A participação da família na formação do jovem leitor

Ler é essencial e sempre será a melhor forma de aprendizado. E transformar a leitura em um momento agradável para as crianças pode ser a chave para a formação de jovens e adultos leitores. A leitura em família, inclusive, é apontada por especialistas e professores como estímulo ao vínculo afetivo. Algo que propicia uma relação mais forte entre pais e filhos.

Concordo plenamente. E pratico esse hábito em casa, com minhas filhas Clara e Mariana. Sempre que passo por uma livraria compro algo novo para lermos juntos. Penso que a criança estimulada a encontrar o livro desde cedo tem uma relação prazerosa com a leitura, e não uma relação de obrigação.

Recentemente, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, divulgou que cerca de 90% daqueles que gostam de ler ganharam livros em algum momento da vida. E é justamente por meio da leitura que as crianças têm acesso ao conhecimento, à cultura, fatores importantes para a formação dela como cidadãos críticos.

Outra discussão bastante interessante é o que chamam de leitura mediada, base do projeto Roedores de Livros, do Distrito Federal. A iniciativa promove leituras em grupo com crianças e jovens de cinco a 14 anos, além de funcionar como uma biblioteca. O dia a dia da criança com o livro traz um enriquecimento muito grande para o seu futuro.

Mas de nada adianta dizer que a leitura é importante, que a criança tem que ler, se os pais não dão o exemplo. A lição começa em casa.

Vale a pena conferir o 4º Salão da Leitura de Niterói

No sábado (31), prestigiei a abertura do 4º Salão da Leitura de Niterói, que acontece até o próximo domingo, dia 8, no Caminho Niemeyer. Sem dúvidas, um programa que recomendo para curtir em família. A programação, com atrações das mais variadas, agrada a todas as idades. Vale a pena conferir!

O Salão da Leitura de Niterói é um evento bienal, criado em 2006. Um dos maiores do segmento na região e que já faz parte do calendário oficial do município. Um espaço democrático para se debater e incentivar a cultura da leitura, tão importante para nosso crescimento e amadurecimento como formadores de opinião.

Mais do que isso, é muito importante difundirmos o incentivo à leitura em casa, com nossos filhos. Eu tenho duas meninas e exercito com elas esse hábito. Sempre que passo por uma livraria, compro algo novo para lermos juntos. É fundamental a leitura desde pequenos para formar jovens leitores.

Quero aproveitar esse artigo para falar, também, sobre uma iniciativa que me chamou bastante atenção no Salão. Na verdade, duas. A primeira é o Projeto Mais Leitura, ideia muito bacana promovida pela Imprensa Oficial do Estado, que propõe a venda de livros novos a preços populares.

Criado há dois anos, já soma mais de um milhão de livros vendidos, publicados por 40 editoras parceiras, como a Rocco e a Objetiva. São livros de todos os assuntos. Uma ideia que merece ser conhecida. Certamente, num próximo artigo, vou escrever sobre o projeto, que democratiza o acesso à leitura.

Outro ponto que queria destacar é novidade no circuito: a criação de uma moeda social – o Lobato – distribuída a estudantes das escolas públicas do município. Cada Lobato vale R$ 10, e poderá ser trocado por livros nos estandes.

Sem dúvidas, o Salão da Leitura de Niterói merece espaço no meu blog. Sou um ferrenho defensor da educação, e um evento como esse, que promove tamanha integração de todos, sem distinção, num único objetivo que é incentivar a leitura, vale a pena divulgar.

A programação com datas e horários, e outras informações, estão no site oficial do evento.

Vamos prestigiar!

A BEN é destaque ao promover inclusão social através da leitura

Em recente publicação da revista Veja Rio, a Biblioteca Estadual de Niterói (BEN), foi citada entre os exemplos de instituições públicas que promovem a inclusão social através de ações de incentivo à leitura.

O conceito de biblioteca parque adotado aqui é baseado na experiência de Medellín, na Colômbia. Lá, desde 2006, o governo tem apostado em bibliotecas que não são apenas locais de leitura, mas espaços que juntam educação, recreação e cultura. Quando estive no país, ano passado, conheci projetos muitos interessantes e essa nova ideia de biblioteca está entre eles.

A ideia por aqui também deu certo e o reconhecimento no exterior já está acontecendo. Ano passado nossa biblioteca foi aceita na comunidade internacional de bibliotecas Beyond Access, em Washington, nos Estados Unidos.

Reinaugurada em 2011, a BEN passou a ser frequentada também por pessoas em situação de rua que encontraram ali uma forma de socialização. Com o propósito de realizarem cadastro na biblioteca, esses novos visitantes adquiriram documentos de identificação e comprovantes de albergue. Assim, resgataram sua autoestima e cidadania.

Desde 2004, quando foi liberada a verba para as obras de restauração do espaço, acompanho as decisões do governo estadual em relação à BEN que, além de seu papel educacional, é uma referência em arquitetura. O prédio compõe um dos mais belos conjuntos arquitetônicos da nossa cidade.

Hoje, o espaço reúne mais de 50 mil publicações atualizadas, sendo 157 para deficientes visuais. Circulam pela BEN uma média mensal de cinco mil visitantes, além da conquista de um público adicional. Esse cenário promissor me traz muita alegria. A inclusão social pode e deve ser feita com acesso ao conhecimento, esse é o papel principal da biblioteca. Estamos no caminho certo.

Arte e cidadania no 3º Salão da Leitura de Niterói

Na sexta-feira (22), teve inicio a terceira edição do Salão da Leitura de Niterói. O evento é um dos maiores do segmento na região e já faz parte do calendário oficial do município. A proposta para este ano é reunir escritores, educadores, artistas e intelectuais para, juntos, pensar a leitura como fundamento para a cidadania. A feira acontece no Caminho Niemeyer, no Centro, até o próximo dia 30.

Entre os destaques da programação, estão os debates sobre o rumo da escrita e da leitura no país. A leitura, inclusive, foi tema de outro artigo meu baseado na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” divulgada pelo Instituto Pró-Livro, no ano passado, que apontou o índice de leitura entre os brasileiros, com cerca cinco mil entrevistados.

A conclusão final foi de que a média de leitura por pessoa é de quatro livros por ano. Na mesma pesquisa de 2008, esse índice era de 4,7 livros. Diversos setores da sociedade estão engajados para reverter esse perfil e o salão é um bom exemplo.

Também como forma de incentivo a leitura, consegui aprovar a lei municipal 2799/2011 que institui a campanha permanente de doações de livros para as escolas e bibliotecas públicas de Niterói.

Com uma programação bem diversificada, as crianças podem curtir oficinas de leitura e de brinquedos. Já o público adulto pode participar de mesas como “Café Literário” e “De conversa em conversa”, bate-papos informais sobre literatura. Com isso, pais e filhos podem aproveitar juntos o festival. Tenho duas meninas em casa. Certamente levarei a minha mais velha, Clara, para curtir também a contação de histórias. É importante incentivarmos a leitura desde pequenos para formarmos jovens leitores.

A programação completa com datas e horários das palestras está no site do evento: www.salaodaleituraniteroi.com.br.

Oito anos sem Leonel Brizola

Na quinta-feira (21), completaram oito anos da morte de um dos mais destacados líderes nacionalistas do país. Ex-presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, viveu pela política brasileira e deixou um legado de grandes realizações. Morreu aos 82 anos no dia 21 de junho de 2004, de infarto decorrente de complicações infecciosas, no Rio de Janeiro.

Nascido em Carazinho, no Sul do país, e filho de camponeses pobres, Brizola estudou em Passo Fundo e em Viamão, antes de ingressar no curso de engenharia civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1949. Lançado à vida pública por Getúlio Vargas, sofreu uma grande derrota política, ao perder a disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, em 1951.

Mesmo assim, continuou trabalhando nos bastidores e voltou à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 1954. Como parlamentar, fez discursos veementes defendendo a implantação da reforma agrária e a distribuição de renda no Brasil.

Com a popularidade crescendo muito, Brizola não teve nenhuma dificuldade nas eleições de 1958, quando se elegeu governador do Rio Grande do Sul, com mais de 55% dos votos válidos. Erradicou 50% do analfabetismo entre os gaúchos e deixou mais de três mil escolas gratuitas naquele estado para que todas as crianças tivessem acesso à educação. Em 1962, pela primeira vez, foi eleito deputado federal pelo antigo Estado da Guanabara, com uma votação recorde de 269 mil votos.

Com a deposição do presidente João Goulart pelos militares, em 1964, Leonel Brizola foi obrigado a se exilar no Uruguai. Voltou ao Brasil somente em 1979, com a Lei da Anistia.

Brizola fundou o PDT em 1980, partido pelo qual foi eleito governador do Rio de Janeiro por duas vezes. Implantou o programa de educação integral, construindo 500 CIEPs. Sempre lutou sob a inspiração do nacionalismo e do trabalhismo, pelo desenvolvimento do país, por mais dignidade para o povo brasileiro, pelos direitos e conquistas do trabalho e da educação. Também por duas vezes concorreu à Presidência da República. Ao longo dos quase 60 anos de vida pública, deixou um legado de grandes ações que o fizeram estar, hoje, entre os grandes heróis de nossa nação. Ao lado de Neiva Moreira, lutou para propagar a ideologia trabalhista pelo Brasil e também pela América Latina.

Em fevereiro deste ano, foi homenageado com o lançamento do livro ‘Leonel Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’, dos jornalistas Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, e depois relançado na Câmara de Vereadores de Niterói. Estive presente nesse primeiro momento e pude sentir a emoção de relembrar uma parte da trajetória do político idealizador, que foi Leonel de Moura Brizola.

Por tudo isso, Brizola vive.

Niterói se prepara para o 3° Salão da Leitura

Forte aliada de incentivo à prática da leitura, Niterói se prepara para mais uma feira literária. O 3° Salão da Leitura acontece de 22 a 30 de junho, no Caminho Niemeyer, no Centro. Uma das maiores existentes na região fluminense, já faz parte do calendário oficial do município.

Para essa nova edição, os organizadores realizarão shows, debates literários e tardes de autógrafos. Se antes, em eventos do tipo só existiam os livros, hoje podemos contar com inúmeras formas de linguagem importantes para o aprendizado de crianças e jovens. O trabalho desenvolvido na feira é muito importante. Niterói merece, nossas crianças merecem.

Relembrando o centenário do jornalista Luiz Antonio Pimentel, será realizada, no último dia do Salão, uma merecida homenagem ao ilustre profissional que dedicou grande parte de sua vida ao jornalismo ético e centrado. Vale conferir!

Também como forma de incentivo à leitura, além reforçar e ampliar o acervo para as bibliotecas e escolas municipais, desenvolvi o projeto de lei 152/2010 que institui a campanha permanente de doação de livros e revistas. Essas doações podem ser feitas por qualquer pessoa e estarão em um banco de dados, para garantir o acesso de todos ao acervo.

Pesquisa comprova que o brasileiro lê pouco

O brasileiro sabe da importância da leitura, mas continua considerando a atividade desinteressante. Esse é o resultado da pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Pró-Livro que aponta apenas metade da população como leitora. O estudo foi realizado entre junho e julho do ano passado, com cinco mil entrevistados em 315 municípios. A média de leitura por pessoa é de quatro livros por ano.

Pelo levantamento, essa parcela representa 88,2 milhões de pessoas. Entre os participantes, 64% concordam que a leitura “pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica”. 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e apenas 25% gostam muito. Entre os não leitores, a principal justificativa é a “falta de tempo”, apontada por 53% dos entrevistados.

O estudo também demonstra que o hábito da leitura está relacionado com a frequência à escola. Escolas e bibliotecas, apontadas como um local desinteressante pelos entrevistados, precisam de ambientes modernizados e acervos atualizados. Bons exemplos são as reformas de algumas das bibliotecas da nossa rede pública de ensino e a modernização da Biblioteca Estadual de Niterói. Ambientes mais organizados e livros novos contribuem para o acesso à informação e o incentivo à leitura.

Não acredito no discurso de que o brasileiro não gosta de ler. A falta do hábito de leitura no país é cultural. O brasileiro associa a leitura à obrigação e não ao prazer. A questão é que não temos a leitura como valor social.

Nas últimas décadas houve um incremento grande de programas voltados para o estímulo da leitura, mas as iniciativas ainda não tiveram o efeito esperado. Há várias iniciativas de vários setores da sociedade, mas mesmo assim é pouco. Essas ações precisam ser mais articuladas.

Ler é essencial e sempre será a melhor forma de aprendizado.

Mais escolas em Niterói

Dias atrás, escrevi sobre as reformas em algumas bibliotecas públicas de Niterói, projeto da Fundação da Biblioteca Nacional que irá investir na modernização e atualização de acervos de algumas escolas da Rede Municipal de Ensino. Mais promissor ainda, é saber que nossos alunos poderão contar com mais seis escolas que serão implantadas até 2013. Reflexo dos números obtidos no início desse ano letivo. Só em matrículas novas, foram expedidas 1.200 para este ano. Niterói conta, hoje, com 103 unidades escolares municipais, num total de 28 mil alunos regularmente matriculados.

Salas de aula ampliadas e ambientes mais organizados, assim como novas áreas de leitura, novos equipamentos e mais acessibilidade propiciam, de fato, mais qualidade na educação, fator primordial para o futuro de nossas crianças e jovens. Nesse mesmo ritmo, Icaraí, Grota do Surucucu e Pé Pequeno serão contempladas com três novas escolas, ainda este ano. Para 2013, três unidades serão implantadas em Itaipú, no Sapê e Caramujo.

Projetos iniciados e bem sucedidos como programas de incentivo à leitura, iniciação científica e apoio à matemática serão mantidos, além de reforço no fluxo escolar. Um dos objetivos é adequar a idade com a série do aluno, regularizando, assim, a matrícula de acordo com o nível correspondente. Essa, na verdade, é uma medida estratégica para sanar umas das maiores problemáticas da educação pública brasileira.

Outro avanço que me deixa também muito confiante é a expansão dos serviços de assistência aos alunos portadores de necessidades especiais. Soube de muitas famílias de outras cidades, inclusive, que procuram nossas escolas por reconhecerem a qualidade no atendimento que prestamos, com pedagogos, professores, instrutores e pessoas capacitadas para essa demanda.

Também para este ano estão previstos para acontecer a revisão do Plano Municipal de Educação e o Salão da Leitura, proposta muito interessante, seguindo o estilo da Bienal, onde estudantes e editoras poderão interagir, fortalecendo o vínculo do aluno com a leitura e ampliando programas e estruturas educativas.

Uma ótima dica aos leitores

Depois do lançamento do livro ‘Leonel Brizola – A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos’ na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, a obra será relançada nesta quarta-feira, dia 8, às 19h, na Câmara de Vereadores de Niterói. Ótima oportunidade para, mais uma vez, prestarmos homenagem a Leonel de Moura Brizola, político ímpar que tanto lutou pelo progresso do nosso país e sempre defendeu a causa de uma educação de qualidade para todos.

Estive presente nesse primeiro momento, que reuniu mais de 400 pessoas na ABI, e pude sentir a emoção de relembrar uma parte da trajetória de Brizola, que viveu pela política brasileira e deixou um legado de grandes realizações. Inspirado por ideais trabalhistas, Brizola estabeleceu novas opiniões sobre temas como processo social, economia e a própria política.

Organizado pelos jornalistas Oswaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia, o livro apresenta a opinião de Brizola, em primeira pessoa, através de transcrições recolhidas ao longo dos anos. Dividido em duas partes, a primeira é dedicada ao movimento da Legalidade de 1961. Já a segunda, trata-se de uma releitura do livro ‘Com a Palavra, Brizola’, publicado em 1994. Vale a pena também conferir o CD que acompanha o livro, com fatos narrados pelo próprio.

Leitura mais que indicada!

Um novo cenário para nossas bibliotecas

A volta às aulas trará surpresas para os alunos das escolas públicas de Niterói. Esta semana, O Fluminense publicou uma excelente matéria sobre reformas em algumas das bibliotecas da nossa Rede Municipal de Ensino. Sem dúvidas, um grande presente para nossos alunos. O projeto, fruto de uma parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) e o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais (SNIIC), através do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), irá investir R$ 36 mil em programas de modernização e atualização de acervos.

De fato, ambientes mais organizados e novos livros permitirão mais facilidade no acesso à leitura, sem falar na contribuição à qualidade do aprendizado. A FBN já estipulou pontos de vendas para que as editoras possam vender seus títulos ao preço máximo de R$ 10. A previsão é que até março o novo acervo já esteja disponível.

Recentemente acompanhamos a restauração da Biblioteca Estadual de Niterói, grande projeto da Secretaria de Estado de Cultura. Sou membro da Associação dos Amigos da Biblioteca Estadual, vistoriei as obras e, hoje, estou muito satisfeito com os resultados: mais acesso à informação e inclusão social. Merecida conquista de nossa cidade.

Esse cenário promissor me traz muita alegria. Mais que reformas, estamos falando no futuro das nossas crianças. O incentivo à prática da leitura é primordial para a formação de cidadãos plenos em cultura e cidadania.

Das cinco Bibliotecas Populares de Niterói, três serão contempladas. São elas: Biblioteca Popular Municipal Cora Coralina, no Centro; Biblioteca Popular Municipal Aguinaldo Pereira de Macedo, na Vila Ipiranga; e Biblioteca Popular Municipal Albertina Fortuna Barros, no Badu. Ao todo, temos um acervo com mais de 27 mil títulos cadastrados nessas unidades, e ainda contamos com as bibliotecas da Universidade Federal Fluminense (UFF) que agregam duas das mais importantes bases bibliográficas, que somam mais de 11 mil livros.

Nossos jovens leitores agradecem esse projeto!