos restaurantes.

O 4º Gastronomia do Mar acontece de 23 a 31 de agosto. A programação completa, e outras informações,  estão na página oficial do evento. Bom festival a todos!

‘Desculpe, David Luiz’, por Cristovam Buarque

Hoje quero repercutir um artigo muito interessante escrito pelo senador Cristovam Buarque para o jornal O Globo, na coluna Opinião. Cristovam fala de tragédias mundiais como a Guerra Civil dos Estados Unidos que deixou 600 mil mortos, e terremotos que abalaram estruturas de outros países. Situações muitas vezes banalizadas, ou que caíram no esquecimento.

Paralelo a esses fatos, o autor faz uma comparação com o futebol e as perdas do Brasil em Copas do Mundo. Estas sim, situações que jamais deixarão de ser mencionadas. Cristovam as trata até mesmo como traumas e lamenta o quanto não somos capazes de cobrar dos nos nossos líderes políticos a “cura” de tantos problemas sociais que vivenciamos, o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos brasileiros.

‘Desculpe, David Luiz’ chama atenção pelo simples fato de ser um texto tão verdadeiro. Uma leitura obrigatória para todos nós.

Desculpe, David Luiz

Nós, políticos, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar

Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos. Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, e Alemanha, em 8 de julho de 2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.

A realidade social não nos traumatiza porque nossos grandes problemas foram banalizados.

Consideramos tragédia ter o quarto melhor time de futebol do mundo, mas não nos traumatiza quando, no dia 1º de março de 2011, a Unesco divulgou que estamos em 88º lugar em educação; nem quando, em 15 de março de 2013, o PNUD divulgou que estamos em 85º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano; ou quando o Banco Mundial nos coloca como o oitavo pior país em concentração de renda; ou ainda quando soubemos que somos o 54º país em competitividade no mercado mundial; ou quando o IBGE divulgou, em 27 de setembro de 2013, o aumento no número de adultos analfabetos de 2011 a 2012.

Nenhum trauma aconteceu quando a Transparência Internacional nos reprova em corrupção; ou quando vemos que, no ano passado, 54 mil brasileiros foram assassinados no país e outros 50 mil mortos no trânsito. Não nos traumatiza o fato de que 50 milhões de brasileiros — desalojados históricos pelo modelo econômico — passariam fome se não fossem as pequenas transferências de renda, como se eles fossem abrigados depois de uma inundação. Não nos choca a destruição de 9% a mais de florestas em 2013 do que em 2012.

Sofremos com as derrotas no futebol porque elas não foram banalizadas, são exceções na nossa trajetória de vitórias. Não nos traumatizam os desastres sociais porque nos acostumamos a eles e nos acomodamos. Por isso, não exigimos de nossos líderes políticos o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos.

Ao ouvir David Luiz pedir desculpas porque não foi “capaz de fazer seu povo feliz, pelo menos no futebol”, pensei que deveria pedir desculpas a ele, porque sou parte da seleção brasileira de líderes políticos e não consigo fazer o necessário para facilitar a vida de cada brasileiro em busca de sua felicidade.

O político não proporciona felicidade, como um artilheiro que faz gols, mas deve eliminar os entulhos sociais, tais como transporte público ineficiente, fila nos hospitais, escolas sem qualidade e violência descontrolada, que dificultam o caminho de cada pessoa em busca de sua felicidade pessoal. Esses entulhos sociais que povoam o Brasil provam que nós, os políticos brasileiros, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar, base necessária, embora não suficiente, para a felicidade de cada pessoa.

Por isso, eu e todos os políticos com mandatos, não David Luiz, devemos pedir desculpas por não eliminarmos os entulhos que dificultam a busca da felicidade pelos brasileiros.

Os resultados da Copa em Niterói

Um estudo do Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), realizado em parceria com a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (a Neltur), divulgado no sábado, dia 19, mostrou o balanço da atividade turística de Niterói durante a Copa.

Foram quase 120 mil turistas e um impacto direto na economia da cidade de aproximados R$ 87 milhões. Essa pesquisa permitiu traçar o perfil de cada turista, informação que será usada no planejamento de políticas públicas para o setor.

Pouco mais de 48% do total de visitantes são estrangeiros e vieram de países como Chile, Estados Unidos, Argentina, Colômbia e México. Metade deles tem idade entre 21 e 34 anos. E as obras de Oscar Niemeyer foram apontadas por 42% desse público como a principal motivação para visitar a cidade.

Esses dados evidenciam o crescimento do turismo da cidade e confirmam a lista que o Ministério do Turismo chegou a divulgar em 2012, que mostrava Niterói entre os principais destinos turísticos durante os jogos do Mundial.

Esses dados também vão servir como base na preparação para outros grandes eventos que estão para acontecer, como, o Encontro com a África, e, 2015, e as Olimpíadas de 2016. Um cenário me traz grande alegria. Sempre acreditei no potencial da nossa cidade.

40 anos da Ponte Rio-Niterói

Inaugurada em 1974, a Ponte Rio-Niterói permanece ainda firme sobre as águas da Baía de Guanabara. Prestes a completar 40 anos (na terça, dia 4) e tida como uma das obras-símbolo do Brasil Grande, pouco, no entanto, restou do passado cívico que a ergueu, além do nome de batismo: Ponte Presidente Costa e Silva.

Nome que o Ministério Público Federal, inclusive, quer remover por meio de uma ação judicial. Um movimento de cidadania que tomou conta do Brasil. Ao mesmo tempo em que o MPF criou uma Comissão da Verdade para investigar os crimes da ditadura, as escolas, praças e ruas que homenageiam generais do regime começaram a ser renomeadas.

No entendimento dos procuradores, dar à Ponte o nome “de um dos maiores violadores de direitos do povo brasileiro” é, por si, uma violação da memória de quem padeceu na tortura durante do governo Costa e Silva. Para o MPF, é preciso devolver à sociedade o direito de escolher quem a Ponte deve homenagear. De fato.

Fica a sugestão de rebatizá-la com o nome de um dos nossos maiores líderes, eleito duas vezes governador do Estado do Rio: Leonel de Moura Brizola. Um político que sempre acreditou na força do povo e no processo social. Contribuiu para abolir o analfabetismo no Rio Grande do Sul e, por aqui, implantou os CIEPs. Eu apoio essa ideia!

Prevista para durar pouco mais de dois anos, a Ponte começou a ser construída em 1968, e deveria ficar pronta em 1971. Suas obras, porém, só foram concluídas em 1974, com um atraso de três anos. Para os generais do regime, a Ponte personificou o milagre desenvolvimentista. Para os engenheiros, o desafio vencido mar adentro.

Até então, entre esperar na fila, embarcar, atravessar e desembarcar o veículo, a viagem de barcaça demorava até duas horas. A falta de melhor opção para a travessia já incomodava desde o Brasil Império, quando Dom Pedro II autorizou o engenheiro inglês Hamilton Lindsay Bucknall a desenvolver um projeto de ligação ferroviária passando por um túnel submarino.

No começo, a Ponte era uma via de 13,2 quilômetros construída pelos militares para ligar dois pedaços da BR-101 (Rio Grande do Norte-Rio Grande do Sul) e consolidar o Plano Nacional de Rodovias. Em 1970, uma pesquisa de opinião alertava que 80% dos motoristas trocariam a linha marítima pela Ponte.

No primeiro ano, atingiu a marca de 20 mil veículos por dia e a travessia era gratuita, não existindo a cobrança de pedágio, implantado anos depois. Hoje já ultrapassa os 150 mil veículos que, diariamente, passam por ela e nos horários de pico, levam quase o mesmo tempo para atravessá-la que os antepassados do tempo das barcaças.

Ao final da obra, o custo da Ponte ficou em torno de Crz$ 800 milhões, quase quatro vezes mais que o valor previsto inicialmente. Era terceira maior do mundo, atrás apenas da Ponte do Lago Pontchartrain, com 38 quilômetros, em Louisiana, na Costa Leste dos Estados Unidos, e a Chesapeacke Bay Bridge, na Virgínia (também nos Estados Unidos), com 29 quilômetros. Hoje caiu para o 11º lugar no ranking internacional de extensão, embora continue sendo a maior do Hemisfério Sul.

Para erguê-la, os construtores tiveram que superar desafios como concretar as fundações debaixo d’água e fazer um vão central de 300 metros de largura e 72 de altura. As obras avançavam em duas frentes – Rio e Niterói – e se encontravam no vão central. E os perigos não eram poucos.

Trabalho nas alturas e sobre águas com 20 metros de profundidade, operários sem qualquer instrução, capacetes e botas eram raridade. Oficialmente, o regime militar contabilizou 33 mortes durante a obra. Mas há quem faça uma conta de 400 baixas. De 1968 a 1972, foram registrados oito acidentes fatais, com um total de 18 mortos e mais de 30 feridos.

Com 14 quilômetros de extensão, a ponte enfrentou desafios de engenharia – o maior deles, assegurar 300 metros de canal navegável no vão central (canal principal) e mais dois secundários de 200 metros (largura) – e de gestão de 10 mil funcionários, mais de oito vezes o número de trabalhadores mobilizados para a recente reconstrução do Maracanã.

A Ponte Rio-Niterói é, sem dúvidas, uma obra memorável. Que transcendeu a era do regime militar, quando foi criada, e se tornou um divisor de águas para nossa história.

Feliz Ano Novo!

Ano Novo é sempre um período de reflexão sobre quem somos e o que planejamos para o futuro. Momento de avaliar nossos projetos, dispensar alguns ou criar novos. É quando colocamos na balança o resultado das nossas atitudes e do nosso trabalho.

2013 foi um ano intenso e especial, de muito trabalho. Pudemos realizar grandes projetos e promover grandes ações. Falo em nome de todos da equipe Sedrap, Fiperj e Ceasa que muito se esforçaram para fazer deste um ano de muita produção.

E com saldo positivo.

2014 nos reserva um ano também de muita ação. Mas, com muita disposição e garra, vamos continuar com grandes conquistas para Niterói e para o Estado.

Desejo a todos, neste novo ano que chega, muita saúde, perseverança e fé para superar os desafios do caminho e seguir adiante. O restante vem naturalmente. Que seja este o ano da mudança. Só há mudança efetiva no mundo se mudarmos a nós mesmos primeiro.

Feliz 2014!

Um Feliz Natal a todos!

O melhor Natal, o verdadeiro Natal, o nascimento de Jesus, é o que nos faz mais humanos, mais amorosos, que nos remete ao compromisso que assumimos de sermos melhores e fazermos o bem ao próximo.

E que nesse novo ano que se aproxima possamos seguir em direção aos ensinamentos de Jesus buscando o amor, a paz e a caridade em nossas ações. Um Feliz Natal a todos!

Arte e religiosidade no maior tapete de sal da América Latina

São Gonçalo se prepara para a tradicional montagem dos tapetes de Corpus Christi, Patrimônio Público Cultural e Religioso da cidade e considerado o maior da América Latina.

A celebração no município se tornou conhecida no Brasil por aliar religiosidade e arte, através da confecção de centenas de quadros sobre o tema. Para este ano, são esperadas 240 imagens feitas a partir de materiais como sal, serragem, pedrarias e tinta colorida, todos doados pelos fiéis.

O evento é uma das maiores atrações turísticas e de fé do país e recebe visitantes de diversos lugares. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que acontece em julho no Rio de Janeiro, também estarão presentes na celebração.

O Corpus Christi de São Gonçalo é um marco para o Estado. Vale a pena prestigiar!

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado ontem, eu e toda a equipe de funcionários da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap) e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) nos mobilizamos para também celebrar a data de uma maneira especial. Nos vestimos de azul, cor que simboliza o autismo, e tiramos a foto que ilustra esse artigo.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi proclamado há seis anos pela ONU para chamar atenção da sociedade e dos governantes para a importância de investir no diagnóstico precoce e, também, na inclusão social e no tratamento e educação de qualidade das pessoas que possuem espectro autista.

No Brasil, a questão ainda é pouco assistida. Embora o Governo Federal tenha sancionado a lei aprovada no Congresso, no fim do ano passado, que assegura novos direitos aos autistas e o Ministério da Saúde anunciado a primeira política pública voltada para o tratamento das pessoas com essa condição, não há uma pesquisa de relevância para saber qual a real taxa de incidência do autismo na população.

Por isso, a importância de realizar ações de alerta a esse diagnóstico que, quanto mais cedo realizado, antes mesmo dos três anos de idade, maiores são as chances de favorecer o desenvolvimento e a integração social das pessoas com autismo.

Até domingo, dia 07, importantes monumentos do país como o Cristo Redentor, por exemplo, permanecerão iluminados de azul em homenagem à data. A ação é uma iniciativa da ONG Autismo e Realidade que realiza, desde 2010, um trabalho muito especial de apoio e orientação aos autistas e seus familiares. Para conhecer mais, acesse: www.autismoerealidade.com.br