Novos trens para o incremento da nossa mobilidade

Chegou ao Porto do Rio o terceiro lote de trens chineses adquiridos pelo Governo do Estado para atuar nos ramais de trens da SuperVia. São quatro composições, com quatro vagões cada um, e capacidade para transportar aproximadamente 1,2 mil passageiros cada.

Os trens chineses fazem parte da renovação do sistema ferroviário do Rio teve início em 2009 quando começaram a entrar em operação. Atualmente, 30 composições do primeiro lote comprado na China e um trem do segundo lote, que teve a entrega adiantada, já atendem à população.

Já nos próximos dias, esse novo lote passa pela primeira inspeção no Porto e, em seguida, vai para Deodoro, onde será submetido a testes estáticos, dinâmicos e simulações para que possa começar a operar. A previsão é que os novos trens comecem a circular na semana que vem.

E, durante uma semana, eles circularão das 10h às 15h no ramal de Deodoro até que sejam inseridos à grade regular do sistema ferroviário. Outras três composições estão em fase final de testes e, até dezembro, um lote de quatro trens vai desembarcar no Rio a cada mês.

Os novos modelos contam com ar-condicionado; sistema automático de detecção de descarrilamento (que permite prever qualquer alteração nesta engrenagem antes de um incidente); quatro telas de LCD por vagão, onde serão exibidos conteúdos de entretenimento para os passageiros; tratamento acústico, para diminuir o ruído interno; monitores que informam sobre a próxima estação; e circuitos interno e externo de TV, que possibilitam ao condutor a visualização das plataformas e vagões.

A Supervia, concessionária que administra o serviço ferroviário, atende a cerca de 640 mil passageiros por dia. Número que vai aumentar significativamente com a aquisição das novas composições. Serão 840 mil novos lugares por dia. Mais comodidade para os usuários. Grande investimento na mobilidade do nosso estado.

Mais Pezão para Niterói

Dando continuidade ao artigo que publiquei na semana passada sobre algumas das propostas de governo de Pezão para Niterói, hoje quero falar sobre seus objetivos para a Saúde, Mobilidade e Qualificação Profissional, áreas tão importantes e essenciais para que Niterói continue no caminho certo.

Com Pezão teremos um novo Hospital Azevedo Lima, que será totalmente reformado. Teremos uma unidade do Rio Imagem, com modernos laboratórios de exames radiológicos gratuitos, a exemplo da que existe no Centro do Rio, que completou dois anos de atividade em 2013, realizando mais de 270 mil exames, sendo referência para a população e para os médicos.

E por falar em médicos, teremos mais seis mil profissionais contratados para ampliar o Médicos de Família. Além de mais duas UPAs que serão construídas para garantir assistência integral e de qualidade a todos os moradores, agora com atendimento pediátrico e para a terceira idade. Assim como serão implantadas mais três Clínicas da Família.

Para alavancar a mobilidade de Niterói, Pezão vai investir na aquisição de mais nove barcas até 2015. Há também projetos como o BRT Corredor RJ-104 (ligando Niterói a Manilha, em Itaboraí, passando por São Gonçalo), e o BRT Corredor BR-101 (também ligando Niterói a Manilha). Projetos difíceis de tirar do papel, mas que a exemplo do Arco Metropolitano, com muita disposição, foi possível realizar.

Oportunidades de qualificação profissional serão oferecidas nas mais diversas áreas preparando os jovens para disputar uma vaga no mercado de trabalho. E para continuar avançando na facilidade de acesso ao emprego, Pezão vai criar mais quatro Centros Vocacionais Tecnológicos (os CVTs), atuando em parceria com a Faetec.

Com Pezão a mudança só começou.

Rio, a capital nacional das bikes

Andar de bicicleta, como já disse aqui outras vezes, é um hábito que cada vez mais conquista mais pessoas. E é muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta como prática esportiva, meio de transporte e também a importância do seu papel na mobilidade urbana. Na cidade do Rio, o investimento nas magrelas já começa a mostrar resultados…

Ações públicas e privadas estão ajudando a aumentar ainda mais o número de adeptos das pedaladas não só como forma de lazer, mas também como meio de transporte. Em tempos de Olimpíadas de 2016, começa a ficar mais evidente uma consciência que há tempos despontou em cidades europeias como Copenhagen: a de que o espaço público deve pertencer, cada vez mais, a pedestres e ciclistas.

Ainda há muito a ser feito, mas a transformação está acontecendo. A malha cicloviária na cidade do Rio deu um salto impressionante de 150 quilômetros, em 2009, para os atuais 355, com metas de atingir 450 em dois anos. Pouco, se comparado à estrutura de cidades como Munique, onde há 1,3 mil quilômetros. Mas o suficiente para conceder ao Rio a medalha de segunda maior malha de ciclovias da América Latina.

Novas rotas estão surgindo com a inauguração de mais 3 quilômetros de ciclofaixas no coração do Rio. Do Museu de Arte Moderna, no Aterro, ao Centro, são três caminhos diferentes, elaborados em conjunto por ciclistas, especialistas em transporte e autoridades que entendem do assunto. Melhores bicicletários também estão sendo implantados.

Segundo a ONG Transporte Ativo, já são, no total, entre quatro e cinco mil vagas para bicicletas na cidade. Com estrutura toda de alumínio, o atual modelo é mais resistente que o anterior, de ferro. Por dia, segundo a prefeitura do Rio, são feitos 1,5 milhão de trajetos de bicicleta em toda a cidade. Apostar nas magrelas como maneira de mitigar problemas de trânsito tem dado certo!

Com mais bicicletas, ciclovias e bicicletários, a cidade do Rio se tornou a capital nacional das bikes. E vai sediar, no dia 6 de abril, a terceira edição do Pedal Cultural, projeto de cicloturismo desenvolvimento pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca como forma de incentivo ao uso das magrelas, aliado ao lazer,o esporte e a cultura.

Incentivar o uso das bikes num país onde a cultura de progresso ainda é ter carro é um grande desafio. Mas é com engajamento e o desejo de transformação que a coisa acontece. Foi o que me motivou a elaborar o Estatuto da Bicicleta para Niterói, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito seguro das bikes, com seu uso garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, ainda assim, quem critique ou fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras muitas cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias, como Copenhagen e Munique.

Pedalar é uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida muito mais prático. É muito importante difundirmos a ideia do uso da bicicleta.

Quatro anos de Bilhete Único: uma vitória na mobilidade do Estado

Um cartão capaz de reduzir os custos de uma passagem, aumentar os índices de empregabilidade, gerar economia e atingir a marca de 2,4 milhões de usuários. O Bilhete Único, benefício tarifário lançado e mantido pelo Governo do Estado desde 2010, tem sido um aliado e tanto na vida dos trabalhadores e, em 2014, comemora quatro anos de resultados bastante expressivos.

Até agora utilizado em mais de 1,3 bilhão de viagens, com geração de economia de R$ 1,5 bilhão à população do Grande Rio, o Bilhete Único é um serviço que tem contribuído, e muito, com o acesso às ofertas de emprego para moradores mais afastados do Centro.

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprova isso. Com a redução de custos com transporte proposta pelo programa estadual, os empregadores têm deixado de selecionar seus funcionários a partir do local onde residem, o que dá mais equilíbrio na distribuição de oportunidades entre moradores de diferentes regiões.

Todas essas vantagens permitiram ao Governo do Estado ser premiado no 59º Congresso de Mobilidade e Exibição dos Transportes nas Cidades, em Dubai, em 2011, e receber, com o Bilhete Único, o título de Melhor Programa de Transporte Público da América Latina, na categoria Introdução a Novas Políticas de Transportes.

Não bastasse a premiação, o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) e o Banco Mundial reconheceram o Bilhete Único Intermunicipal do Rio como uma boa prática na área de subsídio ao atendimento social. Duas grandes conquistas!

O Bilhete único é, de fato, uma das vitórias da mobilidade no Rio de Janeiro. Com ele, quem depende de até duas conduções em seus deslocamentos de ida e volta de casa ao trabalho, num intervalo de duas horas e meia, pode ter uma boa economia que fará grande diferença no orçamento. E no bolso.

Vamos praticar o cicloturismo!

No próximo domingo, dia 26, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap) vai lançar o Pedal Cultural, projeto de cicloturismo com visita guiada por pontos históricos, turísticos, culturais e ambientais de Niterói.

Começando pelo Centro da cidade, o roteiro inclui o prédio dos Correios, o Paço Municipal, a Casa Norival de Feitas, a Câmara dos Vereadores, a Praça da República, o Fórum, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, o Palácio Arariboia e o Teatro Municipal João Caetano.

Não faz muito tempo, o hábito de pedalar no Brasil era algo pouco comum. Mas hoje, segundo uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de produtores de bicicletas, sendo o quinto maior consumidor do mundo.

Pode parecer muito, e é. No entanto, se levarmos em conta que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) possui normas de conduta para o tráfego compartilhado de veículos motorizados e bicicletas, devemos persistir em ações que estimulem ainda mais a sua utilização. Eu mesmo sempre fiz essa cobrança.

Uma discussão que iniciei quando fui vereador de Niterói e busquei garantir quando elaborei o Estatuto da Bicicleta. Pedalar é um hábito saudável, que está conquistando cada vez mais adeptos, além de ser um modo de vida muito mais prático. E ações que incentivem o uso das bikes são muito importantes.

A decisão de começar o cicloturismo por Niterói se dá porque nossa cidade é plana de fácil locomoção, ideal para o uso das magrelas que permite desbravar pontos turísticos com paradas para contar a história do município. Tudo isso aproveitando as belezas naturais que temos, tendo a bicicleta como transporte.

Unindo o útil ao agradável, o projeto busca também vencer o desafio de incorporar o uso de bikes no dia a dia de um país onde a cultura de progresso ainda é ter carro. O Pedal Cultural vai explorar uma região a cada mês, com roteiros programados para revelar importantes aspectos que muitas vezes passam despercebidos em áreas do cotidiano das pessoas.

A concentração do Pedal Cultural será às 8h na Praça Leoni Ramos, na Cantareira. Os interessados em participar devem fazer a inscrição doando uma lata de leite em pó, tendo direito a sorteio de brindes. Exercite o corpo e desenvolva a mente. Vamos praticar o cicloturismo!

Estudo faz um alerta sobre o alto imposto cobrado nas bicicletas

Quero repercutir uma excelente matéria publicada no caderno Economia do jornal O Globo no domingo, dia 3. O texto fala sobre a tributação da bicicleta, baseado em uma pesquisa elaborada pela Tendências Consultoria para a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), que faz um alerta sobre o alto imposto inoportuno cobrado nas bikes.

Curiosamente, o imposto que incide sobre as magrelas no país é superior a 40% em média, contra 32% dos tributos no preço final dos carros. Com isso, temos as bicicletas mais caras do mundo. Uma bike aro 26, 21 marchas, que sai por R$ 400 no Brasil, é 54% mais cara que o modelo similar vendido nos Estados Unidos, por R$ 259, por exemplo.

Estudos apontam que uma diminuição de 10% no valor da bicicleta resultaria em um aumento imediato de 14% no consumo. Em outras palavras, reduzir impostos sobre a bicicleta significa mais pessoas pedalando, menos gastos com saúde pública e uma formalização do setor, que hoje, a nível nacional, corresponde a 40% do total de 235 fabricantes do país.

O Brasil é o terceiro maior produtor e quinto maior consumidor de bicicletas no mundo, o que representa 4,4% do mercado internacional. A alta carga tributária que incide sobre o produto é um dos fatores que impede a consolidação do uso da bicicleta como meio de transporte. E que também impossibilita grandes negociações comerciais.

A empresa cariosa RioSouth que planejava fabricar bicicletas elétricas em solo fluminense, por exemplo, decidiu ser importadora depois de concluir que suas bikes, que custam entre R$ 3 mil a R$ 4 mil, caso das elétricas dobráveis, sairiam 30% mais caras, já que motores e baterias não são produzidos no país, além do elevado custo da mão de obra.

Tenho uma opinião similar a do Daniel Guth, consultor da Associação de Ciclistas Urbanos da Cidade de São Paulo, quando diz que a tributação e seu impacto no preço influencia diretamente o uso das bicicletas no Brasil, onde 50% das bikes vendidas são para transporte, 37% para as crianças, 17% para o lazer e 1% para prática de esportes.

Eu sempre cobrei mais participação das bicicletas no sistema de transporte. Essa discussão eu iniciei quando fui vereador de Niterói e que busquei garantir quando elaborei o Estatuto da Bicicleta. Pensava em garantir o trânsito das bikes numa sociedade onde a cultura de progresso é ter carro.

Pedalar é um hábito saudável, além de ser um modo de vida mais prático.É urgente mobilizar a opinião pública sobre a realidade do mercado de bicicletas no Brasil, entrave para tornar a bicicleta bem mais acessível.

Investimentos para a Linha 3 do Metrô

A Presidenta virá ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, no próximo dia 11, para oficializar a liberação da verba para a implantação da Linha 3 do Metrô.

Serão investidos R$ 2,7 bilhões na infraestrutura que ligará Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, em 14 estações, ao longo de 22 km, sendo 17,7 km por viadutos e os 4,3 km restantes em superfície. A estimativa é que sejam transportadas, em média, cerca de 700 mil pessoas por dia.

Com a Linha 3 continuaremos a receber o fluxo daqueles que se dirigem ao Rio, mas de forma mais organizada e com menos impacto no trânsito do Centro de Niterói. Será o maior projeto de integração do país e o primeiro a incluir um terminal aquaviário, por onde circularão aproximadamente 600 mil passageiros/dia.

Desde o meu primeiro mandato de vereador, em 2001, quando já defendia a questão da mobilidade urbana sustentável e o transporte público como prioridades, acompanho o desdobramento desse projeto. Nessa mesma época presidi a Comissão Especial que discutiu e fez importantes mudanças no projeto como a manutenção do trecho Arariboia X Carioca, por exemplo.

Estou confiante que, agora, a obra irá definitivamente sair do papel.

Niteroienses que decidiram se mudar para perto de seus locais de trabalho retomam a discussão da mobilidade

Na edição do Globo Niterói do final de semana passado me chamou atenção uma matéria sobre os niteroienses que decidiram morar mais perto dos seus locais de trabalho, já cansados de passar horas no trânsito da cidade. Eles encontraram na mudança uma solução para recuperar a qualidade de vida. E retomaram a discussão da mobilidade, um tema recorrente no meu blog.

Em resumo, a reportagem mostra exemplo de moradores, em maioria da Região Oceânica, que precisam se deslocar para o Rio ou até mesmo para Icaraí ou Centro e que escolheram fugir dos nós do trânsito e morar próximo ao trabalho. Se antes passavam até três horas do dia dentro do carro ou ônibus, hoje podem fazer esse trajeto caminhando, num ganho de tempo e dinheiro.

Esse movimento migratório para endereços próximos ao local de trabalho é uma tendência que está cada vez ganhando mais força nos centros urbanos.

Num estudo divulgado pelo Detran, a frota de veículos na cidade passou de 236.850, em 2010, para 260.766, em 2013. E, até julho, mais 6.397 carros, motos, vans e ônibus tomaram as ruas. Hoje são 267.163. Um aumento de 30 mil veículos em três anos. Aliado ao tema, a reportagem apresentou uma série de obras apontadas como solução para desfazer os gargalos do trânsito.

Dentre elas, cito o recapeamento da RJ-100, que liga os bairros do Barreto ao Rio do Ouro, na divisa entre Niterói e São Gonçalo. Proposta que apresentei ao governador Sergio Cabral, cujo decreto foi assinado na semana passada, e as intervenções ficarão à cargo do Departamento de Estradas de Rodagens (DER).

O investimento de R$ 15 milhões, inclui entre os impactos positivos, a pavimentação, sinalização e construção de ciclo-faixa no trecho entre Maria Paula e Rio do Ouro. Incentivar o uso da bicicleta também é uma forma de evitar os desgastes do trânsito. Quando criei o Estatuto da Bicicleta pensava em garantir o trânsito das bicicletas em uma sociedade cuja cultura de progresso é ter carro. Mas a bicicleta também é um veículo e seu uso é garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A falta de mobilidade urbana é justamente uma das principais queixas dos niteroienses e que finalmente virou política pública nacional quando, no ano passado, o Governo Federal sancionou a Lei 12.587/2012 que instituiu diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Eu sempre acreditei numa Niterói ciclável

Em fevereiro do ano passado, especialistas, urbanistas e apaixonados por ciclismo se reuniram para discutir sobre o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades, no 1º Fórum Mundial da Bicicleta.

Também em 2012, tivemos o 2º Seminário Sobre Mobilidade Urbana Sustentável, onde discutimos questões de prioridade no planejamento urbano. Nesse encontro, foi assinado um convênio entre a Nittrans e o Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento (ITDP).

De um modo geral, a ideia dos dois encontros era de cobrar mais participação das bicicletas no sistema de transporte, exigindo das administrações municipais a infraestrutura cicloviária necessária, incluindo sinalização adequada e a intermodalidade, que é a ligação com outros tipos de transporte.

Foi essa mesma discussão que iniciei enquanto fui vereador de Niterói e que busquei garantir quando elaborei o Estatuto da Bicicleta, que vigora atualmente na cidade. Pensava em garantir o trânsito das bikes numa sociedade cuja cultura de progresso é ter carro. A bicicleta é também um veículo e seu uso está garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Há, porém, quem fale sobre a ineficiência da bicicleta como veículo. As pessoas temem que as ciclovias tomem o espaço dos carros. Mas essa mesma desconfiança aconteceu em Paris, Londres, Amsterdã e outras cidades do mundo. Os resultados, no entanto, foram ótimos e hoje essas cidades exportam soluções cicloviárias.

Um exemplo curioso é o que ocorre na Bélgica, onde os moradores são pagos para usarem a bicicleta como meio de transporte. As empresas belgas, que recebem isenção fiscal do governo, pagam 0,21 centavos de euro por quilômetro para que seus funcionários deixem seus carros na garagem.

A ideia deu certo e cerca de 2 milhões de pessoas já usam a bike para trabalhar. Além disso, o país tem uma economia de até 5 bilhões de euros. Sem contar os benefícios à saúde da população.

Mas, ainda que essa estratégia tenha dado certo, eu prefiro acreditar na mudança através da conscientização. Pedalar é um hábito que está conquistando cada vez mais adeptos por ser uma prática saudável e sustentável. Além de ser um modo de vida mais prático. Eu sempre acreditei numa Niterói ciclável.

A cidade das bicicletas

O ano de 2012 está sendo marcado por vários encontros e eventos com o objetivo de promover a bicicleta como meio de transporte. Andar de bicicleta para mim é algo além da diversão, é um veículo e um modo de vida mais prático, saudável e sustentável.

A mobilidade urbana está em destaque nos debates e projetos promovidos na cidade. Bom exemplo foi o 2º Seminário Sobre Mobilidade Urbana Sustentável, onde discutimos questões de prioridade no planejamento urbano. Desse encontro, foi assinado um convênio para estruturar as várias modalidades de deslocamento da população, firmado entre a Nittrans e o Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento (IDTP).

Quando elaborei o Estatuto da Bicicleta para Niterói pensava em garantir o trânsito das bicicletas em uma sociedade cuja cultura de progresso é ter carro. O planejamento de trânsito, no Brasil, é estruturado apenas para automóveis. Mas a bicicleta também é um veículo e seu uso está garantido e regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Como prefeito, pretendo avançar ainda mais na área, intensificando as ações e as metas que estabelecemos no Estatuto, como a implantação efetiva de ciclovias, ciclofaixas e vias compartilhadas em toda a cidade. Assim como melhorar a sinalização e a iluminação das vias. Oferecer serviço público de aluguel de biciletas e intensificar as campanhas de educação para o trânsito, garantindo mais respeito aos ciclistas.

Se levarmos em conta que o CTB já possui normas de conduta para o tráfego compartilhado de veículos motorizados e bicicletas, devemos persistir nas ações educativas, assim como na fiscalização. Mudar os hábitos dos motoristas e dos próprios ciclistas é, sem dúvida, o maior desafio. Mas eu acredito em uma Niterói ciclável.

Vamos transformar Niterói na cidade da bicicleta!