Mais Pezão para Niterói

Dando continuidade ao artigo que publiquei na semana passada sobre algumas das propostas de governo de Pezão para Niterói, hoje quero falar sobre seus objetivos para a Saúde, Mobilidade e Qualificação Profissional, áreas tão importantes e essenciais para que Niterói continue no caminho certo.

Com Pezão teremos um novo Hospital Azevedo Lima, que será totalmente reformado. Teremos uma unidade do Rio Imagem, com modernos laboratórios de exames radiológicos gratuitos, a exemplo da que existe no Centro do Rio, que completou dois anos de atividade em 2013, realizando mais de 270 mil exames, sendo referência para a população e para os médicos.

E por falar em médicos, teremos mais seis mil profissionais contratados para ampliar o Médicos de Família. Além de mais duas UPAs que serão construídas para garantir assistência integral e de qualidade a todos os moradores, agora com atendimento pediátrico e para a terceira idade. Assim como serão implantadas mais três Clínicas da Família.

Para alavancar a mobilidade de Niterói, Pezão vai investir na aquisição de mais nove barcas até 2015. Há também projetos como o BRT Corredor RJ-104 (ligando Niterói a Manilha, em Itaboraí, passando por São Gonçalo), e o BRT Corredor BR-101 (também ligando Niterói a Manilha). Projetos difíceis de tirar do papel, mas que a exemplo do Arco Metropolitano, com muita disposição, foi possível realizar.

Oportunidades de qualificação profissional serão oferecidas nas mais diversas áreas preparando os jovens para disputar uma vaga no mercado de trabalho. E para continuar avançando na facilidade de acesso ao emprego, Pezão vai criar mais quatro Centros Vocacionais Tecnológicos (os CVTs), atuando em parceria com a Faetec.

Com Pezão a mudança só começou.

‘Desculpe, David Luiz’, por Cristovam Buarque

Hoje quero repercutir um artigo muito interessante escrito pelo senador Cristovam Buarque para o jornal O Globo, na coluna Opinião. Cristovam fala de tragédias mundiais como a Guerra Civil dos Estados Unidos que deixou 600 mil mortos, e terremotos que abalaram estruturas de outros países. Situações muitas vezes banalizadas, ou que caíram no esquecimento.

Paralelo a esses fatos, o autor faz uma comparação com o futebol e as perdas do Brasil em Copas do Mundo. Estas sim, situações que jamais deixarão de ser mencionadas. Cristovam as trata até mesmo como traumas e lamenta o quanto não somos capazes de cobrar dos nos nossos líderes políticos a “cura” de tantos problemas sociais que vivenciamos, o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos brasileiros.

‘Desculpe, David Luiz’ chama atenção pelo simples fato de ser um texto tão verdadeiro. Uma leitura obrigatória para todos nós.

Desculpe, David Luiz

Nós, políticos, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar

Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos. Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, e Alemanha, em 8 de julho de 2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.

A realidade social não nos traumatiza porque nossos grandes problemas foram banalizados.

Consideramos tragédia ter o quarto melhor time de futebol do mundo, mas não nos traumatiza quando, no dia 1º de março de 2011, a Unesco divulgou que estamos em 88º lugar em educação; nem quando, em 15 de março de 2013, o PNUD divulgou que estamos em 85º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano; ou quando o Banco Mundial nos coloca como o oitavo pior país em concentração de renda; ou ainda quando soubemos que somos o 54º país em competitividade no mercado mundial; ou quando o IBGE divulgou, em 27 de setembro de 2013, o aumento no número de adultos analfabetos de 2011 a 2012.

Nenhum trauma aconteceu quando a Transparência Internacional nos reprova em corrupção; ou quando vemos que, no ano passado, 54 mil brasileiros foram assassinados no país e outros 50 mil mortos no trânsito. Não nos traumatiza o fato de que 50 milhões de brasileiros — desalojados históricos pelo modelo econômico — passariam fome se não fossem as pequenas transferências de renda, como se eles fossem abrigados depois de uma inundação. Não nos choca a destruição de 9% a mais de florestas em 2013 do que em 2012.

Sofremos com as derrotas no futebol porque elas não foram banalizadas, são exceções na nossa trajetória de vitórias. Não nos traumatizam os desastres sociais porque nos acostumamos a eles e nos acomodamos. Por isso, não exigimos de nossos líderes políticos o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos.

Ao ouvir David Luiz pedir desculpas porque não foi “capaz de fazer seu povo feliz, pelo menos no futebol”, pensei que deveria pedir desculpas a ele, porque sou parte da seleção brasileira de líderes políticos e não consigo fazer o necessário para facilitar a vida de cada brasileiro em busca de sua felicidade.

O político não proporciona felicidade, como um artilheiro que faz gols, mas deve eliminar os entulhos sociais, tais como transporte público ineficiente, fila nos hospitais, escolas sem qualidade e violência descontrolada, que dificultam o caminho de cada pessoa em busca de sua felicidade pessoal. Esses entulhos sociais que povoam o Brasil provam que nós, os políticos brasileiros, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar, base necessária, embora não suficiente, para a felicidade de cada pessoa.

Por isso, eu e todos os políticos com mandatos, não David Luiz, devemos pedir desculpas por não eliminarmos os entulhos que dificultam a busca da felicidade pelos brasileiros.

Luiz Fernando Pezão para Niterói: a mudança só começou

Começou a circular o caderno de campanha do Pezão com as propostas de governo voltadas para Niterói. Com orgulho, quero falar de três ações em especial, que são frutos de causas que sempre defendi, e que foram agregadas ao Plano de Governo.

O policiamento comunitário, por exemplo, é luta antiga minha para a área de segurança pública. Uma iniciativa inicialmente implantada em Santa Rosa e depois estendido para outros bairros da Zona Sul, da Zona Norte e da Região Oceânica, mas que com o passar dos anos sofreu revezes até ser desativado.

Além das três Companhias Destacadas, as Delegacias Legal e a Divisão de Homicídios instaladas em Niterói intensificando as ações de segurança na região, com Pezão eleito, além de três Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) implantadas, vamos ter o retorno do policiamento comunitário nas ruas da cidade.

Outra grande proposta é a revitalização do Horto, no Fonseca, que vai ser transformado em uma extensa área de lazer para a população. O Palácio Euclides da Cunha será restaurado e vai abrigar uma Biblioteca Parque, nos mesmos moldes das que existem na Rocinha e em Manguinhos, com acervo literário, oficinas e plataformas multimídia.

A reforma do Caio Martins também está em pauta. Com Pezão, o estádio vai ser revitalizado e transformado em um parque para a toda a família. Esse novo espaço terá atividades de lazer e de esportes gratuitas para todas as idades, além de ampla infraestrutura com vestiários, acesso à internet, pistas de skate e quadras diversas. Niterói terá um complexo de lazer e esporte.

Esse, inclusive, é um desejo antigo meu, que trouxe pra discussão quando concorri à prefeitura de Niterói. O Caio Martins é importante para o esporte, para a cidade e faz parte da nossa história. E de vital importância na formação de atletas. Essa reconquista é um direito dos niteroienses!

É por esses e outros motivos que é importante elegermos Pezão. E para que isso aconteça, é essencial estarmos juntos, unidos nesse objetivo. Eleger Pezão é fundamental para garantir que sigamos no rumo certo. É a continuidade de um processo de mudanças profundas e grande relevância no nosso estado. A mudança só começou.

Sou Felipe, Sou Pezão governador

Quero aproveitar esse espaço para agradecer a todos o apoio que tenho recebido nesses últimos dias. Com certeza, são as palavras de carinho e solidariedade, que nos fortalecem. E reafirmo que a luta continua!

Como todos também sabem, minha ideia inicial era vir candidato a deputado federal, mas por uma vontade do partido, meu nome foi indicado a vice na chapa do governador Pezão. E como tudo pode mudar, também por decisão do PDT, deixei de concorrer à vaga.

Com isso, atendendo a um convite do governador, assumi a função de coordenador na campanha de Pezão. Sem dúvida, trata-se de um grande desafio, o qual encaro com serenidade, ciente da importância de reelegermos o governador.

Pezão representa a continuidade de um processo de mudanças profundas no Estado do Rio. Pela primeira vez desde o último governo Brizola, a segurança pública foi gerida pensando não só em quem mora nas áreas nobres, mas sobretudo em quem vive naquelas áreas mais esquecidas. Igualmente, foi esse governo que decidiu, desde 2011, implantar um cronograma, que segue em execução, objetivando atingir o índice de 100% das escolas estaduais atuando em tempo integral.

É o governo que investiu em saúde pública como há muito não se via, implantando hospitais mais eficientes, centros de diagnóstico de primeira linha e atenção emergencial em áreas onde não havia nada. É o mesmo governo que acabou com a política do “pão e circo” para levar obras de infraestrutura para a Região Metropolitana e para todo o interior do estado. Um desses exemplos é o Programa Bairro Novo.

Eleger Pezão é fundamental para garantir que o Estado do Rio siga no rumo certo. É por isso que, a partir de agora, decidi concentrar todas as minhas ações nesse único objetivo. E já arregacei as mangas. Ontem, dia 10, promovemos um grande café da manhã, no Centro do Rio, com Pezão, o presidente do PDT e candidato ao Senado Carlos Lupi e mais de 100 candidatos a deputado do PDT, numa bela demonstração de apoio do partido a esse projeto.

Esse apoio, claro, será mútuo. E é muito mais fácil pedir votos por quem fez, faz, e muito tem realizado em favor do nosso estado. Por isso temos que olhar pra frente e garantir a eleição de Pezão, que começou sua história política no PDT e tem grande afeição pelo partido, além dos grandes ensinamentos que teve de Leonel Brizola. Pezão é um grande companheiro. E política de verdade se faz assim, com união e parceria.

Amanhã teremos mais um grande encontro, agora na rua. Vamos caminhar por ruas do Jardim Catarina, em São Gonçalo, um dos muitos bairros da Região Metropolitana que foram contemplados com o Programa Bairro Novo, do Governo do Estado. E conto com o apoio e a participação de todos que, assim como eu, querem Pezão governador. Divulguem, compartilhem, compareçam. Vamos abraçar essa ideia: a mudança só começou.

O desencanto dos jovens pela política

Os mesmo jovens que, há um ano, foram às ruas pedir mudanças na política do Brasil, são os mesmos que não tiraram título de eleitor e deixarão de exercer sua cidadania nas próximas eleições de outubro. Ou, pelo menos, parte deles. Segundo informações do IBGE, apenas 25% dos brasileiros com 16 e 17 anos regularizaram sua situação e poderão votar.

Desde 2006, esse índice vem registrando quedas sucessivas. Naquele ano, o grupo de eleitores facultativos (menores de 18 anos) representava 39% da população nessa faixa etária. Em 2010, encolheu para 32%. Hoje, esses 25% representam apenas um quarto da população nessa faixa etária. Um resultado que mostra o quanto a juventude brasileira está indiferente em relação às urnas.

Ao que parece, aqueles que agora teriam o direito de eleger seus representantes demonstram não acreditar no direito de escolha como meio de transformação do país. Eis, então, que surge um cenário totalmente novo na história. Pela primeira vez o Brasil terá mais eleitores idosos, com mais de 60 anos, do que com idades entre 16 e 24 anos. O que pode influenciar os rumos das políticas públicas.

A conclusão que fica ao analisar a queda do número de títulos tirados pelos adolescentes de 16 e 17 anos é que os jovens parecem desinteressados pela política. Há um descontentamento. A política nacional não está conseguindo atingi-los. Eles não se sentem representados politicamente. Preferem ganhar tempo.

Penso que a participação ativa e construtiva do jovem na busca por um novo tipo de comprometimento político é um motor potente para a sociedade, que ganha em democracia e na capacidade de enfrentar os problemas que a desafiam. Se por um lado há o descrédito dos jovens brasileiros nos políticos, por outro existe a certeza do quanto esse voto pode fazer a diferença nas urnas.

Os jovens precisam acreditar que podem mudar a política e escolher o futuro do nosso país. Se todos se conscientizarem que só participando intensamente conseguirão mudar este estigma, a esperança irá prevalecer.

Dez anos sem Leonel Brizola

Lá se vão dez anos da morte de um dos mais dedicados líderes políticos que o Brasil já teve. Leonel de Moura Brizola, ou simplesmente Brizola, partiu em 21 de junho de 2004, mas nos deixou seu exemplo e seus ensinamentos como forma de inspiração para o PDT e para as lideranças comprometidas com o legado trabalhista.

Brizola começou na política ao lado de Getúlio Vargas, no recém-criado Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1945. Ainda era universitário, estudante de engenharia. Teve uma infância pobre e sempre trabalhou para estudar. Sabia exatamente pelo que passava a classe trabalhadora. Tinha orgulho de sua origem popular.

Brizola cresceu e se afirmou como principal líder brasileiro de esquerda. Convocou as forças progressistas a se unirem a ele, numa Frente Nacional de Libertação, para as lutas de combate à exploração estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Seu prestígio era tanto que, mantendo-se no governo do Rio Grande do Sul, se candidatou a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, alcançando a maior votação registrada na história brasileira.

Liderou a Campanha da Legalidade, pela posse de João Goulart, logo após a renúncia de Jânio Quadros. Convocou a população, e milhares de pessoas foram às ruas para garantir a posse de Jango em uma época que os militares comandavam.

Como parlamentar, fez fortes discursos defendendo a implantação da reforma agrária e a distribuição de renda no Brasil. Foi um político que sempre acreditou na força do povo e no processo social. Contribuiu para abolir o analfabetismo no Rio Grande do Sul, onde construiu mais de três mil escolas. E no Rio de Janeiro, implantou o programa de educação integral, construindo 500 Centros Integrados de Educação Pública, os CIEPs.

Como forma de homenagem, em fevereiro de 2012, foi lançado o livro ‘Leonel Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’, dos jornalistas Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, publicado pela Editora Nitpress. E em março do ano passado, Brizola foi lembrado, no Palácio Tiradentes, num ato em memória aos 30 anos de sua posse no Governo do Estado.

Brizola viveu pela política brasileira e deixou um legado de grandes realizações. Sempre lutou sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pelo desenvolvimento do país, por mais dignidade para o povo brasileiro, pelos direitos e conquistas do trabalho e da educação. Brizola é exemplo de lição. Um exemplo a ser seguido. Brizola vive em quem luta pelo povo. E lá se vão dez anos sem o filho do povo.

Vamos juntos por um Rio cada vez melhor

Foi dada a largada! Demos mais um passo importante rumo ao futuro do nosso estado. Na convenção estadual do PDT que realizamos na segunda, dia 16, na Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, meu nome foi oficializado como vice na chapa do governador Pezão, candidato à reeleição. Agora é esperar pela convenção do PMDB que vai acontecer nos próximos dias.

Se a expectativa já era grande, agora, é ainda maior. É claro que estou muito feliz de estar ao lado do Pezão nessa disputa, mas sei da grande responsabilidade que tenho pela frente, como representante do meu partido nessa empreitada. E nessa projeção vejo a chance de darmos continuidade com o compromisso de seguirmos adiante, agora juntos, com nosso trabalho em benefício da população.

Eu e Pezão, inclusive, temos muito em comum. Temos caminhos parecidos. Fui vereador por dez anos, assim como ele. Que por sinal começou sua trajetória política no PDT, como eu. Não tive a oportunidade ser prefeito como Pezão foi, mas o destino me reservou um desafio muito maior. E chance de poder fazer ainda mais pelo nosso estado honrando a história de lutas e conquistas do meu partido.

Ao lado do Pezão, tenho acompanhado inúmeras inaugurações nas mais diversas regiões do estado como o Destacamento do Corpo de Bombeiros, em Bom Jardim, na Região Serrana; a Delegacia da Mulher, em Campos, no Norte Fluminense; e as mais recentes ruas contempladas pelo Bairro Novo em Itaipuaçu, na Região Metropolitana. A candidatura do Pezão é muito importante para darmos continuidade a avanços como estes.

Muito obrigado a todos que prestigiaram nossa Convenção. Que aprovaram minha indicação a vice. Que acreditam e confiam no propósito da aliança firmada entre o PDT e o PMDB. Encarar uma campanha eleitoral não é tarefa das mais fáceis. A pressão é enorme. Mas com garra e disposição, sigo em frente nessa nova trajetória que começa em breve. E vamos juntos! Unidos por um Rio cada vez melhor com Pezão governador.

Minha indicação à vice-governadoria do Estado

Ontem, durante a reunião do diretório estadual do PDT, foi aprovado o indicativo de manutenção da aliança firmada entre o nosso partido e o PMDB, garantindo poderes para a executiva estadual concluir as negociações a esse respeito até a convenção partidária que acontece em junho.

Meu nome foi indicado pelo partido para compor a chapa com o governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato à reeleição ao Governo do Estado. Isso me coloca numa posição de grande responsabilidade, como representante do PDT nessa empreitada.

Com isso, firma-se um novo cenário diferente do qual vínhamos traçando desde que deixei oficialmente a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (a Sedrap), e reassumi minha cadeira na Alerj, na expectativa de vir candidato a deputado.

Quero dizer que esse resultado é a continuidade de um compromisso assumido há quatro anos, quando fui eleito deputado estadual e, pouco depois, quando assumi a Sedrap, de poder fazer mais por Niterói e pelo nosso estado. A chance de seguirmos adiante com nosso trabalho em benefício da população.

Essa projeção não era algo que pensava de imediato, confesso. Meu objetivo, como disse há pouco, era vir como deputado federal, no intuito de, assim, poder fazer ainda mais por Niterói. Mas, se nesse momento, o PDT sente a necessidade de que meu nome faça parte dessa chapa majoritária, estou pronto para encarar mais este desafio.

A candidatura de Pezão é muito importante para dar continuidade aos avanços que vivemos nos últimos anos em nosso estado, e o nosso partido reafirma sua crença nesse companheiro.

Reassumo o compromisso de defender as bandeiras do PDT e de Leonel Brizola, como sempre fiz ao longo da minha trajetória na política desde a infância, quando aos nove anos fundei o Comitê Mirim. Posso dizer com orgulho que o PDT faz parte da minha vida.

Este será, claro, um desafio muito maior. Mas seguirei firme honrando o histórico de lutas, conquistas e ideais de Brizola e do PDT. Um partido que fez história no Estado do Rio de Janeiro, sempre ao lado do povo trabalhador.

Pela defesa da democracia e da vontade popular em São Sebastião do Alto!

São Sebastião do Alto é uma pequena cidade da Região Serrana com cerca de nove mil habitantes. Uma cidade com grande potencial, mas que muito pouco foi aproveitado historicamente, como em muitas outras cidades do interior do Estado. Até que em outubro de 2012 uma importante renovação política aconteceu com a eleição de Carmod Bastos para prefeito, um jovem engenheiro funcionário da Petrobrás.

Conheci o prefeito Carmod em minhas andanças pelo interior, participando de uma das inúmeras audiências públicas que ele realizou ao longo do seu mandato. Ali pude perceber que estava frente a um novo modelo de fazer política, com a população sendo chamada para participar diretamente dos rumos e decisões do governo. Com muita transparência e diálogo.

Logo me identifiquei com ele, já que nos meus tempos de vereador em Niterói, fui quem mais realizou audiências públicas na história da cidade, vindo a repetir esse modelo na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. Daí nasceu uma grande relação de respeito entre nós, sempre tendo o interesse da população de São Sebastião do Alto, e das regiões próximas, como assunto de nossos encontros e conversas.

Essa mudança na forma de tocar a prefeitura de São Sebastião do Alto incomodou a muitas pessoas mal intencionadas e também as que estavam acostumadas com as velhas e ultrapassadas práticas da política, nas quais o povo era tido como mero espectador da vida política da cidade. E por isso, o prefeito Carmod passou a ser vítima de várias tentativas de golpe e de cassação de seu mandato conferido pelo povo do Alto.

Em 2013 ele chegou a ser cassado, inclusive, mas foi reconduzido ao cargo pela Justiça. Agora, no mais recente episódio de golpe, numa sessão da Câmara de Vereadores realizada no último dia 12, o prefeito Carmod Bastos foi novamente cassado, sem que lhe fosse dado o direito de defesa, sendo negado o direito de mostrar que as novas e requentadas acusações que lhe faziam eram falsas.

Toda solidariedade e apoio ao prefeito democraticamente eleito Carmod Bastos! Sei que é um homem de bem, sério, honesto, comprometido com sua cidade e muito trabalhador. Toda solidariedade ao povo de São Sebastião do Alto, que teve roubada a sua vontade manifestada nas urnas! Golpistas, não passarão!

Aos que quiserem saber um pouco mais sobre o assunto, sugiro a leitura de um texto feito pelo próprio Carmod, disponível em sua página no Facebook, mas que faço questão de reproduzir aqui:

“Acredito que entendam o momento triste, porém histórico que estamos vivendo. E que os mais jovens possam daqui a algum tempo apreciar a nossa luta pela ética e pela moral. O que está em jogo não é apenas que grupo político governará São Sebastião do Alto, mas o que estão fazendo com a democracia, com a vontade popular revelada em outubro de 2012 e com o direito de cada um de nós. Se acreditamos que deve prevalecer a vontade popular e que todos os eleitos são representantes do povo, meu povo, faça valer o seu direito! Basta!

Está na hora de encarar o fato de que não é mais possível conduzir o nosso município com políticos que se acham acima dos direitos, deveres e instituições. Gente que usa ‘coisa pública’ como ‘coisa privada’, debocha da sociedade e desafia a Justiça não cabe mais no país que nossas ruas estão exigindo.Também não dá mais para aceitar facções, quadrilhas e delinquentes que se infiltram em órgãos, estatais ou repartições, onde vivem de privilégios e aparelhamentos partidários.

Nosso município precisa de homens que cumpram as leis, principalmente quando se trata dos homens que fazem as leis, e esses “nobre edis”, além de saber a diferença entre legal e ilegal, precisam saber a diferença entre moral, imoral e amoral. Aliado a esses, ainda existe nas ruas de São Sebastião do Alto, meia dúzia de covardes e incapazes, que perderam a “teta” que os supria e mantinha suas vaidades, esperando que migalhas caiam da mesa dos corruptos! Ai de vocês que se dizem cristãos! O Senhor tudo sabe e tudo vê!

O desenvolvimento vai continuar inviável se depender de políticos assim e de um povo que se deixa manejar como se fosse gado! Acordem! Exijam! É o seu futuro! A sua dignidade! É a sua terra! Todos somos responsáveis! EU FAÇO A MINHA PARTE, E VOCÊS? De braços cruzados vão simplesmente deixar acontecer? Lutem!

Lembrem-se de Quem sois filhos e o que vos pede o nosso Senhor… É para liberdade que Cristo nos libertou! Meu querido povo… Que nosso Deus os Abençoe imensamente e a nosso município neste dia especial, desta terra que amamos! Por dias melhores…“Verás que um filho seu não foge a luta, nem teme quem de adora a própria morte!” Com muito orgulho! – Carmod Bastos.

A luta pela federalização da Educação Básica brasileira tem o meu apoio!

Paralelo ao meu retorno oficial à Alerj, nesta semana, foi instalada no Congresso Nacional, na última terça, dia 8, uma frente parlamentar composta por deputados federais e estaduais, senadores e vereadores de diversos partidos em defesa da Federalização da Educação Básica.

A frente é articulada pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), conta com adesão de 214 parlamentares no Congresso – sendo 32 senadores e 182 deputados – e luta pela educação de máxima qualidade para todos.

Essa frente parlamentar tem o objetivo de fomentar essa luta, para que toda criança e adolescente, independente de sua condição social e da cidade onde reside, tenha garantido o acesso à educação integral de qualidade. Uma educação que seja de responsabilidade da União.

A ideia do senador Cristovam Buarque é criar frentes estaduais de apoio a essa federalização em todo o Brasil, a fim de fortalecer a causa. Educação de qualidade é um direito de todos e, como muitos sabem, é uma das minhas principais bandeiras de luta. Uma luta iniciada por Leonel Brizola.

E como não poderia deixar de contribuir com esse ato, sem dúvidas, essencial para atender milhares de crianças e jovens, vou trabalhar para a criação de uma frente estadual que possa somar forças a esse manifesto. Um dos mais importantes no país. E tenho a certeza da sua aprovação.

Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que, no futuro, possam alcançar melhores condições de uma vida digna. Por isso é uma das principais causas que defendo. A luta pela federalização da Educação Básica tem o meu apoio!