Desafio Intermodal: pelo uso da bicicleta como meio de transporte


Niterói realizou ontem a primeira edição do Desafio Intermodal. Trazer a competição para a cidade foi uma iniciativa da Nittrans em parceria com o grupo Transporte Ativo, idealizador da prova. Nesse desafio, são testadas as performances de várias modalidades de transportes com o objetivo de avaliar a mobilidade das pessoas no centro urbano.
O Desafio Intermodal já está em sua sexta edição no Rio de Janeiro. Mas a realização da prova em Niterói é especial. A cidade é a primeira do Estado que tem um projeto específico para a mobilidade das bicicletas, amparada pela Lei do Estatuto da Bicicleta. Aqui também foi realizado o maior seminário sobre mobilidade sustentável do país com presença de especialistas internacionais e grande participação dos usuários.
A competição ontem contou com a participação de 12 voluntários que deveriam seguir da estação das Barcas no Centro até o colégio Salesianos em Santa Rosa, a partir das 18h, em pleno rush, utilizando bicicletas, skate, carros, moto, táxi, ônibus ou simplesmente caminhando Foram definidos também percursos distintos para cronometrar o tempo da viagem. Um trajeto incluía a Rua da Conceição, passando pelas avenidas Marques de Paraná e Roberto Silveira e as ruas Lemos Cunha e Mariz e Barros. O outro passava pelo Ingá e Icaraí.
A primeiro a chegar ao destino foi a bicicleta em 14min52s pelo trajeto Rua da Conceição. Seguido pelo skate 16min52, pela moto 21min48s e por outra bicicleta 23min20s. Entre os últimos colocados estão os ônibus. Mas o lanterninha foi carro que veio pela Rua da Conceição com o tempo de 46min24s.
Outros dados como emissão de poluentes, conforto e custo, além do fator tempo, serão estudados. Mas esse resultado preliminar já mostra que Niterói precisa repensar seu sistema de transporte urbano, considerando com seriedade os veículos alternativos ao carro particular. Isso fica evidente quando percebemos que, dentre as quatro modalidades mais rápidas, apenas um é poluente.
Além disso, mostra a eficiência da bicicleta em percursos curtos, entre bairros. Nas competições realizadas no Rio, as bicicletas também apresentaram ótimos resultados estando sempre entre os primeiros colocados. E sua grande vantagem é que ele é econômico, saudável e sustentável para o meio ambiente.
Espero que os resultados dessa competição provoquem a reflexão da sociedade a respeito da importância da mobilidade urbana sustentável e que seja o ponto de partida para o uso efetivo da bicicleta como meio de transporte em nossa cidade.

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Sobre Felipe Peixoto

Sou Felipe Peixoto, niteroiense com muito orgulho, casado com Graziela, pai de Clara e Mariana e vice-presidente do PSB. Tenho 40 anos, todos eles vividos em Niterói. Minha paixão pela política vem desde a infância. Comecei bem cedo, aos 9 anos, instalando na garagem da minha casa, no Pé Pequeno, em Niterói, um comitê mirim para a campanha de Darcy Ribeiro a governador do Estado do Rio em 1986. Adquiri muitas experiências ao longo desses 30 anos, 18 deles dedicados ao serviço público, e todos essenciais para o meu amadurecimento e preparo para seguir firme, adiante, na luta em defesa por melhorias da qualidade de vida da população. Conheça mais sobre minha trajetória no meu site: www.felipepeixoto.com.br. Acompanhe lá detalhes das leis que apresentei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio e na Câmara Municipal de Niterói, cidade onde nasci, sempre vivi e escolhi para continuar com minha caminhada, servindo ao povo e criando minhas filhas.

7 comentários em “Desafio Intermodal: pelo uso da bicicleta como meio de transporte

  1. Tenho fé que será implantada uma cultura sustentável de transporte em Niterói. Acreditar na solução ainda é um dever ético.

    Sou morador do Sapê, e lá só existe o ônibus 36 e 54. Dois verdadeiros martírios para os moradores. O pior caso é o do 36, que já sai lotado do Sapê e vai pela garganta pegando todos os engarrafamentos a partir de Ititioca.

    Recentemente desisti deste ônibus e comprei uma bicicleta dobrável, mas sei que mesmo pra mim, que sou empregado de estatal foi difícil a aquisição da mesma. Mas teve que ser assim, pois de bicicleta convencional não há como guardá-la no Centro e cruzar a baía será mais custoso pelo taxamento extra da Barcas SA sobre o volume da bike convencional.

    Uma solução seria não só criar bicicletários no centro mas também em pontos estratégicos, como o próprio Largo da Batalha, Charitas, Campo de São Bento, Caio Martins, só para citar alguns exemplos. Assim, a oferta de ônibus e a possibilidade de contornar engarrafamentos seria maior, bem como possibilitaria abranger mais usuários com diferentes idades e condicionamentos físicos. Além, é claro, da regulamentação de espaço para bicicletas no Largo da Batalha, claro (isto é URGENTE).
    E isto é muito fácil de fazer, basta querer fazer e provar aos empresários de ônibus e seus lobistas que seus lucros não serão tão abalados assim, pois, por exemplo, menos engarrafamentos significa menor desgaste do próprio ônibus, economia de combustível, etc.

    Há muito o trânsito de Niterói está insustentável, e construindo-se prédios na velocidade que se constrói e ao preço que são vendidos a perspectiva é só de piora. Explico: quem tem R$600.000,00 para comprar um imóvel no Jardim Icaraí tem pelo menos 2 carros, e com certeza não quer se misturar neste sistema de ônibus imundo, mal servido e calorento. “Solução”? sair com o seu carrinho e ser mais um no engarrafamento?
    Ir por Charitas? a R15,00 por viagem? só Magistrado, Gerente e Diretor de estatal, membro do MP e outros abonados que não pretendem se misturar com o povo.
    Chega! Isso não é mero desabafo! É puro relato do cheiro podre do já falecido sistema público de transportes de Niterói. Só não vê quem não quer. A ficção da sociedade civil se organizando é linda, mas a verdade que todos trabalham e trabalham muito, e faltar trabalho ou chegar atrasado tem custo. Assim, a grande maioria depende mesmo é dos governantes, e diga-se, está aí pra isso mesmo.

    O povo também não é coitadinho não, organizem uma passeata no Centro de Niterói, piada! não vai ninguém, mas bota o Monobloco na Amaral Peixoto que juntam 500mil pessoas. Faz uma passeata GLBTXYZ, sei lá…

    E pior ainda está por vir depois deste caos já instalado só pode se suceder a barbárie. Chegará o tempo de motorista apertando pescoço de motorista, porrada no ônibus e nas barcas, seguranças brutamontes da Barcas SA enfiando o pau no populacho. Mas aí já é outra estória.

  2. O skate é uma opção ainda melhor do que a bicicleta em trajetos curtos. Você pode levá-lo na mão para qualquer lugar, até mesmo pro cinema. Ainda tem a opção de descer do skate e caminhar a pé quando a situação do trânsito está muito crítica. Num trajeto de muito trânsito e curto (Icaraí e o Centro) eu duvido que a bicicleta seja mais viável que o Skate.
    Nesse estudo faltou ainda uma opção que talvez seja mais rápida do que a bicicleta e o Skate. É o PATINS!!!! Peço que lembrem do Patins no próximo estudo. Vocês vão se surpreender.

  3. bom dia concordo com os participantes acima. acho q ciclovia ´~ao pode ser si plesmente uma faixa, pois ao descer de um onibus na rua marechal deodor, por pouco não fui atropelado por uma moto que transitava pela ciclovia. essas faixas obrigam os onibus parar afastado do meiio fio, e tenho certeza q em breve começaram acontecer acidentes, e talvez até fatais pq nosso transito não tem controle, respeito e muito menos educação. temos q rever o sistema viário, pois esta caotico.
    desculpe mais tenho q falar.
    abraços e estamos ai para colaborar.

  4. Nos da UMES RJ (União Metropolitana dos Estudantes do Estado do Rio de Janeiro) saudamos e parabenizamos a iniciativa da iniciativa da Nittrans em parceria com o grupo Transporte Ativo em trazer para a Cidade de Niterói um importante competição como essa de incentivo ao Ciclismo.
    Nos da UMES RJ defendemos que a Cidade de Niterói se torne a Capital Nacional do Uso de Bicicletas.
    Mais CICLOVIAS Já

    Cordialmente,
    Flavia Quadros
    Presidente da UMES RJ

  5. Felipe,

    Niteroi podia ter ciclovias seguras e independentes dos carros , só a faixa no asfalto nao adianta, a falta de educação do povo é imensa ! Aqui em Itaipu eles nem respeitam a faixa branca para ciclistas , acho q nem sabem que nós podemos andar no asfalto também não é ?
    Bom, deixo aqui minha simles sugestão ! Um abraço !

    Mel

  6. legal a iniciativa. Gosto muito da opcao bicicleta. O problema eh q me dah ateh nervoso pensar em uma bicicleta andando no meio dos carros e onibus de Niteroi, primeiro na rua da conceicao e, depois, na roberto silveira. Outro probl eh usar bicicleta como meio de transporte no verao da cidade. Em Amsterdam ateh vai… Importante mesmo seria desenvolver um transporte coletivo decente… jah passou da hora! De qq forma, eh mais uma iniciativa. Talvez depois de desenvolve-la, aumentando os acidentes com ciclistas, resolvam construir ciclovias decentes.

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