Conhecendo o Projeto Mais Leitura

Recentemente comentei em um artigo sobre o Projeto Mais Leitura, iniciativa muito interessante promovida pela Imprensa Oficial do Estado, que propõe a venda de livros novos a preços populares. Pude saber mais sobre essa ideia durante o 4º Salão da Leitura de Niterói, que aconteceu em junho, no Caminho Niemeyer.

Cada estande, com 48 metros quadrados, tem capacidade para mais de 10 mil livros e 700 títulos. O área conta com expositores, computadores e balcões. No “lojão”, como ficou conhecido o espaço, são vendidos livros novos que podem variar entre R$ 2 e R$ 4. Tem pra todos os gostos e todas as idades.

A média de venda é de 15 mil livros por mês em cada unidade. E mais de 100 mil cidadãos são titulares do “Cartão do Leitor”, que garante um “livro-brinde” a cada 10 livros comprados. Ao todo, foram mais de 2 milhões de títulos vendidos, publicados por 40 editoras associadas.

O Mais Leitura deu tão certo que tem se espalhado pelo estado. O projeto, que tem uma versão itinerante, já passou por 50 municípios do estado, além das agências fixas em Niterói, no Bay Market; e nas unidades do Rio Poupa Tempo de São Gonçalo, Bangu, São João de Meriti. Uma grande proposta de democratização do acesso à leitura. Uma ideia que merece ser conhecida e reconhecida.

Garantia de dignidade e cidadania aos moradores do Preventório

Hoje o Governo do Estado – por meio da Secretaria de Habitação – e o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (o Iterj), realizaram a entrega de mais de mil títulos de posse e moradia aos moradores do Morro do Preventório, em Charitas.

Esses títulos são parte de um processo histórico de regularização de terras que representam muito mais do que somente a comprovação do endereço. Eles garantem a dignidade e a cidadania desses moradores. São documentos válidos por 99 anos, renováveis por mais 99.

E desde 2007, já foram entregues mais de 25 mil títulos de propriedade. A primeira comunidade beneficiada foi o Cantagalo. Hoje, 800 comunidades em todo o estado já contam com processos de regularização conduzidos pelo Iterj.

Estamos falando de mais de 37 mil famílias beneficiadas. E ao garantir a permanência dessas famílias na sua terra, além da titulação, o Iterj promove o desenvolvimento sustentável dos assentamentos urbanos e rurais com intervenções urbanísticas e projetos geradores de trabalho e renda. Uma bela iniciativa!

Mais Pezão para Niterói

Dando continuidade ao artigo que publiquei na semana passada sobre algumas das propostas de governo de Pezão para Niterói, hoje quero falar sobre seus objetivos para a Saúde, Mobilidade e Qualificação Profissional, áreas tão importantes e essenciais para que Niterói continue no caminho certo.

Com Pezão teremos um novo Hospital Azevedo Lima, que será totalmente reformado. Teremos uma unidade do Rio Imagem, com modernos laboratórios de exames radiológicos gratuitos, a exemplo da que existe no Centro do Rio, que completou dois anos de atividade em 2013, realizando mais de 270 mil exames, sendo referência para a população e para os médicos.

E por falar em médicos, teremos mais seis mil profissionais contratados para ampliar o Médicos de Família. Além de mais duas UPAs que serão construídas para garantir assistência integral e de qualidade a todos os moradores, agora com atendimento pediátrico e para a terceira idade. Assim como serão implantadas mais três Clínicas da Família.

Para alavancar a mobilidade de Niterói, Pezão vai investir na aquisição de mais nove barcas até 2015. Há também projetos como o BRT Corredor RJ-104 (ligando Niterói a Manilha, em Itaboraí, passando por São Gonçalo), e o BRT Corredor BR-101 (também ligando Niterói a Manilha). Projetos difíceis de tirar do papel, mas que a exemplo do Arco Metropolitano, com muita disposição, foi possível realizar.

Oportunidades de qualificação profissional serão oferecidas nas mais diversas áreas preparando os jovens para disputar uma vaga no mercado de trabalho. E para continuar avançando na facilidade de acesso ao emprego, Pezão vai criar mais quatro Centros Vocacionais Tecnológicos (os CVTs), atuando em parceria com a Faetec.

Com Pezão a mudança só começou.

Conheça a Biblioteca Parque Estadual

No sábado, 29, estive na inauguração da Biblioteca Parque Estadual (BPE) no Centro do Rio, inaugurada depois de quatro anos de obras. O novo espaço com 15 mil metros quadrados vai oferecer multiplicidade de artes e cultura com capacidade para receber até cinco mil pessoas por dia, num investimento de R$ 71 milhões. O resultado final ficou fantástico!

As paredes da BPE estampam pensamentos de escritores e poetas como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Vinícius de Moraes, só para citar alguns. O acervo literário com 200 mil itens, vai desde filmes, a músicas digitalizadas e uma ampla coleção de quadrinhos.

Além dos estúdios de som e vídeo, teatro, auditório e salas multiuso para laboratórios e oficinas. Tem ainda as espreguiçadeiras, área de exposição, o café literário e um jardim suspenso. Sem falar dos computadores de acesso público e internet gratuita. Tem programa para todos os gostos e idades.

Na década de 1980, a instituição centenária foi abraçada por Darcy Ribeiro, que na época era secretário estadual de Cultura. Ideias como a do teatro e da biblioteca infantil foram pensadas por ele, mas só agora foram construídas. O projeto é de Glauco Campelo, o mesmo arquiteto que desenhou prédio original que ocupou o espaço até agora.

A ambientação arquitetônica e o mobiliário é de Bel Lobo. O paisagismo foi feito pela Fundação Burle Marx. Vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 20h, e está instalada num lugar de fácil acesso – pela Avenida Presidente Vargas, pelo Saara e pelo Campo de Santana.

A BPE é acessível e conta com uma equipe especial para atender os leitores com deficiências motoras ou cognitivas. Integrada à sustentabilidade, a biblioteca tem o chão de madeira certificada. Os vidros das janelas reduzem o calor. A fórmica do mobiliário é feita de garrafas PET e a água captada pelo eco-telhado é reusada.

O conceito de biblioteca parque está no desejo que as famílias venham e passeiem pela biblioteca. Que não seja somente um espaço de estudo e pesquisa, mas de encontro e convivência. A programação de eventos já conta com a exposição “Vinícius de Moraes – 100 anos”, que faz parte do projeto Centenário de Vinícius de Moraes e fica em cartaz até 15 de junho.

Vale muito a pena conhecer a Biblioteca Parque Estadual. Eu recomendo!

O autismo na mídia chama atenção para o diagnóstico precoce

A série ‘Autismo: Universo Particular’ apresentada no programa Fantástico tem sido muio esclarecedora. A cada episódio acompanhamos histórias de vários pacientes portadores do transtorno para mostrar como vivem as famílias e como essas pessoas conseguem driblar os limites da comunicação e ter uma boa convivência familiar e social.

O programa aborda temas relacionados ao transtorno do autismo como sintomas, diagnóstico, direitos e benefícios com tratamento e educação adequados, assim como o futuro dos pacientes através da inclusão no mercado de trabalho, por exemplo. Antes considerado como uma condição rara, os especialistas diziam que o distúrbio atingia quatro indivíduos para cada dez mil pessoas. Hoje, existe uma pessoa com autismo para cada 100.

O autismo é considerado um distúrbio no desenvolvimento que altera a capacidade de comunicação, socialização e comportamento do paciente. Algumas crianças possuem inteligência e fala intactas, já outras têm sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Quando adultos são capazes de ter sucesso na vida profissional. No entanto, problemas na comunicação e na socialização sempre trarão dificuldades.

Em 2012, o Governo Federal sancionou a lei nº 12.764, ou Lei Berenice Piana, que assegura aos autistas os mesmos diretos das pessoas com necessidades especiais. E o Ministério da Saúde anunciou a primeira política pública voltada especificamente para o tratamento de pessoas com essa condição.

Há seis anos, a ONU proclamou o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, para chamar atenção da sociedade e dos governantes para a importância de investir no diagnóstico precoce, na inclusão social, no tratamento e na educação de qualidade. É muito importante que esse diagnóstico seja realizado antes mesmo dos três anos de idade. Assim, maiores serão as chances de favorecer o desenvolvimento e a integração social das pessoas com autismo.

Em defesa da educação inclusiva

Os pais, alunos e professores que ontem estiveram nas escadarias da Alerj protestavam contra a iniciativa do Governo Federal que tenta modificar o Plano Nacional da Educação, excluindo instituições filantrópicas do dever de dar educação regular às crianças com necessidades especiais. Esse projeto tramita no Congresso Nacional e está pronto para ser votado.

Em 2007, o Governo Federal tentou editar um Projeto de Lei com essas mesmas características que agora estão sendo inseridas nas metas do Ministério da Educação (MEC). Pelo texto, a educação de pessoas com deficiência passa a ser exclusivo das escolas públicas.

Instituições como Apae e Pestalozzi dividem com as escolas públicas a educação de cerca de 380 mil crianças distribuídas em mais de três mil cidades brasileiras. Se a proposta do MEC for aprovada, essas instituições serão meros centros de apoio ao tratamento de crianças com deficiência.

A colaboração de entidades voltadas para a inclusão social é fundamental para a sociedade. Essas instituições prestam um trabalho ímpar de educação inclusiva. Uma atuação que deve ser continuada, sim.

A Apae e a Pestalozzi são pioneiras na promoção da inclusão há mais de 50 anos. Um histórico de décadas de educação especial que atende cidades que mal conseguem dar educação às crianças das quais são responsáveis. Os resultados são positivos e reconhecidos no Brasil e no mundo.

O ato em defesa dos direitos dessas pessoas tão especiais acontece também em outras cidades do país e é convocado pela Federação Nacional das Apaes e a Federação Nacional das Pestalozzi. Sou um ferrenho defensor da educação, em todas as esferas. Essa é uma das principais bandeiras do PDT e por isso apoio a causa.

Proposta de universalização da educação básica aguarda relator na CCJ para entrar em votação

Ainda esse semestre pode ser votada a proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2013), do senador Cristovam Buarque, que responsabilizada a União pelo financiamento da educação básica pública no Brasil. A votação acontece assim que for escolhido o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no Senado.

A medida tem por objetivos garantir a equalização de oportunidades educacionais e o padrão uniforme de qualidade nas diversas etapas e modalidades da educação básica pública. Também responsabilizar a União pela carreira nacional dos profissionais e pelos serviços educacionais prestados, além de assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.

Na justificativa da PEC, Cristovam atentou para a desigualdade que existe na educação conforme a renda e o local onde o aluno reside. E salientou para os três fatores que ainda influenciam negativamente a qualidade da educação pública brasileira: a exclusão escolar de milhões de crianças, o fraco desempenho da maioria dos alunos que permanecem na escola e a baixa qualificação e dedicação dos professores.

Em sequencia, vem a desvalorização salarial dos professores, tema que discuti recentemente em outro artigo. Essa situação é gerada, em maioria, por que muitos estados e municípios tem impossibilidade de implementar planos de carreira e, por consequência, deixam de investir na qualidade da educação em suas escolas.

É preciso, sim, garantir a universalização da educação básica de qualidade. A educação é a principal bandeira do PDT. Cristovam tem o meu apoio.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado ontem, eu e toda a equipe de funcionários da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap) e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) nos mobilizamos para também celebrar a data de uma maneira especial. Nos vestimos de azul, cor que simboliza o autismo, e tiramos a foto que ilustra esse artigo.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi proclamado há seis anos pela ONU para chamar atenção da sociedade e dos governantes para a importância de investir no diagnóstico precoce e, também, na inclusão social e no tratamento e educação de qualidade das pessoas que possuem espectro autista.

No Brasil, a questão ainda é pouco assistida. Embora o Governo Federal tenha sancionado a lei aprovada no Congresso, no fim do ano passado, que assegura novos direitos aos autistas e o Ministério da Saúde anunciado a primeira política pública voltada para o tratamento das pessoas com essa condição, não há uma pesquisa de relevância para saber qual a real taxa de incidência do autismo na população.

Por isso, a importância de realizar ações de alerta a esse diagnóstico que, quanto mais cedo realizado, antes mesmo dos três anos de idade, maiores são as chances de favorecer o desenvolvimento e a integração social das pessoas com autismo.

Até domingo, dia 07, importantes monumentos do país como o Cristo Redentor, por exemplo, permanecerão iluminados de azul em homenagem à data. A ação é uma iniciativa da ONG Autismo e Realidade que realiza, desde 2010, um trabalho muito especial de apoio e orientação aos autistas e seus familiares. Para conhecer mais, acesse: www.autismoerealidade.com.br