Lei do reúso de águas cinzas é exemplo no Jornal Nacional

Vivemos um importante momento de crise hídrica no país, onde os jornais abordam esse tema incansavelmente. Eu mesmo, no início desta semana, escrevi aqui sobre o uso consciente da água. E na última quinta-feira (27), o Jornal Nacional exibiu a quarta reportagem de uma série intitulada Especial Água, que mostrou exemplos de convivência com a escassez de água, dentre eles o armazenamento de água da chuva em cisternas.

Ao ver a reportagem, tive a agradável surpresa de ser citada minha cidade e a lei de minha autoria como um bom exemplo de combate ao desperdício. Em Niterói a economia de água já é lei desde julho de 2011, obrigando novas construções a incluírem em seus projetos o sistema para a reutilização das chamadas águas cinzas.

Quando ainda era vereador foi aprovado na Câmara Municipal de Niterói, o projeto de lei nº 187/2009, que criei com o objetivo de propiciar a economia e combater o desperdício de água nas edificações. Esse projeto visa instituir mecanismos de estímulo à instalação de sistema de coleta e reutilização de águas cinzas em edificações públicas e privadas. A água cinza é a utilizada nos chuveiros, nas banheiras, lavatórios, tanques e máquinas de lavar. Depois de aprovado o projeto, passou a vigorar então a lei municipal 2856/2011.

Todas as novas edificações precisam captar e reutilizar água de chuva e outras águas descartadas, como esgoto. O exemplo citado no JN foi de um prédio com 50 apartamentos, localizado em Santa Rosa, que tive a oportunidade de visitar em 2009, onde toda a água de chuva coletada a partir do telhado vai parar em uma cisterna com capacidade para dez mil litros. E todas as águas cinzas vão parar em outra cisterna, também com capacidade para dez mil litros. Essas águas reutilizadas correspondem a aproximadamente 30% do consumo dos moradores.

Precisamos de conscientização não só da população, como também do poder público para solucionar os problemas no abastecimento. E por falar nisso, ontem mesmo o governador Pezão firmou acordo com governadores de São Paulo e Minas Gerais, para iniciar obras de infraestrutura para reduzir os efeitos da crise hídrica na Região Sudeste. A proposta será apresentada até fevereiro de 2015.

Um alerta para o uso consciente da água

Novamente quero chamar atenção para a questão da importância do consumo consciente da água. Um levantamento do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu), da pró-reitoria de extensão da UFF, revelou que cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá sofrem com um déficit que deixa sem fornecimento regular de água cerca de 340 mil domicílios. O crescimento populacional e o aumento do consumo estão entre os principais fatores. E o sistema Imunana-Laranjal, que abastece a região com água da Bacia do Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu, já não tem capacidade para atender plenamente a toda a região.

Incluindo a Ilha de Paquetá – também abastecida pelo sistema Imunana-Laranjal – o aumento populacional foi de 13,5%, comparando-se osdois últimos Censos do IBGE (2000 e 2010). De acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos (o Perhi) do Instituto Estadual do Ambiente (o Inea), o sistema produz a vazão total de 5.500 litros por segundo, que está aquém da atual demanda, calculada em 7.700 litros por segundo.

A construção de uma barragem na bacia do Rio Guapiaçu (que está em fase de elaboração do projeto executivo) é apontada pelo Inea como a provável solução para esse gargalo. A Cedae, que opera o sistema Imunana-Laranjal, acredita que, após executada a obra da barragem, o fluxo de água nos períodos do ciclo hidrológico anual será regularizado.

Desde julho de 2011 entrou em vigor em Niterói a lei que obriga novas construções a incluírem em seus projetos o sistema para a reutilização das chamadas águas cinzas. Ainda quando era vereador elaborei o projeto de lei 187/2009, que institui a instalação de sistema de coleta e reutilização da água utilizada em edificações públicas e privadas. Como não pude representar o projeto no ano seguinte, pois me tornei deputado estadual, pedi ao presidente da Câmara, Paulo Bagueira (SDD), que o representasse.

Depois de aprovado o projeto, passou a vigorar então a lei municipal 2856/2011de reuso de águas cinzas. A regra vale para todas as obras com mais de 500 metros quadrados que tenham volume potencial de consumo igual ou maior a 20 metros cúbicos de água por dia. Me orgulha saber que essa ideia foi escolhida em 2012 pelo Prêmio Greenvana Greenbest como uma das dez melhores iniciativas públicas do ano voltadas para sustentabilidade no Brasil.

Além de benefícios econômicos, o reuso de água torna o consumo mais consciente. Quem pratica o reuso estima um consumo 40% menor da água da rua. Por que não reutilizar para lavar o quintal a água com sabão de quando tomamos banho? Esse aproveitamento pode ser feito por qualquer um, em qualquer residência. O objetivo da lei de reuso é justamente gerar economia e combater o desperdício da água, na busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável e pela preservação do recurso natural mais importante para nossa vida.

A importância do consumo consciente e da reutilização da água

A crise da água na região sudeste, e que afeta milhões de pessoas, vem despertando uma série de discussões sobre o consumo, os investimentos e as alternativas de abastecimento. Muitas cidades enfrentam ou já enfrentaram desafios assim, envolvendo seca, desperdício e o consumo de água em excesso. E muito tem se falado sobre o reuso de água.

Se São Paulo enfrenta a pior crise dos últimos 70 anos – e pela primeira vez os moradores vão ser abastecidos com água de reuso – por aqui, a população do Rio de Janeiro deve começar a se preocupar. Isso porque os reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que é a principal fonte de abastecimento de água do estado, está em seu menor nível de armazenamento da história.

Diante disso, especialistas alertam para o uso racional da água e cobram maior investimento em ações ambientais. Segundo dados divulgados recentemente pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Rio de Janeiro (CERHI-RJ) o volume equivalente dos reservatórios RO Rio Paraíba do Sul chegou a 9%. No final de setembro, esse número era de 12,9%, de acordo com a Agência Nacional das Águas (a ANA).

É do Rio Paraíba do Sul que sai cerca de 80% da água que abastece o Grande Rio – que inclui a capital, a Baixada Fluminense e a Região Metropolitana. Uma das principais formas de enfrentar o problema é, justamente, com o uso racional da água, alerta o presidente do CERHI-RJ, Décio Tubbs. E por isso precisamos estar todos atentos e, principalmente, economizar.

Com esse objetivo, ainda quando era vereador, elaborei o projeto de lei 187/2009, que institui a instalação de sistema de coleta e reutilização da água utilizada em edificações públicas e privadas, as chamadas águas cinzas. Como não pude representar o projeto no ano seguinte, pois me tornei deputado estadual, pedi ao presidente da Câmara, Paulo Bagueira (SDD), que o representasse.

Depois de aprovado o projeto, passou a vigorar então a lei municipal 2856/2011de reuso de águas cinzas, que foi destaque na revista Exame naquele ano, assim como em noticiários nacionais. Tornando-se, ainda, finalista do prêmio Greenvana Greenbest 2012, ficando entre as dez melhores iniciativas públicas de 2011 voltadas para a sustentabilidade no Brasil.

O objetivo do sistema de reuso é gerar economia e combater o desperdício quantitativo de água nas edificações. A finalidade é fazer com que os prédios e os condomínios façam ouso racional da água. Uma prática que proporciona até 30% de economia. Além, claro, da busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável e a preservação do recurso natural mais importante para a nossa vida.

A reutilização da água exige menos da rede de abastecimento de água potável, produz menos esgoto, e é um grande aliado do nosso bolso. Uma ação em que todos ganham. Numa cidade como Niterói que não consome a água que utiliza isso faz muita diferença. O sistema de reuso das águas cinzas representa um avanço no modelo de construção. Num uso comum, gera inúmeros benefícios.

Complexo Guandu 2: garantia de mais água para a Baixada Fluminense

Os Governos Federal, Estadual e a Cedae assinaram há poucos dias um importante empréstimo com a Caixa Econômica Federal, de mais de R$ 3 bilhões, para a construção de um novo sistema produtor de água tratada: o Complexo Guandu 2, que vai aumentar a quantidade de água potável beneficiando 3 milhões de moradores da Região Metropolitana, principalmente da Baixada Fluminense.

O Guandu 2 consiste na implantação de uma nova estação de tratamento para 12 mil litros por segundo, com elevatória de água tratada, linha de recalque (que é tubulação que abastece o reservatório) e o próprio reservatório para armazenar 57 milhões de litros. Com esses recursos também serão construídos 17 novos reservatórios em diversos municípios da Baixada Fluminense, além da reforma de outros nove que estão fora de operação.

E mais: serão construídos ainda 16 elevatórias de grande porte (sistemas de bombeamento) e serão assentados 95 quilômetros de adutoras para abastecer os reservatórios e outros 760 quilômetros de troncos e rede distribuidora, além da instalação de mais de 100 mil ligações prediais. A previsão é que parte do sistema já seja entregue em 2015, quando devem ser concluídas as reformas dos reservatórios inoperantes. Com isso, a Baixada vai receber um volume 70% maior de água tratada.

O Complexo Guandu 2, sem dúvidas, é mais um grande investimento, fruto da parceria dos Governos Federal e do Estado, em benefício da Baixada Fluminense que, recentemente, comemorou também inúmeras ruas contempladas pelo Bairro Novo em Belford Roxo, com recursos na ordem de R$ 116 milhões. Sem água não haveria vida. E saber que a Baixada terá a rede de água universalizada é uma grande notícia. E mais uma grande conquista por um Rio cada vez melhor!

Lei de reuso de águas cinzas é considerada uma das melhores iniciativas públicas de 2011

Em vigor na cidade desde julho do ano passado, a lei municipal 2856/2011 de reuso das águas cinzas está entre as dez melhores iniciativas públicas de 2011 voltadas para a sustentabilidade no Brasil, finalistas do prêmio Greenvana Greenbest 2012.

Quando fui vereador, elaborei o projeto de lei 187/2009 que institui a instalação de sistema de coleta e reutilização da água utilizada em edificações públicas e privadas, as chamadas águas cinzas. Não pude representar o projeto no ano seguinte, pois me tornei Deputado Estadual. Pedi, então, ao Presidente da Câmara, Paulo Bagueira (PPS), que representasse meu projeto. Aprovado, agora reutilizar água é obrigatório nas construções de Niterói.

O objetivo do sistema de reuso é gerar economia e combater o desperdício quantitativo de água nas edificações. A finalidade é fazer com que os prédios e os condôminos façam o uso racional da água. A prática proporciona até 30% de economia de água. Além, claro, da busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável e da preservação do recurso natural mais importante para a vida humana.

A cidade de Cubatão, em São Paulo, possui um modelo de construção sustentável considerado exemplo para o mundo pela ONU. A implantação de um sistema de medição individualizada de água gerou benefício social para a comunidade e reduziu o impacto ambiental. Cada morador tem o controle sobre o consumo e gasto de água, além de usufruir do sistema de reuso.

Niterói possui sistemas de reuso de água cinza implantados em 18 edifícios residenciais e em uma empresa de ônibus. Antes mesmo que a lei fosse sancionada, muitos empreendimentos por iniciativa própria, já haviam incluído o sistema. O processo sai a um custo de R$ 100 mil por toda sua infraestrutura e pode gerar uma economia de até 50% ou mais na conta de água do morador.

Para entendermos melhor como funciona, o acúmulo de água do chuveiro, da pia do banheiro e da máquina de lavar, por exemplo, que antes caía na rede de esgoto, fica segregado num tanque de acumulação. A água chega ao compartimento sem utilização de energia elétrica, apenas pela gravidade.

Nesse tanque de acumulação, a água passa por um processo hidráulico. Recebe cloro e sulfato de alumínio, para desinfecção, e sofre a correção do PH. Logo, é enviada para cilindros que a filtram novamente, agora já tratada. Só então é distribuída aos moradores. A água, no entanto, é recomendada apenas para meios não potáveis, como lavar o piso e regar as plantas.

Além do reuso de águas cinzas, Niterói também tem leis que tornam obrigatório o uso de água de chuva e a medição individual de água potável com hidrômetros em cada domicílio. Medidas que reduzem ao máximo a demanda por água das nascentes e mananciais. Numa cidade como Niterói que não consome a água que utiliza isso faz muita diferença. O sistema de reuso das águas cinzas representa um avanço no modelo de construção. Num uso comum, gera inúmeros benefícios.

Reforço para abastecimento de Niterói

Niterói irá ganhar, em breve, reforços no sistema de abastecimento de água. Esta semana a concessionária Águas de Niterói anunciou o investimento em um novo reservatório em São Francisco, além da ampliação da estação de bombeamento da Avenida do Contorno e da modernização do Centro de Controle de Operações (CCO). Projetos que, sem dúvida, trarão melhorias na distribuição de água em toda a região.

A construção desse novo reservatório, orçado em R$ 4 milhões, terá início assim que for finalizada a intervenção da Cedae, que nesta semana está trabalhando na interligação entre o Sistema de Tratamento de Água em Laranjal e o segundo trecho da nova adutora da companhia. Quando estiver em funcionamento, a vazão de abastecimento de água do município irá aumentar consideravelmente, beneficiando São Francisco, Charitas e Jurujuba. Para os outros bairros da cidade, a concessionária prepara a ampliação do bombeamento de água na Avenida do Contorno.

Para que não ocorram desperdícios, o Centro de Controle investirá no monitoramento constante deste novo canal de distribuição. Novas instalações de pontos de pressão e medidores de vazão estão entre as novas aquisições do Centro. Um trabalho que já acontece e será aperfeiçoado para evitar possíveis vazamentos e manter o nível dos reservatórios, por exemplo. Mas é imprescindível a nossa colaboração.

Fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, lavar o carro com balde ao invés de mangueira, reutilizar a água sempre que possível são hábitos que devemos assumir em nossa rotina diária. Diminuir o tempo no banho é um outro exemplo. Isso, aliás, é uma coisa que estou tentando fazer. Confesso que nem sempre consigo. Mas o que vale é sabermos aproveitar da melhor forma mais esse ganho de Niterói.

Lei de reutilização de água é destaque na Globo News

Aqui no blog você pode ver a reportagem do programa Cidades e Soluções da Globo News que falou sobre a nova lei municipal que torna o reaproveitamento de água obrigatório em prédios de Niterói. O texto pertence ao presidente da Câmara de Vereadores Paulo Bagueira a partir de um projeto de lei anterior meu.

O repórter André Trigueiro conversou com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Fernando Guida, e depois visitou um prédio que já possui o sistema. Lá, ele observou in loco os benefícios ambientais e econômicos da reutilização da água.

Lei de Reuso de Águas Cinzas é destaque em noticiários nacionais

No mês de agosto, a lei municipal de Reuso de Águas Cinzas foi destaque em vários noticiários nacionais. Para comprovar isso, coloco aqui os vídeos da TV Brasil, do Jornal do SBT e da Web TV/Canção Nova com reportagens sobre as experiências já existentes na cidade que obedecem à nova regra.

A lei de Reuso tem como objetivo promover a reutilização de água usada nos edifícios, proporcionando uma economia de 30% no consumo de água. A água descartada vai para um sistema de tratamento e filtragem, vai para uma cisterna separada e serve para o funcionamento das descargas, lavagem de pátios e automóveis, regagem de jardim entre outras funções que não seja o consumo humano e a higiêne pessoal.

Essa é um forma de preservar nosso patrimônio mais valioso que é a água. Sem ela, não há vida. A reutilização vai exigir menos da rede de abastecimento de água potável, vai produzir menos esgoto, além de ser um aliado ao bolso do cidadão. É uma ação onde todos ganham.

TV Brasil – [Repórter Rio] Exemplo de aproveitamento de água em Niterói

WebTV CN – Lei da reutilização da água

Jornal do SBT – Reutilizar água doméstica agora é lei em Niterói

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=8583&t=Reutilizar+agua+domestica+agora+e+lei+em+Niteroi%2C+RJ