Arquivo para a categoria ‘Fiperj’
Notícias do Norte e Noroeste
Ontem, recebi mais um e-mail da médica veterinária e técnica da Fiperj, Caroline Lisboa, que bravamente está correndo atrás de informações sobre a situação dos municípios e dos pescadores locais para a Fundação e a Secretaria. Como ela, vários outros funcionários do estado que residem nas cidades atingidas passaram o dia em busca de notícias, trocando informações entre eles.
Meus sinceros agradecimentos a toda equipe local pelo empenho e trabalho em não deixar a população desamparada neste momento difícil.
Segue seu relato.
Estamos entrando em contato com as entidades e localidades afim de levantar informações sobre possíveis famílias de pescadores desalojados, necessitados de apoio.
Conseguimos entrar em contato com a Presidente da Colônia z 21, que nos informou que a situação em Itaperuna está sobre controle. Porém, a situação em Aperibé, Laje do Muriaé e Porciúncula é bastante crítica.
Já em São Fidélis, contactamos a Colônia Z 20, que nos informou que ainda não tiveram problemas com as cheias, mas estão em alerta pois o Rio Paraíba do Sul continua acima do nível.
Em Paraoquena, contactamos o Presidente da Associação, e a informação foi que existem pescadores desalojados e estamos seguindo para a localidade para dar apoio e suporte necessários, assim que obtivermos melhores informações repassaremos as mesmas.
Em todos os contatos, colocamos o Escritório Regional da Fiperj à disposição, lembrando que as eles podem nos telefonar quando for preciso.
Em Santo Antônio de Pádua, a situação é crítica, as ruas já escoaram, porém o nível do Rio Pomba continua alto. Ainda não saímos de estado de alerta, recebemos informações de que o nível da água vai voltar a subir, deixando todos preocupados. Algumas ruas já tem passagem, porém estão repletas de lama. No centro da cidade nada funciona, apesar de não ter mais água nas lojas e bancos. No momento, as pessoas estão limpando e contabilizando os prejuízos.
Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos
A Polícia Federal encerrou no dia 21 o inquérito sobre as causas do vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos no início de novembro. A empresa Chevron e sua contratada Transocean foram acusadas de cometer crime ambiental e sonegação de informações a autoridades. Este é mais um capítulo da tragédia que aconteceu em águas fluminenses. A maior do gênero no Brasil.
O inquérito ficou pronto antes mesmo que a vedação do poço fosse totalmente concluída. Isso demonstra a dificuldade de controlar o acidente e reforça o quão grave ele foi.
A PF acusa a petrolífera de irresponsabilidade ao assumir o risco de continuar com a operação no limite do permitido. A decisão provocou o escapamento de cerca de 3 mil barris de petróleo no mar. Uma ameaça ao litoral do Rio de Janeiro. Por sorte, tínhamos as correntes marítimas a nosso favor que levaram para longe o óleo. Caso contrário, o prejuízo ambiental alcançaria uma proporção ainda maior.
É cedo para dizer o nível do impacto do vazamento sobre o setor pesqueiro do estado. A priori houve uma redução do consumo em função do medo das pessoas do peixe estar contamidado. O que não sabemos precisar é o quanto o petróleo afetou a cadeia alimentar das espécies marinhas. Os plânctons, base da alimentação desses animais, são extremamente sensíveis ao óleo. Conhecer o prejuízo ambiental dependerá de um trabalho de pesquisa a ser realizado juntamente com o Ibama e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Mas esse estudo é de médio a longo prazo.
Certo mesmo será a punição às duas empresas. O Ministério Público Federal pediu essa semana uma indenização de R$ 20 bilhões à Chevron por danos ambientais e sociais. O Governo do Estado também pede uma compensação de R$ 150 milhões, mais um rigoroso monitoramento ambiental das suas atividades de exploração.
Entretanto, a multa tem um caráter mais punitivo que reparador. O dinheiro vai para um fundo de reparo de meio ambiente, mas a destinação não necessariamente vai para o local atingido. Isso dependerá de um ajustamento de conduta na Justiça.
Somente os royalties tem a destinação dos recursos indicada por lei. É por isso que defendo os royalties do petróleo para os Estados e Municípios Produtores. Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos.
Será que, na nova lei, prejuízos assim como os causados pelo vazamento na Bacia de Campos também serão divididos por todos?
Embarcações no meio do caminho
As embarcações abandonadas na Baía de Guanabara ao longo do Porto de Niterói formam um conjunto de problemas para região. Elas atrapalham a navegabilidade, poluem o meio ambiente e representam um péssimo cartão de visitas para a cidade. Algumas unidades, inclusive, já se tornaram verdadeiras carcaças.
No início do ano, fiz um sobrevoo pelo local, com o objetivo de vistoriar a área onde é preciso realizar uma dragagem para garantir o acesso das embarcações ao Centro Integrado de Pesca Artesanal, e observei vários barcos e navios largados, em processo de deterioração.
Percebemos logo que não há como dar seguimento ao projeto da dragagem sem antes retirar essa sucata do mar. Era um entrave.
Sendo assim, fizemos um levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos sua localização e entregamos um relatório sobre a situação à Capitania dos Portos. A Capitania, por sua vez, vai notificar os proprietários para que eles retirem as embarcações. Se ao final do prazo estabelecido os barcos ainda permanecerem no local, elas serão removidas de forma compulsória.
A destinação das unidades recolhidas está por conta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente nossa parceira nessa ação.
A retirada desse material da Baía de Guanabara será um ganho para a população de Niterói no que tange a dinamização das atividades do Porto e, por consequência, a aparência.
1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói e a importância dos festivais gastronômicos
O 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói encerrou o calendário eventos de 2011 da Secretaria de Desenvolvimento Regional. Este ano apoiamos e participamos de diversas realizações como a Festa do Peixe de Angra, o Festival da Tilápia de Barra do Piraí e o Festival da Truta de Friburgo.
Para o próximo ano, pretendemos contribuir com o Festival de Frutos do Mar de Rio das Ostras e já estamos conversando com o município para incluí-lo em nossa programação.
O principal objetivo das festas e festivais é a difusão do consumo do pescado entre a população. Ao mesmo tempo em que ofertamos um alimento saudável e gostoso para as pessoas, também estamos fomentando a cadeia produtiva da pesca.
O aumento no consumo do pescado faz o comerciante vender mais e gerar mais emprego, enquanto o pescador pode cobrar um preço mais justo pelo produto. E buscamos exatamente isso, a valorização do pescador em nosso estado.
Fico feliz com a boa aceitação do Festival em Niterói e garanto que este foi apenas o primeiro de muitos. Os esforços agora são para incluir o evento no calendário oficial da cidade. Existe um projeto de lei do vereador Rodrigo Farah, buscando essa regulamentação.
Ademais, gostaria muito de agradecer a todos que ajudaram a produzir o 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói, entre eles os integrantes da Fiperj e da própria Secretaria de Desenvolvimento Regional que deram o seu máximo. À C Comunicação pela logística da produção e organização. Aos nossos patrocinadores: Ponte SA e Águas de Niterói. Aos artistas que customizaram as esculturas que ficaram espalhadas pela cidade e, em breve, serão leiloadas (com dinheiro revertido para o Projeto Grael que também possui ligação estreita com o mar). Aos restaurantes que abraçaram com entusiasmo a proposta. E à Prefeitura de Niterói pelo apoio.
Gostaria de fazer também um agradecimento ao governador Sérgio Cabral e o vice Pezão por acreditarem nesse projeto. Assim como ao ministro Luiz Sérgio por comparecer à abertura e ser um grande parceiro na recuperação do setor pesqueiro do Estado do Rio de Janeiro.
Desde o início do ano, a Secretaria de Desenvolvimento Regional e a Fiperj estabeleceram diversos convênios com o Ministério da Pesca. E agora que temos um ministro natural do Rio e que entende as necessidades do nosso estado, vamos trabalhar com a meta de superar Santa Catariana e nos tornarmos novamente o nº 1 na produção de pescado do país.
Por fim, o meu muito obrigado especial a todos que compareceram à abertura do festival no dia 3 ou frequentaram os restaurantes nesses nove dias. Vocês são os maiores beneficiados pelo consumo dos frutos do mar. E são vocês os maiores incentivadores para o crescimento do Estado do Rio.
Participe do 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói
É com muita alegria que convido a todos para o 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói. A abertura do evento será no dia 3 de dezembro, às 10h, no Mercado São Pedro, com entrada gratuita. Durante nove dias, será possível desfrutar dos pratos criados especialmente pelos diversos restaurantes participantes.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional está empenhada em consolidar a cadeia consumidora de pescado no Estado do Rio e uma forma de divulgar os produtos produzidos aqui são os festivais gastronômicos.
E Niterói não podia ficar de fora. A cidade tem toda uma história de relação com o mar. Dois terços do seu território estão voltados para água. As principais entidades de pesca estão na cidade: Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saerj). O terminal pesqueiro está sendo construído no município. A mão de obra pesqueira está em Niterói e São Gonçalo.
Outro bom exemplo da vocação pesqueira da cidade é o Mercado São Pedro. O local é o maior centro de venda de pescado do Rio. Por semana, são comercializadas cerca de 60 toneladas de peixes. O mercado é também um ponto turístico. É muito comum encontrar pessoas do Rio comprando peixe fresco ou almoçando nos restaurantes que funcionam lá.
Além disso, são diversos os bares e restaurantes especializados e concorridos espalhados pela cidade, boa parte deles presentes no festival.
Não há como negar, Niterói tem uma vocação com o mar. E, agora, vamos consagrá-la como referência gastronômica especializada em pescado e frutos do mar. Venha nadar nessa gastronomia você também!
A importância do desenvolvimento sustentável
Reproduzo aqui no blog uma entrevista que concedi à SindplanNews, revista do Sindicato dos Consultores de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado do Rio de Janeiro (Sindplan) e onde falei sobre alguns projetos que estou realizando na Secretaria de Desenvolvimento Regional.
A importância do desenvolvimento sustentável
O secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca Felipe Peixoto fala à SindplanNews sobre seus projetos
Texto: Thaís Bittencourt
Desenvolvimento regional de forma integrada e sustentável, distribuição de alimentos e melhoria de comercialização e produção de pescado são os principais objetivos da Sedrap (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca). Dessa maneira, a SindplanNews procurou o secretário Felipe Peixoto para falar os projetos em sua gestão. Peixoto é deputado estadual e, com apenas 34 anos, conta com uma vasta experiência política. Formado em administração pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e bacharel em Direito pela UniLasalle, o secretário é também pós-graduado em Direito Público pela Escola Superior de Advocatícia/OAB. A seguir, a entrevista na íntegra.
SindplanNews: No fim de julho entrou em vigor a lei 2856 que institui mecanismos de estímulo à instalação de sistema de coleta e reutilização da água cinza em edificações públicas e privadas. Essa lei muito tem a ver com a lei de sua autoria de reutilização de águas pluviais. O senhor pode falar um pouco a respeito dessa lei?
Felipe Peixoto: Essa lei complementou a lei que aprovamos no ano passado. Realizamos essa lei que tinha o objetivo da reutilização da água de chuvas e, para complementá-la, sugerimos a reutilização da água cinza, como já ocorre em alguns empreendimentos em Niterói. Entretanto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói entendeu de outra forma. Então, fizemos uma reunião, equacionamos as dúvidas e o plano foi reapresentado e depois aprovado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira. Foi um grande avanço para Niterói. Inclusive, teve uma repercussão maravilhosa na imprensa, comprovando que Niterói é vanguardista em seus projetos ambientais. A reutilização da água de chuva para fins não potáveis, como já era a concepção da lei anterior, gera um grande avanço, pois essa água é despejada dentro da rede de água pluvial, aumentado o volume de água que entupia os bueiros, e agora acabamos criando um sistema de retardo dessa água. Ela agora fica armazenada, sendo utilizada para limpeza de carros, jardins, áreas comuns dos prédios, evitando utilizar água clorada. Estamos trabalhando também para que os prédios possam ter nas caixas de descarga a opção de utilizar essa água. Acredito em uma legislação que avança e que possa oferecer para a cidade uma solução moderna no ponto de vista ambiental. A lei da reutilização da água cinza vai além, pois aproveita as águas do tanque e das caixas de gordura dos prédios. São águas que podem ser filtradas e utilizadas. É uma legislação importante, pois tivemos condições de tornar a água que era descartável da rede de esgoto, para ser utilizada por motivos nobres.
SindplanNews: O senhor tem um projeto de implantar educação ambiental nas escolas. Qual a importância de ensinar essa questão desde a infância?
Felipe Peixoto: Temos reparado, por parte das crianças, um comportamento muito diferente em relação ao meio ambiente. Elas inclusive dão advertência aos pais por certas posturas em relação a essa questão. Isso acontece por conta do mundo mais moderno e equilibrado de hoje. As pessoas estão mais preocupadas. Então, tivemos a ideia de um projeto de introduzir no currículo escolar essa matéria obrigatória, assim como todas as outras disciplinas. A educação ambiental deve ser priorizada na aplicação da educação dos alunos, para que tenhamos adultos mais conscientes no futuro. É importante incluir isso no currículo escolar. As escolas já fazem isso, mas não está na grade. Alguns municípios já adotam esse sistema, é uma questão da preocupação da cidade.
SindplanNews: A Sedrap vai oferecer cursos e oficinas de agroecologia, viveiros, produção de mudas e economia solidária a 400 famílias de agricultores dos municípios de Duque de Caxias, Seropédica, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Pacarambi e da capital. O senhor pode falar um pouco desse incentivo ao pequeno produtor agrícola?
Felipe Peixoto: Junto com Ministério de Desenvolvimento Agrário damos apoio e assistência a toda a população da zona urbana e desenvolvemos esse projeto na área de agricultura. Vimos necessidade de apoiar e auxiliar esses produtores na comercialização. Os cursos ainda não começaram, mas estamos credenciando o projeto para poder firmar um convênio com o Ministério de Desenvolvimento Agrário.
SindplanNews: O senhor pode falar sobre os projetos da Sedrap para desenvolver a atividade pesqueira no estado?
Felipe Peixoto: Temos vários projetos. O principal projeto está requalificando a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ), que está sendo devidamente estruturada para que possa dar apoio e atenção ao piscicultor e ao pescador do estado. Temos desenvolvido projetos ao longo de todo estado. No Sul Fluminense temos parcerias e estamos dando apoio técnico aos piscicultores da região. Em Ribeirão das Lages, dentro de uma represa da Light, temos uma equipe que dá suporte a esses produtores. Temos também em todo o litoral a estatística pesqueira. Em Angra, Paraty, Cabo Frio, Niterói, São Gonçalo, São João da Barra, e agora em Macaé, monitoramos todo o pescado que é desembarcado nesses municípios. Não apenas em termos de quantidade, mas também em termos de genética, se há alguma alteração. Fazemos o acompanhamento das espécies. Conseguimos reativar o centro de piscicultura em Cordeiro. Iremos fornecer tilápia aos produtores da região serrana. Também arrecadamos R$8 milhões junto com a Secretaria Estadual de Ambiente para o repovoamento do Rio Paraíba do Sul. Essas são algumas ações que realizamos no estado e temos muitos projetos a ser desenvolvidos na área de pesca.
SindplanNews: Para finalizar, o senhor pode falar também sobre o ProJovem Urbano?
Felipe Peixoto: O ProJovem Urbano é uma iniciativa do Ministério do Trabalho onde as secretarias de estado ou prefeituras se habilitam em oferecer ao jovem uma bolsa de qualificação, em que ele receberá certo valor e terá uma série de cursos que possam ajudá-lo a se inserir no mercado de trabalho. O Rio de Janeiro tem algumas iniciativas nessa área, e sempre tivemos uma relação muito próxima com o ministro do Trabalho Carlos Lupi. Buscamos trazer esses recursos para poder atender o nosso estado. Acreditamos na importância desse projeto.
Tv Alerj: Entrevista sobre atividade pesqueira do RJ
Semana passada, participei do programa Rio em Foco da TV Alerj juntamente com o professor de biologia da UFRJ, Maulori Cabral, e o presidente da Associação de Aquicultores, Wilson Vianna, para falar sobre as possibilidades da produção marinha no Estado.
O potencial pesqueiro do Estado do Rio de Janeiro é grande, mas não recebeu o apoio devido nos últimos anos. No passado, chegou a ser o 2º maior produtor de pescado do país. Mesmo com a queda, ainda figura como o 2º mercado consumidor do alimento no Brasil sendo responsável, até hoje, por fixar o valor do pescado no país inteiro.
O Rio perdeu muito por não ter um controle estatístico da sua produção pesqueira e por não dar incentivos aos pescadores e às indústrias de processamento. O resultado disso é ver nosso pescado ser processado em Santa Catarina.
Quando o governador Sérgio Cabral decidiu vincular a Pesca à nova Secretaria de Desenvolvimento Regional, ele quis reverter este cenário, utilizando a atividade como potencial gerador de emprego, renda e desenvolvimento para o Estado. O Rio de Janeiro tem muito pescado e é uma atividade altamente empregadora.
Seguindo essa orientação, através da Fiperj – instituição vinculada à Secretaria – fechamos uma parceria com o Ministério da Pesca para monitorar os dados estatísticos. O controle do pescado já está sendo realizado em Paraty, Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo e Cabo Frio.
Com as restrições cada vez maiores à pesca predatória, a aquicultura torna-se uma alternativa. O Ministério da Pesca já afirmou que o Rio de Janeiro é um excelente lugar para criar peixe em cativeiro. Nossa grande vantagem é possuir águas profundas próximas da costa.
A aquicultura tem sido considerada o futuro da produção do pescado no país. Concordamos com esta orientação do governo federal e estamos trabalhando para promover a atividade em nosso Estado.
Um exemplo disso é o incentivo à criação do peixe bijupirá em parceria com a Faperj em Angra dos Reis. Pretendemos promover o cultivo da espécie entre os pescadores do Rio de Janeiro, mas antes desejamos encontrar a melhor ração para a espécie. Para solucionar isso, Vamos realizar um seminário internacional para discutir as pesquisas sobre o tema com especialistas do mundo inteiro.
Outra proposta tem relação com o cultivo de microalgas. Além de alimento, a planta aquática é um potencial recurso de energia renovável. Estamos conversando com o Instituto Nacional de Tecnologia para fechar uma parceria voltada a utilização das microalgas na geração de biocombustíveis. Uma excelente oportunidade para o Rio de Janeiro tornar-se referência na produção de energias renováveis. Uma política que já destacou o Brasil no mundo inteiro.
Assista toda a entrevista nos vídeos abaixo.
Parte 1
Programa 60 – Aquicultura – Parte 1 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.
Parte 2
Programa 60 – Aquicultura – Parte 2 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.
Parte 3
Programa 60 – Aquicultura – Parte 3 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.
Parte 4
Programa 60 – Aquicultura – Parte 4 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.
Entrevista à TV Alerj
Hoje, às 22h, vou estar no Programa Rio em Foco da TV Alerj, canal 12 da Net, comentando as políticas públicas do setor pesqueiro do nosso Estado.
Explicarei a nossa parceria com o Inea e as prefeituras para a emissão de licenças ambientais para a atividade de aquicultura.
Falarei sobre a reativação das unidades de piscicultura de Rio das Flores, Cordeiro,Laje de Muriaé e Campos que vão funcionar para a produção de alevinos de tilápia para fomentar a agricultura familiar desses locais. Além disso, vão promover a reprodução de espécies nativas para repovoamento dos rios; obedecendo a legislação. Comentarei as pesquisas em ranicultura no Estado do Rio, o projeto de cultivo experimental do bijupirá em Ilha Grande em parceria da Faperj, as ações de restruturação de viveiros de peixes em todo o Estado e o apoio técnico que estamos dando aos truticultores da Região Serrana, afetados pelas chuvas de janeiro, para a reestruturação de suas atividades.
Não percam!
Técnico da Fiperj fala sobre fim do defeso da sardinha
Publico aqui o link para a reportagem da InterTv sobre o fim do defeso da sardinha que traz uma entrevista de Paulo Sérgio Lacerda, nosso coordenador de estatística da Fiperj. A InterTv é a afiliada da Globo que abrange as regiões dos Lagos, Serrana, Norte e Noroeste do Estado do Rio.
Parabéns pelo trabalho, Lacerda!
Escassez de peixes na Região dos Lagos
Hoje de manhã no Bom Dia Rio, foi apresentada uma reportagem sobre a escassez de peixes na Região dos Lagos. A Secretaria de Desenvolvimento Regional através da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro está realizando um estudo em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio para identificar os motivos da falta de peixes na região.
Queremos encontrar também os locais de reprodução e desova para proteger as espécieis da pesca predatória, numa ação complementar ao defeso.
Como afirmou o economista e ecologista Sérgio Besserman em seu comentário, o consumo de peixe está além da capacidade do animal se reproduzir, provocando a diminuição deles na natureza. Pensando nisso, a Secretaria está estimulando entre os pescadores a ideia de fazendas marinhas como alternativa à pesca industrial. Naquela região, já existem unidades em Arraial do Cabo e Búzios. Mas também há outras em funcionamento em Angra dos Reis e em Cordeiro com peixes de água doce.
Precisamos encontrar os caminhos para o desenvolvimento sustentável.
