Atingida a marca de 1000 pacientes operados pelo Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo do Estado

Quem frequenta as praias da Zona Sul do Rio de Janeiro dificilmente consegue ver físicos fora dos padrões de beleza e acaba não se dando conta de que a cidade possui um dos maiores índices de obesidade do país.

No ano passado, uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da Universidade de São Paulo (USP) resultou em uma pesquisa com 53 mil entrevistados em todas as capitais do Brasil. O resultado impressiona: 53% da população do Rio de Janeiro está acima do peso e a porcentagem de obesos é maior que a média nacional.

O Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo do Estado, criado em 2010 pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), surgiu para ajudar a mudar essa realidade e fez avançar muito o tratamento contra a obesidade no Rio de Janeiro: desde então, o número de cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde aumentou em 3.000%.

Estive presente no Hospital Estadual Carlos Chagas, onde o milésimo paciente foi operado pelo programa. Juntos, os pacientes que foram operados já perderam mais de 3,5 toneladas. Esse é um marco que considero muito importante dentro de um programa que é exemplo na saúde pública. Todo acompanhamento é oferecido aos pacientes, antes e depois da cirurgia.
Pioneiro no tratamento de jovens, o Programa já os tratava dois anos antes da divulgação de portaria do Ministério da Saúde, permitindo a realização da redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pacientes a partir dos 16 anos. O objetivo principal é focar no atendimento especializado e preventivo, ou seja, a redução do peso com dietas. O motivo da opção prioritária pela não intervenção cirúrgica de imediato está relacionado aos eventuais danos psicológicos em pessoas tão jovens.
Esse tipo de cirurgia é primordial para transformar a vida de muitas pessoas, que por conta da obesidade não trabalhavam, tinham vergonha de comprar roupas, de ir à praia, também possuíam dificuldades de se relacionar e de se locomover. Há muito a ser feito ainda, mas vamos continuar avançando.