Enfim, o Túnel Charitas-Cafubá foi efetivamente entregue aos niteroienses

A população de Niterói recebeu hoje, efetivamente, uma importante obra que vem somar nos projetos de mobilidade urbana da cidade. A inauguração definitiva do Túnel Charitas-Cafubá – um sonho esperado há pelo menos 20 anos pela população niteroiense – que vai não só alterar a dinâmica do trânsito entre a Região Oceânica e a Zona Sul, mas principalmente unir as duas regiões trazendo, sem dúvidas, inúmeros benefícios, em prol do desenvolvimento. Todavia, algumas questões um tanto quanto relevantes também devem ser pontuadas.

E um desses pontos é a TransOceânica, mais especificamente o terminal Charitas destinado aos ônibus que vêm da Região Oceânica. Bem verdade é que trata-se de que um grande equívoco pela forma como foi feito quando, na verdade, deveria ter sido levado em consideração o que previa o projeto Jaime Lerner: um terminal rodoviário para integrar todas as linhas intermunicipais que vêm do Rio e fazem ali seu ponto final. Uma pena termos a linda paisagem da orla de Charitas apagada pelos ônibus que param em frente.

No meu ponto de vista, para as linhas que saem da RO e passam pelo túnel, o ideal seria ter feito um ponto de embarque/desembarque em frente, ou próximo, ao Hotel Solar do Amanhecer, garantindo que esses ônibus pudessem dar continuidade a sua viagem em direção ao Centro integrando, assim, a RO, o Centro e a Zona Sul, já que grande parte dos passageiros que utilizam esse meio de transporte estão nessa região.

Recentemente, o Jornal O Globo publicou em sua coluna Carta dos Leitores, uma interessante sugestão que eu, inclusive, já tinha pensado sobre: tornar as linhas 38B e 39B circulares, de forma que uma faça o trecho Charitas-São Francisco-Largo da Batalha-Região Oceânica, e o outro seguindo o percurso inverso. Dessa forma, teríamos a possibilidade de garantir aos moradores de São Francisco, Pendotiba e do Largo da Batalha, o acesso a Charitas, já que pela mudança proposta pela Prefeitura de Niterói, essas linhas que foram criadas de forma provisória ligando a RO a Charitas, vão deixar de passar pela Av. Rui Barbosa e pelo Largo da Batalha. Sendo circulares, iria garantir que quem mora ou trabalha por ali tenha condições de embarcar sentido a Região Oceânica.

É lamentável também que o projeto atual não tenha contemplado a previsão de construção de um terminal em Piratininga para receber linhas que fazem o trajeto, por exemplo, para a Zona Sul do Rio de Janeiro, também permitindo aos moradores da Região Oceânica uma viagem só, sem a necessidade de fazer baldeação. Assim como também não contemplou a ciclovia que deveria existir ao longo da Francisco da Cruz Nunes

Quero ainda destacar alguns outros pontos importantes. Muitos trechos da via estão com calçadas enormes, em contraponto a outros sem calçada alguma; pistas encurtadas (onde antes existiam quatro pistas, restaram duas, e onde tinham duas, restou uma única pista estreita); redução do número de paradas, pontos de ônibus, ao longo do percurso; assim como o fim das áreas para o comércio ali da região e a tamanha redução dos retornos ao longo da via. Também seria importante que, além da linha de integração da Auto Viação 1001 que vai passar pelo túnel, que outras linhas também tivessem oportunidade de transitar pelo mesmo caminho.

Por fim, mas não menos importante, não se pode esquecer dos prejuízos gerados aos moradores e comerciantes da região. Estamos falando de uma obra que foi concebida sem que as pessoas conhecessem de fato a dinâmica de quem vive na Região Oceânica e que, mais do que usar os ônibus, também precisa utilizar carro para qualquer eventual deslocamento, algo bem típico da localidade.

Eu, agora como membro da equipe da Coordenadoria de Integração Metropolitana não poderia deixar, claro, de enaltecer a importância de um projeto tão importante como o Túnel Charitas-Cafubá. As críticas e ponderações que fiz são as mesmas que debati durante a campanha, numa visão de quem atua na área e sempre lutou por melhorias na mobilidade urbana. Mais do que qualquer coisa, desejo que a entrega definitiva do túnel à população seja mais um fator agregador do desenvolvimento e da qualidade de vida dos niteroienses.

Inauguramos o Caminho do Futuro

Julho começou com o pé direito. No primeira dia do mês, demos um grande salto na mobilidade urbana do estado com a inauguração do Arco Metropolitano, uma obra aguardada há 40 anos, mas que só em 2008, depois de ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC 2), começou a ser construído. Seu nome oficial é Rodovia BR-493/RJ-109.

São pouco mais de 70 quilômetros prontos, inaugurados, que vão influenciar diretamente a produtividade das indústrias do estado, com reflexos nos fronteiras vizinhas e até na economia do país. Serão via de escoamento do tráfego pesado da região metropolitana, desafogando a Avenida Brasil, Rodovia Presidente Dutra e a Rodovia Washington Luís (a BR-040).

Com o Arco, serão mais de 35 mil veículos, sendo 10 mil caminhões de carga, que deixarão de circular por essas vias, por dia. O trecho inaugurado hoje liga Itaguaí, na Região Metropolitana, a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que faz conexão com a Rio-Petrópolis (BR-116) até Magé, e de lá, a BR-493 até Manilha, em trecho que está sendo duplicado. Ao todo são 145 quilômetros de estrada.

Produtor e consumidor também ganham com o Arco Metropolitano. O frete fica mais barato. A estimativa é que a obra reduza em até 20% os custos de transporte de mercadorias entre o Porto de Itaguaí e os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e o Distrito Federal. O impacto do PIB do Estado será de R$ 1,8 bilhão. E mais de 10 mil empregos diretos gerados.

Durante as obras foram realizadas três mil desapropriações. Sítios arqueológicos também foram descobertos com as escavações, 68 pra ser mais exato. E foi preciso, ainda, construir oito viadutos sobre dutos da Petrobras e dois outros sobre um lago em Seropédica, para não pôr em risco o habitat da rã Physalaemus soarei, espécie rara, ameaçada de extinção.

Foram retiradas e catalogadas pelo Instituto de Arqueologia Brasileira mais de 50 mil peças inteiras e fragmentadas no decorrer do trajeto e nas cercanias da rodovia, entre carimbos africanos, louças europeias dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, sambaquis, louças chinesas e até urnas funerárias na cultura tupi-guarani. Peças com mais de até dois mil anos de existência.

Ainda é preciso a construção de 25,5 quilômetros de rodovia sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que devem ficar prontos em 2016. O Arco Metropolitano é o maior desafio rodoviário do estado. Numa ponta tem o Comperj, na outra, o Porto de Itaguaí, que deve se tornar o segundo maior porto do Brasil.

Conheça a Biblioteca Parque Estadual

No sábado, 29, estive na inauguração da Biblioteca Parque Estadual (BPE) no Centro do Rio, inaugurada depois de quatro anos de obras. O novo espaço com 15 mil metros quadrados vai oferecer multiplicidade de artes e cultura com capacidade para receber até cinco mil pessoas por dia, num investimento de R$ 71 milhões. O resultado final ficou fantástico!

As paredes da BPE estampam pensamentos de escritores e poetas como Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Vinícius de Moraes, só para citar alguns. O acervo literário com 200 mil itens, vai desde filmes, a músicas digitalizadas e uma ampla coleção de quadrinhos.

Além dos estúdios de som e vídeo, teatro, auditório e salas multiuso para laboratórios e oficinas. Tem ainda as espreguiçadeiras, área de exposição, o café literário e um jardim suspenso. Sem falar dos computadores de acesso público e internet gratuita. Tem programa para todos os gostos e idades.

Na década de 1980, a instituição centenária foi abraçada por Darcy Ribeiro, que na época era secretário estadual de Cultura. Ideias como a do teatro e da biblioteca infantil foram pensadas por ele, mas só agora foram construídas. O projeto é de Glauco Campelo, o mesmo arquiteto que desenhou prédio original que ocupou o espaço até agora.

A ambientação arquitetônica e o mobiliário é de Bel Lobo. O paisagismo foi feito pela Fundação Burle Marx. Vai funcionar de terça a domingo, das 10h às 20h, e está instalada num lugar de fácil acesso – pela Avenida Presidente Vargas, pelo Saara e pelo Campo de Santana.

A BPE é acessível e conta com uma equipe especial para atender os leitores com deficiências motoras ou cognitivas. Integrada à sustentabilidade, a biblioteca tem o chão de madeira certificada. Os vidros das janelas reduzem o calor. A fórmica do mobiliário é feita de garrafas PET e a água captada pelo eco-telhado é reusada.

O conceito de biblioteca parque está no desejo que as famílias venham e passeiem pela biblioteca. Que não seja somente um espaço de estudo e pesquisa, mas de encontro e convivência. A programação de eventos já conta com a exposição “Vinícius de Moraes – 100 anos”, que faz parte do projeto Centenário de Vinícius de Moraes e fica em cartaz até 15 de junho.

Vale muito a pena conhecer a Biblioteca Parque Estadual. Eu recomendo!

Novo Mergulhão: alto investimento que já começou causando transtornos

Um dia depois de inaugurado o novo Mergulhão de Niterói, o que se via era o local alagado (a Prefeitura afirma que cabos foram roubados) e horas de congestionamento, consequências da chuva da noite de sábado. Nada muito anormal para uma obra cujo projeto inicial sofreu alterações.

No croqui original do arquiteto Jaime Lerner era previsto a integração com o sistema de transporte. Na verdade, este era o principal objetivo do projeto. A passagem dos ônibus seria por cima do mergulhão e seria instalada uma estação modal próximo ao Hospital Antonio Pedro para os passageiros saltarem e fazerem baldeação para outros pontos da cidade. Fora outras intervenções.

Foi planejada a transferência das faixas exclusivas dos ônibus da Rua da Conceição e Dr. Celestino para a Avenida Amaral Peixoto. Se essa mudança fosse mantida, iria desafogar boa parte do fluxo dos automóveis que vão do Centro à Icaraí. Cerca de mil veículos/hora no horário da tarde. Nada disso aconteceu, e os coletivos continuam na Dr. Celestino, tornando obrigatório para os automóveis do Centro, seguir pela Coroel Gomes Machado, gerando grande congestionamento na via.

Uma quarta via deveria ter sido criada na Marquês do Paraná, sentido Icaraí para o Centro para substituir, na parte da manhã, a reversível que era montada no contrafluxo da via, das 6h às 10h, horário de pico. Para que o congestionamento da Ponte não prejudicasse o acesso ao Centro, essas faixas teriam que ser divididas por cones, sendo duas para a Ponte e as outras duas para o Centro, que deveriam ser colocados desde o acesso da Amaral Peixoto até a Roberto Silveira.

O projeto que havia custado R$ 600 mil ao município, foi simplesmente arquivado pela prefeitura. É bem pouco provável, agora, que as alterações viárias implantadas beneficiem o transporte coletivo com a prometida redução de 30% no tempo de percurso da Ponte Rio-Niterói em direção à Zona Sul da cidade. Vê-se o resultado do dia seguinte…

Pelo projeto inaugurado há poucos dias, os coletivos têm que continuar dando a volta pela Avenida Amaral Peixoto, passar pela Praça da República e subir a Dr. Celestino para chegar a Icaraí. Além disso, a estrutura, que deveria ter originalmente sete metros, foi entregue à cidade com 6,40 metros. É evidente que esse Mergulhão inaugurado, orçado em R$ 16 milhões pela atual gestão, não vai solucionar o problema do trânsito de Niterói. Um alto investimento que já começou causando transtornos.

A inauguração da 81ª DP de Itaipu é um grande ganho para os moradores da Região Oceânica

A inauguração da 81ª DP de Itaipu, agora Delegacia Legal, foi um sucesso! Depois de anos de espera, hoje foi dado um importante passo para o fortalecimento da segurança de Niterói. Quem acompanha minha trajetória sabe o quanto luto por melhores condições na área da segurança em nossa cidade.

Quando fui vereador e presidente da Comissão de Segurança da Câmara Municipal, em 2005, lutei para incluir a 81ª DP no Programa Delegacia Legal. E nas inúmeras reuniões que tive com as autoridades do setor, essa demanda sempre esteve em pauta.

Como secretário de Estado, não foi diferente. Em 2012, estive na Secretaria Regional de Piratininga, onde a 81ª DP estava instalada, provisoriamente, e me coloquei a disposição para ajudar no que fosse possível, principalmente, nesse período em que a unidade contava com uma sede provisória.

A obra na sede atual da 81ª DP e sua transformação em Delegacia Legal é um ganho enorme para os moradores da Região Oceânica que terão um atendimento ágil e eficaz, além uma força a mais no combate à violência em Niterói.

Posso dizer, com orgulho, que a inauguração da 81ª DP é um sonho realizado. Sei que ainda há muito a ser feito pela segurança de Niterói, que carece de mais atenção.Com a chegada do coronel Paulo Henrique e do coronel Pacheco nas chefias do Estado Maior, espero que a Polícia Militar dê um basta aos atos de violência que sofremos. Estamos no caminho certo.

Nova Delegacia Legal para mais segurança na Região Oceânica

Amanhã será inaugurada a nova Delegacia Legal de Itaipu, a 81ª DP, com a presença do governador Sergio Cabral. Um sonho realizado para os moradores da Região Oceânica e para todos que anseiam por mais segurança em nossa cidade.

A segurança, inclusive, sempre foi uma das minhas prioridades. Como morador de Niterói, fico preocupado com a situação que a cidade passa. Desde 2005, quando presidi a Comissão de Segurança na Câmara, luto pela causa e apresentei o Projeto de Lei 164/2005 que, dentre outras proposições, solicitava a implementação do Programa Delegacia Legal na 81ª DP.

Desde novembro do ano passado, a unidade passou a funcionar no prédio da Secretaria Regional de Piratininga, de forma improvisada, quando o prédio antigo foi demolido para que pudesse ser construído o novo imóvel.

Foram usadas técnicas modernas de construção civil, substituindo as vigas de concreto armado por estruturas metálicas, também uma laje tipo steel-deck, que são lâminas de aço tratadas com materiais químicos para evitar a corrosão.

A nova Delegacia Legal terá computadores conectados à central de dados da Polícia Civil e todos os aparatos digitais indispensáveis, além do setor de investigação, salas de escuta, salas de custódia e adaptações para portadores de deficiência.

Essa construção de agora tem 400m², vai atender todos os moradores da Região Oceânica. Através de financiamentos com o BNDES e o Banco do Brasil, o Governo do Estado está investindo alto no Programa Delegacia Legal. Em Niterói, a obra está orçada em R$ 1,7 milhão.

Entra em fase de teste o primeiro sistema BRT do Rio

Quando estive na Colômbia, em abril deste ano, conheci um pouco mais sobre um sistema inteligente de transporte coletivo, o BRT (Bus Rapid Transit). São veículos articulados ou biarticulados que trafegam em canaletas ou em vias elevadas.

Na quarta-feira, dia 6, foi inaugurado o primeiro corredor BRT TransOeste do Rio de Janeiro, que fará ligação entre Barra da Tijuca e Santa Cruz, na Zona Oeste. Até o dia 23, enquanto estiver em fase experimental, o sistema irá funcionar com nove estações e onze ônibus articulados que irão circular das 10h às 15h, com intervalos de dez minutos.

Os ônibus possuem capacidade para 140 passageiros cada um. A passagem cobrada é de R$ 2,75 e os usuários podem usar o Bilhete Único, o RioCard ou o cartão unitário, comprado no terminal de embarque e recarregado sempre que precisarem usar o Ligeirão, como foi apelidado. O principal objetivo desse novo sistema de transporte é reduzir o tempo de viagem em até uma hora.

Esse primeiro corredor expresso de ônibus deverá transportar 120 mil passageiros por dia. Por enquanto, só poderão usar apenas um ônibus convencional e o BRT. Posteriormente, haverá integração de passagens com as novas linhas alimentadoras que serão criadas e também com os trens. Em agosto, quando todo o sistema estiver em operação, o BRT terá 56km de extensão e 63 estações funcionando.

A experiência que tive ao conhecer o BRT de Medellín, na Colômbia, foi muito importante. O que vi foi um sistema de transporte que deu certo e que hoje serve de inspiração para outros países. O TransOeste é o primeiro dos quatro corredores de ônibus que o Rio de Janeiro elegeu como obra principal de mobilidade urbana.