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Brasil perde Neiva Moreira, ex-presidente nacional do PDT

Na quinta-feira (10), o PDT perdeu um de seus fundadores e grande nome do cenário político do país. Neiva Moreira, maranhense de Nova Iorque, estava internado desde o dia 31 de março em razão de complicações respiratórias. Tinha 94 anos.

Moreira era jornalista e esquerdista ferrenho. Defendeu a criação da Petrobras e da Eletrobras, em 1950, quando era deputado estadual pelo Maranhão. Nessa época, condenou a intervenção do capital estrangeiro na economia nacional e a remessa de lucros para o exterior. Apoiou a Revolução Cubana e defendeu a reaproximação com a União Soviética.

Foi eleito deputado federal em 1955, 1958 e 1962. Exerceu decisivo papel na transferência da capital para Brasília, ajudando na instalação da Câmara dos Deputados. O feito é relatado em um dos vários livros que escreveu chamado “Rio de Janeiro: Terceiro Mundo” de 1988.

Em 1964, foi cassado pela Ditadura Militar e buscou o exílio. Por todo o período de afastamento, nunca deixou a carreira jornalística. Por onde passou, trabalhou em jornais e revistas.

Ao retornar ao Brasil aliou-se a Leonel Brizola e juntos lutaram para propagar a ideologia trabalhista pelo Brasil e também pela América Latina. Ajudou a fundar o PDT, e chegou a ser presidente nacional. Na redemocracia, Moreira foi novamente eleito deputado federal de 1993 a 2007, período em que foi líder do partido na Câmara duas vezes. Em 1993, participou do Congresso Revisor, quando o Brasil reviu sua Constituição.

Homem íntegro, consciente de seu papel na sociedade, Moreira é um exemplo de político a ser seguido. Agora, descansa junto dos amigos Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Jackson Lago.

Apesar de, nós pedetistas, nos sentimos um pouco órfãos, não podemos deixar de dar continuidade ao legado deixado por tão brilhantes líderes. Devemos manter os ideais vivos!

A perda do nosso líder histórico mereceu uma nota da presidente Dilma Rousseff que esteve junto de Neiva Moreira na fundação do PDT em 1979.

Brizola Neto, o ministro militante

Estive hoje na posse de um amigo e companheiro de militância como ministro em Brasília. Carlito, ou Carlos Daudt Brizola, ou Brizola Neto, assumiu o Ministério do Trabalho, o momento mais importante de sua trajetória política.

Carlito militou comigo na Juventude Socialista do PDT. Trabalhamos juntos numa mesma gestão, eu presidente e ele vice. Ambos fomos eleitos em 2004 a vereador, eu por Niterói e ele pelo Rio. Em 2006, Brizola Neto foi eleito deputado federal. E nas eleições de 2010 fizemos dobrada no Estado do Rio, eu como candidato a deputado estadual e ele como deputado federal disputando reeleição.

Já no início de 2011, trabalhamos juntos no Governo do Estado do Rio durante o período em que ele esteve na Secretaria de Estado de Trabalho. Após seu retorno à Câmara dos Deputados, Brizola Neto foi exímio defensor dos direitos trabalhistas e dos royalties do Rio. No caso do vazamento de petróleo na Bacia de Campos por um erro da empresa petrolífera Chevron, seu blog Tijolaço foi importante fonte de informação, antecipando-se inclusive aos grandes jornais do país.

Carlito e eu sempre lutamos por um Brasil melhor, mais transparente, com respeito ao trabalhador brasileiro e por uma educação de qualidade, geradora da transformação que o país necessita.

Justamente para preservar este legado é que considero fundamental a manutenção do PDT no Ministério do Trabalho. A escolha de um representante do Rio de Janeiro também é bastante relevante para o Estado. Fico muito feliz de ver uma pessoa que militou comigo assumir o Ministério do Trabalho.

A cerimônia de posse foi marcante. Brizola Neto estava emocionado e recebeu o apoio do partido. Certo momento, a presidenta Dilma Rouseff disse:
“Ao nomeá-lo, reforço em meu governo o reconhecimento da importância histórica do trabalhismo na formação do nosso país. Reforço também nossa parceria com o PDT aqui presidido por Carlos Lupi, o PDT de Leonel Brizola, de Darcy Ribeiro e de tantos líderes históricos e atuais”.

Boa sorte, Carlito! Sucesso!

Uma ótima dica aos leitores

Depois do lançamento do livro ‘Leonel Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’ na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, a obra será relançada nesta quarta-feira, dia 8, às 19h, na Câmara de Vereadores de Niterói. Ótima oportunidade para, mais uma vez, prestarmos homenagem a Leonel de Moura Brizola, político ímpar que tanto lutou pelo progresso do nosso país e sempre defendeu a causa de uma educação de qualidade para todos.

Estive presente nesse primeiro momento, que reuniu mais de 400 pessoas na ABI, e pude sentir a emoção de relembrar uma parte da trajetória de Brizola, que viveu pela política brasileira e deixou um legado de grandes realizações. Inspirado por ideais trabalhistas, Brizola estabeleceu novas opiniões sobre temas como processo social, economia e a própria política.

Organizado pelos jornalistas Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, o livro apresenta a opinião de Brizola, em primeira pessoa, através de transcrições recolhidas ao longo dos anos. Dividido em duas partes, a primeira é dedicada ao movimento da Legalidade de 1961. Já a segunda, trata-se de uma releitura do livro ‘Com a Palavra, Brizola’, publicado em 1994. Vale a pena também conferir o CD que acompanha o livro, com fatos narrados pelo próprio.

Leitura mais que indicada!

Para sempre, Brizola

Na segunda-feira (23), estive no lançamento do livro ‘Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro. Brizola foi, sem dúvida alguma, político singular, que marcou a história da política brasileira na luta por um país que caminhasse por seus próprios pés, longe de qualquer dependência estrangeira, que pudesse comprometer o progresso do Brasil.
Nascido em Carazinho, no Sul do país, Brizola foi lançado à vida pública por Getúlio Vargas. Foi governador do Rio Grande do Sul aos 37 anos de idade, em plena guerra fria. Reestruturou a administração, implantou reforma agrária, erradicou 50% do analfabetismo entre os gaúchos e deixou mais de três mil escolas gratuitas naquele estado para que todas as crianças tivessem acesso à educação.
Com o Golpe de 64, foi forçado a exilar-se no Uruguai até 1979, quando retornou ao país e se deparou com a opressão do governo e de grandes empresas que o perseguiam sistematicamente. Ainda assim, foi eleito, por duas vezes, governador do Rio de Janeiro, onde implantou o programa de educação integral, construindo 500 CIEPs. Brizola concorreu por duas vezes à presidência através do partido que fundou em 1980, o PDT.
Brizola sempre lutou sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pelo desenvolvimento do país, por mais dignidade para o povo brasileiro, pelos direitos e conquistas do trabalho e da educação.
Faleceu em 2004, aos 82 anos, já bastante debilitado. Na época, o então presidente Lula decretou luto oficial de três dias.
Como prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, além de duas vezes governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola deixou, ao longo dos quase 60 anos de vida pública, um legado de grandes ações que o fizeram estar, hoje, entre os grandes heróis de nossa nação.
Além do vereador Leonel Brizola Neto, também estiveram presentes no lançamento, Miguel Vitoriano, secretário geral PDT Niterói, Maria José Latgé, presidente do MAP/PDT e Túlio Mota, presidente da Juventude Socialista PDT Niterói, dentre outros dirigentes partidários.
O livro é de autoria de Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, lançado pela Editora Nitpress. A obra é parte de um grande projeto que busca valorizar as ideias de um político idealizador, que foi Leonel de Moura Brizola.

Carta de Ângela Rocha

Amigos,

Recebi ontem, por e-mail, uma carta da Sra Ângela Rocha, esposa de Carlos Lupi, onde ela mostra seu ponto de vista para situação em que se envolveu o atual ministro. 

A carta foi divulgada no site do PDT, mas reproduzo o texto aqui no blog na intenção de oferecer mais um espaço para que sua versão pessoal dos fatos seja lida na íntegra.

Um abraço,

Felipe Peixoto

 

Caso Lupi: a outra versão da história

Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a Veja, O Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.

Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos 3 filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.

Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.

Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas a espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses.

Como é montado o circo? A revista pega duas pendências administrativas dessas, junta com as respostas da assessoria de imprensa do ministério dando a impressão de que são muito democráticos e que ouviram a outra parte, o que não é verdade, e paralelamente a isso pegam o depoimento de alguém que não tem nome ou sobrenome, mas diz que pagou propina a alguém da assessoria do ministro.

No dia seguinte toda a mídia nacional espalha e repercute a matéria em todos os noticiários, revistas e jornais. Nada fica provado. O acusador não tem que provar que pagou, mas você tem que provar que não recebeu. Curioso isso, não? O próprio texto da matéria isentava Lupi de qualquer responsabilidade. Ele sequer é citado pelo acusador. Mas a gente não lê os textos, só os títulos e a interpretação, que vêm do estereótipo “político é tudo safado mesmo”.

Dizem que quando as coisas estão ruins podem piorar. E é verdade. Na terça-feira Lupi se reúne na sede do PDT, seu partido político em Brasília para uma coletiva com a imprensa. E é literalmente metralhado não por perguntas, o que seria natural, mas por acusações. Nossa imprensa julga, condena e manda para o pelotão de fuzilamento.

E aí entra em cena a mais imprevisível das criaturas: o ser humano. Enquanto alguns acuados recuam, paralisam, Lupi faz parte de uma minoria que contra ataca. Explode, desafia. É indelicado com a Presidenta e com a população em geral. E solta a frase bomba, manchete do dia seguinte: “Só saio a bala”. O que as pessoas interpretaram como apego ao cargo era a defesa do seu nome. Era um recado com endereço certo e cujos destinatários voltaram com força total.

Era a declaração de uma guerra que ainda não deixou mortos, mas já contabiliza muitos feridos. Em casa, passado o momento de tensão, Lupi percebe o erro, os exageros e na quinta-feira na Comissão de Justiça do Congresso Nacional presta todos os esclarecimentos, apresenta os documentos que provam que o Ministério do Trabalho já havia tomado providências em relação às ONGs que estavam sendo denunciadas e aproveita a oportunidade para admitir que passou do tom e pede desculpas públicas a Presidenta e a população em geral.

A essa altura, a acusação de corrupto já não tinha mais sustentação. Era preciso montar outro escândalo e aí entra a gravação de uma resposta e uma fotografia. A resposta é aquela que é repetida em todos os telejornais. Onde o Lupi diz “não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Sr Adair. Fui apresentado a ele em alguns eventos públicos. Nunca andei em aeronave do Sr Adair”.

Pegam a frase e juntam a ela uma foto do Lupi descendo de uma aeronave com o seu Adair por perto. Pronto. Um novo escândalo está montado. Lupi agora não é mais corrupto, é mentiroso.

Em algum momento, em algum desses telejornais você ouviu a pergunta que foi feita ao Lupi e que originou aquela resposta? Com certeza não. Se alguém pergunta se você conhece o Seu José, porteiro do seu prédio? Você provavelmente responde: claro, conheço. Agora, se alguém pergunta: que tipo de relacionamento você tem com o Seu José? O que você responde? Nenhum, simplesmente conheço de vista.

Foi essa a pergunta que não é mostrada: que tipo de relacionamento o Sr tem com o Sr Adair? Uma pergunta bem capciosa. Enquanto isso, o próprio Sr Adair garante que a aeronave não era dele, que ele não pagou pela aeronave e que ele simplesmente indicou.

Quando comecei na profissão como estagiária na Tribuna da Imprensa, ouvi de um chefe de reportagem uma frase que nunca esqueci: “Enquanto você não ouvir todos os envolvidos e tiver todas as versões do fato, a matéria não sai. O leitor tem o direito de ler todas as versões de uma história e escolher a dele. Imprensa não julga, informa. Quem julga é o leitor”.

Quero deixar claro que isso não é um discurso para colocar o Lupi como vítima.  O Lupi não é vítima de nada. É um adulto plenamente consciente do seu papel nessa história. Ele sabe que é simplesmente o alvo menor que precisa ser abatido para que seja atingido um alvo maior. É briga de cachorro grande.

Tentaram atingir o seu nome como corrupto, mas não conseguiram. Agora é mentiroso, mas também não estão conseguindo, e tenho até medo de imaginar o que vem na sequência.

Para terminar queria deixar alguns recados:

Para os amigos que nos acompanham ou simplesmente conhecidos que observam de longe a maneira como vivemos e educamos os nossos filhos eu queria dizer que podem continuar nos procurando para prestar solidariedade e que serão bem recebidos. Aos que preferem esperar a poeira baixar ou não tocar no assunto, também agradeço. E não fiquem constrangidos se em algum momento acompanhando o noticiário tenham duvidado do Lupi. A coisa é tão bem montada que até a gente começa a duvidar de nós mesmos. Quem passou por tortura psicológica sabe o que é isso. É preciso ser muito forte e coerente com as suas convicções para continuar nessa luta.

Para os companheiros de partido, Senadores, Deputados, Vereadores, lideranças, militantes que nos últimos 30 anos testemunharam o trabalho incansável de um “maluco” que viajava o Brasil inteiro em fins de semana e feriados, filiando gente nova, fazendo reuniões intermináveis, celebrando e cumprindo acordos, respeitado até pelos adversários como um homem de palavra, que manteve o PDT vivo e dentro do cenário nacional como um dos mais importantes partidos políticos da atualidade. Eu peço só uma coisa: justiça.

Aos colegas jornalistas que estão fazendo o seu trabalho, aos que estão aborrecidos com esse cara que parece arrogante e fica desafiando todo mundo, aos que só seguem orientação da editoria sem questionamento, aos que observam e questionam, não importa. A todos vocês eu queria deixar um pensamento: reflexão. Qual é o nosso papel na sociedade?

E a você Lupi, companheiro de uma vida, quero te dizer, como representante desse pequeno nucleozinho que é a nossa família, que nós estamos cansados, indignados e tristes, mas unidos como sempre estivemos. Pode continuar lutando enquanto precisar, não para manter cargo, pois isso é pequeno, mas para manter limpo o seu nome construído em 30 anos de vida pública.

E quando estiver muito cansado dessa guerra vai repousar no seu refúgio que não é uma mansão em Angra dos Reis, nem uma fazenda em Goiás, sequer uma casa em Búzios, e sim um pequeno sítio em Magé. Que corrupto é esse? Que País é esse?

Lupi recebe título de Benemérito do RJ na Alerj nesta sexta, às 18 horas

O Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi, também presidente nacional do PDT licenciado, será homenageado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (11/11), às 18 horas, com o título de Benemérito e Cidadão do Estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa é do Líder do PDT na Alerj, deputado estadual Luiz Martins, e a homenagem se realizará no plenário Barbosa Lima Sobrinho do Palácio Tiradentes (foto), na rua 1° de Março, s/n – Praça XV – Centro do Rio de Janeiro.

Vamos à Alerj dar o nosso apoio ao Ministro Carlos Lupi.

Chefe do Gabinete Pessoal da Dilma desmente a Revista Veja

Essa informação saiu no Blog do Lobo.

Giles Azevedo, chefe de gabinete Pessoal da Dilma, desmente a Revista Veja, nega as informacoes publicadas, e pede retratacao da mesma.

Leia a íntegra da carta enviada ao Editor Chefe da Revista Veja.

Brasília, 07 de novembro de 2011

Ao

Editor Chefe da Revista Veja

Citado pela Revista Veja, edição 2242, em matéria intitulada “Extorsão no Ministério do Trabalho”, esclareço que:

1. Faz parte de minhas funções, como Chefe do Gabinete Pessoal da Presidenta da República, receber pessoas que queiram tratar de agenda com a Presidenta Dilma rousseff, inclusive parlamentares;

2. Jamais ouvi de deputados do PDT, ou de qualquer outro partido que tenha estado em meu gabinete, relatos sobre supostas irregularidades no Ministério do Trabalho, como afirma a Veja nas páginas 108 e 109 da referida matéria;

3. Nego as informações publicadas e peço que os leitores da Revista sejam esclarecidos, a bem da verdade.

4. Em nenhum momento fui procurado pela reportagem da Revista Veja para prestar qualquer esclarecimento sobre esse assunto.

Giles Carriconde Azevedo

Chefe do Gabinete Pessoal da Presidenta da República

Eu apoio Carlos Lupi

O Ministro do Trabalho Carlos Lupi está nesse momento em uma audiência na Câmara dos Deputados prestando depoimento sobre as acusações da revista Veja.

Lembro que desde o primeiro dia da denúncia, Lupi não se esquivou da sua responsabilidade e, procurado pela imprensa, mostrou-se solícito em responder todas as perguntas. No Jornal Nacional de sábado, ele comunicou que afastou o funcionário citado e que pediu o apoio do Ministério da Justiça e do Ministério Público para que fossem apuradas as denúncias.

“Nós não temos conivência com corrupção. Se alguém errou tem que ser punido. Agora, eu quero que apure. E não só os corruptos, mas os corruptores”, foram as suas palavras.

A atitude de Lupi foi correta. Ele está sendo mais um alvo da tentativa da imprensa de desestabilizar o governo Dilma. Portanto, ele é a pessoa mais interessada que este caso seja resolvido com total transparência. Quem não deve, não teme.

Mas o que se viu essa semana foi uma verdadeira perseguição da imprensa contra o ministro na esperança de também lucrar com o burburinho causado com as denúncias anônimas e sem provas feitas pela revista.

Como o tempo da Justiça não é o mesmo tempo da notícia, o mais comum é que haja um julgamento moral estimulado pela imprensa com prejuízos à reputação de uma pessoa, sem que ela tenha chance de defesa. Exemplo: Foi dado o mesmo destaque às declarações do procurador da Justiça em que afirma não haver suspeitas sobre Lupi? Eu vi apenas uma matéria pequena na Folha de S.Paulo.

E os esclarecimentos? Quantos não são editados, mudando completamente o significado? Lupi conhece bem essa dinâmica. Esteve ao lado de Brizola quando ele era bombardeado por acusações.

Mas Lupi é uma pessoa sensata. Resolveu este problema com a mesma estratégia utilizada pela Petrobras quando a empresa sofreu ataques da imprensa há três anos. Fez do Blog do Ministério do Trabalho e Emprego um canal de relacionamento com a imprensa. Agora, todas as perguntas dos jornalistas são publicadas e respondidas no blog. Assim, tudo fica às claras e não há especulação ou deturpação de informações.

O ministro Carlos Lupi é uma pessoa única, comprometida com o Brasil e vem realizando um excelente trabalho à frente do Ministério do Trabalho. Os indicadores publicados mensalmente mostram sua capacidade.

Carlos Lupi tem todo meu apoio. Vamos ao trabalho, ministro!

Uma matéria tendenciosa

Hoje, o Brizola Neto rebateu a reportagem do Estadão que acusou Lupi de fazer um “balcão partidário” dentro do Ministério do Trabalho. A matéria foi tendênciosa, pois não condiz com a verdade, esclarecida pelo deputado. É um texto que merece leitura, por isso exponho aqui no blog.

As contas marotas do “Estadão”

O Estadão abre carga hoje contra o Ministro Carlos Lupi, dizendo que ele transformou em “balcão” partidário o Ministério do Trabalho.

Não discuto, como sempre digo, questão partidárias neste blog,  embora dentro do PDT tenhamos nossas divergências, que lá devem ser tratadas.

Não o farei, portanto, mas não posso deixar de apontar a “marotice” da matéria. Os desentendimentos partidários não devem impedir que se veja que há algo estranho nessa investida.

A matéria é esquisita. Porque, pelo menos que tenha sido publicado, não aponta irregularidades concretas, mas fala em “empreguismo partidário”. Não vejo onde o Ministro devesse escolher quadros políticos senão no seu partido, a menos que se esperasse que ele os fosse pedir ao PSDB ou ao DEM.

Mais de uma vez disse que não tenho qualquer indicação no Ministério, o que me permite falar sem parcialidade.

Mas há uma incorreção absoluta na matéria, que mostra com que propósitos se deu a ela o destaque de manchete.

Diz que Lupi “mantém dez integrantes da Executiva Nacional do seu partido em postos de comando do ministério”. Ora, a Executiva Nacional do PDT – cuja lista pode ser consultada aqui - tem 23 integrantes e, deles, só oito não exercem mandatos eletivos. Portanto, não poderiam ser dez, nem que o ministro quisesse. Depois, os nomes apontados na matéria não compõem e nunca compuseram a Executiva do partido.

Sobre um deles, pelo menos, causa espanto a carga do Estadão: o médico epidemiologista e ex-presidente da Farmanguinhos, Eduardo Costa, ex-secretário de Saúde do primeiro Governo Brizola. O que há de errado em que um órgão de defesa da saúde do trabalhador seja presidido por um médico de renome e com experiência que vai desde a atuação nas barrancas do Amazônia, na erradicação da varíola na Índia e na produção de medicamentos antivirais no Brasil? Se o Estadão quiser conferir, o currículo do Dr. Eduardo está aqui, é público.

Quanto à suposta intenção de Lupi de deixar o ministério em março, não tenho conhecimento. Imagino que ele me dissesse isso, se fosse verdadeiro, até porque, conforme estabelecido na Convenção Nacional do Partido, a partir daquele mês exercerei a Presidência do PDT.

Cristovam Buarque e a (in)justiça

A Folha de S.Paulo publicou uma reportagem sobre a condenação em 1ª instância do ex-governador do DF Cristovam Buarque por improbidade administrativa. A sentença é relativa à produção de um vídeo de prestação de contas produzido pelo governo do Distrito Federal no ano de 1995, distribuído entre os servidores públicos.

Leia a resposta de Cristovam Buarque

Se o Cristovam é um problema para a Justiça, depois de ler essa notícia estou certo de que todos os políticos denunciados serão investigados e serão punidos. Inclusive, vale a pena lembrar que não falta muito para os últimos réus do mensalão serem julgados. Aguardo ansiosamente o resultado.

Cristovam Buarque foi reitor da UNB na década de 80. Sua excelente atuação na universidade lhe conferiu a vitória nas eleições para o governo do DF. Cristovam revolucionou a educação no distrito federal e as consequência podem ser avaliadas hoje mesmo na relação da performance das escolas no ENEM divulgado semana passada pelo Ministério da Educação. As escolas públicas de Brasília tiveram bons resultados. O senador foi o verdadeiro autor do “Bolsa Escola” e implementou o programa enquanto exercia o cargo de governador. O projeto foi tão bem avaliado que virou nacional na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Como senador, ele assumiu a defesa da Educação e da moralidade pública. Dentro do partido, é grande defensor da manutenção da ideologia de Brizola e da renovação do quadro político. É atualmente um dos grandes mobilizadores da Frente Suprapartidária contra a Corrupção dentro do Congresso.

A ação impetrada na justiça acusou Cristovam Buarque de propaganda com fins eleitorais. Como, se as eleições foram em 1994? Em 1995, foi o primeiro ano do primeiro mandato de Cristovam a frente do governo do Distrito Federal! Outra coisa, todos os governos fazem vídeos institucionais. As empresas fazem. Por que não os governos? Penso que um político honesto, comprometido com a causa pública e competente merece aparecer. Políticos como Cristovam Buarque devem ser valorizados.

A gestão de Cristovam Buarque como governador do DF (1995-1998) teve 80% de aprovação. Vou repetir: 80% de aprovação.

Eu uso a internet para divulgar a minha atuação política. Ela ainda me permite interagir com os cidadãos. Não há nada melhor. Claro que não é a mesma coisa do que aparecer no Jornal Nacional, mas a minha vida está toda lá para quem quer conhecer e tirar sua própria opinião.

Então, minha dúvida é: se a Justiça entende que um CD é um meio de comunicação de massa, o que eles pensam sobre a internet?

Cristovam, claro, vai recorrer da sentença.

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