Linha 3 do Metrô sairá do papel

Na terça-feira (12), o governo federal anunciou a liberação dos recursos para a implantação da Linha 3 do Metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo. Esse é um projeto antigo no qual estou envolvido desde 2001, quando já defendia a questão da mobilidade urbana sustentável e o transporte público como prioridades. O empréstimo de R$ 3,6 bilhões faz parte do Programa de Melhoria da Infraestrutura Rodoviária e Urbana e da Mobilidade das Cidades do Estado do Rio (Pró-Cidades). Com o metrô serão investidos R$ 200 milhões.

A Linha 3 começa na estação Araribóia, que ficará onde hoje se encontra o terminal das barcas, e seguirá um trecho de 22 quilômetros, ligado por 14 estações. O projeto inclui um estacionamento e garagem para pequenos atendimentos e reparos, no Barreto, e um centro de manutenção, em Guaxindiba. O projeto vai compor o Caminho Niemeyer.

Com o metrô, continuaremos a receber o fluxo daqueles que se dirigem ao Rio, mas de uma forma mais organizada e com um impacto menor no trânsito do centro de Niterói. Por isso também será investido na aquisição de novas embarcações. As que hoje fazem a linha Rio- Niterói vão para Ribeira/Paquetá/Cocotá e as velhas serão vendidas.

Será construído um terminal intermodal, integrando os sistemas de metrô, barcas e ônibus municipais e intermunicipais. Circularão cerca de 600 mil passageiros por dia. Niterói também vai ganhar uma nova ciclovia ligando o bairro do Barreto a Gragoatá, com aproximados 8 quilômetros de extensão. Esta será a maior integração intermodal do país e a primeira a incluir um terminal aquaviário.

Também em 2001, durante meu primeiro mandato, presidi a comissão especial que discutiu e fez mudanças importantes no projeto, como a manutenção do trecho Araribóia x Carioca, que não será licitado agora, mas, futuramente, também fará parte dessa integração, sem excluir a ideia do túnel pela Baia de Guanabara.

Realizado pela secretaria estadual de Obras no âmbito do PAC 2, o metrô será responsável pela integração dos dois municípios, com possível extensão até Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Em um mês, será lançada a modelagem do edital para a construção da Linha 3. Em outubro, o edital será lançado, e a previsão é que em janeiro de 2013 as obras possam ser iniciadas.

Banco Mundial: empréstimo para recuperação da Região Serrana

A viagem à França foi muito positiva para todo o Estado do Rio. Ontem, voltamos para o Brasil com uma boa notícia. Conseguimos um empréstimo de R$ 485 milhões do Banco Mundial para investimentos em infraestrutura, visando os projetos da Copa do Mundo e Olimpíadas e a recuperação das cidades da Região Serrana.

O episódio foi considerado pela a ONU uma das dez maiores catástrofes naturais ocorridas no mundo. E o Banco Mundial tem acompanhado de perto essa situação. Logo depois da tragédia, o banco enviou uma missão para avaliar o impacto dos estragos. Em março, foi liberado um empréstimo de R$ 800 milhões para obras nos sete municípios afetados pelas chuvas do início do ano na Região Serrana – Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal, além das cidades de Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis, São João de Meriti e Duque de Caxias.

Esse novo empréstimo é um reconhecimento de que o Rio de Janeiro está no caminho certo do desenvolvimento.