Mais Pezão para Niterói

Dando continuidade ao artigo que publiquei na semana passada sobre algumas das propostas de governo de Pezão para Niterói, hoje quero falar sobre seus objetivos para a Saúde, Mobilidade e Qualificação Profissional, áreas tão importantes e essenciais para que Niterói continue no caminho certo.

Com Pezão teremos um novo Hospital Azevedo Lima, que será totalmente reformado. Teremos uma unidade do Rio Imagem, com modernos laboratórios de exames radiológicos gratuitos, a exemplo da que existe no Centro do Rio, que completou dois anos de atividade em 2013, realizando mais de 270 mil exames, sendo referência para a população e para os médicos.

E por falar em médicos, teremos mais seis mil profissionais contratados para ampliar o Médicos de Família. Além de mais duas UPAs que serão construídas para garantir assistência integral e de qualidade a todos os moradores, agora com atendimento pediátrico e para a terceira idade. Assim como serão implantadas mais três Clínicas da Família.

Para alavancar a mobilidade de Niterói, Pezão vai investir na aquisição de mais nove barcas até 2015. Há também projetos como o BRT Corredor RJ-104 (ligando Niterói a Manilha, em Itaboraí, passando por São Gonçalo), e o BRT Corredor BR-101 (também ligando Niterói a Manilha). Projetos difíceis de tirar do papel, mas que a exemplo do Arco Metropolitano, com muita disposição, foi possível realizar.

Oportunidades de qualificação profissional serão oferecidas nas mais diversas áreas preparando os jovens para disputar uma vaga no mercado de trabalho. E para continuar avançando na facilidade de acesso ao emprego, Pezão vai criar mais quatro Centros Vocacionais Tecnológicos (os CVTs), atuando em parceria com a Faetec.

Com Pezão a mudança só começou.

Linha 4 do Metrô: grande avanço na mobilidade do estado

Essa semana o governador Pezão visitou o canteiro de obras da Linha 4 do Metrô. A boa notícia é que o cronograma das intervenções está, sim, em dia. E também estão em andamento os termos de referência para levar o metrô do Jardim Oceânico ao Recreio, Méier, Madureira e Praça XV.

Nove mil metros de túneis – cada um com 1,2 quilômetros de trilhos instalados – já foram construídos pelo método de detonações controladas. Por meio de licitação, será escolhida a empresa que vai elaborar o Plano Metroviário da Região Metropolitana (o PDM), que é o estudo de expansão da rede de metrô para os próximos 30 anos.

Daí em diante serão 12 meses até que sejam apresentadas análises sobre o uso do solo, a demanda e a viabilidade da implantação de novas linhas para ampliar o sistema no Grande Rio. Esse levantamento terá como base dados do Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que analisa informações sobre os deslocamentos da população da Região Metropolitana do Rio.

Em abril, foi aberto processo de licitação para fazer o projeto básico do trecho que vai ligar a Gávea ao Largo da Carioca, no Centro, passando pelo Jardim Botânico, Humaitá e Botafogo. E outros três trajetos também serão licitados: Jardim Oceânico-Recreio; Estação Uruguai-Engenhão e Estácio-Carioca.

A Linha 4 do Metrô vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. O sistema entra em operação no primeiro semestre de 2016, e é mais um grande feito para a mobilidade do nosso estado!

Inauguramos o Caminho do Futuro

Julho começou com o pé direito. No primeira dia do mês, demos um grande salto na mobilidade urbana do estado com a inauguração do Arco Metropolitano, uma obra aguardada há 40 anos, mas que só em 2008, depois de ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC 2), começou a ser construído. Seu nome oficial é Rodovia BR-493/RJ-109.

São pouco mais de 70 quilômetros prontos, inaugurados, que vão influenciar diretamente a produtividade das indústrias do estado, com reflexos nos fronteiras vizinhas e até na economia do país. Serão via de escoamento do tráfego pesado da região metropolitana, desafogando a Avenida Brasil, Rodovia Presidente Dutra e a Rodovia Washington Luís (a BR-040).

Com o Arco, serão mais de 35 mil veículos, sendo 10 mil caminhões de carga, que deixarão de circular por essas vias, por dia. O trecho inaugurado hoje liga Itaguaí, na Região Metropolitana, a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que faz conexão com a Rio-Petrópolis (BR-116) até Magé, e de lá, a BR-493 até Manilha, em trecho que está sendo duplicado. Ao todo são 145 quilômetros de estrada.

Produtor e consumidor também ganham com o Arco Metropolitano. O frete fica mais barato. A estimativa é que a obra reduza em até 20% os custos de transporte de mercadorias entre o Porto de Itaguaí e os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e o Distrito Federal. O impacto do PIB do Estado será de R$ 1,8 bilhão. E mais de 10 mil empregos diretos gerados.

Durante as obras foram realizadas três mil desapropriações. Sítios arqueológicos também foram descobertos com as escavações, 68 pra ser mais exato. E foi preciso, ainda, construir oito viadutos sobre dutos da Petrobras e dois outros sobre um lago em Seropédica, para não pôr em risco o habitat da rã Physalaemus soarei, espécie rara, ameaçada de extinção.

Foram retiradas e catalogadas pelo Instituto de Arqueologia Brasileira mais de 50 mil peças inteiras e fragmentadas no decorrer do trajeto e nas cercanias da rodovia, entre carimbos africanos, louças europeias dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, sambaquis, louças chinesas e até urnas funerárias na cultura tupi-guarani. Peças com mais de até dois mil anos de existência.

Ainda é preciso a construção de 25,5 quilômetros de rodovia sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que devem ficar prontos em 2016. O Arco Metropolitano é o maior desafio rodoviário do estado. Numa ponta tem o Comperj, na outra, o Porto de Itaguaí, que deve se tornar o segundo maior porto do Brasil.

A Estrada Parque Paraty-Cunha: uma obra esperada há 50 anos

No começo do mês, o governador Pezão assinou um convênio de R$ 42 milhões para concluir a Estrada Parque Paraty-Cunha, que corta o Parque Nacional da Serra da Bocaina. A via é uma das rotas de fuga das usinas nucleares de Angra dos Reis, e de grande importância para o desenvolvimento do turismo da Costa Verde.

Para pavimentar a rodovia, que liga Paraty ao município de Cunha, em São Paulo, onde faz conexão com a SP-171, o DER – responsável pelas intervenções – está usando bloquetes de concreto, que é uma exigência ambiental. E as obras incluem passagens subterrâneas e áreas conhecidas como ‘bichodutos’, para evitar eventuais atropelamentos de animais.

Os recursos, frutos da parceria do Governo do Estado com a estatal federal Eletronuclear, são parte dos R$ 92 milhões que estão sendo investidos na pavimentação da estrada, que tem pouco mais de nove quilômetros de extensão, dos quais quase três já estão prontos. O trecho entre o Centro de Paraty e a entrada do Parque Nacional já está pavimentado.

Essa é uma obra esperada há mais de 50 anos e é a redenção de Paraty e Angra dos Reis para o turismo, que coloca o Vale do Paraíba e o Sul de Minas a menos de uma hora do mar. Além da distância entre as cidades de Paraty e Cunha que será encurtada em 270 quilômetros, diminuindo o tempo de viagem em duas horas entre o Rio e São Paulo.

E há muita história para contar. O trajeto entre Paraty e Cunha tem 47 quilômetros e já fez parte da então Estrada Real, por onde, na época do Brasil Colônia, eram transportados o ouro e os diamantes, além de mercadorias e escravos, de Minas Gerais em direção ao porto de Paraty, rumo a Portugal. Na época, a Estrada Real era conhecida como Caminho Velho.

A construção da Estrada Parque Paraty-Cunha é uma das exigências do Ibama e do Instituto de Biodiversidade Chico Mendes (ICMBio) para a concessão da licença ambiental de construção da Usina Nuclear Angra 3, em Angra. Isso porque a ligação vai servir como rota de fuga também em caso de acidente. A previsão é que a obra seja concluída no início do ano que vem.

A Paraty-Cunha é a segunda estrada parque do estado do Rio. A primeira é a RJ-151, ligando Itatiaia e Resende, inaugurada no início do ano, que é pavimentada com asfalto de borracha.

Inaugurada a Transcarioca

O Rio deu neste domingo, dia 01/06, um importante passo para o incremento da mobilidade urbana com a inauguração do BRT Transcarioca, que vai movimentar 320 mil passageiros por dia, em 39 quilômetros de extensão com 22 das 45 estações prontas.

Nessa primeira fase, estarão em funcionamento todas as estações entre o Terminal Alvorada, na Barra, até o Tanque, além de Vicente de Carvalho e Galeão.

Em ônibus convencionais, esse trajeto pode demorar até três horas. Pela Transcarioca, o passageiro fará o caminho entre um extremo e o outro da via em cerca de uma hora, com 60% do tempo de viagem reduzido. Serão 16 veículos articulados, trafegando a cada cinco minutos.

Ao todo, sete linhas de BRT vão funcionar na Transcarioca. A primeira começa a operar na segunda, dia 2, no trecho Barra (Terminal Alvorada) – Tanque, em Jacarepaguá, com paradas em 19 estações, entre 10h e 15h, período entre os horários de pico.

A segunda, ligando o aeroporto do Galeão à Barra, entrará em operação na próxima quarta, dia 4. As linhas serão colocadas em funcionamento gradativamente, para que os usuários tenham tempo de ser adaptar ao novo sistema.

Quando estiver operando com toda a sua capacidade, o BRT da Transcarioca vai transportar 450 mil pessoas por dia. Serão criadas duas linhas de ônibus alimentadores, eliminadas 12, e o itinerário de outras oito será alterado, numa redução de 480 veículos da frota de ônibus.

Sem dúvidas, mais um grande ganho para a população!

O impasse da Transoceânica

O Globo Niterói de sábado, dia 10, repercutiu uma matéria sobre a paralisação das obras de um dos principais projetos de mobilidade urbana em Niterói, a Transoceânica. Isso porque uma liminar da 21ª Câmara Cível manteve o contrato firmando entre a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e o consórcio Via Oceânica para a construção do Túnel Charitas-Cafubá, assinado em 2012, ligando a Zona Sul à Região Oceânica por meio de uma concessão.

O consórcio seria responsável pela via por 35 anos, com direito a cobrar pedágio. Em fevereiro desse ano, o prefeito Rodrigo Neves rescindiu o contrato com a justificativa de que não há mais interesse no projeto anterior, tendo em vista um financiamento com a Caixa Econômica Federal para o Corredor BRT Transoceânica, que vai até o Engenho do Mato e inclui as obras do túnel.

Na interpretação da Via Oceânica, o contrato assegura a ela o direito a embolsar todo o valor que seria recebido caso explorasse o túnel pelo período acordado. Na tentativa de reverter o quadro, o consórcio entrou com um mandato de segurança alegando que não teve direito a “ampla defesa” no processo administrativo que precedeu o rompimento. A Via Oceânica apresentou um recurso contestando as razões para a quebra do contrato.

Vale lembrar que essa situação não está ocorrendo por falta de aviso. Durante o período de campanha quando concorri à prefeitura de Niterói, fui duramente criticado por defender o contrato já assinado, apesar de ter votado contra o pedágio quando exerci o cargo de vereador. E reafirmo que sou contra essa cobrança, mas entendo que existe um contrato que deve ser respeitado.

Essa afinação que fiz pela manutenção do contrato tinha exatamente a finalidade de evitar uma disputa jurídica que inviabilizasse a obra. E, claro, evitar o trâmite de iniciar todo o processo de elaboração de um novo projeto, um novo licenciamento e uma nova licitação. Processos que podem atrasar o início das obras em quase quatro anos. Para a Comissão de Direito Constitucional da OAB-RJ o mais importante é que o município tenha dado um prazo para o consórcio recorrer da rescisão.

Torço pela celeridade da justiça para que a obra seja iniciada pela Prefeitura o quanto antes…

Rio, a capital nacional das bikes

Andar de bicicleta, como já disse aqui outras vezes, é um hábito que cada vez mais conquista mais pessoas. E é muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta como prática esportiva, meio de transporte e também a importância do seu papel na mobilidade urbana. Na cidade do Rio, o investimento nas magrelas já começa a mostrar resultados…

Ações públicas e privadas estão ajudando a aumentar ainda mais o número de adeptos das pedaladas não só como forma de lazer, mas também como meio de transporte. Em tempos de Olimpíadas de 2016, começa a ficar mais evidente uma consciência que há tempos despontou em cidades europeias como Copenhagen: a de que o espaço público deve pertencer, cada vez mais, a pedestres e ciclistas.

Ainda há muito a ser feito, mas a transformação está acontecendo. A malha cicloviária na cidade do Rio deu um salto impressionante de 150 quilômetros, em 2009, para os atuais 355, com metas de atingir 450 em dois anos. Pouco, se comparado à estrutura de cidades como Munique, onde há 1,3 mil quilômetros. Mas o suficiente para conceder ao Rio a medalha de segunda maior malha de ciclovias da América Latina.

Novas rotas estão surgindo com a inauguração de mais 3 quilômetros de ciclofaixas no coração do Rio. Do Museu de Arte Moderna, no Aterro, ao Centro, são três caminhos diferentes, elaborados em conjunto por ciclistas, especialistas em transporte e autoridades que entendem do assunto. Melhores bicicletários também estão sendo implantados.

Segundo a ONG Transporte Ativo, já são, no total, entre quatro e cinco mil vagas para bicicletas na cidade. Com estrutura toda de alumínio, o atual modelo é mais resistente que o anterior, de ferro. Por dia, segundo a prefeitura do Rio, são feitos 1,5 milhão de trajetos de bicicleta em toda a cidade. Apostar nas magrelas como maneira de mitigar problemas de trânsito tem dado certo!

Com mais bicicletas, ciclovias e bicicletários, a cidade do Rio se tornou a capital nacional das bikes. E vai sediar, no dia 6 de abril, a terceira edição do Pedal Cultural, projeto de cicloturismo desenvolvimento pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca como forma de incentivo ao uso das magrelas, aliado ao lazer,o esporte e a cultura.

Incentivar o uso das bikes num país onde a cultura de progresso ainda é ter carro é um grande desafio. Mas é com engajamento e o desejo de transformação que a coisa acontece. Foi o que me motivou a elaborar o Estatuto da Bicicleta para Niterói, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito seguro das bikes, com seu uso garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, ainda assim, quem critique ou fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras muitas cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias, como Copenhagen e Munique.

Pedalar é uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida muito mais prático. É muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta.

40 anos da Ponte Rio-Niterói

Inaugurada em 1974, a Ponte Rio-Niterói permanece ainda firme sobre as águas da Baía de Guanabara. Prestes a completar 40 anos (na terça, dia 4) e tida como uma das obras-símbolo do Brasil Grande, pouco, no entanto, restou do passado cívico que a ergueu, além do nome de batismo: Ponte Presidente Costa e Silva.

Nome que o Ministério Público Federal, inclusive, quer remover por meio de uma ação judicial. Um movimento de cidadania que tomou conta do Brasil. Ao mesmo tempo em que o MPF criou uma Comissão da Verdade para investigar os crimes da ditadura, as escolas, praças e ruas que homenageiam generais do regime começaram a ser renomeadas.

No entendimento dos procuradores, dar à Ponte o nome “de um dos maiores violadores de direitos do povo brasileiro” é, por si, uma violação da memória de quem padeceu na tortura durante do governo Costa e Silva. Para o MPF, é preciso devolver à sociedade o direito de escolher quem a Ponte deve homenagear. De fato.

Fica a sugestão de rebatizá-la com o nome de um dos nossos maiores líderes, eleito duas vezes governador do Estado do Rio: Leonel de Moura Brizola. Um político que sempre acreditou na força do povo e no processo social. Contribuiu para abolir o analfabetismo no Rio Grande do Sul e, por aqui, implantou os CIEPs. Eu apoio essa ideia!

Prevista para durar pouco mais de dois anos, a Ponte começou a ser construída em 1968, e deveria ficar pronta em 1971. Suas obras, porém, só foram concluídas em 1974, com um atraso de três anos. Para os generais do regime, a Ponte personificou o milagre desenvolvimentista. Para os engenheiros, o desafio vencido mar adentro.

Até então, entre esperar na fila, embarcar, atravessar e desembarcar o veículo, a viagem de barcaça demorava até duas horas. A falta de melhor opção para a travessia já incomodava desde o Brasil Império, quando Dom Pedro II autorizou o engenheiro inglês Hamilton Lindsay Bucknall a desenvolver um projeto de ligação ferroviária passando por um túnel submarino.

No começo, a Ponte era uma via de 13,2 quilômetros construída pelos militares para ligar dois pedaços da BR-101 (Rio Grande do Norte-Rio Grande do Sul) e consolidar o Plano Nacional de Rodovias. Em 1970, uma pesquisa de opinião alertava que 80% dos motoristas trocariam a linha marítima pela Ponte.

No primeiro ano, atingiu a marca de 20 mil veículos por dia e a travessia era gratuita, não existindo a cobrança de pedágio, implantado anos depois. Hoje já ultrapassa os 150 mil veículos que, diariamente, passam por ela e nos horários de pico, levam quase o mesmo tempo para atravessá-la que os antepassados do tempo das barcaças.

Ao final da obra, o custo da Ponte ficou em torno de Crz$ 800 milhões, quase quatro vezes mais que o valor previsto inicialmente. Era terceira maior do mundo, atrás apenas da Ponte do Lago Pontchartrain, com 38 quilômetros, em Louisiana, na Costa Leste dos Estados Unidos, e a Chesapeacke Bay Bridge, na Virgínia (também nos Estados Unidos), com 29 quilômetros. Hoje caiu para o 11º lugar no ranking internacional de extensão, embora continue sendo a maior do Hemisfério Sul.

Para erguê-la, os construtores tiveram que superar desafios como concretar as fundações debaixo d’água e fazer um vão central de 300 metros de largura e 72 de altura. As obras avançavam em duas frentes – Rio e Niterói – e se encontravam no vão central. E os perigos não eram poucos.

Trabalho nas alturas e sobre águas com 20 metros de profundidade, operários sem qualquer instrução, capacetes e botas eram raridade. Oficialmente, o regime militar contabilizou 33 mortes durante a obra. Mas há quem faça uma conta de 400 baixas. De 1968 a 1972, foram registrados oito acidentes fatais, com um total de 18 mortos e mais de 30 feridos.

Com 14 quilômetros de extensão, a ponte enfrentou desafios de engenharia – o maior deles, assegurar 300 metros de canal navegável no vão central (canal principal) e mais dois secundários de 200 metros (largura) – e de gestão de 10 mil funcionários, mais de oito vezes o número de trabalhadores mobilizados para a recente reconstrução do Maracanã.

A Ponte Rio-Niterói é, sem dúvidas, uma obra memorável. Que transcendeu a era do regime militar, quando foi criada, e se tornou um divisor de águas para nossa história.

Quatro anos de Bilhete Único: uma vitória na mobilidade do Estado

Um cartão capaz de reduzir os custos de uma passagem, aumentar os índices de empregabilidade, gerar economia e atingir a marca de 2,4 milhões de usuários. O Bilhete Único, benefício tarifário lançado e mantido pelo Governo do Estado desde 2010, tem sido um aliado e tanto na vida dos trabalhadores e, em 2014, comemora quatro anos de resultados bastante expressivos.

Até agora utilizado em mais de 1,3 bilhão de viagens, com geração de economia de R$ 1,5 bilhão à população do Grande Rio, o Bilhete Único é um serviço que tem contribuído, e muito, com o acesso às ofertas de emprego para moradores mais afastados do Centro.

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprova isso. Com a redução de custos com transporte proposta pelo programa estadual, os empregadores têm deixado de selecionar seus funcionários a partir do local onde residem, o que dá mais equilíbrio na distribuição de oportunidades entre moradores de diferentes regiões.

Todas essas vantagens permitiram ao Governo do Estado ser premiado no 59º Congresso de Mobilidade e Exibição dos Transportes nas Cidades, em Dubai, em 2011, e receber, com o Bilhete Único, o título de Melhor Programa de Transporte Público da América Latina, na categoria Introdução a Novas Políticas de Transportes.

Não bastasse a premiação, o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) e o Banco Mundial reconheceram o Bilhete Único Intermunicipal do Rio como uma boa prática na área de subsídio ao atendimento social. Duas grandes conquistas!

O Bilhete único é, de fato, uma das vitórias da mobilidade no Rio de Janeiro. Com ele, quem depende de até duas conduções em seus deslocamentos de ida e volta de casa ao trabalho, num intervalo de duas horas e meia, pode ter uma boa economia que fará grande diferença no orçamento. E no bolso.

Histórias da Ponta d’Areia no II Pedal Cultural

Hoje realizamos mais uma edição de sucesso do nosso Pedal Cultural, projeto de cicloturismo que a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca lançou em janeiro e que deu certo!

O Pedal Cultural nasceu como uma frente especial de cicloturismo para aliar lazer, esporte e cultura. Uma ação que visa a mobilidade urbana, incentivando o uso das bikes num país onde a cultura de progresso ainda é ter carro.

Nessa segunda edição, o circuito de bike com paradas pelos principais pontos históricos e turísticos de Niterói aconteceu na Ponta d’Areia. Um cantinho especial de Niterói com boas histórias pra contar.

Dentre as muitas histórias, por exemplo, a Ponta da Areia abrigou em 1583 a primeira armação (porto destinado à caça e processamento dos produtos das baleias) da Capitania.

Ou ainda o porto baleeiro que ajuda, por exemplo, a explicar o povoamento do Morro da Penha por negros que trabalhavam na armação (hoje a base militar naval) e, com a abolição da escravatura, se tornaram operários do estaleiro do Barão de Mauá.

O Pedal Cultural acontece no último domingo de cada mês, em diferentes áreas da cidade e até em outros municípios do estado, com roteiros programados para revelar importantes aspectos que muitas vezes passam despercebidos no nosso dia a dia.

Quero aqui fazer um agradecimento especial aos historiadores Marcos Vinícius Varella e Rubens Carrilho. E, claro, aos mais de 100 inscritos que pedalaram juntos, num só objetivo, e garantiram o sucesso de mais este Pedal Cultural.

E que venha a próxima edição!