A Inglaterra em Niterói

Entra em cartaz na terça, dia 12, no Solar do Jambeiro, a exposição “O Norte Inglês: Um Retrato Pós-Industrial”, do fotógrafo niteroiense Rudy Bustamante, de 24 anos, que reúne 33 imagens suas, tiradas no norte da Inglaterra – onde mora desde os oito anos de idade – entre dezembro de 2013 e março de 2014.

A mostra é uma tentativa de transmitir a sensação de um estranho em um lugar novo, e descrever esse lugar para o público estrangeiro. Rudy conta que passou quase todos os dias, durante esses meses, fotografando estranhos, e começou a pensar como seria essa visão para quem não vive o cotidiano inglês.

Foi então, diz ele, que passou a observar tudo como se fosse novo para ele, assim como seria para os de fora. E a expectativa de expor em sua terra natal é tamanha, que Rudy já planeja uma versão do projeto aqui para levar de volta para a Inglaterra. Um intercâmbio de culturas e costumes.

Rudy estudou arte por vários anos antes de descobrir a fotografia e o filme. E usa a técnica como uma forma de preservar a ligação emocional que tem com o momento capturado, revelando o significado semântico de situações da vida cotidiana, em vez de reordenar as percepções existentes, como em uma pintura.

Essa é sua primeira exposição individual no Brasil e, sem dúvidas, fomos privilegiados. A mostra segue até o dia 30 de setembro. O Solar do Jambeiro fica na Rua Presidente Domiciano, 195, no Ingá. De terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada franca. Vale a pena conferir!

Museu do Trem apresenta a exposição “O Rio Grande na era dos trens”

Está em cartaz, até o dia 29 de novembro, no Museu do Trem, a exposição “O Rio Grande na era dos trens” com registros dos fotógrafos José Abraham e Alfonson Abraham, pai e filho.

Durante os anos de 1950 a 1980, a dupla acompanhou a trajetória das máquinas que levaram o progresso ao Rio Grande do Sul, desde as oficinas que produziam as peças de reposição até a última Maria Fumaça que rodou os trilhos entre as cidades de Bagé e Rio Grande.

Recomendo a todos que visitem o Museu do Trem e confiram a exposição. É uma interessante viagem no tempo, que remete a uma época em que o trem era o principal meio de transporte tanto de cargas como de passageiros.

Fundado em 1984 e fechado desde 2007, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu do Trem reabriu suas portas esse ano e merece ser visitado pelos cariocas.

Este é o único museu dedicado ao trem no Estado do Rio de Janeiro e o único espaço cultural do bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte. Desde julho do ano passado essa reabertura vinha sendo muito reivindicada por antigos funcionários da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e por todos aqueles interessados na memória do transporte ferroviário.

O Museu do Trem fica na Rua Arquias Cordeiro, 1046, no Engenho de Dentro. A visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 16h, com entrada franca. Vamos prestigiar!

Exposição em cartaz na Sociedade Fluminense de Fotografia mostra o drama da hanseníase no país

Ontem, prestigiei a exposição ‘Quebrar barreiras – o estigma da lepra’, na Galeria Octavio do Prado, na Sociedade Fluminense de Fotografia, que reúne 19 fotos coloridas e em preto e branco assinadas pelo fotógrafo alemão Heiner Pflug. A exposição marca o lançamento do livro homônimo que retrata a história da hanseníase no Brasil, através de fotos que abordam a forma de vida das pessoas que, ainda hoje, vivem em colônias para portadores da doença em diferentes estados do país.

O livro é resultado de um mergulho de três anos do autor em pesquisas, visitas às colônias de outros estados e do Rio como Curupaiti, em Jacarepaguá, e Itaboraí, e entrevistas com portadores e ex-portadores da doença, filhos, enfermeiros, médicos e autoridades. Um processo que começou em 2009, quando Heiner vendeu uma casa e decidiu doar o dinheiro. Foi assim que conheceu a colônia de Curupaiti. A aproximação com a hanseníase se tornou, então, um projeto de vida.

O objetivo de Pflug é mostrar, no livro, o preconceito com quem tem as marcas da doença e como eram tratados os doentes entre os anos de 1920 e 1930, quando estava em vigor o Regulamento Sanitário, que pregava o isolamento dos doentes. Eles eram tirados do convívio familiar e internados em hospitais-colônias.

Ainda hoje, existem 33 colônias parcialmente ativas no país, onde vivem pelo menos dez mil ex-pacientes e suas famílias. Segundo o Ministério da Saúde, são detectados 33 mil novos casos da doença a cada ano, sendo 7% em menores de 15 anos. A lei que previa a internação compulsória foi revogada em 1962, mas o retorno ao convívio social era muito difícil em razão da pobreza e do isolamento a que eram submetidos.

A exposição segue até o dia 15 de junho, das 9h às 18h. A entrada é gratuita e todo o lucro obtido com a venda do livro na noite de lançamento será revertido às colônias que abrigam pessoas com hanseníase. A Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro.

Exposição “Mosaicos Fotográficos” no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Recomendo a todos que confiram a exposição “Mosaicos Fotográficos”, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Icaraí. Organizada pelo meu grande amigo Paulo Roberto Cecchetti, a mostra reúne imagens do arquiteto e fotógrafo Rainer Thrum, conhecido por seus trabalhos em fotografia urbana e artes em mosaico.

A temática de “Mosaicos Fotográficos” é montar, através de fotos menores, imagens de rostos humanos, que devem ser vistos à distância. O objetivo de Thrum não é retratar personalidades da mídia, mas resgatar rostos que expressem o desprendimento do artista com seu trabalho.

Cecchetti já esteve à frente de memoráveis exposições como “Pimentel 90 anos”, em 2002, e “Japão-Brasil 100 anos – Do sol nascente ao calor tropical”, em 2008. Ano passado, realizou a mostra “Luiz Antonio Pimentel – 100 anos em foco”, em homenagem ao centenário do jornalista, que tive a oportunidade de prestigiar. Como autor, possui 14 livros publicados e foi, também, fundador de importantes movimentos culturais que admiro como “Escritores ao Ar Livro” e “Estante Comunitária”

A exposição “Mosaicos Fotográficos” é gratuita e segue até 31 de março. Nesse dia haverá um encontro com Rainer Thrum, às 10h. O Centro Cultural fica na Rua Lopes Trovão, s/n, no Campo de São Bento. Vale a pena conferir!