A participação da família na formação do jovem leitor

Ler é essencial e sempre será a melhor forma de aprendizado. E transformar a leitura em um momento agradável para as crianças pode ser a chave para a formação de jovens e adultos leitores. A leitura em família, inclusive, é apontada por especialistas e professores como estímulo ao vínculo afetivo. Algo que propicia uma relação mais forte entre pais e filhos.

Concordo plenamente. E pratico esse hábito em casa, com minhas filhas Clara e Mariana. Sempre que passo por uma livraria compro algo novo para lermos juntos. Penso que a criança estimulada a encontrar o livro desde cedo tem uma relação prazerosa com a leitura, e não uma relação de obrigação.

Recentemente, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, divulgou que cerca de 90% daqueles que gostam de ler ganharam livros em algum momento da vida. E é justamente por meio da leitura que as crianças têm acesso ao conhecimento, à cultura, fatores importantes para a formação dela como cidadãos críticos.

Outra discussão bastante interessante é o que chamam de leitura mediada, base do projeto Roedores de Livros, do Distrito Federal. A iniciativa promove leituras em grupo com crianças e jovens de cinco a 14 anos, além de funcionar como uma biblioteca. O dia a dia da criança com o livro traz um enriquecimento muito grande para o seu futuro.

Mas de nada adianta dizer que a leitura é importante, que a criança tem que ler, se os pais não dão o exemplo. A lição começa em casa.

A luta pela federalização da Educação Básica brasileira tem o meu apoio!

Paralelo ao meu retorno oficial à Alerj, nesta semana, foi instalada no Congresso Nacional, na última terça, dia 8, uma frente parlamentar composta por deputados federais e estaduais, senadores e vereadores de diversos partidos em defesa da Federalização da Educação Básica.

A frente é articulada pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), conta com adesão de 214 parlamentares no Congresso – sendo 32 senadores e 182 deputados – e luta pela educação de máxima qualidade para todos.

Essa frente parlamentar tem o objetivo de fomentar essa luta, para que toda criança e adolescente, independente de sua condição social e da cidade onde reside, tenha garantido o acesso à educação integral de qualidade. Uma educação que seja de responsabilidade da União.

A ideia do senador Cristovam Buarque é criar frentes estaduais de apoio a essa federalização em todo o Brasil, a fim de fortalecer a causa. Educação de qualidade é um direito de todos e, como muitos sabem, é uma das minhas principais bandeiras de luta. Uma luta iniciada por Leonel Brizola.

E como não poderia deixar de contribuir com esse ato, sem dúvidas, essencial para atender milhares de crianças e jovens, vou trabalhar para a criação de uma frente estadual que possa somar forças a esse manifesto. Um dos mais importantes no país. E tenho a certeza da sua aprovação.

Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que, no futuro, possam alcançar melhores condições de uma vida digna. Por isso é uma das principais causas que defendo. A luta pela federalização da Educação Básica tem o meu apoio!

Brasil precisa correr para cumprir metas contra analfabetismo

O cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. A redução em 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos – de 10% em 2008 para 9,7% em 2009 –, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), não é suficiente para cumprir a projeção acordada pelo Brasil na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, no ano de 2000.

O Brasil deverá chegar, em 2015, a um índice de analfabetismo de 6,7%, segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Da maneira como o tema está sendo conduzido calcula-se que há de se chegar lá com 7,9%.

Nas grandes cidades, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 49 anos é de 3,67%. Estes analfabetos estão dispersos e são economicamente ativos. Têm pouco tempo disponível para estudar. Então é preciso envolver todos os governos federal, estadual e municipal neste processo.

Algumas mudanças nas políticas públicas para a alfabetização de jovens e adultos precisam ser feitas. Primeiramente deve-se criar um indicador nacional para medir a alfabetização dos brasileiros com mais de 18 anos, a partir do qual os gestores podem ser responsabilizados pelos resultados. O não cumprimento das metas deverá ter consequencias legais, como o corte de repasses financeiros aos municípios.

O movimento Todos Pela Educação ainda chama a atenção para o alto índice de brasileiros que são analfabetos funcionais, aqueles que conseguem ler uma frase, mas não interpretam um texto. A soma deles resulta em uma parcela de 30% da população com algum tipo de problema de alfabetização. Para quem quer diminuir as desigualdades sociais no país esse dado é muito grave.

Até o ano passado, a oferta de ensino público era obrigatória apenas para os estudantes entre 6 e 14 anos. No fim de 2009, a Emenda Constitucional nº 59 tornou a garantia de acesso à escola obrigatória para todas as crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos.

Ao todo, 3.630.000 crianças e adolescentes precisarão ser matriculados nas escolas brasileiras nos próximos cinco anos. A tarefa mais difícil a ser cumprida são as metas de inclusão de estudantes na faixa etária dos 15 aos 17 anos.

Há problemas socioeconômicos que precisam ser solucionados para que esses jovens permaneçam na escola. A oferta de formação profissional é uma das alternativas para mantê-los em sala de aula, passando a ser uma das grandes demandas da sociedade a partir de agora.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.