Arquivo para a categoria ‘Infraestrutura’
Trabalhando pelo desenvolvimento da Região Leste Fluminense
O convênio estabelecido entre Petrobras, Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e os municípios influenciados pela instalação do Comperj é uma excelente oportunidade para mudar a história da região.
Como niteroiense e defensor do desenvolvimento da região Leste Fluminense, vejo a instalação do complexo petroquímico como motivo de felicidade, mas também de preocupação. Assistimos o intenso crescimento das cidades impactadas, o aumento dos problemas e a dificuldade que as atuais gestões enfrentam em função dessa realidade nova.
Foi para minimizar esses efeitos que o pacto firmado essa semana foi criado. Dessa forma as partes interessadas estarão em contato permanente, trocando informações, avaliando os problemas a fim de elaborarem propostas positivas e eficazes.
Através da Secretaria de Desenvolvimento Regional, vamos acompanhar de perto os desdobramentos de todas as ações nessa área, compartilhando informações com todos os envolvidos. Nós já temos pronto o Plano de Estruturação Territorial cujo objetivo é complementar os planos diretores dos municípios. Desde o início dos trabalhos, tenho conversado com os representantes locais, mantendo sempre o canal aberto para que todos contribuam com suas demandas e sugestões.
Em parceria com a FGV, vamos ter um escritório em cada município para auxiliá-los no desenvolvimento de projetos. Nosso foco serão os projetos prioritários. Faremos um trabalho conjunto com os diversos representantes para identificar os projetos locais e regionais essenciais. Essa é uma diretriz importante para que essas propostas não sejam documentos de gaveta. O que desejamos é proporcionar desenvolvimento com qualidade de vida.
Governo do Estado fecha acordo para investimentos em petróleo e gás
O Governo do Estado fechou um acordo hoje que vai garantir investimentos da ordem de US$ 30 bi por nove anos no Rio de Janeiro. São recursos em indústria e pesquisa ligados ao setor de óleo e gás. A companhia inglesa British Gas Group pretende aumentar seus investimentos aqui no Brasil em função do pré-sal.
Essa é mais uma boa notícia para a população do Estado do Rio. Somente a aplicação de recursos na indústria e no desenvolvimento tecnológico podem garantir o crescimento sustentável com melhores oportunidades e qualidade de vida.
Rio tem maior concentração de investimentos do mundo
O Rio de Janeiro está na crista da onda. Os investimentos programados para o biênio 2011 e 2013 somam 181, 4 bilhões de reais. Esse valor torna o Estado do Rio o lugar com maior concentração proporcional de investimentos do mundo. O valor representa um aumento de 44% em relação ao período de 2010-2012. Os dados são da Firjan, responsável pelo mapeamento dos recursos anunciados para o estado no período de três anos.
Se você está pensando que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são os principais motivadores da atração de investimentos, enganou-se. Os eventos esportivos representam apenas 6,3% do montante avaliado. O crescimento está sendo impulsionado, na verdade, pelo setor de petróleo e gás. Só a Petrobras e as empresas parceiras representam 60 % do total estimado.
Essa é uma ótima notícia. Os investimentos em indústria e infraestrutura são os que garantem emprego e desenvolvimento. E o melhor, a aplicação dos recursos está sendo direcionada para o interior. Como disse anteriormente, em outro artigo, um interior forte faz um estado forte. O progresso deve acontecer por igual de forma que a população tenha a oportunidade de estudar, trabalhar e progredir em suas cidades.
Como secretário de Estado de Desenvolvimento Regional penso que o atual governo estadual acertou quando decidiu levar os investimentos para o interior. A população fluminense por muito tempo foi relegada em detrimento do crescimento da capital e merece atenção. De minha parte, estou trabalhando para produzir projetos voltados para desenvolvimento sustentável das áreas impactadas e disposto a levar melhorias para os lugares mais afastados.
Estado confirma obras do Metrô
O Governo do Estado lançou nova notícia hoje, ratificando sua disposição para a construção do metrô Linha 3. Este projeto é um sonho antigo da qual estou envolvido desde 2001. Nessa época, já defendia a questão da mobilidade urbana sustentável com o transporte público como ator principal.
No caso da Linha 3, este projeto visa a integração da Região Leste Fluminense. O trânsito e o transporte desta região estão diretamente interligados e um investimento desse porte vai permitir uma nova relação entre seus habitantes e o transporte público.
Nesse contexto, Niterói está como a cidade referência. Ela vem se consolidando como um município fornecedor de serviços públicos e privados para toda região numa alternativa ao Rio de Janeiro. Milhares de pessoas chegam à cidade para fazer negócios, resolver problemas ou simplesmente consumir.
Niterói também é o ponto de ligação entre o Leste Fluminense e a capital do Estado. Com o metrô, continuaremos a receber o fluxo daqueles que se dirigem ao Rio, mas de uma forma mais organizada e com um impacto menor no trânsito do centro de Niterói. Haverá uma probabilidade maior de pessoas circulando e consumindo em nossa cidade e facilitar o acesso dos niteroienses à Região Leste. Nós que sempre vivemos em função do Rio de Janeiro, temos, com o Comperj, uma alternativa de trabalho e investimento na região.
Em relação à capacidade das Barcas, o projeto prevê a construção de uma nova estação, mais moderna, ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart e do metrô, integrando, assim, todos os transportes públicos de massa.
O Estado está comprando nove barcas novas com ar condicionado e capacidade para 2000 passageiros cada uma. Sete embarcações farão a linha Rio x Niterói com saída a cada 5 minutos da nova estação e duas ficarão na reserva. As barcas que hoje fazem a linha Rio Niterói vão para Ribeira/Paquetá/Cocotá e as velhas serão vendidas.
Isso vai resolver por algum tempo a ligação entre Rio e Niterói. Ainda defendo o projeto do metrô atravessando a Baía de Guanabara. Contudo não será possível realizá-lo neste momento. Ficará para uma segunda etapa.
Maquete eletrônica do metrô Linha 3
Esta é a maquete eletrônica da Linha 3 do metrô produzida pela Secretaria de Transportes. Ela já se encontra no YouTube e, agora, ficará hospedada aqui no blog. O governo estadual aguarda apenas a liberação do edital pelo Tribunal de Contas da União para começar as obras. A previsão é de que sejam iniciadas no final deste ano e concluídas em 2014. Falta pouco para este antigo sonho sair do papel.
Segue a descrição do vídeo:
Veja como vai ficar o metrô Linha 3, que ligará a Praça Araribóia, no Centro de Niterói, a Guaxindiba, em São Gonçalo. A via terá 23 quilômetros de extensão de vias elevadas. Durante as obras, serão gerados 1.600 empregos diretos, 6 mil empregos indiretos, além da contratação de 600 funcionários para a operação. Além de atender a uma demanda prevista de 350 mil pessoas por dia, a Linha 3 será fundamental para o fluxo dos funcionários do Comperj. Fonte: Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro
BR 356 recuperada
Semana passada, quando estive no Noroeste do Estado, pude conferir as boas condições da BR 356. Na minha primeira visita pela região, há seis meses atrás, este trecho da rodovia estava em obras. Hoje, ela está um tapete e muito bem sinalizada. Bom trabalho executado pelo DNIT.
A BR 356 é uma rodovia federal que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Ela começa na cidade de Belo Horizonte e vai até São João da Barra no litoral do nosso Estado. Por cortar boa parte do nosso interior, a rodovia funciona como um corredor logístico para transporte de carga. E ela é fundamental garantir o tráfego de trabalhadores e materiais para o Porto do Açú.
Rota 116 está dormindo no ponto
Sou usuário assíduo da RJ 116 e pude conferir o excelente trabalho feito pelo DER na recuperação do trecho entre Macuco e Pádua. A estrada, agora, é outra. Ela recebeu novo asfalto, acostamento e está devidamente sinalizada.
Ainda há alguns pontos inacabados, aguardando obras nas encostas entre Macuco e Ponto de Pergunta. Apesar disso, o resultado do trabalho é realmente bom.
O mesmo não posso dizer do trecho administrado pela concessionária Rota 116. A empresa que devia cuidar permanentemente do percurso de Itaboraí até Macuco pouco investiu na rodovia.
Até Friburgo, mesmo tendo alguns trechos de asfalto recuperado, a pista tem muitas deformações. De Friburgo até Bom Jardim, a estrada continua castigada pelas as chuvas de janeiro. De Bom Jardim até Macuco, as obras de construção do acostamento estão em ritmo muito lento e o novo trevo da segunda entrada de Cordeiro está parado a meses.
Chega ser engraçado, sair do trecho cheio de problemas, mas com pedágios, e entrar em uma bela rodovia recuperada pelo governo federal e sem pedágio. As nossas estradas são o principal fator de desenvolvimento e integração do nosso Estado e elas precisam estar bem conservadas. Rota 116, vamos acordar! Estou de olho.
Boa notícia para Lagoa de Piratininga
O INEA proporcionou uma boa notícia para os niteroienses. O Instituto concedeu uma licença à Prefeitura de Niterói para a criação de um bosque no entorno da Lagoa de Piratininga. A obra vai ajudar a preservar o local que compõe uma das paisagens mais bonitas da cidade.
O projeto prevê uma área de lazer com ciclovia, equipamentos de ginástica e muito verde onde será possível passear com a família e fazer atividades físicas. Excelente para a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente os moradores da Região Oceânica.
Mas não se pode esquecer que, junto com essa iniciativa, faz-se necessário aumentar a fiscalização para combater o despejo de esgoto na Lagoa e a pavimentação das ruas do bairro – benefícios igualmente importantes para a população local.
Projeto para reaquecer atividade pesqueira e offshore no Leste Fluminense
A equipe da secretaria está trabalhando em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa Hidroviária para a elaboração de um projeto que devolva o calado para o Porto de Niterói e o Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar) de forma que as embarcações voltem a circular naquela região.
Para quem não conhece, o Porto de Niterói é aquela região que se vê na chegada da ponte Rio-Niterói. Já o Cipar pode ser visto no acesso à BR 101 entre Barreto e São Gonçalo. As enseadas dessa região estão criticamente assoreadas. Há pontos onde a profundidade é de apenas 30 centímetros.
Nossa meta é que esses trechos tenham até 12 metros de profundidade. No momento, estamos realizando um estudo para diagnosticar qual o melhor tipo de obra a ser feita e o seu custo. Será através do estudo que saberemos como ocorre o movimento das marés e o acúmulo de sedimentos na região.
Já identificamos que um dos motivos para o assoreamento do Porto de Niterói é o material proveniente do Rio Alameda. Por isso, já incluímos no projeto um estudo para um novo sistema de dragagem do rio para que os sedimentos sejam retirados antes de chegarem ao mar.
Uma outra proposta levantada, mas que ainda não temos certeza da sua viabilidade, é a construção de um canal em torno da Ilha da Conceição. Isso faria com o bairro voltasse a ser uma ilha. Técnicos do Instituto acreditam que a falta de circulação das marés acelerou o assoreamento no Porto. A obra indicada seria semelhante ao que está sendo feito no Canal do Cunha na Ilha do Fundão.
O grande legado desse trabalho será a revitalização das enseadas que apresentarão as condições ideais para o reaquecimento da atividade pesqueira e de offshore no Leste Fluminense.
Plano Diretor Regional em elaboração
Semana passada, participei de uma reunião com representantes da Petrobras e da Fundação Getúlio Vargas para a construção do Plano Diretor para a Região Leste Metropolitana. Este documento será um guia para o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), orientando os municípios que sofrem o impacto do Comperj, para o desenvolvimento sustentável.
O Plano vai reunir as principais demandas de cada cidade dentro dos temas de: educação, cultura, meio ambiente, habitação, saúde, saneamento básico, transporte e segurança. O ponto de partida do nosso trabalho é estudar todos os Planos Diretores dos municípios e realizar um levantamento junto às prefeituras de suas necessidades atuais.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional tem a missão de estar em contato permanente com as prefeituras, captar as informações e abastecer os consultores da FGV com dados para que as propostas sejam formuladas.
A elaboração do Plano Diretor Regional vai ao encontro da Agenda 21 Comperj, projeto de responsabilidade social da Petrobras. E o próprio projeto tem origem no acordo global de mesmo nome que o Brasil assumiu na ECO 92 com objetivo de conciliar o desenvolvimento com as preocupações ambientais e promover a construção de sociedades sustentáveis.
Posso garantir que a secretaria está empenhada na construção de um plano da melhor qualidade e de minha parte não faltará empenho e trabalho.
