Rio, a capital nacional das bikes

Andar de bicicleta, como já disse aqui outras vezes, é um hábito que cada vez mais conquista mais pessoas. E é muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta como prática esportiva, meio de transporte e também a importância do seu papel na mobilidade urbana. Na cidade do Rio, o investimento nas magrelas já começa a mostrar resultados…

Ações públicas e privadas estão ajudando a aumentar ainda mais o número de adeptos das pedaladas não só como forma de lazer, mas também como meio de transporte. Em tempos de Olimpíadas de 2016, começa a ficar mais evidente uma consciência que há tempos despontou em cidades europeias como Copenhagen: a de que o espaço público deve pertencer, cada vez mais, a pedestres e ciclistas.

Ainda há muito a ser feito, mas a transformação está acontecendo. A malha cicloviária na cidade do Rio deu um salto impressionante de 150 quilômetros, em 2009, para os atuais 355, com metas de atingir 450 em dois anos. Pouco, se comparado à estrutura de cidades como Munique, onde há 1,3 mil quilômetros. Mas o suficiente para conceder ao Rio a medalha de segunda maior malha de ciclovias da América Latina.

Novas rotas estão surgindo com a inauguração de mais 3 quilômetros de ciclofaixas no coração do Rio. Do Museu de Arte Moderna, no Aterro, ao Centro, são três caminhos diferentes, elaborados em conjunto por ciclistas, especialistas em transporte e autoridades que entendem do assunto. Melhores bicicletários também estão sendo implantados.

Segundo a ONG Transporte Ativo, já são, no total, entre quatro e cinco mil vagas para bicicletas na cidade. Com estrutura toda de alumínio, o atual modelo é mais resistente que o anterior, de ferro. Por dia, segundo a prefeitura do Rio, são feitos 1,5 milhão de trajetos de bicicleta em toda a cidade. Apostar nas magrelas como maneira de mitigar problemas de trânsito tem dado certo!

Com mais bicicletas, ciclovias e bicicletários, a cidade do Rio se tornou a capital nacional das bikes. E vai sediar, no dia 6 de abril, a terceira edição do Pedal Cultural, projeto de cicloturismo desenvolvimento pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca como forma de incentivo ao uso das magrelas, aliado ao lazer,o esporte e a cultura.

Incentivar o uso das bikes num país onde a cultura de progresso ainda é ter carro é um grande desafio. Mas é com engajamento e o desejo de transformação que a coisa acontece. Foi o que me motivou a elaborar o Estatuto da Bicicleta para Niterói, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito seguro das bikes, com seu uso garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, ainda assim, quem critique ou fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras muitas cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias, como Copenhagen e Munique.

Pedalar é uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida muito mais prático. É muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta.

Uma conversa sincera e emocionante

Na segunda (05), eu e Jose Seba nos reunimos com a Juventude Socialista do PDT para agradecermos o apoio e a dedicação que recebemos durante todo o período da campanha.

Inevitável não lembrar o dia que me filiei à juventude do partido, em 1998, após militar 10 anos no Comitê Mirim. Em 2001, me tornei presidente estadual da Juventude Socialista. Nesse período, reativei a JS do Rio de Janeiro e fui responsável por levá-la a outras regiões do estado.

No encontro, tivemos um bate papo muito sincero e emocionante. Compartilho com vocês a mensagem de incentivo que meu vice Jose Seba deixou para todos os jovens que ali estavam reunidos.

“Nós através de vocês quase ganhamos. E isso se deve única e exclusivamente pela dedicação da militância da qual vocês também fazem parte. A desproporção das campanhas era evidente, mas não fosse o entusiasmo, a obstinação e multiplicação da militância na rua, o resultado que obtivemos não aconteceria. Foi uma façanha.

Tenho muito orgulho de ter participado deste projeto e não há qualquer sentimento de derrota. Todos deram o seu limite a começar pelo Felipe. Eu sou testemunha de um trabalho incansável.

A causa que Felipe defende é admirável e digno de elogio. É um compromisso assumido por amor à ética e à cidade. Ele não fez negócios ou barganhas para a sua candidatura. E saiu limpo.

A política deve ser feita com decência, sabedoria, ética e honestidade. Por isso, devemos, a partir de agora, reforçar esses valores na política e cultivar os bons propósitos para a cidade.

E está na juventude a energia para isso. Não se deixem levar pelos oportunistas. Esses nunca prestam. A maior desgraça para um homem é a esperteza.”

O endereço do PDT é Rua Visconde de Itaboraí, 415 – Sobrado. Venha fazer parte desse time. Filie-se!

Os movimentos culturais devem ser valorizados

Niterói é uma das cidades com maior vocação cultural do Brasil e, sem dúvidas, precisamos incentivar e fortalecer ainda mais esse potencial. Garantir espaços para diversas manifestações, estímulo à criação de casas, centros e lonas culturais. Pretendo diversificar a política cultural e, além disso, levá-la para todas as regiões da cidade.

Ao longo da minha trajetória política, sempre defendi ações e projetos que valorizam nossa cultura e nossos artistas. O festival Arariboia Rock é um bom exemplo. O movimento foi criado por um grupo independente, formado por bandas de rock dos municípios localizados deste lado da baía de Guanabara, com o objetivo de fortalecer o cenário musical da cidade e garantir mais espaço às bandas locais.

Sempre apoiei o evento e é assim desde 2004, quando o produtor cultural e meu amigo Pedro de Luna, me procurou na Secretaria das Praias Oceânicas. Esta parceria deu origem a outras como as lutas pela preservação do Cinema Icaraí e pela reabertura da Estação Cantareira, símbolos da nossa cultura.

Este ano acontece mais um festival do grupo e me comprometi, ainda no primeiro semestre, a apoiá-los novamente ajudando a encontrar um local para o evento, que acontece entre 30 de novembro e 1 de dezembro.

Na última quarta-feira (22), me reuni com membros do coletivo. Concordamos que Niterói precisa de um espaço adequado para movimentos culturais como o Arariboia Rock. E relembramos uma antiga proposta apresentada por Pedro que é a aquisição de um ônibus da cultura, para que os artistas locais possam viajar pelo país divulgando a arte de Niterói. Disse ao grupo que quero criar uma agenda para que os músicos da cidade se apresentem com mais frequência e com toda a infraestrutura. 

A proposta é fazer do Teatro Popular o espaço para valorizar os artistas da cidade, inclusive nossa nova geração de músicos, que precisam de mais oportunidades para mostrarem seu trabalho. Por isso, como prefeito, vou garantir que a gestão do Teatro Popular seja feita pelos movimentos culturais da cidade. Vamos prestigiar o que é nosso. O niteroiense sabe fazer cultura de qualidade!