Construção de 20 novas creches em Niterói

Em todo início de ano letivo, mães de crianças de até cinco anos de idade passam pela mesma dificuldade para conseguir vaga para seus filhos em escolas de educação infantil.

Esta é uma idade crucial para o bom desenvolvimento educacional das crianças. Além disso, as mães trabalhadoras precisam deixar seus filhos em local seguro, com bons profissionais e ter a garantia que podem ir para o seu local de trabalho sem preocupações.

Niterói desenvolve, desde 1994, o programa Criança na Creche, criado na gestão do Prefeito João Sampaio (PDT), falecido em 2011. O programa foi montado nas mesmas bases do Programa Médico de Família, através de convênio com as Associações de Moradores. E realiza, ainda hoje, um trabalho assistencial nas comunidades locais.

Quando visitei a comunidade do Cavalão, em São Francisco, no sábado (18), conheci mais de perto o trabalho realizado pela Creche Comunitária Irmã Catarina. Conheci a senhora Maria de Fátima, que assim como outras mães da localidade, precisa deixar seus filhos na unidade para ir trabalhar.

Como prefeito, quero aumentar o número de creches na cidade para suprir essa demanda de vagas que ainda é uma realidade em Niterói. Vou trabalhar para ampliar em 4 mil o número de vagas para crianças do zero aos seis anos no programa de creches com berçário, construindo 20 novas unidades na cidade. Além de ampliar o número de creches que funcionam em horário integral. Quero zerar o déficit para as crianças entre 3 e 5 anos.

Garantir esse direito para essas mães é extremamente importante e nossas crianças merecem educação com qualidade!

 

4,4 milhões de crianças de 0 a 3 anos estão sem creche

Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, a Fundação Abrinq fez um levantamento mostrando que 4,4 milhões de crianças – com idades de 0 a 3 anos – não são atendidas pelas creches.

O País tem 11 milhões de brasileiros nesta faixa etária e metade, 5,5 milhões, necessita de creches, mas as matrículas atingem apenas 1,1 milhão, deixando 80% de fora deste processo.

Para se ter uma idéia da gravidade do problema, a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é de que, até 2011, 50% das crianças de famílias que demandam sejam atendidas nas creches. Mas, o estudo aponta que atualmente, apenas 20% são atendidas. Segundo a Abrinq, as outras 5,5 milhões de crianças que não precisam de creches ficam em casa com pais, parentes ou babás.

O ensino infantil no país ganhou maior projeção no fim de 2009, quando o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Anteriormente essa obrigação atendia a faixa etária de 6 a 14 anos. Apesar dessas importantes mudanças, a creche ficou de fora da exigência da lei, excluindo uma população que necessita desse atendimento.

O levantamento da Abrinq baseado na Pnad mostra ainda que, em relação a 2008, houve um aumento no número de crianças atendidas muito pequeno em relação ao ano anterior – 81,9% das crianças nessa faixa etária não frequentavam creches. Em 2008, a situação mais crítica ocorria na Região Norte, onde a taxa de frequência nas creches é de apenas 8,4%. A Região Sul apresentava a maior taxa: 24,6%. E o Sudeste, 22%. Os dados referentes ao ano de 2009 ainda não foram concluídos pelo IBGE.