Por uma Niterói de paz e segurança

Estamos vivendo dias de medo, apreensão e insegurança. Consequências da violência que precisa de uma intervenção urgente e eficaz. Como muitos sabem, sou um antigo militante da área de segurança pública e não poderia assistir a essa triste realidade de braços cruzados. Por isso tratei de arregaçar as mangas e estou na luta por mais segurança e paz não só para Niterói, mas também outras cidades.

No último pronunciamento que fiz na tribuna do Plenário falei justamente sobre a questão da segurança, especificamente, sobre os fatos que vêm ocorrendo em Niterói nesses últimos dias e que muito têm assustado a população. Como morador, fico igualmente preocupado com a situação que a cidade passa. A minha atuação nessa área já vem de muito tempo – antes mesmo de assumir o mandato parlamentar.

Quando ainda tinha 21 anos, junto à sociedade civil, dei início ao movimento Niterói com Segurança, que mobilizou a população no fim dos anos 1990 para questionar o aumento da violência e cobrar melhorias das autoridades.

Foi quando passamos a conhecer um pouco mais sobre os desafios de se administrar a área da segurança pública em Niterói – naquela época, uma cidade que era tão tranquila, pacata, que quando chegávamos pela Ponte em frente o 12º BPM, abríamos o vidro do carro porque havia um sentimento de “estou em Niterói, estou seguro”.

Desde aquela época, começamos a vivenciar um quadro muito preocupante de violência na cidade. Com a mobilização das pessoas, conseguimos chegar a um efetivo de 1400 homens para Niterói. Naquele momento, conquistamos ainda a implantação do policiamento comunitário em vários bairros; a inauguração da Delegacia Legal de Icaraí; a instalação das cabines de polícia; e a chegada do Grupamento Especial Tático Móvel (o Getam). Foi quando, então, Niterói passou a ter respostas mais efetivas da segurança pública.

Infelizmente, ao longo dos anos, esse efetivo foi se perdendo e Niterói passou a dormir com preocupação. E os fatos que observamos nesses últimos dias aumentaram ainda mais a angústia dos moradores.

Quero destacar aqui ações como a chegada das Delegacias de Homicídio em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí que são importantes e são reivindicações antigas. Mas sabemos que é necessário mais. Nós temos a necessidade, por exemplo, da UPP em Niterói. A população niteroiense assiste a presença efetiva da chegada da polícia e das forças de pacificação nas comunidades da Zona Norte do Rio, e fica esperando a cada dia a chegada de uma unidade não só em Niterói, mas também em São Gonçalo.

Lembro, inclusive, que São Gonçalo tem o dobro da população de Niterói e tem hoje a metade do efetivo do 12º Batalhão, e nenhuma solução que for dada exclusivamente para Niterói irá resolver se São Gonçalo não for atendida.

De volta à Assembleia Legislativa (a Alerj), ingressei na última quinta-feira, dia 24, com três indicações ao secretário de Estado de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

A primeira pede a transformação da 75ª Delegacia de Polícia (DP) de Rio do Ouro, em São Gonçalo, em Delegacia Legal, para melhor atender às necessidades dos moradores que clamam por mais segurança.

A segunda indicação solicita a reativação da 80ª Delegacia de Polícia do Barreto, em razão da grande necessidade de reforço policial na região, já que com a desativação da unidade, toda a Zona Norte da cidade passou a ser atendida pela 78ª DP, no Fonseca, enquanto a Zona Sul é atendida por duas delegacias: a 77ª e a 79ª.

A terceira pede a transformação da Primeira Companhia Integrada da Polícia Militar, na Região Oceânica, em Companhia Destacada, como foi feito com a 6ª Cia de Pendotiba, a 2ª Cia do Centro e, mais recentemente, nos termos do anúncio da Companhia Destacada da Zona Norte e da Zona Sul.

Neste ano, fomos contemplados com a instalação de duas Companhias Destacadas: uma em Pendotiba, área que vem sofrendo muito com assalto a residências e roubo de veículos. A outra foi inaugurada no Morro do Estado, o que permitiu a presença mais ostensiva de policiamento na região que vai do Centro até o Ingá, passando por São Domingos e Gragoatá.

Além disso, o governador esteve na cidade anunciando a instalação de outras duas Companhias Destacadas: uma na Zona Norte, especificamente no Fonseca, e outra no Morro do Cavalão.

A realidade é que com a ocupação efetiva que temos acompanhado nas comunidades do Rio, levando a pacificação para locais onde antes a polícia não participava, a chegada das Companhias em Niterói acalenta um pouco os moradores.

Fui vereador numa época em que era necessário nos cotizarmos para consertar uma viatura da Polícia, numa época em que tínhamos que dar todas as condições de apoio para o policiamento funcionar. Hoje, a Polícia Militar possui viaturas novas, possui comunicação, mas precisamos de mais.

Precisamos do policial presente nas ruas, fazendo aquilo que a população pede que é o policiamento ostensivo, trazendo mais segurança à população e que consigamos enfrentar esse desafio que é trazer melhorias para a população da cidade, não só de Niterói como de São Gonçalo, com a presença efetiva da Polícia Militar.

Niterói quer paz

Niterói vive as consequências da violência e as pessoas não se sentem mais seguras. Os índices cada vez maiores de assaltos com reféns, arrastões e roubos de veículos se tornaram rotina na cidade.

Dados recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, mostram que até poucos meses atrás foram registrados nas delegacias de Niterói mais de 60 homicídios dolosos e quase 1.400 casos de roubo a pedestres.

Nos últimos anos foram muitas as trocas de comando no 12º BPM, que deveria ter 1.200 homens e hoje conta com 794. O contingente disponível para estar nas ruas é ainda menor: 654 homens. Na prática, apenas 127 policiais patrulham todo o município. Algo em torno de um policial militar para cada 808 habitantes.

Eu, como morador, fico igualmente preocupado com a situação insustentável que a cidade passa. E desde que a onda de violência começou na cidade, luto por maior atenção e investimentos em segurança pública.

Antes mesmo de ser vereador, já liderava o movimento “Niterói com Segurança” que reivindicava melhorias na segurança da cidade. Já eleito, lutei pela implantação do policiamento comunitário e presidi a Comissão de Segurança por quatro anos.

Como deputado, desde que assumi o mandato, tive diversos encontros com o secretário de Segurança José Mariano Beltrame e cobrei ações para Niterói. Também realizei inúmeros encontros nos bairros da cidade para discutirmos juntos essa questão.

É urgente termos policiamento nas ruas e em pontos estratégicos. Isso requer planejamento. Com a chegada do coronel Paulo Henrique e do coronel Pacheco nas chefias do Estado Maior espero que a Policia Militar dê um basta aos atos de violência que estamos sofrendo.

Ambos possuem uma relação muito estreita com Niterói e, inclusive, já comandaram o 12° BPM. Sabem de perto os problemas da cidade. Estive com eles durante a última semana e estou muito confiante.

A situação da cidade é grave e necessita de medidas urgentes, efetivas e definitivas. A mobilização que vemos nas ruas em sinal de luto e protesto por mais segurança é o pedido da população para algo que seja concreto, uma resposta imediata. A cidade quer soluções.

Independência do Brasil

7 de setembro de 2010.

O Brasil comemora 188 anos de sua independência ainda em busca de seu lugar no mundo.

Ainda em busca de uma democracia de fato.
Ainda em busca de educação para todas as suas crianças.
Ainda em busca de segurança, paz e tranquilidade.
Ainda em busca de uma saúde pública que funcione.
Ainda em busca de cidades sustentáveis.
Ainda em busca de resgatar os séculos de descaso com seu povo.

O Brasil comemora 188 anos de sua independência.
Ainda em busca de transformar o seu futuro.

A brava gente brasileira segue em sua luta por um país que seja de fato para todos. Não se esqueça que você faz parte desta gente e que você tem um papel na mesma luta.

Vamos juntos. O Brasil precisa de cada de um nós.