Abstenção da prova do Enem supera 50%

O Ministério da Educação (MEC) divulgou que a abstenção registrada na reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta quarta-feira foi superior a 50%.

Depois de tantas trapalhadas os estudantes começaram a duvidar da seriedade do Exame. Por isso menos da metade dos 9,5 mil participantes que foram convidados a refazer o Enem, em 17 estados da federação, nem foram até o local da prova.

Foram aplicadas novas provas de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias para os alunos prejudicados por erros de impressão nas provas amarelas, realizadas no dia 6 de novembro, considerando o registro em ata.

Para os estudantes que faltaram ao Enem ontem serão consideradas para o cálculo final as notas das provas que foram aplicadas no dia 6 de novembro.

O resultado brasileiro no PISA: Mais uma evidência do descaso na educação

Mais um exame internacional constatou como anda a educação no Brasil: muito mal. Os últimos resultados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico, nos colocam bem abaixo da média internacional em leitura (que é de 493 pontos). Os brasileiros conseguiram apenas 412. Na liderança: China, com 556.

Em matemática, a média internacional é de 496, mas só obtivemos 386. E em primeiro lugar? 600 pontos para a China. Em ciência, nós ficamos com 405. E a liderança? Sim, eles! Os jovens chineses com 575 pontos.

É triste constatarmos que último projeto sério de educação no Brasil foi os CIEPS. A China, por outro lado, continua em seu caminho para se tornar a principal potência mundial. É um país que se planeja e que prepara a população para o futuro. Nós precisamos levar mais a sério a qualidade do ensino fundamental e médio.

Precisamos investir e ter apenas 5% do nosso PIB destinado ao setor não é suficiente. É por isso que, como político educacionista, luto para que este percentual suba para 10%.

Poder Judiciário define os rumos do ENEM 2010

Educação: estudantes fazendo provaOs estudantes brasileiros que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) neste ano continuam apreensivos. Como a realização das provas mais uma vez teve problemas, o Poder Judiciário teve que intervir.

Saiu, como comentei aqui, uma decisão da juíza federal no Ceará anulando todas as provas do ENEM 2010. Já ontem à noite uma nova deliberação foi tomada. O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região suspendeu a liminar concedida anteriormente.

A Justiça mudou, mais uma vez, o destino do ENEM. Com a suspensão da liminar, voltam a valer as decisões já anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC). Este prevê refazer a prova apenas para os estudantes prejudicados pelos erros no caderno de questões amarelo e que registraram o problema nas atas dos fiscais que aplicaram a prova.

O ENEM é passaporte para as mais de 500 instituições de ensino superior que utilizam suas notas na seleção de ingresso. Por isso, no meu ponto de vista, o MEC poderia ter a sensibilidade de compreender isso e conceder a todos os estudantes do caderno de respostas amarelo o direito de fazer nova prova.

A insegurança jurídica que paira sobre os milhões de jovens e suas famílias é preocupante. O ENEM define não apenas situações escolares, mas também econômicas. Só pode pleitear uma bolsa do Programa Universidade Para Todos (ProUni) e do Programa de Financiamento Estudantil (FIES) quem realizou o ENEM neste ano.

É lamentável ver um Exame como este ter que ser definido pela Justiça por incompetência do MEC. Disse e reafirmo: isso é reflexo do descaso com o qual nosso país trata a educação.

Ainda assim acredito e defendo o fortalecimento do ENEM como uma saída para melhorar o nível da educação no Brasil. O MEC, no entanto, tem que se organizar para evitar tantos tropeços e consolidar de uma vez o ENEM como ferramenta de avaliação do desempenho dos nossos estudantes ao fim da escolaridade básica. De posse destes dados, o Estado deve investir de forma direcionada para garantir aos nossos jovens o desenvolvimento de competências fundamentais para o exercício pleno da cidadania.

A escola que o Brasil precisa

As más notícias sobre a educação brasileira ultimamente tem sido tantas que eu decidi colocar o que eu acho que deveria ser feito para mudar o quadro atual. No entanto, não vou falar sobre nenhuma novidade ou sistema revolucionário.

Vou, na verdade, usar um vídeo sobre um modelo de escola que começou a ser implantado no Rio de Janeiro nos anos 80, foi brevemente interrompido e depois retomado no início dos anos 90 até ser praticamente sepultado a partir daí.

O vídeo ao lado foi feito em 1993, época em que computadores eram artigos de luxo e a Internet comercial era um sonho distante.

ENEM: descaso ou incompetência?

Não foi a primeira vez. Em mais um vexame público, a organização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) prejudicou os milhões de estudantes que se inscreveram em busca de um lugar nas boas universidades do país.

É uma pena que as coisas estejam caminhando desta forma. Desenvolver um sistema de avaliação capaz de substituir o já caduco vestibular é fundamental e o ENEM nos parece ser o melhor caminho para atingir esse objetivo. A maneira com que ele vem sendo gerido, no entanto, deixa – e muito – a desejar.

Em 2009, as provas foram suspensas apenas dois dias antes de sua realização por conta do vazamento de questões. Este ano, a tragédia começou a ser anunciada ainda em agosto. Naquele mês descobriu-se que o contrato com as empresas que organizariam a prova ainda não havia sido assinado. José Tavares Neto, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), órgão do Ministério da Educação responsável pelo ENEM, afirmou na ocasião que tudo estava dentro do cronograma.

Passados três meses, o óbvio fica evidenciado: é impossível organizar uma prova da dimensão do ENEM num prazo tão curto. A quantidade de trapalhadas foi tão grande que o resultado não poderia ter sido outro: a prova foi suspensa. O que poderia ter sido diferente é a forma com que a situação está sendo encaminhada. Se a direção do INEP fosse adepta da prática da autocrítica, muitas polêmicas e incertezas seriam evitadas. Contudo, como isso não acontece, é o Poder Judiciário quem vem tratando de acertar o rumo do ENEM 2010.

Mais uma vez, a educação está no centro de um escândalo nacional. Há poucos dias, eu comentei aqui o fato de a ONU ter comparado o nível educacional do Brasil ao do Zimbábue. Com as informações que vem sendo divulgadas sobre o caso, a conclusão imediata a que chegamos é que há muita incompetência na gestão do ENEM. Para mim, no entanto, o que vemos é mais um exemplo do descaso com o qual nosso país ainda trata a educação.

O que me conforta é que as boas ideias vão muito além das pessoas que as operam. Apesar desses problemas tão primários, o ENEM não perderá sua credibilidade e poderá ser aprimorado até o ponto em que o vestibular já terá se transformado em memórias.

Até a ONU já sabe: Educação no Brasil precisa mudar

Ultimamente tenho manifestado minha preocupação com a educação com frequência e acho que as informações divulgadas ontem pela ONU refletem o meu pensamento. Se, por um lado, os índices mostram que o país está de fato se desenvolvendo na direção correta, por outro deixam claro que certas coisas precisam melhorar muito – a educação está entre elas.

O Brasil subiu quatro posições no ranking global de bem estar das populações, de acordo novo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), em relação ao ano passado. Nosso país está em 73º lugar entre 169 países e o principal entrave é a educação.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) este ano mudou sua metodologia. O cálculo do IDH brasileiro foi feito através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e passou de 0,693 para 0,699. A escala varia de zero, o pior, a 1, o melhor.

Ao aprimorar sua metodologia o Pnud expôs as enormes falhas do Brasil na educação. Pelo cálculo antigo, nosso IDH era de 0,813. O IDH considerava dois indicadores: A taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e a taxa de matrícula nos ensinos fundamental, médio e superior. O novo índice avalia a média de anos de estudo atual da população e o critério de “anos de estudo esperados”, que projeta qual será a escolaridade média nos próximos anos levando em conta fatores como repetência e evasão.

Outro dado revelado é a média de anos de estudos do Brasil que é de 7,2 anos. A mesma de Zimbábue, o último colocado no ranking.

Estes índices nos mostram que o Brasil tem que prosperar e muito. É preciso ficar claro que saber ler e escrever não tem relação direta com qualidade de ensino, o número de matriculados tampouco. É na área da educação que a população brasileira mais sente a privação de oportunidades.

Reafirmo minha convicção, como um político educacionista, que temos oferecer educação de qualidade e em tempo integral em todas as escolas públicas do país. Com a criança o dia todo no colégio a mãe, por exemplo, poderia trabalhar e aumentar a renda familiar.

Evasão escolar no país é assustadora

Pesquisa realizada pelo IBGE mostra que 14,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos não estão nas salas de aula. A educação, apontada como a saída para o desenvolvimento do país, é uma cadeira vazia apegada ao desestímulo.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2010/IBGE 32,8% da população de 18 a 24 anos já não frequentam a sala de aula e a evasão acontece sem a conclusão do ensino médio.

Ao comparar o Brasil com os demais países da América do Sul – dados extraídos em 2007 – a maior taxa de abandono do nível médio é nossa, registrando 10% contra 7% da Argentina, 6,8% do Uruguai, 2,9% do Chile, 2,3% do Paraguai e 1% da Venezuela.

As principais causas para a evasão escolar é a repetência, a má qualidade das escolas e a presença dos adolescentes em série errada. Por não atingirem o ensino médio, os adolescentes enfrentam dificuldades para conseguir uma colocação de trabalho, caindo no subemprego por falta de qualificação.

Está na hora de reforçar a qualidade da educação e o interesse das crianças na pré-escola e no ensino fundamental.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

Metade dos brasileiros entre 15 e 17 anos está fora do ensino médio

A política governamental para acelerar os estudos de quem ficou para trás na infância não atinge os adolescentes de maneira satisfatória. Metade dos jovens com idade entre 15 e 17 anos (calcula-se 5 milhões de alunos) não está matriculada no ensino médio. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2009, mostram que há mais de 5 milhões de estudantes nesta situação.

As taxas de escolaridade de jovens entre 15 a 17 anos, no ensino médio, mostram que os índices são baixos em todo o país e que há grande desigualdade regional (em %). Também é preciso investir na formação de professores para atender a carência de profissionais no ensino médio.

O programa Bolsa Família contribuiu para o aumento de jovens pobres no ensino médio. Os investimentos feitos pelo ministério em áreas mais carentes, como o Plano de Ações Articuladas e Plano de Desenvolvimento da Educação, foram essenciais para garantir o aumento da progressão dos adolescentes mais pobres nos estudos.

Apesar das taxas de escolarização terem melhorado nos últimos anos (em 2009, por exemplo, chegou a 50,9%, o que representa 5.237.610 jovens), mesmo assim há desigualdade regional e econômica. Os estudantes das famílias mais pobres, com idade entre 15 e 17 anos, estão mais atrasados nos estudos. As taxas de escolarização que medem a porcentagem da população com essa faixa etária que estão na etapa educacional correta mostram que as diferenças são grandes (em %).

É preciso integrar união, estados e municípios para garantir estabilidade ao percurso educacional das crianças brasileiras. É fundamental continuar investindo na educação para reduzir as curvas de desigualdade ainda existente.

O ensino médio precisa de uma política que seja encarada como “estratégia nacional”. O número de matrículas nessa etapa, especialmente quanto à idade dos jovens, é muito pequeno. A população brasileira, em crescimento, não tem a metade dos adolescentes que deveria no ensino médio. Com isso, os jovens ficam sem condições mínimas para exercerem seus direitos de cidadão.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.

Cristovam Buarque é senador educacionista

Hoje mais cedo estava panfletando na rua e fui abordado por uma moça com uma consideração que ainda não tinha ouvido nesta campanha: o Cristovam Buarque não deveria ser candidato ao Senado e, sim, à Presidência da República.

E ela me perguntou: por que é que a coisa não foi assim?

Eu de início tomei um susto. Numa disputa tão polarizada entre Dilma e Serra, ainda sobrava espaço para alguém que entendia o valor que a educação precisa ter em nosso país. Me lembrei logo em seguida daquele momento em que nós, dentro do PDT, debatíamos a nossa posição para as eleições nacionais. Eu fiz parte do grupo que defendeu a candidatura do senador Cristovam Buarque a presidente, mesmo sabendo que, para isso, seria preciso que ele abrisse mão de seu mandato como senador. O partido, no entanto, entendeu que seria mais importante manter Cristovam no Senado e todos concordamos com a decisão.

E é isso que buscamos. Educar para um futuro melhor. Com dignidade. Com esperança de alcançar o direito à vida.

Tempo de renovação. Mudar esse pensamento retrógrado de que o importante é dar “pão e circo!”. Não tem graça nenhuma! Com a população alfabetizada, recebendo educação em tempo integral, breve, no futuro que já desponta, haverá oportunidades iguais para todos.

Cristovam Buarque precisa estar no Senado. É que ele, na tribuna, com suas ideias e brilhante oratória, há de poder mudar o rumo do nosso país. E lá permanecer resistindo. Com luta. Na busca da conscientização dos seus pares por saber que ele estará implantando o Movimento Educacionista nesse imenso país.

Cristovam Buarque é e será sempre o nosso senador estadista.

O Brasil precisa de Cristovam Buarque no Senado

Autor da proposta de ensino em tempo integral para toda a educação básica, o senador Cristovam Buarque acredita que só uma “revolução” pode mudar o ensino do país. E esta passaria pelo aumento dos salários dos profissionais, construção de novos e mais prédios equipados, a adoção do turno e da educação integrais.

O Movimento Educacionista já é uma realidade. Ao acreditar na iniciativa concreta de Cristovam Buarque, o eleitor de Brasília certamente irá depositar seu voto no senador. Educação é fator primordial para o crescimento do país.

Nós, que acreditamos na necessidade da boa educação para mudar o futuro de crianças e adolescentes, precisamos reafirmar, nas urnas, a eleição do Cristovam no Senado Federal.

Cristovam é um político ético, dinâmico e visivelmente preocupado com o futuro da nação.

O senador propõe que os recursos para a implantação do turno integral não sejam pulverizados nas redes de ensino de todo o país. Por conta disso e da não erradicação do analfabetismo, que vem aumentando nos últimos anos, não podemos deixar que sejamos ultrapassados, muito em breve, por países com muito menos recursos que nós. Com as novas exigências do mundo, não basta alfabetizar, é preciso muito mais.

E começar por refazer toda a rede escolar em pelo menos 70%. Esse dinheiro deverá ser usado nas redes de 250 cidades a cada ano. Ao fim de 20 anos o país terá feito a revolução de que precisamos.

Com a obrigatoriedade da oferta do ensino fundamental em tempo integral para todas as escolas do país, até 2022, em razão do declínio do crescimento demográfico, passa a ser viável sua implantação.

Não desanime. Com Cristovam Buarque numa cadeira do Senado, muitas cadeiras escolares estarão garantidas para as salas de aula desse imenso país.