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Momento difícil em Teresópolis

Teresópolis vive um momento difícil. Depois da tragédia que abateu a cidade em janeiro e das denúncias de corrupção envolvendo o ex-prefeito, agora a população perde o atual prefeito. Já não bastasse a difícil recuperação do município em todos os sentidos, inclusive o emocional, a morte de Roberto Pinto é mais um momento de tristeza pelo qual todos passam.

O prefeito morreu de madrugada, logo depois de ter trabalhado o dia todo na Prefeitura. Ainda enfrentou o aborrecimento de despachar no saguão do prédio, tudo porque o antigo prefeito trancou a sala reservada ao chefe do executivo. Não ficou no cargo nem 48 horas. Uma pena.

Recebi a notícia com consternação. Ninguém espera que isso aconteça assim de repente, ainda mais numa cidade que precisa tanto de um líder para resolver os problemas e devolver a autoestima a seus habitantes.

Pelo desarmamento já!

O massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo, no Rio, foi um ato bárbaro. Um crime injustificável, realizado com a posse de duas armas e muita munição.

Há anos a sociedade brasileira luta contra um tumor maligno que são as armas. Em 2005, foi realizado um referendo para proibir a venda de armas no país. Mas o medo das pessoas em função da violência urbana provocada por facções criminosas e gangues não permitiu esse avanço. Venceu o argumento de que arma é proteção.

Concordo com o analista criminal Guaracy Mingardi que diz: “sem arma, as pessoas ficam menos valentes. E a ausência delas evita a ocorrência de ações por impulso e impede ações como a de hoje”. Na minha opinião, tolerância zero para a posse de arma! Todas as que forem encontradas deveriam ser destruídas. Precisamos impedir o acesso da população a elas.

Precisamos acabar com as cenas recorrentes de ataques de pais contra seus filhos, filhos contra pais, namorados ou maridos contra suas mulheres, amigos contra amigos, mortes em mesas de bar, no trânsito, dentre muitos outros casos que acontecem todos os dias e tem como coadjuvante uma arma em punho.

Devemos ampliar a discussão para encontrar meios eficazes de controlar o fluxo de armas no Brasil. Precisamos de soluções para a entrada de armamentos ilegais na fronteira, desvio de armas apreendidas nas polícias e comércio ilegal. Só assim, impediremos casos bizarros como o de ontem.

José de Alencar: o descanso de um Guerreiro

“O ex-vice-presidente da República José Alencar, 79 anos, morreu às 14h41 desta terça (29), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em razão de câncer e falência múltipla de órgãos.” (G1)

Homem de fibra. Perseverante. Amante da vida. Essa é a imagem que guardarei do ex-vice-presidente José Alencar. Ele não se entregou em nenhum momento e, mesmo que indiretamente, passou força e confiança a milhares de vítimas de câncer em todo o Brasil.

Foram 13 anos de luta contra a doença dos quais cinco contra o mesmo tumor. Sempre que uma nova internação ou surgimento de outro câncer era noticiado, os brasileiros angustiavam-se. Uma torcida silenciosa esperava por sua recuperação e o fim do suplício. Infelizmente não foi possível. Ficam a tristeza e o exemplo desse homem ilustre.

Fique em paz e descanse! 

“Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele.” José Alencar

“As pessoas não morrem, ficam encantadas.” Guimarães Rosa

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