Programa vai fortalecer turismo no Estado

No embalo da Copa do Mundo e das Olimpíadas, o governo estadual em parceria com o governo federal, quer fortalecer a política de turismo no Estado do Rio de Janeiro. O Ministério do Turismo já possui uma experiência nesse foco em estados do Nordeste e o programa sugerido prevê investimentos em produtos turísticos, na melhoria da infra-estrutura de cidades ou regiões turísticas, e no desenvolvimento da capacidade de gestão institucional e ambiental, buscando o desenvolvimento do turismo em bases sustentáveis.

O programa inclui 23 municípios do Estado e conta com o financiamento do BID e do Governo Federal através do Ministério do Turismo. Cada região receberia investimentos direcionados a sua vocação, exemplo:

* Costa do Sol (Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação de Búzios, Casimiro de Abreu);
* Costa Verde (Parati, Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio Claro);
* Agulhas Negras (Itatiaia e Resende);
* Serra Verde Imperial (Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu);
* Vale do Café (Valença, Vassouras e Piraí)
* Região Metropolitana (Rio de Janeiro e Niterói)

O projeto gerido pela Secretaria Estadual de Turismo vem ao encontro dos esforços para dinamizar o desenvolvimento regional da região leste metropolitana e do interior. Essa semana, o governo estadual divulgou o encontro com a Neltur, empresa resposável pelos projetos turísticos de Niterói, que firma o início do plano piloto.

Banco Mundial: empréstimo para recuperação da Região Serrana

A viagem à França foi muito positiva para todo o Estado do Rio. Ontem, voltamos para o Brasil com uma boa notícia. Conseguimos um empréstimo de R$ 485 milhões do Banco Mundial para investimentos em infraestrutura, visando os projetos da Copa do Mundo e Olimpíadas e a recuperação das cidades da Região Serrana.

O episódio foi considerado pela a ONU uma das dez maiores catástrofes naturais ocorridas no mundo. E o Banco Mundial tem acompanhado de perto essa situação. Logo depois da tragédia, o banco enviou uma missão para avaliar o impacto dos estragos. Em março, foi liberado um empréstimo de R$ 800 milhões para obras nos sete municípios afetados pelas chuvas do início do ano na Região Serrana – Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal, além das cidades de Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis, São João de Meriti e Duque de Caxias.

Esse novo empréstimo é um reconhecimento de que o Rio de Janeiro está no caminho certo do desenvolvimento.

Vamos construir juntos um projeto para o Caio Martins?

A polêmica persiste em torno do futuro do Complexo Esportivo Caio Martins, alimentadas por muitos boatos e especulações. Ao contrário do que tem sido noticiado nos últimos dias, não existe um projeto para o espaço. Além disso, está descartada a construção de prédios residenciais no local. Seu caráter esportivo será preservado.

Mas para que ele volte a desempenhar seu papel, o Caio Martins precisa ser modernizado. Tanto o estádio, quanto o ginásio e a piscina estão fora dos padrões internacionais, e não tem condições de receber eventos esportivos importantes. Portanto, obras no local são imprescindíveis.

Nada vai acontecer sem o debate com a população. Por isso, é fundamental saber a sua opinião.

A primeira proposta, sugerida pelo governador Sérgio Cabral, é transformar o espaço em uma arena multiuso, nos moldes dos que já existem no autódromo do Rio e em outros lugares do mundo.

E você? É a favor da modernização ou do tombamento?

Qual sua sugestão para o projeto?

O que você considera ser o melhor destino para o campo, o ginásio e a piscina?

Sonho que se sonha junto

A emoção foi sem precedentes. Até o presidente da república chorou. Quando a cidade-sede das Olimpíadas de 2016 foi anunciada, a comoção foi tão grande que até o brasileiro mais indiferente foi obrigado a ceder um pouco da sua atenção para o que estava acontecendo. Nem a presença de Barack Obama, fato que tornou a já favorita Chicago ainda mais favorita, interferiu na festa tupiniquim: o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida.

O tamanho do apoio popular à candidatura carioca tornou a festa uma conseqüência. Durante toda a sexta-feira, a população do Rio foi à praia para assistir aos shows promovidos pela prefeitura. O feriado municipal colaborou. A festa seguiu até tarde. A alegria ainda não parou.

Ganhar a disputa para sediar as Olimpíadas de fato foi uma grande injeção na auto-estima do nosso povo. E é mais um ingrediente num momento muito bonito da história do nosso país: economia crescendo (mesmo com crise global), maior destaque no cenário internacional e a sensação que a democracia está cada vez mais consolidada. O mundo reconheceu a capacidade do Brasil. Agora, no entanto, é preciso responder uma pergunta: que tipo de Olimpíada nós queremos?

Que este evento irá trazer investimentos públicos e privados para nossa região é fato notório. Sem muito esforço, é possível identificar setores que serão beneficiados, como o turismo (com o aumento de visitantes), a construção civil (com as obras do projeto) e o esporte de alto rendimento (com as novas instalações). O que nós não sabemos ao certo é em que medida esses ganhos irão colaborar com a redução das desigualdades sociais, com a melhoria do transporte coletivo e da saúde pública, que foi alvo de intervenção federal há muito pouco tempo.

Um evento dessa magnitude não pode ser subaproveitado. Levou mais de um século para os Jogos Olímpicos chegarem ao Brasil e certamente levará no mínimo mais algumas décadas para que voltem. É fundamental que utilizemos os Jogos para desenvolver a prática esportiva no país através de políticas de lazer e de inclusão social. É fundamental que os prédios construídos para o evento possam continuar sendo aproveitados depois. É fundamental que o aumento do fluxo turístico seja permanente, e que a nossa população seja qualificada para esses empregos.

Isto significa não apenas construir grandes arenas, mas construir praças esportivas e ginásios nas escolas. Isto significa não apenas patrocinar os atletas que já possuem grande visibilidade, mas principalmente incentivar projetos que garantam que outros ídolos continuem surgindo. A saúde pública é outra questão essencial: de que adianta incentivar a prática esportiva nas escolas públicas se quando um garoto quebra a perna não há ortopedista que possa lhe atender no posto de saúde mais próximo?

São alguns questionamentos que trazem à tona a nossa responsabilidade neste momento. A festa, a alegria, a diversão, tudo isso faz parte da celebração de uma vitória magnífica da nossa população. Acontece que sempre chega a hora de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. E, neste momento, é imprescindível que a população fique atenta aos desdobramentos. Até por que excesso de otimismo, com frequência, torna-se excesso de “oba-oba”.