Museu do Trem apresenta a exposição “O Rio Grande na era dos trens”

Está em cartaz, até o dia 29 de novembro, no Museu do Trem, a exposição “O Rio Grande na era dos trens” com registros dos fotógrafos José Abraham e Alfonson Abraham, pai e filho.

Durante os anos de 1950 a 1980, a dupla acompanhou a trajetória das máquinas que levaram o progresso ao Rio Grande do Sul, desde as oficinas que produziam as peças de reposição até a última Maria Fumaça que rodou os trilhos entre as cidades de Bagé e Rio Grande.

Recomendo a todos que visitem o Museu do Trem e confiram a exposição. É uma interessante viagem no tempo, que remete a uma época em que o trem era o principal meio de transporte tanto de cargas como de passageiros.

Fundado em 1984 e fechado desde 2007, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu do Trem reabriu suas portas esse ano e merece ser visitado pelos cariocas.

Este é o único museu dedicado ao trem no Estado do Rio de Janeiro e o único espaço cultural do bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte. Desde julho do ano passado essa reabertura vinha sendo muito reivindicada por antigos funcionários da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e por todos aqueles interessados na memória do transporte ferroviário.

O Museu do Trem fica na Rua Arquias Cordeiro, 1046, no Engenho de Dentro. A visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 16h, com entrada franca. Vamos prestigiar!

A cultura como forma de integração social

A cultura é fundamental no processo de formação do cidadão. Por isso, quanto mais políticas públicas forem criadas para que todos tenham acesso à arte, música e outras manifestações artísticas, maior será o resultado positivo destas ações.

Em outro artigo publicado, falei da minha proposta de tornar o Teatro Popular um espaço para valorizar os artistas da cidade, que precisam de mais oportunidades para mostrarem seu trabalho.

Como prefeito, quero garantir, também, espaço para as mais diversas manifestações culturais de Niterói. Na Zona Norte, quero implantar lonas culturais para realização de shows e peças de teatro, oficinas de arte e cursos profissionalizantes.

Sei que ações culturais são capazes de promover formas de integração e socialização. Vou trabalhar para potencializar essas ações, contribuindo com a promoção da cultura no cotidiano das pessoas.

Nossa cidade tem uma enorme vocação cultural e é importante que saibamos valorizar, incentivar e fortalecer esse potencial. Acesso à cultura e à informação é um direito de todos!

Os movimentos culturais devem ser valorizados

Niterói é uma das cidades com maior vocação cultural do Brasil e, sem dúvidas, precisamos incentivar e fortalecer ainda mais esse potencial. Garantir espaços para diversas manifestações, estímulo à criação de casas, centros e lonas culturais. Pretendo diversificar a política cultural e, além disso, levá-la para todas as regiões da cidade.

Ao longo da minha trajetória política, sempre defendi ações e projetos que valorizam nossa cultura e nossos artistas. O festival Arariboia Rock é um bom exemplo. O movimento foi criado por um grupo independente, formado por bandas de rock dos municípios localizados deste lado da baía de Guanabara, com o objetivo de fortalecer o cenário musical da cidade e garantir mais espaço às bandas locais.

Sempre apoiei o evento e é assim desde 2004, quando o produtor cultural e meu amigo Pedro de Luna, me procurou na Secretaria das Praias Oceânicas. Esta parceria deu origem a outras como as lutas pela preservação do Cinema Icaraí e pela reabertura da Estação Cantareira, símbolos da nossa cultura.

Este ano acontece mais um festival do grupo e me comprometi, ainda no primeiro semestre, a apoiá-los novamente ajudando a encontrar um local para o evento, que acontece entre 30 de novembro e 1 de dezembro.

Na última quarta-feira (22), me reuni com membros do coletivo. Concordamos que Niterói precisa de um espaço adequado para movimentos culturais como o Arariboia Rock. E relembramos uma antiga proposta apresentada por Pedro que é a aquisição de um ônibus da cultura, para que os artistas locais possam viajar pelo país divulgando a arte de Niterói. Disse ao grupo que quero criar uma agenda para que os músicos da cidade se apresentem com mais frequência e com toda a infraestrutura. 

A proposta é fazer do Teatro Popular o espaço para valorizar os artistas da cidade, inclusive nossa nova geração de músicos, que precisam de mais oportunidades para mostrarem seu trabalho. Por isso, como prefeito, vou garantir que a gestão do Teatro Popular seja feita pelos movimentos culturais da cidade. Vamos prestigiar o que é nosso. O niteroiense sabe fazer cultura de qualidade!

50 anos do Coral do CEN

O Coral do Centro Educacional de Niterói (CEN) está completando 50 anos em 2012. Fundado pelo professor e maestro Ermano de Sá em 1962, o grupo já se apresentou em diversas salas de concertos, rádios, emissoras de televisão, encontros e concursos. O Coral do CEN, regido atualmente por Luiz Carlos F. Peçanha, é uma peça importante no desenvolvimento dos jovens e um símbolo para a cultura de Niterói.

Foi à frente do Coral do CEN que o maestro Ermano tornou-se um dos principais regentes de corais do Brasil. Em 2006, ele foi homenageado na Câmara Municipal com o Título de Cidadão Niteroiense.

Eu cursei todo o ensino médio no Centro Educacional. Nessa época, assumi a presidência do grêmio estudantil, que conquistou diversas melhorias para os alunos da escola. Organizei o Cine CEN e a Rádio de Pilha, com recursos do grêmio. O Centro marcou minha vida por ser uma escola de referência, que valoriza a criatividade e versatilidade dos estudantes através dos esportes, das artes e do ensino, incluindo, em sua grade, matérias diferenciadas.

Lembro, também, da emoção que Ermano sentia ao conduzir o Coral. Em mais de 40 anos de atividade, sempre encarou o canto como uma importante atividade complementar à formação dos alunos.

Nunca existiu qualquer tipo de seleção para ingressar no grupo. O aluno, com ou sem experiência em canto, sempre teve a oportunidade de participar. A técnica para se expressar melhor na música acontece durante os ensaios, de forma própria e cautelosa.

Dias atrás estive reunido com os integrantes do Projeto Nomes e assumi o compromisso de ampliar o projeto também para área da cultura musical. Quero homenagear o maestro Ermano, que realiza um belo trabalho, levando sua experiência em canto para as crianças da rede pública de ensino.

Tradicionalmente, o Projeto Nomes dá oportunidade da prática de atividades físicas a pessoas de todas as idades em todas as regiões da cidade. O projeto é dividido em núcleos, e cada núcleo atende uma determinada demanda de público. Sei da importância desses projetos para Niterói e, por isso, assumi o compromisso de continuar investindo no Projeto Nomes.

Em tempo: em outubro, entra em cartaz na Sala Carlos Couto (anexo do Teatro Municipal de Niterói) a exposição ‘Coral do Centro Educacional de Niterói: contando e cantando os 50 anos do CEN’. Vale a pena conferir!

Vernissage no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Ontem (01), estive no vernissage da escultora Jo Grassini no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento. Lá, encontrei amigos como Paulo Cecchetti e o jornalista Luis Antonio Pimentel.

Um ano de reinauguração da Biblioteca Estadual de Niterói

Semana passada a Biblioteca Estadual de Niterói comemorou um ano de sua reinauguração. O prédio histórico, do início do século XX, reabriu as portas com o novo conceito de uma biblioteca parque. Inspirado na experiência de Medellín, na Colômbia, o projeto buscou organizar o espaço da biblioteca com o objetivo de promover o acesso mais fácil à informação e favorecer a inclusão social.

Desde 2004, quando foi liberada a verba para as obras de restauração do espaço, acompanhei as decisões do governo estadual em relação à biblioteca. Além do seu papel educacional, a Biblioteca Estadual de Niterói também é uma referência em arquitetura. O prédio compõe um dos mais belos conjuntos arquitetônicos de nossa cidade.

Hoje, o espaço reúne mais de 50 mil publicações atualizadas, sendo 157 para deficientes visuais. Circulam pela BEN uma média mensal de cinco mil visitantes. Além disso, a biblioteca festeja a conquista de um público adicional.

Pessoas em situação de rua também passaram a frequentar a biblioteca e encontram ali uma forma de socialização. No início, os novos visitantes apenas utilizavam o espaço para descanso e convivência, mas logo a curiosidade não resistiu aos atrativos do acervo e serviço. Com o propósito de realizarem cadastro na biblioteca, estes visitantes adquiriram documentos de identificação e comprovantes de albergue. Dessa forma, resgataram a sua autoestima e cidadania.

Realmente, o resultado da reforma ficou excepcional. Os novos ambientes mais organizados e descontraídos, modernos recursos tecnológicos e computadores com acesso gratuito à internet permitem que o visitante tenha uma experiência mais divertida que vai além de apenas ler um livro. A inclusão social pode e deve ser feita com acesso ao conhecimento, esse é o papel principal da biblioteca. Estou muito satisfeito com esse novo cenário. Conheça você também!

Câmara de Niterói homenageia artistas e personalidades do cenário cultural brasileiro

Para homenagear artistas e personalidades que se destacaram no ramo de suas atividades e que tanto contribuem para o enriquecimento da cultura brasileira, a Academia Niteroiense de Belas Artes e Ciência (ANBA) realizou a cerimônia de entrega da medalha Leonardo da Vinci. Entre os indicados está meu amigo Paulo Roberto Cecchetti, figura incansável na luta pela qualidade da cultura em Niterói.

Quando nos conhecemos, Cecchetti era editor da revista O Cais, de excelente qualidade que produzia na Região Oceânica. Nossa amizade é de longa data. Antes mesmo de me tornar vereador já apreciava seu trabalho. Com o passar do tempo, tornou-se um importante colaborador em minha carreira política. Ceccheti também foi fundador de importantes movimentos culturais que admiro como Escritores ao Ar Livro e a Estante Comunitária.

Como autor, possui 14 livros publicados, dentre eles destaques como Meu gato de nome Mário e Haicas Onamásticos. Suas últimas publicações foram Poética emoldurada e Confraria do Bar Joia, em 2009.

Esteve a frente de memoráveis exposições como Pimentel 90 anos, em março de 2002; e Japão-Brasil 100 anos – Do sol nascente ao calor tropical, em julho de 2008. Este ano realizou a exposição Luis Antonio Pimentel – 100 anos em foco, em comemoração ao centenário do jornalista Luis Antonio Pimentel, que tive oportunidade de prestigiar.

Parabéns aos indicados, especialmente ao meu amigo Cecchetti por mais essa conquista!

O funk como um direito

A proibição do funk é uma ilegalidade que não pode ser aceita, principalmente, quando praticada por quem tem o dever de fazer cumprir as leis.

As manifestações culturais que surgem do povo são normalmente vistas por segmentos da sociedade e dos meios de comunicação como algo marginal e que deve ser tratado como caso de polícia. Tanto a antiga repressão ao samba, quanto à atual, ao funk, são – guardadas todas as particularidades históricas e culturais – duas faces da mesma moeda. São exemplos concretos de atuação repressiva do aparato do Estado na tentativa de enquadrar as manifestações culturais populares, originadas da resistência do negro e do pobre.

O funk e o samba são, antes de tudo, movimentos de resistência, afirmação de valores culturais e de criação de uma identidade social para os milhões de jovens moradores das comunidades populares Brasil a fora.

Portanto, os que hoje perseguem o funk reproduzem a mesma lógica racista e elitista dos que perseguiam a capoeira, as rodas de samba e as giras de umbanda e candomblé.

Inegável que ocorrem no “mundo funk” algumas práticas descritas como crime, o que é comum a todo grupamento social, inclusive na polícia, na política e na imprensa. O que não se pode, entretanto, é permitir que o Poder Público, de forma seletiva e violando a Constituição, generalize e persiga o funk, tratando todos os funkeiros como bandidos.

Afinal de contas, é  interessante questionarmos, em que diferem os crimes praticados por alguns funkeiros dos crimes praticados por alguns pitboys, nas boates Zona Sul? Quais as providências do Estado com relação a esse último fenômeno, cada vez mais crescente e muitas vezes associado ao consumo de drogas sintéticas? Será que alguém pretende fechar as boates da moda…?

Essa diferença de tratamento está, infelizmente, ligada na cor da pele, na condição econômica dos delinquentes e de suas vítimas e no local onde residem. E causa revolta constatar que são tais “diferenças” que vêm pautando a atuação do Poder Público, que continua a tratar desigualmente os desiguais, buscando unicamente proteger os mais protegidos.

Felizmente, a lei estadual do Álvaro Lins (que está preso, diga-se de passagem) que impunha censura ao funk e contribuía para criminalizar a pobreza foi revogada. Precisamos, agora, mudar a cultura dos funcionários públicos responsáveis pela segurança, já que a Constituição garante o direito de qualquer um ouvir a música que quiser, desde que isso não viole o direito ao descanso e ao sossego das pessoas a sua volta. Isso se aplica às manifestações religiosas, às “festas de playboy” e ao funk.

Mudar essa cultura repressiva e ilegal é a tarefa que temos pela frente. Para isso acredito, antes de tudo, no diálogo e no respeito às diferenças. Lutar por isso é compromisso que assumo e pelo qual sempre trabalhei nos meus 3 mandatos parlamentares.