A participação da família na formação do jovem leitor

Ler é essencial e sempre será a melhor forma de aprendizado. E transformar a leitura em um momento agradável para as crianças pode ser a chave para a formação de jovens e adultos leitores. A leitura em família, inclusive, é apontada por especialistas e professores como estímulo ao vínculo afetivo. Algo que propicia uma relação mais forte entre pais e filhos.

Concordo plenamente. E pratico esse hábito em casa, com minhas filhas Clara e Mariana. Sempre que passo por uma livraria compro algo novo para lermos juntos. Penso que a criança estimulada a encontrar o livro desde cedo tem uma relação prazerosa com a leitura, e não uma relação de obrigação.

Recentemente, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, divulgou que cerca de 90% daqueles que gostam de ler ganharam livros em algum momento da vida. E é justamente por meio da leitura que as crianças têm acesso ao conhecimento, à cultura, fatores importantes para a formação dela como cidadãos críticos.

Outra discussão bastante interessante é o que chamam de leitura mediada, base do projeto Roedores de Livros, do Distrito Federal. A iniciativa promove leituras em grupo com crianças e jovens de cinco a 14 anos, além de funcionar como uma biblioteca. O dia a dia da criança com o livro traz um enriquecimento muito grande para o seu futuro.

Mas de nada adianta dizer que a leitura é importante, que a criança tem que ler, se os pais não dão o exemplo. A lição começa em casa.

O desencanto dos jovens pela política

Os mesmo jovens que, há um ano, foram às ruas pedir mudanças na política do Brasil, são os mesmos que não tiraram título de eleitor e deixarão de exercer sua cidadania nas próximas eleições de outubro. Ou, pelo menos, parte deles. Segundo informações do IBGE, apenas 25% dos brasileiros com 16 e 17 anos regularizaram sua situação e poderão votar.

Desde 2006, esse índice vem registrando quedas sucessivas. Naquele ano, o grupo de eleitores facultativos (menores de 18 anos) representava 39% da população nessa faixa etária. Em 2010, encolheu para 32%. Hoje, esses 25% representam apenas um quarto da população nessa faixa etária. Um resultado que mostra o quanto a juventude brasileira está indiferente em relação às urnas.

Ao que parece, aqueles que agora teriam o direito de eleger seus representantes demonstram não acreditar no direito de escolha como meio de transformação do país. Eis, então, que surge um cenário totalmente novo na história. Pela primeira vez o Brasil terá mais eleitores idosos, com mais de 60 anos, do que com idades entre 16 e 24 anos. O que pode influenciar os rumos das políticas públicas.

A conclusão que fica ao analisar a queda do número de títulos tirados pelos adolescentes de 16 e 17 anos é que os jovens parecem desinteressados pela política. Há um descontentamento. A política nacional não está conseguindo atingi-los. Eles não se sentem representados politicamente. Preferem ganhar tempo.

Penso que a participação ativa e construtiva do jovem na busca por um novo tipo de comprometimento político é um motor potente para a sociedade, que ganha em democracia e na capacidade de enfrentar os problemas que a desafiam. Se por um lado há o descrédito dos jovens brasileiros nos políticos, por outro existe a certeza do quanto esse voto pode fazer a diferença nas urnas.

Os jovens precisam acreditar que podem mudar a política e escolher o futuro do nosso país. Se todos se conscientizarem que só participando intensamente conseguirão mudar este estigma, a esperança irá prevalecer.

A luta pela federalização da Educação Básica brasileira tem o meu apoio!

Paralelo ao meu retorno oficial à Alerj, nesta semana, foi instalada no Congresso Nacional, na última terça, dia 8, uma frente parlamentar composta por deputados federais e estaduais, senadores e vereadores de diversos partidos em defesa da Federalização da Educação Básica.

A frente é articulada pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e pelo deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), conta com adesão de 214 parlamentares no Congresso – sendo 32 senadores e 182 deputados – e luta pela educação de máxima qualidade para todos.

Essa frente parlamentar tem o objetivo de fomentar essa luta, para que toda criança e adolescente, independente de sua condição social e da cidade onde reside, tenha garantido o acesso à educação integral de qualidade. Uma educação que seja de responsabilidade da União.

A ideia do senador Cristovam Buarque é criar frentes estaduais de apoio a essa federalização em todo o Brasil, a fim de fortalecer a causa. Educação de qualidade é um direito de todos e, como muitos sabem, é uma das minhas principais bandeiras de luta. Uma luta iniciada por Leonel Brizola.

E como não poderia deixar de contribuir com esse ato, sem dúvidas, essencial para atender milhares de crianças e jovens, vou trabalhar para a criação de uma frente estadual que possa somar forças a esse manifesto. Um dos mais importantes no país. E tenho a certeza da sua aprovação.

Só a educação é capaz de fazer com que todos os cidadãos tenham o preparo necessário para que, no futuro, possam alcançar melhores condições de uma vida digna. Por isso é uma das principais causas que defendo. A luta pela federalização da Educação Básica tem o meu apoio!

O protagonismo juvenil é um potente motor para a sociedade

Uma enxurrada de juventude e motivação. Esse é o cenário contagiante que estamos vendo nas ruas nos últimos meses. Os jovens que saíram para pedir mudanças na política do Brasil e aqueles que vieram de outros países para participar da Jornada Mundial da Juventude tiveram razões diferentes. Mas estavam todos movidos por uma aspiração única: a motivação para fazer um mundo melhor.

Esse protagonismo dos jovens se traduz num ganho de autonomia, autoconfiança e autodeterminação numa fase da vida em que eles estão empenhados na formação de sua identidade pessoal e social.

A participação ativa e construtiva do jovem que está buscando um novo tipo de comprometimento é um motor potente para a sociedade que ganha, com isso, em democracia e em capacidade de enfrentar e resolver os problemas que a desafiam. A energia, a generosidade, a força empreendedora e o potencial dos nossos jovens é uma imensa riqueza.

Uma juventude que se manifesta e que quer mudanças e transformações. Uma juventude que se une pela fé. Um patrimônio que o Brasil precisa aprender a utilizar da devida maneira.

Educação, saúde e um governo mais atuante são as principais reivindicações dos jovens brasileiros

Uma pesquisa divulgada semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vai ao encontro direto dos principais anseios reivindicados nas manifestações que tomaram conta das ruas de todo o país recentemente.

Esse estudo feito em maio com jovens brasileiros, antes dos atos, mostrou que educação, seguido pela melhoria dos serviços de saúde, foram os itens mais citados.

Educação e saúde são temas amplamente discutidos hoje no Brasil. Há tempos que a população vem incorporando em seu pensamento a ideia de que o estudo é a forma de ser bem sucedido na vida. E bem verdade, também, é que a qualidade no serviço de saúde prestado à população deve ser encarada como prioridade na política social. São fatores primordiais.

A terceira opção mais citada pelos jovens brasileiros na pesquisa foi o acesso a alimentos de qualidade. Que é, de fato, um direito de todos. Uma das principais influências para que se possa obter saúde e, consequentemente, qualidade de vida. E investir para que a população tenha à mesa uma alimentação sadia é, também, uma das áreas de atuação direta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap).

Em quarto lugar ficou o anseio por um governo honesto e atuante que, em escala mundial, fica na quinta colocação. E é base fundamental para o progresso e o desenvolvimento.

Que o Brasil seja liderado, em todas as esferas, por um governo honesto e atuante, que priorize a educação de qualidade, alimentação sadia e a melhoria urgente dos serviços de saúde pública é um desejo de todos nós.

Sobre a pesquisa, uma curiosidade revelada nesse estudo é que o número de jovens nunca foi e nunca será tão grande no país como agora: 51 milhões de pessoas, o que corresponde a 26% da população brasileira. Percentual próximo da média mundial. E fazer parte desse grupo tem lá suas vantagens e desvantagens.

O lado bom é que esse grande número de jovens pode ajudar a diversificar e especializar a mão de obra do país e a interiorizar a educação técnica e superior. Em contrapartida, se o número de vagas não for expandido, essa juventude vai enfrentar o vestibular mais difícil de todos os tempos. Também terá mais concorrência no mercado de trabalho.

Esse levantamento do Ipea foi feito nos mesmos moldes do método utilizado pela ONU na pesquisa My World, cujo objetivo é subsidiar a definição das Novas Metas do Milênio, a partir de 2015.

Um momento de tristeza e luto

Todo o meu pesar e solidariedade ao povo de Santa Maria (RS) que acordou neste domingo com um incêndio que vitimou 245 universitários enquanto festejavam em uma boate.

A cidade de Niterói conhece bem essa dor quando perdeu mais de 500 pessoas, a maioria crianças, no incêndio do Gran Circus Norte-Americano em 1961. Ainda hoje o episódio é o maior incêndio com vítimas do Brasil. E é também uma marca na memória das famílias niteroienses. Quem se lembra dessa época ou ouviu as histórias, pode imaginar a comoção dos nossos irmãos de Santa Maria.

Não apenas um drama une as duas cidades. Niterói também é uma cidade universitária e todos os anos recebemos milhares de estudantes que aqui constroem seus sonhos e suas expectativas. Assim como fazem as suas festas.

Que Deus possa amparar em sua misericórdia os corações dos familiares e amigos das vítimas nesse momento de tristeza e luto.

Uma conversa sincera e emocionante

Na segunda (05), eu e Jose Seba nos reunimos com a Juventude Socialista do PDT para agradecermos o apoio e a dedicação que recebemos durante todo o período da campanha.

Inevitável não lembrar o dia que me filiei à juventude do partido, em 1998, após militar 10 anos no Comitê Mirim. Em 2001, me tornei presidente estadual da Juventude Socialista. Nesse período, reativei a JS do Rio de Janeiro e fui responsável por levá-la a outras regiões do estado.

No encontro, tivemos um bate papo muito sincero e emocionante. Compartilho com vocês a mensagem de incentivo que meu vice Jose Seba deixou para todos os jovens que ali estavam reunidos.

“Nós através de vocês quase ganhamos. E isso se deve única e exclusivamente pela dedicação da militância da qual vocês também fazem parte. A desproporção das campanhas era evidente, mas não fosse o entusiasmo, a obstinação e multiplicação da militância na rua, o resultado que obtivemos não aconteceria. Foi uma façanha.

Tenho muito orgulho de ter participado deste projeto e não há qualquer sentimento de derrota. Todos deram o seu limite a começar pelo Felipe. Eu sou testemunha de um trabalho incansável.

A causa que Felipe defende é admirável e digno de elogio. É um compromisso assumido por amor à ética e à cidade. Ele não fez negócios ou barganhas para a sua candidatura. E saiu limpo.

A política deve ser feita com decência, sabedoria, ética e honestidade. Por isso, devemos, a partir de agora, reforçar esses valores na política e cultivar os bons propósitos para a cidade.

E está na juventude a energia para isso. Não se deixem levar pelos oportunistas. Esses nunca prestam. A maior desgraça para um homem é a esperteza.”

O endereço do PDT é Rua Visconde de Itaboraí, 415 – Sobrado. Venha fazer parte desse time. Filie-se!

Brasil precisa correr para cumprir metas contra analfabetismo

O cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. A redução em 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos – de 10% em 2008 para 9,7% em 2009 –, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), não é suficiente para cumprir a projeção acordada pelo Brasil na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, no ano de 2000.

O Brasil deverá chegar, em 2015, a um índice de analfabetismo de 6,7%, segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Da maneira como o tema está sendo conduzido calcula-se que há de se chegar lá com 7,9%.

Nas grandes cidades, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 a 49 anos é de 3,67%. Estes analfabetos estão dispersos e são economicamente ativos. Têm pouco tempo disponível para estudar. Então é preciso envolver todos os governos federal, estadual e municipal neste processo.

Algumas mudanças nas políticas públicas para a alfabetização de jovens e adultos precisam ser feitas. Primeiramente deve-se criar um indicador nacional para medir a alfabetização dos brasileiros com mais de 18 anos, a partir do qual os gestores podem ser responsabilizados pelos resultados. O não cumprimento das metas deverá ter consequencias legais, como o corte de repasses financeiros aos municípios.

O movimento Todos Pela Educação ainda chama a atenção para o alto índice de brasileiros que são analfabetos funcionais, aqueles que conseguem ler uma frase, mas não interpretam um texto. A soma deles resulta em uma parcela de 30% da população com algum tipo de problema de alfabetização. Para quem quer diminuir as desigualdades sociais no país esse dado é muito grave.

Até o ano passado, a oferta de ensino público era obrigatória apenas para os estudantes entre 6 e 14 anos. No fim de 2009, a Emenda Constitucional nº 59 tornou a garantia de acesso à escola obrigatória para todas as crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos.

Ao todo, 3.630.000 crianças e adolescentes precisarão ser matriculados nas escolas brasileiras nos próximos cinco anos. A tarefa mais difícil a ser cumprida são as metas de inclusão de estudantes na faixa etária dos 15 aos 17 anos.

Há problemas socioeconômicos que precisam ser solucionados para que esses jovens permaneçam na escola. A oferta de formação profissional é uma das alternativas para mantê-los em sala de aula, passando a ser uma das grandes demandas da sociedade a partir de agora.

Eu, como candidato a deputado estadual do Rio de Janeiro, tenho defendido que o Estado invista 10% do seu PIB na Educação. A proposta é compartilhada pelo senador Cristovam Buarque, líder do Movimento Educacionista Brasileiro.