O Comperj em debate

Na última terça, dia 19, assisti a uma palestra do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, sobre o Comperj. O encontro aconteceu na Associação Conselho Empresarial e Cidadania (Acec).

Planejado, em 2005, para ser um complexo petroquímico, hoje o projeto, avaliado em R$ 20 milhões, contempla a construção de uma refinaria numa área de 45km² em Itaboraí. Na cadeia de produção seguem o óleo diesel, nafta petroquímica, querosene de aviação (QAV), coque, gás de cozinha (GLP) e óleo combustível.

Programado para ser inaugurado em 2016, o Comperj prevê, inicialmente, o refino de 165 mil barris de óleo por dia, principalmente, para a produção de diesel, volume que deverá dobrar na segunda fase, até 2020, com a expectativa de gerar até 200 mil empregos diretos e indiretos.

Os últimos dez anos foram de crescimento para a indústria de todo o estado, com destaque para o setor petroquímico. E um dos motores que temos para o desenvolvimento estadual é o Comperj. Seguimos uma nova dinâmica de investimentos que nos consolida como polo setorial.

O custo das obras dos aeroportos brasileiros aos cofres públicos

O Fantástico começou, recentemente, a exibir uma série de reportagens sobre os bilhões de reais desperdiçados na infraestrutura do país causados, em suma, pela falta de um bom planejamento nos projetos executivos. No domingo passado (02), o quadro ‘Brasil, quem paga é você’ mostrou as irregularidades que cercam os aeroportos brasileiros.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou uma série de irregularidades em obras no Espírito Santo e São Paulo, que vão precisar de mais de R$ 30 bilhões em investimentos até 2030 para dar conta da demanda de passageiros, cada vez maior.

No aeroporto de Vitória, a capital capixaba, o caso terminou na justiça depois que o TCU descobriu um rombo de aproximados R$ 44 milhões nos orçamentos e determinou que a Infraero descontasse esse valor dos futuros pagamentos ao consórcio responsável pelas obras que, por sua vez, não aceitou as condições e rompeu o contrato.

Já em Guarulhos, São Paulo, no maior aeroporto do país, a pressa foi inimiga da perfeição. Depois de uma obra construída sem muita segurança, para cumprir prazos, a estrutura do prédio foi abalada e, antes mesmo da inauguração, o teto desabou e o terminal está isolado do resto do aeroporto. Apelidado de ‘puxadinho’, o terminal 4 custa aos cofres públicos exatos R$ 86 milhões de reais.

Uma pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial para avaliar a qualidade dos aeroportos, realizada em 142 países, apontou o Brasil na 122ª posição. Conclui-se, com isso, que não há nenhum aeroporto no Brasil dando conta do número de passageiros. Daí as filas intermináveis, os atrasos, os voos cancelados…

Minha opinião é de que a falta de pessoal no Brasil, para viabilizar os projetos, pressupõe ordenamento do próprio Estado no sentido de planejar de forma antecipada, com apoio de técnicos para dar a devida assistência.

Há, hoje, no Brasil, 58 obras de aeroportos em andamento, incluindo os 15 maiores do país. O número de passageiros de avião cresce a uma margem de 11% ao ano. Com isso, somam-se 200 milhões de embarques anuais, número que deverá ser maior que o dobro, em 2030.

A saída encontrada pelo governo, para dar conta dos investimentos necessários e garantir um sistema aeroportuário adequado, é transferir a responsabilidade das ampliações de alguns desses aeroportos para a administração privada, como ocorre em Guarulhos, Viracopos e Brasília.

Mais ações para o Parque Estadual da Serra da Tiririca

Incentivar a visitação e a prática de atividades ambientais são algumas das ações que deverão acontecer este ano no Parque Estadual da Serra da Tiririca. A ideia é criar um Centro Cultural para que turistas e moradores tenham acesso à arte, fotografia e filmes relacionados ao meio ambiente, com foco na educação ambiental.

Uma série de melhorias já foram realizadas na infraestrutura do parque para receber melhor seus visitantes. E, no primeiro trimestre do ano, vamos ter inaugurada a  Unidade de Polícia Ambiental (UPAm), que vai cobrir toda a área de Niterói e Maricá.

A organização da estrutura do parque é fundamental, também, para oferecer boas condições para a prática do ecoturismo na região, facilitar o trabalho de fiscalização e ajudar na preservação ambiental da área.

A questão da preservação ambiental, inclusive, é um tema recorrente no meu blog. Sempre defendi projetos e ações ligadas à área verde de Niterói. Sou autor, por exemplo, da lei que propõe a criação da Área de Proteção Ambiental da Água Escondida (APA).

É de minha autoria, também, o projeto de lei que propõe o tombamento da Chácara do Vintém, no Bairro de Fátima, que guarda o primeiro manancial de água potável da cidade.

O Parque Estadual da Serra da Tiririca é muito querido pelos niteroienses e sua conservação é um ato de cidadania.

Acessibilidade em destaque

Niterói se destaca por ser uma das cidades que mais investe em infraestrutura para acessibilidade dos portadores de deficiência física no Brasil. Em vários pontos da cidade é possível encontrar rampas para cadeirantes, sinalização para cegos e ônibus adaptados, mas é visível a necessidade de mais investimentos. Até o fim do ano, duas novas medidas da Prefeitura em parceria com o Governo do Estado, deverão ser implantadas e prometem facilitar a vida destes moradores.

O projeto “Polígono Acessível”, que já está sendo usado, tem o objetivo de unir diversos pontos do Centro da cidade através de rampas, piso tátil e sinais sonoros de trânsito. A ideia é criar um caminho totalmente acessível, integrando pontos estratégicos do bairro, que foi escolhido por ser o de maior movimento.

Outro projeto, o “Praia sem Barreira”, trará acessibilidade aos portadores de deficiência nas praias da cidade. Serão instaladas esteiras sobre a areia para locomoção dos cadeirantes. Já na água haverá dois tipos de cadeiras com assentos reclináveis e boias. Uma alternativa confortável e muito segura.

Sou engajado na causa dos portadores de deficiência e parceiro da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) e da Associação Fluminense de Reabilitação. Conheço várias pessoas que possuem alguma deficiência física e posso afirmar que são cidadãos capazes. Sem dúvida, projetos como estes são iniciativas favoráveis que se somam ao processo de inclusão e desenvolvimento social. São as bases para que o portador de deficiência garanta sua autonomia.

Sempre trabalhei bastante em benefício destes niteroienses. É minha, por exemplo, a lei que determina a todas as farmácias e drogarias da cidade disponibilizar a lista de medicamentos genéricos em Braille. Também é minha a lei que obriga bancos e instituições financeiras a adaptarem suas agências e caixas eletrônicos, internos e externos, para permitir livre acesso aos portadores de deficiência às instalações. Fiz ainda, diversas indicações solicitando construções, reformas e fiscalização dos equipamentos públicos para os portadores de deficiência.

A acessibilidade é algo muito importante. Um tema cada vez mais discutido e que deve ser tratado com seriedade.

Ônibus confortáveis e de qualidade para todo morador

Desenvolvimento urbano, transporte e trânsito devem ser trabalhados de forma coordenada, devido a sua grande interação. Para melhorar o trânsito da cidade é fundamental investir em transporte público e racionalizar as linhas de ônibus. Assim, teremos um sistema de transporte inteligente, que valoriza o coletivo.

Minha política será dar à população condições de utilizar ônibus confortáveis e de qualidade perto de casa. Vou substituir toda a frota atual pelos novos ônibus Século 21. Mais modernos, com piso rebaixado, motor traseiro e ar condicionado. Que atraia o morador para o sistema público de transporte.

Esses ônibus irão transitar em vias livres, exclusivas para o transporte urbano. Serão construídos terminais no Largo da Batalha, Charitas, Pendotiba e Caramujo, mudando a lógica do sistema de transporte da cidade.

Um sistema que permita a integração e que a população possa transitar de qualquer ponto da cidade, sem a necessidade de pagar nova tarifa. Como uma cidade moderna precisa ter.

Rio tem maior concentração de investimentos do mundo

O Rio de Janeiro está na crista da onda. Os investimentos programados para o biênio 2011 e 2013 somam 181, 4 bilhões de reais.  Esse valor torna o Estado do Rio o lugar com maior concentração proporcional de investimentos do mundo. O valor representa um aumento de 44% em relação ao período de 2010-2012. Os dados são da Firjan, responsável pelo mapeamento dos recursos anunciados para o estado no período de três anos.

Se você está pensando que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são os principais motivadores da atração de investimentos, enganou-se. Os eventos esportivos representam apenas 6,3% do montante avaliado. O crescimento está sendo impulsionado, na verdade, pelo setor de petróleo e gás. Só a Petrobras e as empresas parceiras representam 60 % do total estimado.

Essa é uma ótima notícia. Os investimentos em indústria e infraestrutura são os que garantem emprego e desenvolvimento. E o melhor, a aplicação dos recursos está sendo direcionada para o interior. Como disse anteriormente, em outro artigo, um interior forte faz um estado forte. O progresso deve acontecer por igual de forma que a população tenha a oportunidade de estudar, trabalhar e progredir em suas cidades.

Como secretário de Estado de Desenvolvimento Regional penso que o atual governo estadual acertou quando decidiu levar os investimentos para o interior. A população fluminense por muito tempo foi relegada em detrimento do crescimento da capital e merece atenção. De minha parte, estou trabalhando para produzir projetos voltados para  desenvolvimento sustentável das áreas impactadas e disposto a levar melhorias para os lugares mais afastados.

Entrevista ao programa Globo Comunidade

Hoje, participei do programa Globo Comunidade que discutiu como o Estado do Rio está se preparando para receber os novos investimentos. Atualmente, nós temos vários empreendimentos sendo realizados no nosso Estado. Entre eles estão o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) na Região Leste Fluminense, o estaleiro da Marinha em Itaguaí, o Porto do Açú na Região Norte Fluminense e as reformas e construções em função da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos na Região Metropolitana.

Abaixo estão os vídeos com o conteúdo desta edição. Estiveram presentes ao debate junto comigo o gerente de Investimentos e Infraestrutura da Firjan, Cristiano Prado Barbosa, e o coordenador de Projetos Educacionais do Senai-RJ, Allain José Fonseca. Confiram!

Rio de Janeiro recebe grandes investimentos

Cidades precisam estar preparadas para receber investimentos

Transporte é um desafio no caminho do desenvolvimento