Niteroienses que decidiram se mudar para perto de seus locais de trabalho retomam a discussão da mobilidade

Na edição do Globo Niterói do final de semana passado me chamou atenção uma matéria sobre os niteroienses que decidiram morar mais perto dos seus locais de trabalho, já cansados de passar horas no trânsito da cidade. Eles encontraram na mudança uma solução para recuperar a qualidade de vida. E retomaram a discussão da mobilidade, um tema recorrente no meu blog.

Em resumo, a reportagem mostra exemplo de moradores, em maioria da Região Oceânica, que precisam se deslocar para o Rio ou até mesmo para Icaraí ou Centro e que escolheram fugir dos nós do trânsito e morar próximo ao trabalho. Se antes passavam até três horas do dia dentro do carro ou ônibus, hoje podem fazer esse trajeto caminhando, num ganho de tempo e dinheiro.

Esse movimento migratório para endereços próximos ao local de trabalho é uma tendência que está cada vez ganhando mais força nos centros urbanos.

Num estudo divulgado pelo Detran, a frota de veículos na cidade passou de 236.850, em 2010, para 260.766, em 2013. E, até julho, mais 6.397 carros, motos, vans e ônibus tomaram as ruas. Hoje são 267.163. Um aumento de 30 mil veículos em três anos. Aliado ao tema, a reportagem apresentou uma série de obras apontadas como solução para desfazer os gargalos do trânsito.

Dentre elas, cito o recapeamento da RJ-100, que liga os bairros do Barreto ao Rio do Ouro, na divisa entre Niterói e São Gonçalo. Proposta que apresentei ao governador Sergio Cabral, cujo decreto foi assinado na semana passada, e as intervenções ficarão à cargo do Departamento de Estradas de Rodagens (DER).

O investimento de R$ 15 milhões, inclui entre os impactos positivos, a pavimentação, sinalização e construção de ciclo-faixa no trecho entre Maria Paula e Rio do Ouro. Incentivar o uso da bicicleta também é uma forma de evitar os desgastes do trânsito. Quando criei o Estatuto da Bicicleta pensava em garantir o trânsito das bicicletas em uma sociedade cuja cultura de progresso é ter carro. Mas a bicicleta também é um veículo e seu uso é garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A falta de mobilidade urbana é justamente uma das principais queixas dos niteroienses e que finalmente virou política pública nacional quando, no ano passado, o Governo Federal sancionou a Lei 12.587/2012 que instituiu diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

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Sobre Felipe Peixoto

Sou Felipe Peixoto, niteroiense com muito orgulho, casado com Graziela, pai de Clara e Mariana e vice-presidente do PSB. Tenho 40 anos, todos eles vividos em Niterói. Minha paixão pela política vem desde a infância. Comecei bem cedo, aos 9 anos, instalando na garagem da minha casa, no Pé Pequeno, em Niterói, um comitê mirim para a campanha de Darcy Ribeiro a governador do Estado do Rio em 1986. Adquiri muitas experiências ao longo desses 30 anos, 18 deles dedicados ao serviço público, e todos essenciais para o meu amadurecimento e preparo para seguir firme, adiante, na luta em defesa por melhorias da qualidade de vida da população. Conheça mais sobre minha trajetória no meu site: www.felipepeixoto.com.br. Acompanhe lá detalhes das leis que apresentei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio e na Câmara Municipal de Niterói, cidade onde nasci, sempre vivi e escolhi para continuar com minha caminhada, servindo ao povo e criando minhas filhas.

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