Arquivo para a categoria ‘Meio Ambiente’

Rio+20: por um mundo melhor de se viver

Em julho, acontece no Brasil o Fórum Ambiental Rio+20, que propõe o engajamento da sociedade para o desenvolvimento sustentável do planeta, ou seja, promovendo ações que possibilitem a preservação do meio ambiente. Em janeiro, foi realizado o primeiro dos quatro encontros mensais que antecedem o fórum internacional, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES/PR). Líderes do mundo inteiro estarão discutindo maneiras de tornar o nosso planeta um lugar melhor para se viver. Fato é que, não basta propor ações. É preciso o nosso entendimento e a nossa colaboração no uso responsável desses recursos, priorizando a qualidade de vida.

O Rio+20 ocorre exatamente 20 anos depois da Eco92, ambas promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), também organizada com o objetivo de debater possíveis meios de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente. O evento rendeu a criação de documentos importantes como a Agenda 21, por exemplo, que consiste num plano de ação participativo a fim de gerar propostas em torno do planejamento futuro, com foco no desenvolvimento sustentável. Niterói já elaborou sua Agenda e seus membros trabalham engajados no planejamento de ações, através da orientação e da informação, unindo forças para o desenvolvimento de nossa cidade.

Só para relembrarmos, a Eco-92 ficou marcada pelo depoimento da canadense Severn Suzuki, que com ajuda de mais três amigos juntou dinheiro e veio ao Brasil falar para os mais importantes líderes mundiais da época. Num discurso emocionante, a jovem pediu mais respeito pelo mundo, fazendo-os refletir sobre o que deixariam para suas gerações futuras. Agora, duas décadas depois, há de se fazer um balanço das ações realizadas e pensar em novas alternativas para dar andamento ao projeto.

A Rio+20 – Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, tratará do tema tendo como base duas prerrogatórias: a economia verde, no contexto da erradicação da pobreza e a governança para a sustentabilidade, considerando as diferenças de percepção entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Empresas e ONGS também terão espaço, em um encontro chamado de Cúpula dos Povos. Na verdade, um espaço para debates, palestras e outras atividades envolvendo os mesmos temas da Conferência da ONU.

Em março, acontece a próxima reunião.

Apoio do Governo do Estado fortalece metas do DRM-RJ

É com satisfação que escrevo sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo presidente do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e meu amigo, Flavio Erthal, principalmente após o estímulo do Governo do Estado a programas de prevenção de enchentes e deslizamentos, e investimentos em sistemas de alerta nas áreas abaladas pelas fortes chuvas ocorridas nas regiões Serrana e Noroeste.

Além de linhas de financiamento com base no trabalho desenvolvido pelo DRM-RJ, há investimentos constantes em treinamento de agentes de seguranças para atuar nas áreas afetadas, novas viaturas para as Defesas Civis e planos de prevenção de acidentes.

Merece destaque a atuação dos geólogos do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro que, durante as tragédias das chuvas, logo na primeira semana do ano, se deslocaram para atender ocorrências em 13 municípios diferentes, intensificando ações nas regiões Serrana e Noroeste do estado. Todo esse trabalho é orientado pelo Plano de Contingência 2011/2012, que define protocolos, procedimentos e critérios para atuação no período chuvoso, em apoio à Defesa Civil e aos municípios.

Em Sapucaia, distrito de Jamapará, por exemplo, foi executado, junto a pesquisadores das universidades, o mapeamento de risco iminente a deslizamentos no distrito, com previsão de conclusão para 25 de janeiro.

Para melhor entendermos, o DRM-RJ – Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (SEDEIS). Desenvolve ações de mapeamento, análise e prevenção de riscos geológicos e demais questões ambientais.

Para saber mais, acesse: http://www.drm.rj.gov.br/

Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos

A Polícia Federal encerrou no dia 21 o inquérito sobre as causas do vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos no início de novembro. A empresa Chevron e sua contratada Transocean foram acusadas de cometer crime ambiental e sonegação de informações a autoridades. Este é mais um capítulo da tragédia que aconteceu em águas fluminenses. A maior do gênero no Brasil.

O inquérito ficou pronto antes mesmo que a vedação do poço fosse totalmente concluída. Isso demonstra a dificuldade de controlar o acidente e reforça o quão grave ele foi.

A PF acusa a petrolífera de irresponsabilidade ao assumir o risco de continuar com a operação no limite do permitido. A decisão provocou o escapamento de cerca de 3 mil barris de petróleo no mar. Uma ameaça ao litoral do Rio de Janeiro. Por sorte, tínhamos as correntes marítimas a nosso favor que levaram para longe o óleo. Caso contrário, o prejuízo ambiental alcançaria uma proporção ainda maior.

É cedo para dizer o nível do impacto do vazamento sobre o setor pesqueiro do estado. A priori houve uma redução do consumo em função do medo das pessoas do peixe estar contamidado. O que não sabemos precisar é o quanto o petróleo afetou a cadeia alimentar das espécies marinhas. Os plânctons, base da alimentação desses animais, são extremamente sensíveis ao óleo. Conhecer o prejuízo ambiental dependerá de um trabalho de pesquisa a ser realizado juntamente com o Ibama e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Mas esse estudo é de médio a longo prazo.

Certo mesmo será a punição às duas empresas. O Ministério Público Federal pediu essa semana uma indenização de R$ 20 bilhões à Chevron por danos ambientais e sociais. O Governo do Estado também pede uma compensação de R$ 150 milhões, mais um rigoroso monitoramento ambiental das suas atividades de exploração.

Entretanto, a multa tem um caráter mais punitivo que reparador. O dinheiro vai para um fundo de reparo de meio ambiente, mas a destinação não necessariamente vai para o local atingido. Isso dependerá de um ajustamento de conduta na Justiça.

Somente os royalties tem a destinação dos recursos indicada por lei. É por isso que defendo os royalties do petróleo para os Estados e Municípios Produtores. Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos.

Será que, na nova lei, prejuízos assim como os causados pelo vazamento na Bacia de Campos também serão divididos por todos?

Vazamento na Bacia de Campos: um crime ambiental

É muito preocupante o vazamento do poço de petróleo operado pela Chevron na Bacia de Campos. O acidente é grave e até o momento não conhecemos os motivos, nem a proporção do impacto sobre o meio ambiente.

Mais grave ainda são os indícios de que a petroleira tentou minimizar o problema afirmando que o volume de petróleo liberado no mar era menor do que real. Ontem, a Agência Nacional do Petróleo divulgou um relatório onde estima um vazamento de 2.300 barris. No mesmo documento, a ANP também desmente a Chevron sobre as causas do acidente. A análise preliminar da agência indica falha de operação e não falhas geológicas como a empresa havia informado nos primeiros dias. Traduzindo: houve um erro técnico.

Outro ponto que chama a atenção foi a demora da petroleira para solucionar o problema. A ação de fechamento do poço levou 10 dias para acontecer. A primeira etapa foi realizada ontem. Faltam 4. Hoje, o secretário de estado Carlos Minc sobrevoou a região e afirmou: “o petróleo continua vazando”.

Para piorar a situação da Chevron, o delegado da Polícia Federal, Fábio Scliar, responsável pelas investigações do acidente deu declarações muito sérias sobre o despreparo da empresa ao Estadão de hoje.

“O engenheiro responsável não tem experiência em gerenciamento de crise, e a informação que recebemos é que o perito americano contratado disse que não há previsão para sanar o problema. Só vimos um navio atuando na contenção do vazamento, e não 17, como a empresa havia dito. Eles têm de explicar esses pontos”, afirmou Scliar.

Scliar esteve na região na terça-feira e ouviu cerca de 15 funcionários do navio-plataforma no local. O delegado espera ouvir os representantes da empresa já na semana que vem.

Já não há mais dúvidas de que ocorreu na Bacia de Campos um crime ambiental grave. E vamos buscar por uma multa pesada. Principalmente em função da sucessão de erros da empresa ao tentar enganar o governo, minimizando o problema e sonegando informações. Por exemplo: a Transocean, a empresa responsável pela perfuração do poço da Chevron é a mesma que perfurava o poço no Golfo do México que veio a se tornar o maior vazamento da história dos Estados Unidos.

É claro que, no caso brasileiro, a proporção do desastre é bem menor, mas não menos importante. Isto porque indica claramente falhas técnicas de uma mesma empresa envolvida ambos os casos. E desperta questionamentos: As ações empregadas na operação estão de acordo com as normas vigentes? Qual plano de contingenciamento dessas empresas? Onde está o gerenciamento de crise?

Este vazamento deve servir de lição para atualizar as normas de segurança da empresa petrolíferas atuais e estabelecer contratos mais rigorosos para as novas concessões dos campos do Pré-Sal. A exploração de petróleo é importantíssima para o nosso Estado, mas deve zelar pelo meio ambiente e garantir o exercício de outras atividades como a pesca.

Estejam certos que o Governo do Estado vai cobrar reparação pelas perdas dos pescadores da região, assim como indenização pelos danos ambientais.

7 bilhões no mundo: Desafios de um desenvolvimento sustentável.

Rua em Calcutá, ÍndiaHoje, atingimos a marca de 7 bilhões de pessoas no mundo. Uma recém-nascida das Filipinas foi escolhida como o bebê número 7 bilhões. Por coincidência, minha segunda filha vai nascer dentro de poucos dias. Mariana e Clara (a mais velha) vão crescer em um planeta com muitos desafios pela frente onde uma atitude consciente e sustentável farão toda a diferença.

Digo isso, porque, com o aumento da população, certos temas já preocupantes ganham mais importância. Alguns deles percebemos de forma mais acentuada nas cidades onde uma em cada duas pessoas reside agora no mundo. Em um planeta mais urbano, nos deparamos com a desigualdade de renda, o déficit habitacional, a urbanização deficiente e crescimento desordenado e os problemas do trânsito, do descarte do lixo.

Há ainda questões de ordem social como: educação, saúde, trabalho e previdência. Totalizando quase a metade da população mundial, os jovens buscam formação e têm mais dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Enquanto isso, os idosos somam quase de 900 milhões com expectativa de aumentarem para 2,4 bilhões, em 2050, ampliando a demanda por saúde e aposentadoria.

Outro desafio está no uso inteligente dos recursos naturais. Hoje, consumimos mais e poluímos muito mais o meio ambiente. As mudanças climáticas, inclusive, são uma realidade. Como compartilhar a natureza com essa multidão?

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no “Relatório sobre a situação da população mundial 2011 – Pessoas e possibilidades em um mundo de 7 bilhões, parte da solução está no planejamento. No caso, promover um ambiente melhor e mais seguro com níveis aceitáveis de infraestrutura e serviços públicos.

Penso que o planejamento participativo nas cidades e o desenvolvimento do interior são duas iniciativas que podem contribuir para minimizar os impactos negativos do aumento progressivo da população. Fomentar o crescimento do interior de forma sustentável priorizando as oportunidades ajuda a conter a migração, distribui a renda e permite o progresso mais igualitário de toda sociedade.

Definir políticas públicas sobre a utilização dos recursos do planeta de forma racional e sustentável também precisa estar entre as prioridades. O foco deve estar no tratamento de esgoto e reaproveitamento de água, utilização de energias limpas e renováveis, reciclagem do lixo, transporte não motorizado e não poluente e a educação da população para esta nova realidade.

Vamos construir juntos um futuro melhor para nossos filhos e netos. Vamos tomar a atitude certa hoje.

Lei de reuso de água também foi destaque no site da Exame

A lei de reuso de águas cinzas também foi destaque no site da revista Exame em julho. Disponho a matéria aqui para conhecimento de todos.

29/07/2011

Reaproveitamento de água é lei em Niterói

Lei já sancionada determina reaproveitamento de água em todos os edifícios a construir na cidade

Niterói, RJ – Todos os edifícios a construir em Niterói deverão, por lei (nº 2856) sancionada (26, julho, 2011) pelo prefeito Jorge Roberto Silveira, incluir em seus projetos sistema para a reciclagem de águas cinzas – aquelas utilizadas em chuveiros, banheiras, lavatórios de banheiros, tanques e máquinas de lavar. A lei é aplicável a todas as obras com mais de 500 m2, e que tenham volume potencial de consumo igual ou superior a 20 metros cúbicos de água por dia.

De autoria do vereador Paulo Bagueira, presidente da Câmara, a nova determinação estende obrigações da lei municipal 2630, de 07 de janeiro de 2009, que trata do reaproveitamento das águas das chuvas.
O prefeito Silveira declarou que “com a implantação de novos sistemas de reciclagem de água, Niterói está cada vez mais no rumo da sustentabilidade. Tenho o maior empenho em avançar nas questões ambientais, sobretudo nas que sejam inovadoras como esta”.

De acordo com a prefeitura, a nova lei só trata de novas edificações porque obras de adaptação para este tipo de sistema são caras e muito complicadas, enquanto os moradores em edificações novas terão a ganhar, porque “a diminuição na conta d’água em locais que contam com o método chega a 60%”.

Empreendedores locais já adotam reúso – Por iniciativa de construtores, em Niterói há sistemas de reúso de água cinza já implantados em 18 edifícios residenciais e uma empresa de ônibus, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Fernando Guida. Segundo ele, o retorno financeiro da implantação dos sistemas de reutilização é obtido em poucos meses, com a economia nas contas de água.

“Essa lei, pioneira no estado do Rio, é fantástica porque preserva a água, que em regiões metropolitanas está cada vez mais escassa, e diminui a necessidade de importação de outros municípios. Em Niterói, somos abastecidos com a água de Cachoeiras de Macacu e com a nova norma podemos ficar mais independentes”, disse o secretário.

Em Itacoatiara, um condomínio inaugurado em abril (2011) pela Construtora Call conta com o sistema. “A princípio, iríamos fazer apenas o aproveitamento da água das chuvas para a rega dos jardins e limpeza da área comum. Mas antes do lançamento, fizemos um estudo sobre a possibilidade de utilizar o sistema de reúso para a produção de água para as descargas sanitárias, que são consideradas as grandes vilãs do nosso consumo de água”, conta o diretor comercial da construtora, Rodrigo Alves.

Ainda de acordo com Alves, a economia comprovada está na ordem de 30% do valor da conta de água. Ele diz que o investimento foi médio e a expectativa é de que o retorno financeiro não ocorrerá em curtíssimo prazo, mas, por ser tratar de um edifício que vai durar décadas, a construtora acredita que em dois ou três anos o sistema se paga.

Conforme a lei sancionada em Niterói, não podem ser aproveitadas no sistema águas oriundas de vasos sanitários e de pias de cozinha, neste último caso porque a maioria da população ainda tem o hábito de despejar óleo pelo ralo, o que dificulta o tratamento e pode entupir canos e sistemas de tratamento. Com informações de O Fluminense.

A importância do desenvolvimento sustentável

Reproduzo aqui no blog uma entrevista que concedi à SindplanNews, revista do Sindicato dos Consultores de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado do Rio de Janeiro (Sindplan) e onde falei sobre alguns projetos que estou realizando na Secretaria de Desenvolvimento Regional.

A importância do desenvolvimento sustentável

O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca Felipe Peixoto fala à SindplanNews sobre seus projetos

Texto: Thaís Bittencourt

Desenvolvimento regional de forma integrada e sustentável, distribuição de alimentos e melhoria de comercialização e produção de pescado são os principais objetivos da Sedrap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca). Dessa maneira, a SindplanNews procurou o secretário Felipe Peixoto para falar os projetos em sua gestão. Peixoto é deputado estadual e, com apenas 34 anos, conta com uma vasta experiência política. Formado em administração pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e bacharel em Direito pela UniLasalle, o secretário é também pós-graduado em Direito Público pela Escola Superior de Advocatícia/OAB. A seguir, a entrevista na íntegra.

SindplanNews: No fim de julho entrou em vigor a lei 2856 que institui mecanismos de estímulo à instalação de sistema de coleta e reutilização da água cinza em edificações públicas e privadas. Essa lei muito tem a ver com a lei de sua autoria de reutilização de águas pluviais. O senhor pode falar um pouco a respeito dessa lei?

Felipe Peixoto: Essa lei complementou a lei que aprovamos no ano passado. Realizamos essa lei que tinha o objetivo da reutilização da água de chuvas e, para complementá-la, sugerimos a reutilização da água cinza, como já ocorre em alguns empreendimentos em Niterói. Entretanto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói entendeu de outra forma. Então, fizemos uma reunião, equacionamos as dúvidas e o plano foi reapresentado e depois aprovado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira. Foi um grande avanço para Niterói. Inclusive, teve uma repercussão maravilhosa na imprensa, comprovando que Niterói é vanguardista em seus projetos ambientais. A reutilização da água de chuva para fins não potáveis, como já era a concepção da lei anterior, gera um grande avanço, pois essa água é despejada dentro da rede de água pluvial, aumentado o volume de água que entupia os bueiros, e agora acabamos criando um sistema de retardo dessa água. Ela agora fica armazenada, sendo utilizada para limpeza de carros, jardins, áreas comuns dos prédios, evitando utilizar água clorada. Estamos trabalhando também para que os prédios possam ter nas caixas de descarga a opção de utilizar essa água. Acredito em uma legislação que avança e que possa oferecer para a cidade uma solução moderna no ponto de vista ambiental. A lei da reutilização da água cinza vai além, pois aproveita as águas do tanque e das caixas de gordura dos prédios. São águas que podem ser filtradas e utilizadas. É uma legislação importante, pois tivemos condições de tornar a água que era descartável da rede de esgoto, para ser utilizada por motivos nobres.

SindplanNews: O senhor tem um projeto de implantar educação ambiental nas escolas. Qual a importância de ensinar essa questão desde a infância?

Felipe Peixoto: Temos reparado, por parte das crianças, um comportamento muito diferente em relação ao meio ambiente. Elas inclusive dão advertência aos pais por certas posturas em relação a essa questão. Isso acontece por conta do mundo mais moderno e equilibrado de hoje. As pessoas estão mais preocupadas. Então, tivemos a ideia de um projeto de introduzir no currículo escolar essa matéria obrigatória, assim como todas as outras disciplinas. A educação ambiental deve ser priorizada na aplicação da educação dos alunos, para que tenhamos adultos mais conscientes no futuro. É importante incluir isso no currículo escolar. As escolas já fazem isso, mas não está na grade. Alguns municípios já adotam esse sistema, é uma questão da preocupação da cidade.

SindplanNews: A Sedrap vai oferecer cursos e oficinas de agroecologia, viveiros, produção de mudas e economia solidária a 400 famílias de agricultores dos municípios de Duque de Caxias, Seropédica, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Pacarambi e da capital. O senhor pode falar um pouco desse incentivo ao pequeno produtor agrícola?

Felipe Peixoto: Junto com Ministério de Desenvolvimento Agrário damos apoio e assistência a toda a população da zona urbana e desenvolvemos esse projeto na área de agricultura. Vimos necessidade de apoiar e auxiliar esses produtores na comercialização. Os cursos ainda não começaram, mas estamos credenciando o projeto para poder firmar um convênio com o Ministério de Desenvolvimento Agrário.

SindplanNews: O senhor pode falar sobre os projetos da Sedrap para desenvolver a atividade pesqueira no estado?

Felipe Peixoto: Temos vários projetos. O principal projeto está requalificando a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ), que está sendo devidamente estruturada para que possa dar apoio e atenção ao piscicultor e ao pescador do estado. Temos desenvolvido projetos ao longo de todo estado. No Sul Fluminense temos parcerias e estamos dando apoio técnico aos piscicultores da região. Em Ribeirão das Lages, dentro de uma represa da Light, temos uma equipe que dá suporte a esses produtores. Temos também em todo o litoral a estatística pesqueira. Em Angra, Paraty, Cabo Frio, Niterói, São Gonçalo, São João da Barra, e agora em Macaé, monitoramos todo o pescado que é desembarcado nesses municípios. Não apenas em termos de quantidade, mas também em termos de genética, se há alguma alteração. Fazemos o acompanhamento das espécies. Conseguimos reativar o centro de piscicultura em Cordeiro. Iremos fornecer tilápia aos produtores da região serrana. Também arrecadamos R$8 milhões junto com a Secretaria Estadual de Ambiente para o repovoamento do Rio Paraíba do Sul. Essas são algumas ações que realizamos no estado e temos muitos projetos a ser desenvolvidos na área de pesca.

SindplanNews: Para finalizar, o senhor pode falar também sobre o ProJovem Urbano?

Felipe Peixoto: O ProJovem Urbano é uma iniciativa do Ministério do Trabalho onde as secretarias de estado ou prefeituras se habilitam em oferecer ao jovem uma bolsa de qualificação, em que ele receberá certo valor e terá uma série de cursos que possam ajudá-lo a se inserir no mercado de trabalho. O Rio de Janeiro tem algumas iniciativas nessa área, e sempre tivemos uma relação muito próxima com o ministro do Trabalho Carlos Lupi. Buscamos trazer esses recursos para poder atender o nosso estado. Acreditamos na importância desse projeto.

Darcy Ribeiro a um passo de virar parque estadual

Se depender do secretário Carlos Minc, a Reserva Ecológica Darcy Ribeiro passará para a tutela do Governo do Estado. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, através do Inea, fazia algum tempo, estava elaborando um estudo para avaliar a possibilidade de anexar a área ao Parque Estadual da Serra da Tiririca.

E isso só ocorreu em função da pressão popular que desejava a conservação da área. Desde que a reserva foi criada, em 1997, por lei municipal, moradores e ambientalistas lutam pela sua preservação. A Reserva Ecológica Darcy Ribeiro é um resquício de Mata Atlântica em nosso estado. É a maior unidade de conservação da cidade de Niterói com mais de 12 Km² o que representa 10% do município. Em alguns locais da reserva, a mata ainda está intocada.

Em meus últimos encontros com o Minc, sempre lembrava a importância da Darcy Ribeiro e pedia sua intervenção enquanto secretário. Sei o quanto Minc é engajado nas questões do meio ambiente e observando as ações que vem sendo realizadas no Parque da Tiririca, tenho a certeza que o melhor para a reserva é estar sob os cuidados do Estado.

Proteger a Reserva Ecológica Darcy Ribeiro vai além de manter a flora e a fauna que a compõe. Provém dela algumas nascentes de rios que deságuam na Baía de Guanabara e na Lagoa de Piratininga. Assim como é uma área intocada da APA da Região Oceânica. Ao se instituir o Parque Darcy Ribeiro, haverá o combate aos desmatamentos, o controle de acesso de pessoas, a manutenção do bioma, o que vai converter em qualidade de vida para toda a população.

Agora, falta apenas o decreto.

Meia tonelada de lixo é recolhida nas praias de Niterói no Dia Mundial de Limpeza

No Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, cerca de 500 toneladas de lixo foram coletadas pelas equipes de voluntários que dispuseram do seu tempo no sábado, dia 17, para fazer um bem à natureza e à coletividade. Entre eles estavam alguns amigos e parentes que percorreram o entorno da Lagoa de Piratininga e também fizeram a sua parte na conservação do meio ambiente.

Esse número é muito alto e mostra como ainda estamos longe de controlar a poluição da nossas praias e rios. As pessoas precisam se conscientizar de que ao jogar uma garrafa plástica em um rio ou deixar de recolher seu próprio lixo da praia, os próprios prejudicados serão elas mesmas.

Meia tonelada de lixo é recolhida nas praias de Niterói no Dia Mundial de Limpeza

Prefeitura de Niterói

Meia tonelada a menos de lixo na natureza. Esse foi o resultado do trabalho realizado em Niterói, durante o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, no último sábado (17-09). A iniciativa foi coordenada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e contou com a participação de três mil voluntários. A Secretaria Municipal de Projetos Especiais também realizou, por conta da data, mutirão de limpeza na Praia do Sossego.

As ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade aconteceram nas praias de Icaraí, Flexas, Boa Viagem, São Francisco, Ponta daAreia, Gragoatá, Sossego, Camboinhas, Itacoatiara, lagoa, praia e prainha de Piratininga, laguna e praia de Itaipu.

“O que mais encontramos foi canudinho de plástico e tampinha de garrafa, além de galhos de árvores. O resultado da ação foi muito positivo, não apenas pela limpeza dos lugares, mas pelo trabalho de educação e conscientização ambiental feitos junto aos estudantes de escolas municipais e particulares que participaram como voluntários”, avaliou o subsecretário de Sustentabilidade, Ricardo Harduim.

Praia do Sossego – Dando continuidade ao projeto “Sossego ao alcance de todos”, a Secretaria Municipal de Projetos Especiais realizou pela passagem do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Canais mutirão de limpeza e reflorestamento no Monumento Natural da Praia do Sossego. Durante a ação ecológica, além da coleta de detritos foram plantadas 100 mudas de árvores típicas da vegetação de restinga, entre pitangueiras, juremas e aroeiras.

Participaram da atividade alunos da Escola Municipal Franscisco Portugal Neves, garis da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), policiais do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente, voluntários da Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros e remadores do Mauna Loa.

O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é um programa internacional de Educação Ambiental que mobiliza milhares de pessoas em todo o planeta. É coordenado mundialmente pelo Center for Marine Conservation (CMC), com sede em Washington, nos EUA. Cerca de cem países, signatários do tratado internacional de Controle da Poluição Marinha, fazem parte desse acordo, incluindo o Brasil.

Lei de reutilização de água é destaque na Globo News

Aqui no blog você pode ver a reportagem do programa Cidades e Soluções da Globo News que falou sobre a nova lei municipal que torna o reaproveitamento de água obrigatório em prédios de Niterói. O texto pertence ao presidente da Câmara de Vereadores Paulo Bagueira a partir de um projeto de lei anterior meu.

O repórter André Trigueiro conversou com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Fernando Guida, e depois visitou um prédio que já possui o sistema. Lá, ele observou in loco os benefícios ambientais e econômicos da reutilização da água.

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