70 anos da Sociedade Fluminense de Fotografia

Em 2014 a Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF) completa 70 anos de história repleta de exposições memoráveis como a mostra ‘Quebrar barreiras – o estigma da lepra’, que reuniu, em maio do ano passado, imagens – que retratavam a história da hanseníase no Brasil – assinadas pelo fotógrafo alemão Heiner Pflug.

A Sociedade Fluminense de Fotografia foi uma das mais representativas do fotoclubismo no país e no mundo, movimento que teve seu auge nos anos 40 e 50 do século passado. Em menos de um ano de existência, a SFF já organizava, no antigo Hotel Cassino (a atual sede da reitoria da UFF), sua primeira mostra internacional, fazendo intercâmbio com 85 países. Além do material iconográfico e uma biblioteca com livros sobre fotografia do século XIX.

Fundada por Jayme Moreira de Luna, Cesar Salamonde e Paulino José Soares de Souza Neto, a Sociedade Fluminense de Fotografia já teve entre seus membros renomados nomes como Oiticica Filho, Chakib Jabor e Stefan Rosenbauer. Boa parte dos fotógrafos profissionais e amadores de Niterói passaram pela Sociedade Fluminense de Fotografia. Atualmente, quem preside a instituição é o fotógrafo Antonio Machado.

Por toda sua importância, em 2010, criei o projeto de lei aprovado e sancionado em 2013. A Lei 3012/2013 que considera de Utilidade Pública a Sociedade Fluminense de Fotografia, que projetou de modo ímpar a arte do nosso país no exterior. E, ainda hoje, mesmo com toda a facilidade das câmeras digitais, a SFF cumpre com seu papel de ensinar a arte da fotografia às novas gerações.

A SFF oferece cursos básicos de fotografia, iluminação, prática de moda para fotógrafos e modelos, fotografia de eventos sociais, filmagem, fotojornalismo, além da formação em ferramentas de edição, como o Photoshop CS6. E também oficina de fotografia para crianças de 8 a 12 anos. Mais informações podem ser obtidas pelo site da SFF ou pelo telefone 2620-1848.

A programação completa das comemorações ainda não foi definida, mas a SFF vai promover exposições, encontros e palestras. A Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro. Vamos prestigiar!

Museu do Trem apresenta a exposição “O Rio Grande na era dos trens”

Está em cartaz, até o dia 29 de novembro, no Museu do Trem, a exposição “O Rio Grande na era dos trens” com registros dos fotógrafos José Abraham e Alfonson Abraham, pai e filho.

Durante os anos de 1950 a 1980, a dupla acompanhou a trajetória das máquinas que levaram o progresso ao Rio Grande do Sul, desde as oficinas que produziam as peças de reposição até a última Maria Fumaça que rodou os trilhos entre as cidades de Bagé e Rio Grande.

Recomendo a todos que visitem o Museu do Trem e confiram a exposição. É uma interessante viagem no tempo, que remete a uma época em que o trem era o principal meio de transporte tanto de cargas como de passageiros.

Fundado em 1984 e fechado desde 2007, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu do Trem reabriu suas portas esse ano e merece ser visitado pelos cariocas.

Este é o único museu dedicado ao trem no Estado do Rio de Janeiro e o único espaço cultural do bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte. Desde julho do ano passado essa reabertura vinha sendo muito reivindicada por antigos funcionários da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e por todos aqueles interessados na memória do transporte ferroviário.

O Museu do Trem fica na Rua Arquias Cordeiro, 1046, no Engenho de Dentro. A visitação acontece de segunda a sexta, das 10h às 16h, com entrada franca. Vamos prestigiar!

Exposição em cartaz na Sociedade Fluminense de Fotografia mostra o drama da hanseníase no país

Ontem, prestigiei a exposição ‘Quebrar barreiras – o estigma da lepra’, na Galeria Octavio do Prado, na Sociedade Fluminense de Fotografia, que reúne 19 fotos coloridas e em preto e branco assinadas pelo fotógrafo alemão Heiner Pflug. A exposição marca o lançamento do livro homônimo que retrata a história da hanseníase no Brasil, através de fotos que abordam a forma de vida das pessoas que, ainda hoje, vivem em colônias para portadores da doença em diferentes estados do país.

O livro é resultado de um mergulho de três anos do autor em pesquisas, visitas às colônias de outros estados e do Rio como Curupaiti, em Jacarepaguá, e Itaboraí, e entrevistas com portadores e ex-portadores da doença, filhos, enfermeiros, médicos e autoridades. Um processo que começou em 2009, quando Heiner vendeu uma casa e decidiu doar o dinheiro. Foi assim que conheceu a colônia de Curupaiti. A aproximação com a hanseníase se tornou, então, um projeto de vida.

O objetivo de Pflug é mostrar, no livro, o preconceito com quem tem as marcas da doença e como eram tratados os doentes entre os anos de 1920 e 1930, quando estava em vigor o Regulamento Sanitário, que pregava o isolamento dos doentes. Eles eram tirados do convívio familiar e internados em hospitais-colônias.

Ainda hoje, existem 33 colônias parcialmente ativas no país, onde vivem pelo menos dez mil ex-pacientes e suas famílias. Segundo o Ministério da Saúde, são detectados 33 mil novos casos da doença a cada ano, sendo 7% em menores de 15 anos. A lei que previa a internação compulsória foi revogada em 1962, mas o retorno ao convívio social era muito difícil em razão da pobreza e do isolamento a que eram submetidos.

A exposição segue até o dia 15 de junho, das 9h às 18h. A entrada é gratuita e todo o lucro obtido com a venda do livro na noite de lançamento será revertido às colônias que abrigam pessoas com hanseníase. A Sociedade Fluminense de Fotografia fica na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro.