O leilão do campo de Libra fere o interesse nacional

Semana passada, na segunda, dia 21, o dia foi marcado por muitos protestos contra a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras. Tivemos o leilão da nossa maior reserva de petróleo, o campo de Libra. Uma ação que foi contra o interesse nacional, tratando-se do maior patrimônio que nosso país possui, e que é nosso, por direito.

Agora, o consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, que venceu a rodada, passa a administrar o campo de Libra e parte do petróleo extraído (41,65%) fica com a União. Vencia quem oferecesse ao governo a maior fatia do excedente em óleo extraído do campo, seguindo o modelo de partilha. Esse, aliás, foi o único grupo a apresentar proposta, contrariando previsões do governo.

A Petrobras terá a maior participação no consórcio vencedor, de 40%. Isso porque, embora a proposta aponte uma fatia de 10% para a estatal, a empresa tem direito a outros 30%. A francesa Total e a Shell terão, cada uma, 20%. Já as chinesas CNPC e CNOOC terão 10% cada.

O consórcio vencedor terá de pagar à União um bônus de assinatura do contrato de concessão no valor de R$ 15 bilhões. Esse valor deve ser pago numa única vez e precisa ser comprovado o depósito para que haja efetivação do contrato, o que deve acontecer em 30 dias. A Petrobras deverá arcar com 40% desse pagamento. A concessão é válida por 35 anos.

O campo de Libra fica a 170 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, em uma área do tamanho do Uruguai e tem uma estimativa, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), de produção de 12 bilhões de barris de petróleo, do total de 70 bilhões das reservas de pré-sal do Brasil, equivalentes à margem de R$ 20 trilhões de reais.

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Sobre Felipe Peixoto

Sou Felipe Peixoto, niteroiense com muito orgulho, casado com Graziela, pai de Clara e Mariana e vice-presidente do PSB. Tenho 40 anos, todos eles vividos em Niterói. Minha paixão pela política vem desde a infância. Comecei bem cedo, aos 9 anos, instalando na garagem da minha casa, no Pé Pequeno, em Niterói, um comitê mirim para a campanha de Darcy Ribeiro a governador do Estado do Rio em 1986. Adquiri muitas experiências ao longo desses 30 anos, 18 deles dedicados ao serviço público, e todos essenciais para o meu amadurecimento e preparo para seguir firme, adiante, na luta em defesa por melhorias da qualidade de vida da população. Conheça mais sobre minha trajetória no meu site: www.felipepeixoto.com.br. Acompanhe lá detalhes das leis que apresentei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio e na Câmara Municipal de Niterói, cidade onde nasci, sempre vivi e escolhi para continuar com minha caminhada, servindo ao povo e criando minhas filhas.

5 comentários em “O leilão do campo de Libra fere o interesse nacional

  1. Felipe, petróleo bom é o petróleo aqui em cima, não o que está a 7 km. de profundidade. Se tirar óleo do pré-sal fosse a facilidade que se diz, a OGX estaria muito bem de vida! O resultado do pregão de Libra, entre esses 41,65% do óleo excedente, os royalties para estados e municipios, os 40% da Petrobras e o imposto de renda sobre todos os participantes farão ficar no Brasil uns 80% do valor extraido…. Não me parece má estratégia.

    • Just catching up on your blog and I see your point my dhaeutgr is more like your son. She is the happiest person I know. Good grades make her happy, but people and experiences make her more happy. I try my best not to use my anger to motivate ( my way or the highway was not taught my Spock me thinks) and the third lesson you should add is smile your way through it . I am an over-acheiver stuck on rules most of the time and I have to step back when dealing with my child and take another (fresher) look at learning.

  2. É o “mundo encantado petista”. Com economia não se brinca, as irresponsabilidades não ficam impunes e o país do futuro não abre mão do 3º mundo.

  3. É, fere os interesses nacionais… então fazemos assim… vamos deixar lá todo o petróleo e gás natural do campo de libra, e investir em tecnologia para conseguir extrair essa riqueza de lá de baixo, em campos profundos. Quem sabe, dentro dos próximos 10 anos e com muitos investimentos, tirados não sei de onde, possamos conseguir retirar o petróleo de lá com tecnologia própria na próxima década.

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