O desafio da escola é formar mais que bons alunos

Uma entrevista da filósofa e professora Viviane Mosé ao jornal O Globo de hoje trouxe uma importante reflexão sobre os moldes da educação no Brasil. Em seu livro “A escola e os desafios contemporâneos”, a autora defende que é preciso priorizar um sistema de ensino que não forme apenas bons alunos, mas, que prepare vencedores.

Para que isso seja possível é fundamental, em primeiro lugar, que tenhamos educação de qualidade para nossas crianças e jovens, uma educação que pode ir muito além da metodologia aplicada rotineiramente em sala de aula. Nesse contexto, julgo importante trazer novamente para discussão um tema recorrente no meu blog: a educação integral nas escolas.

Não basta apenas que os professores transmitam o conteúdo. É preciso saber estimular os alunos. E assumir o projeto de educação integral nas escolas é dar oportunidade a esses estudantes para que tenham um melhor convívio social. Que tenham acesso ao esporte, à arte e às atividades culturais, desenvolvendo o potencial de cada um e contribuindo para sua formação.

Marco na história educacional, o CIEP é a melhor que referência que temos quando falamos em educação em tempo integral. O modelo de escola que surgiu durante o governo de Leonel Brizola tinha o objetivo de garantir o direito de acesso a uma educação plena, como fator primordial de desenvolvimento e afirmação social.

Não faz muito tempo, fomos contemplados com o projeto aprovado na Câmara que destina parte dos royalties para a Educação. Um investimento que trará benefícios para o desenvolvimento das Políticas Nacionais de Fortalecimento da Educação, que é um dos problemas sociais de maior destaque no país.

Há uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2013), do senador Cristovam Buarque, que aguarda um relator para ser votada no Senado. Trata da universalização da educação básica de qualidade. Ou seja, garantir que todos tenham as mesmas oportunidades educacionais e que a educação básica pública, em suas etapas e modalidades, tenha padrão uniforme.

A escola, como base de formação, deve priorizar a avaliação e o fortalecimento das habilidades e competências de cada aluno. Incentivar seus alunos a descobrir seus próprios talentos. Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que possam alcançar melhores condições de uma vida digna.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

“Ciência para o Desenvolvimento Sustentável” é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que começou nesta segunda-feira, 18, e vai até domingo, 24.

Termos em nosso país uma semana exclusiva para mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade e a atitude científica são fundamentais.

Em Niterói, a Prefeitura organizou uma série de atividades como Ciência no Campo, Ciência na Praça, Ciência na Trilha, Barca da Ciência, entre outras.

Acompanhei o desenvolvimento destas ações pela cidade e constatei que estas atividades promovem não só a divulgação científica, mas também a difusão de conhecimento e debate sobre as estratégias de utilizarmos nossos recursos naturais com sustentabilidade.

O tema da Semana foi muito bem escolhido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia já que hoje, no mundo inteiro, há uma crescente preocupação em associar crescimento econômico à proteção do meio ambiente e à preservação da vida no Planeta.

É importante ressaltar que mostras como estas são essenciais para um desenvolvimento com qualidade, no qual podemos debater questões social, econômica e ambiental, ao mesmo tempo.

Aproveito para parabenizar o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Raymundo Romeo, pela organização.

Se você quer participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Niterói ainda há tempo!

Amanhã, 23, na Praia de Icaraí, das 8h às 14h tem o “Ciência na Praia” e no mesmo horário, às 8h, você pode percorrer a Trilha do Vai e Vem, parte do Caminho Darwin, no evento “Ciência na Trilha”.

O Campo de São Bento, em Icaraí, será a sede do “Ciência no Campo”, que encerra a Semana e acontece das 8h às 14h.

Brasil precisa correr para cumprir metas contra analfabetismo

O cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. A redução em 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos – de 10% em 2008 para 9,7% em 2009 –, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), não é suficiente para cumprir a projeção acordada pelo Brasil na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, no ano de 2000.

O Brasil deverá chegar, em 2015, a um índice de analfabetismo de 6,7%, segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Da maneira como o tema está sendo conduzido calcula-se que há de se chegar lá com 7,9%.

Nas grandes cidades, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 49 anos é de 3,67%. Estes analfabetos estão dispersos e são economicamente ativos. Têm pouco tempo disponível para estudar. Então é preciso envolver todos os governos federal, estadual e municipal neste processo.

Algumas mudanças nas políticas públicas para a alfabetização de jovens e adultos precisam ser feitas. Primeiramente deve-se criar um indicador nacional para medir a alfabetização dos brasileiros com mais de 18 anos, a partir do qual os gestores podem ser responsabilizados pelos resultados. O não cumprimento das metas deverá ter consequencias legais, como o corte de repasses financeiros aos municípios.

O movimento Todos Pela Educação ainda chama a atenção para o alto índice de brasileiros que são analfabetos funcionais, aqueles que conseguem ler uma frase, mas não interpretam um texto. A soma deles resulta em uma parcela de 30% da população com algum tipo de problema de alfabetização. Para quem quer diminuir as desigualdades sociais no país esse dado é muito grave.

Até o ano passado, a oferta de ensino público era obrigatória apenas para os estudantes entre 6 e 14 anos. No fim de 2009, a Emenda Constitucional nº 59 tornou a garantia de acesso à escola obrigatória para todas as crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos.

Ao todo, 3.630.000 crianças e adolescentes precisarão ser matriculados nas escolas brasileiras nos próximos cinco anos. A tarefa mais difícil a ser cumprida são as metas de inclusão de estudantes na faixa etária dos 15 aos 17 anos.

Há problemas socioeconômicos que precisam ser solucionados para que esses jovens permaneçam na escola. A oferta de formação profissional é uma das alternativas para mantê-los em sala de aula, passando a ser uma das grandes demandas da sociedade a partir de agora.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.