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A escola que o Brasil precisa

As más notícias sobre a educação brasileira ultimamente tem sido tantas que eu decidi colocar o que eu acho que deveria ser feito para mudar o quadro atual. No entanto, não vou falar sobre nenhuma novidade ou sistema revolucionário.

Vou, na verdade, usar um vídeo sobre um modelo de escola que começou a ser implantado no Rio de Janeiro nos anos 80, foi brevemente interrompido e depois retomado no início dos anos 90 até ser praticamente sepultado a partir daí.

O vídeo ao lado foi feito em 1993, época em que computadores eram artigos de luxo e a Internet comercial era um sonho distante.

ENEM: descaso ou incompetência?

Não foi a primeira vez. Em mais um vexame público, a organização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) prejudicou os milhões de estudantes que se inscreveram em busca de um lugar nas boas universidades do país.

É uma pena que as coisas estejam caminhando desta forma. Desenvolver um sistema de avaliação capaz de substituir o já caduco vestibular é fundamental e o ENEM nos parece ser o melhor caminho para atingir esse objetivo. A maneira com que ele vem sendo gerido, no entanto, deixa – e muito – a desejar.

Em 2009, as provas foram suspensas apenas dois dias antes de sua realização por conta do vazamento de questões. Este ano, a tragédia começou a ser anunciada ainda em agosto. Naquele mês descobriu-se que o contrato com as empresas que organizariam a prova ainda não havia sido assinado. José Tavares Neto, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), órgão do Ministério da Educação responsável pelo ENEM, afirmou na ocasião que tudo estava dentro do cronograma.

Passados três meses, o óbvio fica evidenciado: é impossível organizar uma prova da dimensão do ENEM num prazo tão curto. A quantidade de trapalhadas foi tão grande que o resultado não poderia ter sido outro: a prova foi suspensa. O que poderia ter sido diferente é a forma com que a situação está sendo encaminhada. Se a direção do INEP fosse adepta da prática da autocrítica, muitas polêmicas e incertezas seriam evitadas. Contudo, como isso não acontece, é o Poder Judiciário quem vem tratando de acertar o rumo do ENEM 2010.

Mais uma vez, a educação está no centro de um escândalo nacional. Há poucos dias, eu comentei aqui o fato de a ONU ter comparado o nível educacional do Brasil ao do Zimbábue. Com as informações que vem sendo divulgadas sobre o caso, a conclusão imediata a que chegamos é que há muita incompetência na gestão do ENEM. Para mim, no entanto, o que vemos é mais um exemplo do descaso com o qual nosso país ainda trata a educação.

O que me conforta é que as boas ideias vão muito além das pessoas que as operam. Apesar desses problemas tão primários, o ENEM não perderá sua credibilidade e poderá ser aprimorado até o ponto em que o vestibular já terá se transformado em memórias.

Até a ONU já sabe: Educação no Brasil precisa mudar

Ultimamente tenho manifestado minha preocupação com a educação com frequência e acho que as informações divulgadas ontem pela ONU refletem o meu pensamento. Se, por um lado, os índices mostram que o país está de fato se desenvolvendo na direção correta, por outro deixam claro que certas coisas precisam melhorar muito – a educação está entre elas.

O Brasil subiu quatro posições no ranking global de bem estar das populações, de acordo novo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), em relação ao ano passado. Nosso país está em 73º lugar entre 169 países e o principal entrave é a educação.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) este ano mudou sua metodologia. O cálculo do IDH brasileiro foi feito através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e passou de 0,693 para 0,699. A escala varia de zero, o pior, a 1, o melhor.

Ao aprimorar sua metodologia o Pnud expôs as enormes falhas do Brasil na educação. Pelo cálculo antigo, nosso IDH era de 0,813. O IDH considerava dois indicadores: A taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e a taxa de matrícula nos ensinos fundamental, médio e superior. O novo índice avalia a média de anos de estudo atual da população e o critério de “anos de estudo esperados”, que projeta qual será a escolaridade média nos próximos anos levando em conta fatores como repetência e evasão.

Outro dado revelado é a média de anos de estudos do Brasil que é de 7,2 anos. A mesma de Zimbábue, o último colocado no ranking.

Estes índices nos mostram que o Brasil tem que prosperar e muito. É preciso ficar claro que saber ler e escrever não tem relação direta com qualidade de ensino, o número de matriculados tampouco. É na área da educação que a população brasileira mais sente a privação de oportunidades.

Reafirmo minha convicção, como um político educacionista, que temos oferecer educação de qualidade e em tempo integral em todas as escolas públicas do país. Com a criança o dia todo no colégio a mãe, por exemplo, poderia trabalhar e aumentar a renda familiar.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

“Ciência para o Desenvolvimento Sustentável” é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que começou nesta segunda-feira, 18, e vai até domingo, 24.

Termos em nosso país uma semana exclusiva para mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade e a atitude científica são fundamentais.

Em Niterói, a Prefeitura organizou uma série de atividades como Ciência no Campo, Ciência na Praça, Ciência na Trilha, Barca da Ciência, entre outras.

Acompanhei o desenvolvimento destas ações pela cidade e constatei que estas atividades promovem não só a divulgação científica, mas também a difusão de conhecimento e debate sobre as estratégias de utilizarmos nossos recursos naturais com sustentabilidade.

O tema da Semana foi muito bem escolhido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia já que hoje, no mundo inteiro, há uma crescente preocupação em associar crescimento econômico à proteção do meio ambiente e à preservação da vida no Planeta.

É importante ressaltar que mostras como estas são essenciais para um desenvolvimento com qualidade, no qual podemos debater questões social, econômica e ambiental, ao mesmo tempo.

Aproveito para parabenizar o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Raymundo Romeo, pela organização.

Se você quer participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Niterói ainda há tempo!

Amanhã, 23, na Praia de Icaraí, das 8h às 14h tem o “Ciência na Praia” e no mesmo horário, às 8h, você pode percorrer a Trilha do Vai e Vem, parte do Caminho Darwin, no evento “Ciência na Trilha”.

O Campo de São Bento, em Icaraí, será a sede do “Ciência no Campo”, que encerra a Semana e acontece das 8h às 14h.

Lutar é questão de sobrevivência

Todos nós sabemos que sem luta não há conquista, não há amadurecimento. Se nenhum de nós lutasse pela igualdade do direito pleno, quantas pessoas estariam ainda hoje amargurando o jugo da imposição?

Lutar é imprescindível. E não é uma questão de escolha. E sim, de sobrevivência.

No entanto, nenhuma luta será bem-sucedida sem mobilização. E toda e qualquer luta necessita de determinação. Mobilização, determinação e organização são conceitos que precisam ser trabalhados ao mesmo tempo, pois eles estão interligados.

Lutar sem mobilização é luta de poucos e se torna irrelevante. Lutar sem organização é luta sem bandeira e sem proposta, portanto facilmente combalida.

Organizar-se e mobilizar-se permanentemente é o maior desafio de qualquer movimento consciente. As grandes distâncias existentes para a comunicação entre as pessoas foram rompidas. Com o advento da internet nos falamos aqui, agora, já, imediatamente, sem perda de tempo, levando nossas ideias para além dos antigos horizontes.

Não são poucos os exemplos bem sucedidos de mobilização através da rede. Temos o dever de aprender com esses exemplos e construir um caminho que possibilite ampliar nossa organização e nossa determinação. Tendo sempre em mente que nosso objetivo maior é lutar pela educação do povo do nosso Estado. Proporcionando a todos, e em especial à imensa juventude, alcançar seus objetivos, transformando-os em conquistas para um futuro digno.

Esta luta não é uma questão de escolha. É uma questão de sobrevivência.

Evasão escolar no país é assustadora

Pesquisa realizada pelo IBGE mostra que 14,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos não estão nas salas de aula. A educação, apontada como a saída para o desenvolvimento do país, é uma cadeira vazia apegada ao desestímulo.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2010/IBGE 32,8% da população de 18 a 24 anos já não frequentam a sala de aula e a evasão acontece sem a conclusão do ensino médio.

Ao comparar o Brasil com os demais países da América do Sul – dados extraídos em 2007 – a maior taxa de abandono do nível médio é nossa, registrando 10% contra 7% da Argentina, 6,8% do Uruguai, 2,9% do Chile, 2,3% do Paraguai e 1% da Venezuela.

As principais causas para a evasão escolar é a repetência, a má qualidade das escolas e a presença dos adolescentes em série errada. Por não atingirem o ensino médio, os adolescentes enfrentam dificuldades para conseguir uma colocação de trabalho, caindo no subemprego por falta de qualificação.

Está na hora de reforçar a qualidade da educação e o interesse das crianças na pré-escola e no ensino fundamental.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

Brasil precisa correr para cumprir metas contra analfabetismo

O cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. A redução em 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos – de 10% em 2008 para 9,7% em 2009 –, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), não é suficiente para cumprir a projeção acordada pelo Brasil na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, no ano de 2000.

O Brasil deverá chegar, em 2015, a um índice de analfabetismo de 6,7%, segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Da maneira como o tema está sendo conduzido calcula-se que há de se chegar lá com 7,9%.

Nas grandes cidades, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 49 anos é de 3,67%. Estes analfabetos estão dispersos e são economicamente ativos. Têm pouco tempo disponível para estudar. Então é preciso envolver todos os governos federal, estadual e municipal neste processo.

Algumas mudanças nas políticas públicas para a alfabetização de jovens e adultos precisam ser feitas. Primeiramente deve-se criar um indicador nacional para medir a alfabetização dos brasileiros com mais de 18 anos, a partir do qual os gestores podem ser responsabilizados pelos resultados. O não cumprimento das metas deverá ter consequencias legais, como o corte de repasses financeiros aos municípios.

O movimento Todos Pela Educação ainda chama a atenção para o alto índice de brasileiros que são analfabetos funcionais, aqueles que conseguem ler uma frase, mas não interpretam um texto. A soma deles resulta em uma parcela de 30% da população com algum tipo de problema de alfabetização. Para quem quer diminuir as desigualdades sociais no país esse dado é muito grave.

Até o ano passado, a oferta de ensino público era obrigatória apenas para os estudantes entre 6 e 14 anos. No fim de 2009, a Emenda Constitucional nº 59 tornou a garantia de acesso à escola obrigatória para todas as crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos.

Ao todo, 3.630.000 crianças e adolescentes precisarão ser matriculados nas escolas brasileiras nos próximos cinco anos. A tarefa mais difícil a ser cumprida são as metas de inclusão de estudantes na faixa etária dos 15 aos 17 anos.

Há problemas socioeconômicos que precisam ser solucionados para que esses jovens permaneçam na escola. A oferta de formação profissional é uma das alternativas para mantê-los em sala de aula, passando a ser uma das grandes demandas da sociedade a partir de agora.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

Metade dos brasileiros entre 15 e 17 anos está fora do ensino médio

A política governamental para acelerar os estudos de quem ficou para trás na infância não atinge os adolescentes de maneira satisfatória. Metade dos jovens com idade entre 15 e 17 anos (calcula-se 5 milhões de alunos) não está matriculada no ensino médio. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2009, mostram que há mais de 5 milhões de estudantes nesta situação.

As taxas de escolaridade de jovens entre 15 a 17 anos, no ensino médio, mostram que os índices são baixos em todo o país e que há grande desigualdade regional (em %). Também é preciso investir na formação de professores para atender a carência de profissionais no ensino médio.

O programa Bolsa Família contribuiu para o aumento de jovens pobres no ensino médio. Os investimentos feitos pelo ministério em áreas mais carentes, como o Plano de Ações Articuladas e Plano de Desenvolvimento da Educação, foram essenciais para garantir o aumento da progressão dos adolescentes mais pobres nos estudos.

Apesar das taxas de escolarização terem melhorado nos últimos anos (em 2009, por exemplo, chegou a 50,9%, o que representa 5.237.610 jovens), mesmo assim há desigualdade regional e econômica. Os estudantes das famílias mais pobres, com idade entre 15 e 17 anos, estão mais atrasados nos estudos. As taxas de escolarização que medem a porcentagem da população com essa faixa etária que estão na etapa educacional correta mostram que as diferenças são grandes (em %).

É preciso integrar união, estados e municípios para garantir estabilidade ao percurso educacional das crianças brasileiras. É fundamental continuar investindo na educação para reduzir as curvas de desigualdade ainda existente.

O ensino médio precisa de uma política que seja encarada como “estratégia nacional”. O número de matrículas nessa etapa, especialmente quanto à idade dos jovens, é muito pequeno. A população brasileira, em crescimento, não tem a metade dos adolescentes que deveria no ensino médio. Com isso, os jovens ficam sem condições mínimas para exercerem seus direitos de cidadão.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

Analfabetismo: uma herança indesejada

Em nosso país, 14,1 milhões de pessoas ainda são consideradas analfabetas. E engrossam a taxa de analfabetismo principalmente homens e, sobretudo, residentes no Nordeste.

Lá 19,8% da população são de analfabetos. Seguido pelo Norte, com taxa de 10,6%; depois o Centro-Oeste com 8,0%; o Sudeste com 5,7% e o sul com 5,5%.

Na pesquisa apresentada, a população do Norte do país acima de 50 anos apresenta taxa de analfabetismo de 40,1%.

Precisamos acabar com esta situação constrangedora, principalmente entre as pessoas mais velhas.

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) prevê que o analfabetismo no Brasil, em 2015, possa diminuir para 6,7%. No entanto, é nosso papel, como militantes da causa educacional, lutar pela erradicação completa deste mal.

Não há mais tempo a perder. Esta herança do passado precisa ser resolvida urgentemente.

Como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro permaneço nesta luta.

A taxa de analfabetismo no Brasil (Fonte: Pnad/2009):

Região 2008 2009
Norte 10,7 10,6
Nordeste 19,4 18,7
Centro-Oeste 8,2 8,0
Sudeste 5,8 5,7
Sul 5,5 5,5
TOTAL 10,7 9,7

Educação no Brasil: para onde vamos?

Os números preocupam: 51% da população brasileira, entre 25 e 64 anos, ainda não completaram o ensino médio em 2008. Nos países desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) o índice é de 29%.

O ensino médio é apontado como condição mínima de formação para se conseguir uma vaga no disputado mercado de trabalho.  O que influencia a estrutura da economia do nosso país que promove emprego para pessoas com mão de obra menos qualificada.

Pesquisa mostra que na população ativa 4,7% dos desempregados ainda não concluíram o ensino secundário e 6,1% são os que concluíram o mesmo nível de ensino.

A OCDE propõe mais investimento em educação em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), apesar de ter aumentado de 3,7% (entre 1994 e 2000) para 5,2% (em 2007). Mas ainda é bem inferior à média de 6,2% nos países desenvolvidos.

Nos ciclos primário e secundário, no Brasil os gastos por aluno é de US$ 1,8 mil, enquanto nos países da OCDE é de US$ 7,6 mil. E, o mais alarmante, o nível de educação da população adulta é de 61% (abaixo do 2º grau), 28% (acima do 2º grau) e 11% (universitário).

O Brasil vem melhorando o percentual destinado à educação. De qualquer forma, para garantir um crescimento econômico, acirrado pela concorrência no mercado de trabalho, é necessário mais investimentos na qualidade da educação.Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

A educação é fundamental para o futuro do país.

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