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Ceasa Rio e PM reafirmam parceria para 2012

Estive essa semana com o novo comandante do 41º BPM, tenente coronel Carlos Eduardo Sarmento da Costa, para reforçar a parceria entre a Ceasa e Polícia Militar nas ações de combate ao crime no entorno da unidade de Irajá.

Toda a troca de comando reflete em novas diretrizes e, por isso, procurei realizar uma conversa o mais breve possível com o novo ocupante do cargo para garantir a continuidade dos projetos junto à empresa pública.

A preocupação tem justificativa. Desde que assumimos a administração na Ceasa Rio encontramos diversos problemas que somente com a participação da Polícia foi possível combater. Como exemplo, cito a prostituição infantil, tráfico de drogas e roubo de cargas.

A Ceasa Irajá é o grande centro de abastecimento do Estado, atraindo milhares de pessoas todos os dias. Portanto, manter a ordem é necessário a fim de que comerciantes e funcionários da unidade exerçam suas atividades com tranquilidade.

O resultado da reunião foi bastante positivo e fiquei bastante satisfeito com a confiança passada pelo novo comandante. Espero que, em 2012, a Ceasa RJ possa desfrutar de um espaço mais seguro e focado em grandes realizações!

Uma nova Ceasa para o Rio de Janeiro

Uma das ações que venho conduzindo na Secretaria de Desenvolvimento Regional visa fortalecer as Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa RJ). Quando assumi a pasta, encontrei uma estrutura sucateada e cheia de problemas. Com a ajuda do atual presidente da Ceasa RJ, Leonardo Brandão, e sua equipe, estamos mudando a realidade da empresa.

O exemplo mais crítico encontra-se na unidade de Irajá. Por ser uma região de risco social, frequentemente nos deparamos com situações de conflito. O cenário que encontramos dentro das instalações da Ceasa RJ e nos arredores no início do ano era assustador: tráfico de drogas, prostituição, leilão de virgens, trabalho infantil, trabalho análogo ao escravo entre outros delitos.

Para coibir essas transgressões, fechamos parcerias com o 41º Batalhão de Polícia Militar, o Ministério do Trabalho e a Secretaria Municipal de Assistência Social. É fundamental garantir a segurança no maior centro de distribuição de produtos hortigranjeiros do nosso estado. A credibilidade desse espaço é importante para ampliar as negociações.

Até agora, várias ações foram realizadas e projetos iniciados: choque de ordem contra o tráfico e uso de drogas, fiscalização e orientação sobre direitos trabalhistas, cadastro de trabalhadores da área da caixotaria, reuniões com o comando do 41º BPM e comunidade para discutir problemas do entorno. O mais recente projeto anunciado é o Plano de Segurança e Prevenção de Riscos que será elaborado em parceria com a polícia, bombeiros e comerciantes. Afinal, todo centro comercial sério precisa ter um plano com regras entre elas horário de funcionamento, controle de estacionamento, vigilância, situações de emergência etc.

O mesmo projeto será estendido à unidade São Gonçalo. Inclusive, estamos dando uma atenção especial a esta unidade. Recentemente, cedemos parte do terreno para a construção de um novo grupamento do Corpo de Bombeiros e do Fórum de Alcântara. Com a segunda população do Estado do Rio, São Gonçalo precisa de mais infraestrutura e entendemos que esta contribuição estava ao nosso alcance.

Há muitas outras ações sendo realizadas, mas não é possível citar todas em um só texto. O mais importante a dizer é que estamos organizando a casa para focar no nosso objetivo principal: o abastecimento. Precisamos valorizar os produtores de nosso estado. Essa é a nossa meta. Estamos trabalhando para isso.

Gestão da Ceasa é tema de reportagem do O Globo

Saiu hoje no jornal O Globo uma reportagem explicando alguma de nossas ações na Ceasa-RJ. Reproduzo a matéria na íntegra aqui no blog e o link do original. Desde que assumi a administração do Ceasa, venho tentando corrigir algumas práticas de gestão com o objetivo de saldar as dívidas e dar liquidez às contas para que, em breve, possa retomar sua meta: a de estimular a agricultura familiar em nosso Estado.

 

Um ano após inauguração de novo batalhão, Ceasa acaba com desconto tiroteio nos aluguéis

Ruben Berta

RIO – Um ano após a inauguração de um novo batalhão da Polícia Militar – o 41 BPM (Irajá) – no terreno da Centrais de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa), o presidente da empresa, Leonardo Brandão, publicou uma portaria no Diário Oficial desta quinta-feira acabando com um benefício polêmico: o “desconto tiroteio”. De acordo com Brandão, uma outra portaria, publicada em 2006, havia criado o abatimento de 50% no aluguel dos boxes para cerca de cem locatários que têm seus estabelecimentos próximos à Favela Para Pedro e sofriam com constantes casos de violência.

- O “desconto tiroteio” não foi algo que eu criei. Estava escrito dessa forma na portaria de 2006. Como agora estamos tendo uma parceria impressionante com o novo batalhão, não faz mais sentido mantermos o benefício – justificou o presidente da Ceasa.

O texto que embasa o fim do abatimento fala ainda numa “ora inexistente faixa de Gaza” a que se referia a portaria de 2006 que implementou o desconto. Brandão, que assumiu o cargo há cerca de seis meses, disse que está sendo implementada uma série de ações para melhorar a segurança:

- Quando chegamos, a situação era terrível. Havia cracolândia e prostituição infantil, entre outros problemas. Até um caso de leilão de virgens constatamos. Com menos de uma semana, procurei o comando do batalhão e o setor de inteligência levantou todos os pontos de tráfico e prostituição. Já fizemos seis operações conjuntas com outros órgãos e retiramos de circulação cem armas guardadas na Ceasa, que foram doadas para campanha de desarmamento.

Ainda segundo Brandão, o fim do desconto faz parte de uma série de ações para regularizar as finanças da Ceasa. Ele destacou que quase 60% dos 638 locatários de boxes estavam inadimplentes no início de sua gestão. Agora, são apenas quatro.

O presidente da Ceasa acrescentou que há outras ações em curso para melhorar a segurança, como melhoria na iluminação e poda das árvores, além da implementação de um sistema de câmeras, que está em fase de planejamento.

Os casos de violência dentro e no entorno do entreposto eram constantes antes da inauguração do batalhão. Em setembro de 2008, o funcionário da Ceasa Antônio Carlos José da Silva levou dois tiros na perna durante um tiroteio entre PMs e traficantes da Favela Para Pedro. Em 2005, quatro jovens foram encontrados mortos dentro do centro comercial. A suspeita na época era de que eles praticavam roubos na região.

Originalmente, a Ceasa era federal, mas desde 1988 o estado assumiu a sua administração. Desde 1977, a empresa tem sido sempre deficitária. Sua área original, no Irajá, era de 2,5 milhões de metros quadrados, mas, com o passar dos anos, diminuiu para cerca de 1,4 milhão, perdendo espaço principalmente para a expansão da Favela Para Pedro.

- Hoje, a Ceasa ainda é dependente do Tesouro Estadual para se manter. Mas, ao menos, conseguimos arcar com o nosso custeio com o que arrecadamos. O grande problema é que temos dívidas acumuladas que parcelamos.

Uma outra medida adotada por Brandão para tentar sanar as contas da Ceasa foi um pente fino que está sendo realizado em carências de pagamento de aluguel concedidas em gestões anteriores. Segundo ele, há casos em que o locatário se comprometeu a fazer uma série de benefícios e, na prática, pouco fez. Pelo terreno do Irajá, circulam cerca de 60 mil pessoas por dia, com 2.200 empregados diretos. A Ceasa ainda possui um entreposto em São Gonçalo, além de quatro mercados produtores no interior.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/01/um-ano-apos-inauguracao-de-novo-batalhao-ceasa-acaba-com-desconto-tiroteio-nos-alugueis-925274539.asp#ixzz1Wpwn2ShP
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MTE e Ceasa-RJ juntos no combate ao trabalho infantil

Publico aqui no blog a reportagem da Record que mostra a ação do Ministério do Trabalho e Emprego e da Ceasa para combater o trabalho infantil nas dependências da unidade. Mês passado, o MTE percorreu a área dos box orientando os comerciantes sobre as implicações legais de manter o trabalho infantil.

Dessa vez, a operação ocorreu na área da caixotaria, os comerciantes que exploram o espaço foram notificados não só pela existência de crianças no local, como também por outras faltas trabalhistas.

Desde o princípio da minha gestão na Secretaria, cobro da equipe da Ceasa-RJ a solução dos problemas históricos da Central de Abastecimento do Estado para focar na sua verdadeira vocação: a comercialização de alimentos produzidos em nosso território. E estabelecemos diversas parcerias com outras secretarias estaduais, a polícia militar, prefeituras e ministérios para atingir esses objetivos de forma planejada e funcional.

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