Niterói terá a primeira escola pública bilíngue do Brasil

Convido a todos para amanhã, às 17h, participarmos da inauguração do Ensino Médio Intercultural Brasil-França no CIEP 449 Governador Leonel de Moura Brizola, em Charitas. Será a primeira escola pública bilíngue do Brasil, fruto da parceria entre os governos estadual e francês. Um importante passo na promoção da educação de mais qualidade, que é direito dos nossos alunos.

A escola Leonel de Moura Brizola foi escolhida para receber esse projeto inédito no anúncio do secretário de Estado de Educação Wilson Risolia, feito em junho do ano passado, durante o encontro promovido pela União dos Professores Públicos no Estado (Uppes).

E uma das primeiras medidas adotadas por Risolia foi enviar uma equipe de professores à França para cursos de aperfeiçoamento. Em retribuição, uma educadora francesa também passou por aqui prestando assistência aos nossos profissionais.

Por meio do projeto Línguas Estrangeiras, do Governo do Estado, também serão inaugurados o Ensino Médio Intercultural Brasil-Estados Unidos no CIEP Carlos Drummond de Andrade, em Nova Iguaçu, e o Colégio Estadual Hispânico João Cabral de Melo Neto, no Méier.

Aqui, o curso será oferecido em tempo integral e ao longo dos três anos de duração, vai promover ações com o objetivo de desenvolver a proficiência em Língua Francesa, garantindo atividades pedagógicas que possam contribuir no aprendizado do idioma.

Sabemos que há muito a ser feito pelo ensino público estadual. E essa, sem dúvidas, será uma importante relação de troca, já que as escolas francesas são nossas parceiras e também estudam a nossa cultura. O CIEP 449 Leonel de Moura Brizola fica na Rua Ermelindo Marins, s/nº, em Charitas. Um grande feito que merece o nosso prestígio!

 

Os médicos estrangeiros merecem o nosso respeito

Não poderia deixar de me posicionar sobre o preconceito que os médicos estrangeiros, em especial os cubanos, estão sofrendo. Quando a presidenta optou por contratá-los foi para que pudessem atuar no sentido de ampliar o acesso da população brasileira à atenção básica da rede pública de saúde, dentro do programa Mais Médicos.

Esses profissionais vão atender em cidades onde não há médicos e que não foram escolhidas por nenhum médico brasileiro inscrito no programa. São 701 municípios. A maioria deles apresenta os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do país e estão no interior das regiões Norte e Nordeste, onde grande parte da sua população vive em situação de extrema pobreza.

Torço para que, aqui, esses médicos sejam tão reconhecidos por sua ajuda como foram no Haiti, por exemplo. Lá, sem esse apoio seria quase impossível socorrer as vítimas do terremoto e combater a epidemia de cólera. Foram 1.200 médicos que trataram de mais de 30 mil doentes, como parte da missão médica internacional do ex-presidente Fidel Castro, em 2010.

Niterói também é exemplo positivo dessa parceria. Na década de 90, foi com a ajuda dos médicos cubanos que conseguimos controlar as epidemias de dengue e meningite que assolaram a cidade. Em 1999, inauguramos uma unidade do programa Médico de Família, inspirado em um modelo cubano e que depois serviu de influência para a criação do programa Saúde da Família.

Não à toa, esses médicos cubanos que estão chegando ao Brasil são experientes. 84% deles têm mais de 16 anos de experiência na área e já atuaram em outras missões. Têm especialização em medicina da família e outros programas de pós-graduação. São profissionais que fazem parte de um acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Farão um bom trabalho por aqui.

A nossa expectativa para que essa experiência renda bons frutos é também o que esperam os médicos estrangeiros dispostos a ajudar. O governo brasileiro oportunizou para que médicos brasileiros ocupassem essas vagas, mas não foi o que aconteceu. O estado da Saúde brasileira é preocupante e precisamos de médicos que façam sua parte para melhorar o sistema. Cuba forma médicos para o mundo que têm uma visão solidária e que exercem a medicina no verdadeiro sentido da formação. Que sejam bem vindos!

Candidata à direção do FMI quer apoio do Brasil

Durante um encontro com dirigentes franceses que participei nesta semana, tive a oportunidade de conhecer Christine Lagarde, atual ministra de finanças da França, e candidata ao cargo de diretor-geral do FMI.

Seu nome, até o momento, é o mais cotado nas análises internacionais. E ela aproveitou a visita da comitiva do Estado do Rio a seu país para tentar se aproximar do Brasil. No evento, Lagarde deu total apoio para que a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) empreste ao Rio de Janeiro R$ 650 milhões de euros já solicitados pelo governo do estado. O dinheiro será utilizado na Linha 4 do metrô e na melhoria do serviço das Barcas.

A candidata afirmou, ainda, que visitará o Brasil a partir da segunda-feira em campanha para conquistar o apoio dos países que compõe a BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Christine Lagarde se comprometeu a dar mais reconhecimento à expressão das novas potências no órgão internacional.

O resultado brasileiro no PISA: Mais uma evidência do descaso na educação

Mais um exame internacional constatou como anda a educação no Brasil: muito mal. Os últimos resultados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico, nos colocam bem abaixo da média internacional em leitura (que é de 493 pontos). Os brasileiros conseguiram apenas 412. Na liderança: China, com 556.

Em matemática, a média internacional é de 496, mas só obtivemos 386. E em primeiro lugar? 600 pontos para a China. Em ciência, nós ficamos com 405. E a liderança? Sim, eles! Os jovens chineses com 575 pontos.

É triste constatarmos que último projeto sério de educação no Brasil foi os CIEPS. A China, por outro lado, continua em seu caminho para se tornar a principal potência mundial. É um país que se planeja e que prepara a população para o futuro. Nós precisamos levar mais a sério a qualidade do ensino fundamental e médio.

Precisamos investir e ter apenas 5% do nosso PIB destinado ao setor não é suficiente. É por isso que, como político educacionista, luto para que este percentual suba para 10%.