A participação da família na formação do jovem leitor

Ler é essencial e sempre será a melhor forma de aprendizado. E transformar a leitura em um momento agradável para as crianças pode ser a chave para a formação de jovens e adultos leitores. A leitura em família, inclusive, é apontada por especialistas e professores como estímulo ao vínculo afetivo. Algo que propicia uma relação mais forte entre pais e filhos.

Concordo plenamente. E pratico esse hábito em casa, com minhas filhas Clara e Mariana. Sempre que passo por uma livraria compro algo novo para lermos juntos. Penso que a criança estimulada a encontrar o livro desde cedo tem uma relação prazerosa com a leitura, e não uma relação de obrigação.

Recentemente, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, divulgou que cerca de 90% daqueles que gostam de ler ganharam livros em algum momento da vida. E é justamente por meio da leitura que as crianças têm acesso ao conhecimento, à cultura, fatores importantes para a formação dela como cidadãos críticos.

Outra discussão bastante interessante é o que chamam de leitura mediada, base do projeto Roedores de Livros, do Distrito Federal. A iniciativa promove leituras em grupo com crianças e jovens de cinco a 14 anos, além de funcionar como uma biblioteca. O dia a dia da criança com o livro traz um enriquecimento muito grande para o seu futuro.

Mas de nada adianta dizer que a leitura é importante, que a criança tem que ler, se os pais não dão o exemplo. A lição começa em casa.

Minha tarde com Clara

Hoje tive o prazer da companhia da minha filha mais velha Clara durante parte do meu dia de atividades. Como sabem, essa campanha não tem me permitido ter muito tempo com a minha família, causando uma saudade muito grande principalmente nas crianças.

A alternativa hoje foi levar uma delas ao meu encontro. Ela participou comigo de um almoço em Várzea das Moças e uma reunião em Jurujuba. Entre um evento e outro ela ia apontando as placas da campanha que via na rua: “Olha lá o papai!” Um barato!

Em Jurujuba, ela brincou com outras crianças e falou com os moradores. Cheguei a colocá-la dentro de um barco de pescador. Ela gostou.

A participação da minha família nas campanhas sempre foi uma tradição. Eles sempre foram muito presentes. Minha mãe, por exemplo, sempre faz panfletagem para mim. Ontem, ela e Graziela estavam comigo me ajudando, conversando com as pessoas na rua. Eu conheci a Grazi assim durante a campanha de 2000. Nós panfletávamos juntos.

Eu me sinto muito grato pelo carinho deles

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