Solução para os royalties está na negociação
Essa semana o debate sobre a divisão dos royalties tornou-se mais intenso com a aproximação da data da votação do veto do presidente Lula à emenda Ibsen Pinheiro marcada para o dia 19.
O projeto de lei nº 5.938/2009 determina que, ressalvada a parte da União, a parcela restante dos royalties deverá ser dividida em 50% entre os Estados e o Distrito Federal de acordo com os critérios de repartição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e 50% para o Fundo Especial a ser distribuído entre todos os Municípios, de acordo com os critérios de repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O projeto de lei pretende mudar o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal, mas da forma como o projeto de lei se apresenta, os Estados produtores perderiam todos os recursos destinados a compensar os impactos causados pela a atividade.
Os royalties funcionam como uma indenização ao Estado produtor pelas consequências da exploração dentre elas questões de ordem social e ambiental concretos. Esses recursos são fundamentais para realizar obras de infraestrutura e investir na preservação ambiental das cidades que sofrem com o crescimento vertiginoso.
Retirar os royalties dos estados produtores – sob o argumento que o petróleo pertence à União e que, portanto, deve ser dividido por igual – é cometer uma injustiça. É desconsiderar todos os aspectos técnicos que motivaram a existência dessa divisão anos atrás. Caso o Congresso derrube o veto do ex-presidente, a previsão é que o Estado do Rio de Janeiro veja os recursos provenientes do petróleo reduzir de R$ 11 bi para R$ 1bi.
A bancada do Rio de Janeiro está trabalhando no Congresso para evitar a perda dos royalties. Ao menos, os que já recebemos. Existe uma negociação para garantir a atual divisão nos contratos antigos e realizar uma nova partilha referente aos poços do Pré-sal ainda não licitados. Defendo o diálogo e a negociação como solução para preservar os interesses dos estados produtores e do restante do país.
Nesse contexto, a participação da presidente Dilma está sendo fundamental. O próprio governador Sérgio Cabral está confiante de que o Congresso e a presidente encontrarão uma saída que não agrida o Rio de Janeiro. Até agora, nenhuma proposta concreta foi apresentada. Vamos acompanhar.

[...] disse em outro artigo do blog, os royalties funcionam como uma indenização pelos impactos pela atividade petrolífera. Isto [...]
[...] disse em outro artigo do blog, os royalties funcionam como uma indenização pelos impactos pela atividade petrolífera. Isto [...]
Atualmente sómente recebem os royalts os estados produtores e os municipios desses estados que colaboram de algum modo na extração do petróleo não é mesmo ? E essa divisão entre os municipios envolvidos seguem uma distribuição de acordo com aimportancia de sua colaboração.Os estados e municipios que não são envolvidos na extração não contribuem em nada e a partir dessa lei se aprovada entrariam também no bolo com direito a um pedaço. O que acontece com a extraçao mineral No caso da extraçao da hematita por exemplo em Minas Gerais o Rio de Janeiro recebe diretamente algum royalt proveniente da extração e venda desse minerio ? A Petrobas que comercializa a venda do petroleo tem que dar alguma coisa para os outros estados porque ? ^Não acho justo essa obrigação !!! se estou errado por favor me explique porque uma coisa é diferente da outra
Adilson,
Os royalties da mineração seguem a mesma lógica do petróleo, mas a taxa cobrada é menor. Parte também vai para os Fundos de Participação de Estados e Municípios. Esses fundos seguem uma lógica inversamente proporcial. Quanto melhor é a economia desse estado, menor o repasse das verbas.
A aumento da taxa cobradas sobre as petroleiras foi retirada desse projeto apresentad antes da votação.
Abraço,
FP
[...] estado é a segunda economia do país e está sendo lesada em seus direitos. Comentei sobre isso aqui na semana passada. E até quarta-feira, ainda haverá muito debate para [...]