Contribua com a campanha de Natal da Associação Pestalozzi

A Associação Pestalozzi de Niterói (APN) começou mais uma campanha de arrecadação de presentes para o Natal das cerca de 600 crianças e adolescentes assistidos pela tradicional instituição filantrópica, pioneira na promoção da inclusão há mais de 60 anos.

Os presentes arrecadados para o Natal da Pestalozzi podem ser doados por qualquer pessoa até o dia 5 de dezembro. É preciso apenas entrar em contato com a instituição para solicitar uma ficha com os dados da criança que deseja presentear.

Na ficha (que pode ser solicitada da página da APN na internet ou pelo telefone 2199-4436) terão informações como o local onde a criança faz o tratamento, o nome, a idade, e a indicação do presente que ela deseja ganhar. Sua participação é muito importante!

A festa de Natal da Associação Pestalozzi – que terá presença do Papai Noel oficial de Niterói – está marcada para o dia 18 de dezembro, a partir das 10 horas, no ginásio de esportes da instituição, que fica na Estrada Caetano Monteiro, 857, em Pendotiba.

A Associação Pestalozzi de Niterói realiza, desde 1948, um belíssimo trabalho de inclusão social pautado pela ética e transparência, com uma trajetória de sucesso reconhecida nacional e internacionalmente. Vale a pena conhecer mais sobre as ações e os projetos e a história da APN.

Conheça a Biblioteca Parque Estadual

No sábado, 29, estive na inauguração da Biblioteca Parque Estadual (BPE) no Centro do Rio, inaugurada depois de quatro anos de obras. O novo espaço com 15 mil metros quadrados vai oferecer multiplicidade de artes e cultura com capacidade para receber até cinco mil pessoas por dia, num investimento de R$ 71 milhões. O resultado final ficou fantástico!

As paredes da BPE estampam pensamentos de escritores e poetas como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Vinícius de Moraes, só para citar alguns. O acervo literário com 200 mil itens, vai desde filmes, a músicas digitalizadas e uma ampla coleção de quadrinhos.

Além dos estúdios de som e vídeo, teatro, auditório e salas multiuso para laboratórios e oficinas. Tem ainda as espreguiçadeiras, área de exposição, o café literário e um jardim suspenso. Sem falar dos computadores de acesso público e internet gratuita. Tem programa para todos os gostos e idades.

Na década de 1980, a instituição centenária foi abraçada por Darcy Ribeiro, que na época era secretário estadual de Cultura. Ideias como a do teatro e da biblioteca infantil foram pensadas por ele, mas só agora foram construídas. O projeto é de Glauco Campelo, o mesmo arquiteto que desenhou prédio original que ocupou o espaço até agora.

A ambientação arquitetônica e o mobiliário é de Bel Lobo. O paisagismo foi feito pela Fundação Burle Marx. Vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 20h, e está instalada num lugar de fácil acesso – pela Avenida Presidente Vargas, pelo Saara e pelo Campo de Santana.

A BPE é acessível e conta com uma equipe especial para atender os leitores com deficiências motoras ou cognitivas. Integrada à sustentabilidade, a biblioteca tem o chão de madeira certificada. Os vidros das janelas reduzem o calor. A fórmica do mobiliário é feita de garrafas PET e a água captada pelo eco-telhado é reusada.

O conceito de biblioteca parque está no desejo que as famílias venham e passeiem pela biblioteca. Que não seja somente um espaço de estudo e pesquisa, mas de encontro e convivência. A programação de eventos já conta com a exposição “Vinícius de Moraes – 100 anos”, que faz parte do projeto Centenário de Vinícius de Moraes e fica em cartaz até 15 de junho.

Vale muito a pena conhecer a Biblioteca Parque Estadual. Eu recomendo!

Em defesa da educação inclusiva

Os pais, alunos e professores que ontem estiveram nas escadarias da Alerj protestavam contra a iniciativa do Governo Federal que tenta modificar o Plano Nacional da Educação, excluindo instituições filantrópicas do dever de dar educação regular às crianças com necessidades especiais. Esse projeto tramita no Congresso Nacional e está pronto para ser votado.

Em 2007, o Governo Federal tentou editar um Projeto de Lei com essas mesmas características que agora estão sendo inseridas nas metas do Ministério da Educação (MEC). Pelo texto, a educação de pessoas com deficiência passa a ser exclusivo das escolas públicas.

Instituições como Apae e Pestalozzi dividem com as escolas públicas a educação de cerca de 380 mil crianças distribuídas em mais de três mil cidades brasileiras. Se a proposta do MEC for aprovada, essas instituições serão meros centros de apoio ao tratamento de crianças com deficiência.

A colaboração de entidades voltadas para a inclusão social é fundamental para a sociedade. Essas instituições prestam um trabalho ímpar de educação inclusiva. Uma atuação que deve ser continuada, sim.

A Apae e a Pestalozzi são pioneiras na promoção da inclusão há mais de 50 anos. Um histórico de décadas de educação especial que atende cidades que mal conseguem dar educação às crianças das quais são responsáveis. Os resultados são positivos e reconhecidos no Brasil e no mundo.

O ato em defesa dos direitos dessas pessoas tão especiais acontece também em outras cidades do país e é convocado pela Federação Nacional das Apaes e a Federação Nacional das Pestalozzi. Sou um ferrenho defensor da educação, em todas as esferas. Essa é uma das principais bandeiras do PDT e por isso apoio a causa.

Acessibilidade em destaque

Niterói se destaca por ser uma das cidades que mais investe em infraestrutura para acessibilidade dos portadores de deficiência física no Brasil. Em vários pontos da cidade é possível encontrar rampas para cadeirantes, sinalização para cegos e ônibus adaptados, mas é visível a necessidade de mais investimentos. Até o fim do ano, duas novas medidas da Prefeitura em parceria com o Governo do Estado, deverão ser implantadas e prometem facilitar a vida destes moradores.

O projeto “Polígono Acessível”, que já está sendo usado, tem o objetivo de unir diversos pontos do Centro da cidade através de rampas, piso tátil e sinais sonoros de trânsito. A ideia é criar um caminho totalmente acessível, integrando pontos estratégicos do bairro, que foi escolhido por ser o de maior movimento.

Outro projeto, o “Praia sem Barreira”, trará acessibilidade aos portadores de deficiência nas praias da cidade. Serão instaladas esteiras sobre a areia para locomoção dos cadeirantes. Já na água haverá dois tipos de cadeiras com assentos reclináveis e boias. Uma alternativa confortável e muito segura.

Sou engajado na causa dos portadores de deficiência e parceiro da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) e da Associação Fluminense de Reabilitação. Conheço várias pessoas que possuem alguma deficiência física e posso afirmar que são cidadãos capazes. Sem dúvida, projetos como estes são iniciativas favoráveis que se somam ao processo de inclusão e desenvolvimento social. São as bases para que o portador de deficiência garanta sua autonomia.

Sempre trabalhei bastante em benefício destes niteroienses. É minha, por exemplo, a lei que determina a todas as farmácias e drogarias da cidade disponibilizar a lista de medicamentos genéricos em Braille. Também é minha a lei que obriga bancos e instituições financeiras a adaptarem suas agências e caixas eletrônicos, internos e externos, para permitir livre acesso aos portadores de deficiência às instalações. Fiz ainda, diversas indicações solicitando construções, reformas e fiscalização dos equipamentos públicos para os portadores de deficiência.

A acessibilidade é algo muito importante. Um tema cada vez mais discutido e que deve ser tratado com seriedade.

Ônibus confortáveis e de qualidade para todo morador

Desenvolvimento urbano, transporte e trânsito devem ser trabalhados de forma coordenada, devido a sua grande interação. Para melhorar o trânsito da cidade é fundamental investir em transporte público e racionalizar as linhas de ônibus. Assim, teremos um sistema de transporte inteligente, que valoriza o coletivo.

Minha política será dar à população condições de utilizar ônibus confortáveis e de qualidade perto de casa. Vou substituir toda a frota atual pelos novos ônibus Século 21. Mais modernos, com piso rebaixado, motor traseiro e ar condicionado. Que atraia o morador para o sistema público de transporte.

Esses ônibus irão transitar em vias livres, exclusivas para o transporte urbano. Serão construídos terminais no Largo da Batalha, Charitas, Pendotiba e Caramujo, mudando a lógica do sistema de transporte da cidade.

Um sistema que permita a integração e que a população possa transitar de qualquer ponto da cidade, sem a necessidade de pagar nova tarifa. Como uma cidade moderna precisa ter.

Acessibilidade e respeito ao cidadão

Niterói é uma das cidades que mais investe em infraestrutura para acessibilidade dos portadores de deficiência no Brasil. Em diversos pontos da cidade é possível encontrar rampas para cadeirantes, sinalização para cegos e ônibus adaptados.

Ao longo da minha trajetória política, trabalhei bastante em benefício destes niteroienses. É de minha autoria, por exemplo, a lei que determina a todas as farmácias e drogarias da cidade disponibilizar a lista de medicamentos genéricos em caracteres Braille.

Em 2009, passou a vigorar outra lei que obriga a colocação de ressalto de concreto na base dos telefones públicos, como forma de sinalização para os deficientes visuais.

Ainda tramita na Câmara municipal outro projeto de lei que obriga bancos e instituições financeiras a adaptarem suas agências e caixas eletrônicos, internos e externos, para permitir livre acesso aos portadores de deficiência às instalações.

Neste tempo, fiz 18 indicações à Prefeitura para construir, reformar e fiscalizar equipamentos públicos para os portadores de deficiência entre outras reivindicações.

Como prefeito de Niterói, pretendo avançar com este trabalho. Estabeleci como uma das metas da minha gestão garantir a acessibilidade aos espaços públicos, privados e de uso coletivo.

Quero ampliar o projeto Niterói Acessível que leva informação e serviços sobre acessibilidade para diversos bairros da cidade.

Vou trabalhar para implantar o Programa de Incentivo para a reforma de calçadas com padronização definida por legislação municipal, revitalizando suas estruturas para dar maior conforto e segurança aos pedestres.

Desejo ver na minha cidade também todos os prédios públicos municipais oferecendo condições adequadas de acesso às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida conforme determina a legislação federal.

Assim como pretendo não permitir a circulação de ônibus municipal sem adaptação para ingresso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida após 2014 conforme determina o Decreto 5296/2004.

Eu também sempre fui parceiro das entidades que procuram dar mais qualidade de vida a estes nossos habitantes especiais, apoiando as suas demandas.

Enquanto secretário de Estado, estabeleci um convênio com a Associação dos Deficientes Físicos (Andef) para contratar pessoas com deficiência para a Secretaria de Desenvolvimento Regional. Tenho muito orgulho dessa parceria.

Entendo que há muito a ser feito nessa área, principalmente nas regiões distantes do Centro. Mas estou pronto para trabalhar! E conto com você para juntos construirmos a cidade que sempre sonhamos, com uma gestão de respeito ao cidadão. Nossa Niterói do Futuro.

Rumo à vitória!

Inclusão e Direitos Sociais com Felipe Prefeito 12

Esta semana realizei visitas muito especiais. Fui ouvir presidentes, membros e funcionários das entidades parceiras que realizam em Niterói um trabalho ímpar de inclusão e direitos sociais, uma das metas do meu Plano de Governo.

Na segunda (16), pela manhã, visitei a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), em São Domingos. O trabalho realizado pela instituição me sensibilizou muito. Só nesta unidade, 70 crianças e suas famílias são assistidas, com todo tipo de apoio necessário. Pude perceber o carinho, a vontade e a dedicação dos profissionais em tornar este trabalho possível. Entendo que a Apada é fundamental para a cidade.

Visitei também a Associação Pestalozzi de Niterói, em Pendotiba, na quarta (18). Foi essencial conhecer um pouco mais do trabalho assistencial que essa entidade realiza há mais de 60 anos na cidade.

Na quinta (19), estive na Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), que atende cerca de 1800 pacientes. A AFR é pioneira no Brasil na aplicação de técnicas multi e interdisciplinares de terapias de Reabilitação e Medicina Física, além de ser referência para atendimentos de pacientes com alta complexidade, reconhecido pelo Ministério da Saúde.

Ampliar e fortalecer a rede de atenção à saúde mental e garantir a inclusão das crianças com deficiência são minhas prioridades. E a colaboração das entidades voltadas para a inclusão social como a Pestalozzi, Apada e AFR é fundamental. Niterói é uma cidade privilegiada por ter tantas instituições que cuidam do tema. Vamos trabalhar para manter essas parcerias tão importantes para a nossa Niterói do Futuro.

Rumo à vitória!

Um abraço,
Felipe Peixoto

Niterói em Movimento


Está no ar (na internet), o blog Niterói em Movimento do meu amigo Bruno Dutra. Lá, vocês vão encontrar vários textos sobre acessibilidade e mobilidade. E a ideia de construir um blog sobre esses temas foi bem pessoal. Ele é cadeirante.

Bruno sofreu um acidente há 12 anos quando tinha apenas 18 anos de idade. Como todo jovem, saiu para ir a uma festa com amigos, bebeu e virou a madrugada acordado. Mas ele tinha aula no dia seguinte e resolveu ir assim mesmo para o colégio. Para não chegar atrasado, pegou a sua moto, mas não chegou ao destino. Encontrou antes um caminhão.

Ele ficou quatro meses no hospital. Quando conseguiu voltar à rotina, descobriu que o colégio não estava preparado para receber um cadeirante. Perdeu o ano escolar e precisou mudar de instituição para concluir o ensino médio.

Dia a dia as dificuldades foram aparecendo: falta de estrutura urbana para locomoção, falta de estrutura dos estabelecimentos para recebê-lo, falta de respeito das pessoas ao estacionarem nas vagas preferenciais. De repente, Bruno, que era totalmente independente, passou a depender das pessoas para sair de casa. Triste, optou pela reclusão. Ficou oito anos sem sair.

Sua história mudou quando bateu a solidão. Percebeu que estava ficando sem vida social. Teve a ideia de procurar a Associação Niteroiense de Deficiente Físico (Andef). Começou a fazer atividades esportivas e, logo depois, a trabalhar. Foi convidado pela fundadora Tânia Rodrigues a participar da Secretaria de Acessibilidade de Niterói.

Certo dia, alguns representantes da Secretaria de Estado de Governo foram até a Andef em busca de pessoas com o mesmo histórico de Bruno para iniciar uma grande campanha para conscientizar as pessoas sobre as consequências da mistura entre bebida e direção. Era o início da Lei Seca. Bruno foi um dos selecionados e, por um acaso, acabou sendo convidado para se tornar o garoto propaganda do primeiro comercial do programa.

Bruno continua trabalhando na Lei Seca. Mas resolveu utilizar o potencial da internet para ampliar suas ações de conscientização. E o blog veio a ser uma importante ferramenta de divulgação da sua experiência para os outros. Lá, há também muitas informações sobre equipamentos, eventos e reportagens sobre acessibilidade e mobilidade.

A história Bruno é um exemplo de que certas situações não representam o fim, mas um novo caminho.

Andef comemora 30 anos

Ontem participei da comemoração pelos 30 anos de fundação da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef). Foi uma cerimônia muito bonita e emocionante onde foram relembrados a trajetória da instituição e o reconhecimento pelo trabalho da equipe em proporcionar autonomia dos portadores de deficiência.

Quando a Andef surgiu, ela funcionava numa casa perto de onde eu morava. A associação é resultado do esforço da médica Tânia Rodrigues que é cadeirante. Ela não se conformava com o tratamento dado aos deficientes e criou o espaço devolver a eles a autoestima e orientá-los a serem independentes.

O empenho para realizar ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência fez com que a Andef se tornasse uma das maiores entidades de representação do segmento, sendo reconhecida nacionalmente. Ela participou da Lei Orgânica de Niterói, considerada uma das cidades mais acessíveis do Brasil.

Até pouco tempo foi o principal centro de preparação de esportistas paraolímpicos. Ela oferece tratamentos de fisioterapia, terapia ocupacional, aulas de esporte e possui parcerias com a Faetec e o Senac para preparação de profissionais para o mercado de trabalho.

Eu, por exemplo, assinei um convênio com a Andef, em junho, para a contratação de portadores de deficiência para a Sedrap. Já há alguns trabalhando e aos poucos estamos aumentando a participação deles no escritório. Por conta disso, fui contemplado com um dos troféus Embaixadores da Cidadania, dedicados aos parceiros da instituição. Aproveito para agradecer novamente a lembrança.

Quem quiser saber mais sobre o trabalho da Andef pode ligar para (21) 3262-0050. Ela fica no bairro Rio do Ouro, em Niterói (RJ).