‘Desculpe, David Luiz’, por Cristovam Buarque

Hoje quero repercutir um artigo muito interessante escrito pelo senador Cristovam Buarque para o jornal O Globo, na coluna Opinião. Cristovam fala de tragédias mundiais como a Guerra Civil dos Estados Unidos que deixou 600 mil mortos, e terremotos que abalaram estruturas de outros países. Situações muitas vezes banalizadas, ou que caíram no esquecimento.

Paralelo a esses fatos, o autor faz uma comparação com o futebol e as perdas do Brasil em Copas do Mundo. Estas sim, situações que jamais deixarão de ser mencionadas. Cristovam as trata até mesmo como traumas e lamenta o quanto não somos capazes de cobrar dos nos nossos líderes políticos a “cura” de tantos problemas sociais que vivenciamos, o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos brasileiros.

‘Desculpe, David Luiz’ chama atenção pelo simples fato de ser um texto tão verdadeiro. Uma leitura obrigatória para todos nós.

Desculpe, David Luiz

Nós, políticos, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar

Os EUA tiveram uma guerra civil que custou cerca de 600 mil vidas. A Alemanha foi derrotada duas vezes no período de 27 anos e a França foi ocupada pelos alemães. Outros países tiveram grandes traumas por terremotos e maremotos. Nossos traumas foram derrotas no futebol: para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, e Alemanha, em 8 de julho de 2014. Sofremos por causa dos 7 a 1 no futebol, mas esquecemos dos 103 a zero para a Alemanha em Prêmios Nobel.

A realidade social não nos traumatiza porque nossos grandes problemas foram banalizados.

Consideramos tragédia ter o quarto melhor time de futebol do mundo, mas não nos traumatiza quando, no dia 1º de março de 2011, a Unesco divulgou que estamos em 88º lugar em educação; nem quando, em 15 de março de 2013, o PNUD divulgou que estamos em 85º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano; ou quando o Banco Mundial nos coloca como o oitavo pior país em concentração de renda; ou ainda quando soubemos que somos o 54º país em competitividade no mercado mundial; ou quando o IBGE divulgou, em 27 de setembro de 2013, o aumento no número de adultos analfabetos de 2011 a 2012.

Nenhum trauma aconteceu quando a Transparência Internacional nos reprova em corrupção; ou quando vemos que, no ano passado, 54 mil brasileiros foram assassinados no país e outros 50 mil mortos no trânsito. Não nos traumatiza o fato de que 50 milhões de brasileiros — desalojados históricos pelo modelo econômico — passariam fome se não fossem as pequenas transferências de renda, como se eles fossem abrigados depois de uma inundação. Não nos choca a destruição de 9% a mais de florestas em 2013 do que em 2012.

Sofremos com as derrotas no futebol porque elas não foram banalizadas, são exceções na nossa trajetória de vitórias. Não nos traumatizam os desastres sociais porque nos acostumamos a eles e nos acomodamos. Por isso, não exigimos de nossos líderes políticos o mesmo que exigimos dos jogadores e técnicos.

Ao ouvir David Luiz pedir desculpas porque não foi “capaz de fazer seu povo feliz, pelo menos no futebol”, pensei que deveria pedir desculpas a ele, porque sou parte da seleção brasileira de líderes políticos e não consigo fazer o necessário para facilitar a vida de cada brasileiro em busca de sua felicidade.

O político não proporciona felicidade, como um artilheiro que faz gols, mas deve eliminar os entulhos sociais, tais como transporte público ineficiente, fila nos hospitais, escolas sem qualidade e violência descontrolada, que dificultam o caminho de cada pessoa em busca de sua felicidade pessoal. Esses entulhos sociais que povoam o Brasil provam que nós, os políticos brasileiros, não estamos ganhando a Copa do Bem-Estar, base necessária, embora não suficiente, para a felicidade de cada pessoa.

Por isso, eu e todos os políticos com mandatos, não David Luiz, devemos pedir desculpas por não eliminarmos os entulhos que dificultam a busca da felicidade pelos brasileiros.

‘Reaja!’, de Cristovam Buarque

Na terça (20), prestigiei o lançamento do livro ‘Reaja!’, do senador Cristovam Buarque, na Livraria Cultura, no Centro do Rio.

A obra é inspirada no texto ‘Indignem-se’ (‘Indignez-vous’) do filósofo francês Stéphane Hessel, de 95 anos, que convoca os jovens de hoje a retomar a indignação que sua geração tinha contra impunidades daquele tempo.

Cristovam, no entanto, vai mais além da proposta de Hessel e afirma que é preciso reagir à injustiça, à corrupção e a apatia política. O exato cenário que vimos nas ruas nos últimos meses quando milhares se mobilizaram para lutar por mudanças na política brasileira.

‘Reaja!’ é uma grande lição de alguém que, mais que um político, é um pensador agudo, um educador militante e um lutador incansável das boas causas. Recomendo!

Educação é a solução

Na minha última viagem a Brasília, tive o prazer de encontrar o senador Cristovam Buarque. No breve encontro que tivemos, conversamos sobre a conjuntura atual do PDT, o desejo de ver o partido retomar seu destaque na política nacional e sobre a educação no Brasil. Ganhei de Cristovam um exemplar do seu novo livro “Educação é a solução. É possível!”, lançado ontem.

O livro aponta que a educação no Brasil seja talvez a mais desigual entre todas do mundo. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), nosso país ainda gasta muito pouco com educação. Por isso, está em 53º lugar entre 65 países pesquisados. Estamos nos últimos lugares em leitura, compreensão textual, matemática e ciências e gastando dinheiro em obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Por exemplo, São Francisco do Conde, na Bahia, tem o maior PIB percapta do país no valor acima de R$ 296 mil. Já em Curralinho, no Pará, essa renda é 150 vezes menor, cerca de R$ 1.900. Fica impossível conseguir educação de qualidade em municípios tão desiguais.

Nenhum estado ou município tem condições de adotar estas condições em todas as escolas. Só a federalização será capaz de espalhar esta escola e esta carreira por todo território brasileiro. Somente ela poderá garantir educação igual nessas duas cidades e em todo o país.

Todos querem uma revolução na educação. Porém, poucos sabem tão bem quanto o senador Cristovam Buarque, por onde começar e como dela participar. O senador defende uma revolução na educação por causa do seu compromisso com as crianças. Afinal, como ele sempre diz, uma criança quando nasce, antes de ser goiana, pernambucana ou paulista, ela é brasileira.

A federalização da educação de base é uma medida muito simples: basta o governo federal espalhar escolas federais por todo o território nacional, assegurar escola com a máxima qualidade para as nossas crianças, independente da renda da família e da cidade onde mora. E para federalizar a educação são necessárias seis medidas concretas:

1. Ampliação das atuais 451 escolas públicas federais para 156.164 no país, seguindo o modelo das melhores escolas, tais como, Colégio Pedro II, Escolas Técnicas, Colégios Militares e Institutos de Aplicação;

2. Transformação das atuais 5.601 carreiras de professores municipais e estaduais em uma única carreira nacional de Estado, consolidando a Carreira Nacional do Magistério;

3. Pagamento de salário mínimo de R$ 9 mil por mês para os professores do Novo Sistema de Educação;

4. Criação do Prouni da Educação de Base, o Programa de Apoio ao Estudante da Educação Básica (PROESB);

5. Criação de um Ministério da Educação de Base;

6. Definir prazo de, no máximo, 20 anos para substituir as escolas atuais capengas, por escolas decentes, bem equipadas e em prédios novos compatíveis com as novas demandas.

Para fazer esta revolução na educação de base no Brasil é preciso ter tática. E começar pelas pequenas cidades. Uma cidade de 35 mil moradores tem cerca de 28 escolas, 9 mil alunos, 300 professores e 30 alunos em cada sala de aula. Para o senador, é possível implantar o Novo Sistema de Educação Federal, a cada ano, em 300 pequenas cidades, atendendo cerca de 3 milhões de alunos, em 9.500 escolas, com 100 mil novos professores.

Cristovam afirma que em 20 anos a federalização estaria completa. Talvez antes por causa da pressão popular. Todos vão querer uma educação de qualidade, com escolas atraentes. De fato, a educação de qualidade não deve ficar limitada apenas aos 257 mil alunos das atuais escolas federais da educação de base, mas deve chegar a todas as 51 milhões de crianças em idade escolar.

A federalização da educação de base é uma medida atrativa para prefeitos e governadores. Ela traz economia de R$ 200 bilhões para prefeituras e estados e R$ 57 bilhões de reais para as famílias de classe média com filhos em escolas particulares.

Quando todas as escolas da educação de base públicas forem federais, conforme prevê o artigo 211 da Constituição, o custo total do novo sistema será da ordem de R$ 463 bilhões por ano, apenas 6,4 por cento do PIB brasileiro, que hoje vale mais de R$ 7 trilhões.

Hoje, Cristovam irá falar sobre a importância da escola de qualidade igual para todos, numa videoconferência no auditório do Interlegis, em Brasília, as 14h30. Será uma boa oportunidade para conhecermos mais sobre a causa educacionista de Cristovam. Essa luta também é minha.

Educação em Niterói assiste momento de valorização

Ontem, os profissionais da Educação em Niterói receberam uma boa notícia. Pelo segundo ano consecutivo, a categoria recebeu um reajuste salarial. O valor total dos reajustes de 2010 e 2011 passa dos 26%. E o aumento já contará para o mês de junho.

Falta agora aprovação do projeto de lei pela Câmara que estabelece a contratação de professores com formação de nível superior. A seleção acontecerá a partir de 2013 e segue a orientação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

As duas ações contribuem para melhorar a qualidade de ensino do município. Os novos critérios de contratação vão garantir melhor qualificação no ensino. Já o salário de R$ 1406 pode não ser o ideal, mas é um dos melhores do Estado. Em todo caso, está acima do piso nacional que é de R$ 1.187,14.

Falando nisso, o piso nacional é uma conquista do senador Cristóvão Buarque. Ele deu entrada no projeto de Lei em 2004 e depois de muito debate foi finalmente aprovado e sancionado pelo, então, presidente Lula em 2008. Mas alguns Estados não gostaram da notícia e entraram com uma ação no STF. Isso fez com que a Lei do Piso ficasse sem efeito por três anos. Felizmente, em abril, o STF votou a favor da lei, validando-a.

Devemos, agora, dar apoio ao senador em seu novo desafio que é estabelecer uma carreira nacional do magistério da educação de base adotando o plano de cargos e salários do ensino básico do Colégio Pedro II.

Cristovam Buarque é senador educacionista

Hoje mais cedo estava panfletando na rua e fui abordado por uma moça com uma consideração que ainda não tinha ouvido nesta campanha: o Cristovam Buarque não deveria ser candidato ao Senado e, sim, à Presidência da República.

E ela me perguntou: por que é que a coisa não foi assim?

Eu de início tomei um susto. Numa disputa tão polarizada entre Dilma e Serra, ainda sobrava espaço para alguém que entendia o valor que a educação precisa ter em nosso país. Me lembrei logo em seguida daquele momento em que nós, dentro do PDT, debatíamos a nossa posição para as eleições nacionais. Eu fiz parte do grupo que defendeu a candidatura do senador Cristovam Buarque a presidente, mesmo sabendo que, para isso, seria preciso que ele abrisse mão de seu mandato como senador. O partido, no entanto, entendeu que seria mais importante manter Cristovam no Senado e todos concordamos com a decisão.

E é isso que buscamos. Educar para um futuro melhor. Com dignidade. Com esperança de alcançar o direito à vida.

Tempo de renovação. Mudar esse pensamento retrógrado de que o importante é dar “pão e circo!”. Não tem graça nenhuma! Com a população alfabetizada, recebendo educação em tempo integral, breve, no futuro que já desponta, haverá oportunidades iguais para todos.

Cristovam Buarque precisa estar no Senado. É que ele, na tribuna, com suas ideias e brilhante oratória, há de poder mudar o rumo do nosso país. E lá permanecer resistindo. Com luta. Na busca da conscientização dos seus pares por saber que ele estará implantando o Movimento Educacionista nesse imenso país.

Cristovam Buarque é e será sempre o nosso senador estadista.

O Brasil precisa de Cristovam Buarque no Senado

Autor da proposta de ensino em tempo integral para toda a educação básica, o senador Cristovam Buarque acredita que só uma “revolução” pode mudar o ensino do país. E esta passaria pelo aumento dos salários dos profissionais, construção de novos e mais prédios equipados, a adoção do turno e da educação integrais.

O Movimento Educacionista já é uma realidade. Ao acreditar na iniciativa concreta de Cristovam Buarque, o eleitor de Brasília certamente irá depositar seu voto no senador. Educação é fator primordial para o crescimento do país.

Nós, que acreditamos na necessidade da boa educação para mudar o futuro de crianças e adolescentes, precisamos reafirmar, nas urnas, a eleição do Cristovam no Senado Federal.

Cristovam é um político ético, dinâmico e visivelmente preocupado com o futuro da nação.

O senador propõe que os recursos para a implantação do turno integral não sejam pulverizados nas redes de ensino de todo o país. Por conta disso e da não erradicação do analfabetismo, que vem aumentando nos últimos anos, não podemos deixar que sejamos ultrapassados, muito em breve, por países com muito menos recursos que nós. Com as novas exigências do mundo, não basta alfabetizar, é preciso muito mais.

E começar por refazer toda a rede escolar em pelo menos 70%. Esse dinheiro deverá ser usado nas redes de 250 cidades a cada ano. Ao fim de 20 anos o país terá feito a revolução de que precisamos.

Com a obrigatoriedade da oferta do ensino fundamental em tempo integral para todas as escolas do país, até 2022, em razão do declínio do crescimento demográfico, passa a ser viável sua implantação.

Não desanime. Com Cristovam Buarque numa cadeira do Senado, muitas cadeiras escolares estarão garantidas para as salas de aula desse imenso país.

Cristovam Buarque e o Movimento Educacionista: a mudança é agora.

Não existe desenvolvimento que se sustente sem educação. É no aprendizado, no avanço da escolaridade, que permite a ascensão, tanto do país quanto de todo cidadão.

Na educação, isso vem acontecendo muito devagar. Necessitamos de mudanças radicais para acelerar o processo educacional. Caso não sejam implementadas, a tão propagada prosperidade do País pode ficar fragilizada. É preciso garantir as bases do crescimento intelectual da população para o desenvolvimento econômico ser sólido e o progresso contínuo.

O Movimento Educacionista, liderado pelo Senador Cristovam Buarque, surgiu para mudar os rumos da educação. Seu objetivo maior é promover a educação de forma integral e participativa. Por ser um movimento apartidário, sem fins lucrativos e totalmente pró-educação, busca promover a revolução na educação do Brasil. O movimento reúne homens e mulheres, de todas as idades e opções partidárias, formando uma ação da cidadania brasileira em luta permanente para que o país se transforme em uma sociedade justa, que respeite os direitos humanos e conceda oportunidades iguais para todos.

O caminho para promover esta revolução é colocar a educação como principal foco do desenvolvimento, sem desculpas ou subterfúgios.  É preciso lutar e mudar a educação de base. Sem o ensino fundamental não há um bom ensino médio, não há uma boa universidade. A educação é esta longa estrada a percorrer.

É fundamental a implantação de uma carreira nacional do magistério para a educação de base, com a adequação dos espaços físicos já existentes e a definição do horário de tempo integral, para vir aglutinar esse enorme potencial territorial e social existente no Brasil.

Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que, no futuro, possam alcançar as melhores condições por uma vida digna. Não podemos deixar de convocar a sociedade para que se organize e passe a exigir o cumprimento das leis que garantam todos os direitos na área da educação. Precisamos colocar, imediatamente, a educação em primeiro lugar. Não há mais tempo a perder.