Vem aí o 4º Festival Gastronomia do Mar

Começa no próximo sábado, dia 23, a 4ª edição do Festival Gastronomia do Mar, realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (a Sedrap), que é sucesso absoluto em Niterói e presença certa no calendário de eventos da cidade.

Além dos 70 restaurantes de Niterói e do Rio que estarão no circuito gastronômico e dos palcos gourmets montados no Mercado de Peixe São Pedro, na Rua Nóbrega (Jardim Icaraí) e na Praia de Copacabana, a novidade, esse ano, fica por conta da Orla Gourmet, em São Francisco.

Fico muito feliz pela boa aceitação do Gastronomia em Niterói. Um projeto que nasceu aqui, pela vocação histórica e natural que temos, com o objetivo de informar sobre a importância do peixe na nossa refeição diária e cultivar a cultura do consumo de pescado no estado.

E o aumento no consumo do pescado faz o comerciante vender mais e gerar mais emprego, enquanto o pescador pode cobrar um preço mais justo pelo produto. E o que se busca é exatamente isso, a valorização do pescador e o fomento da cadeia produtiva de pesca.

Não há como negar a vocação que Niterói tem com o mar. Dois terços do seu território estão voltados para a água. E os principais órgãos de pesca estão na cidade: a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), a Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), e o Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saperj).

E, claro, o Mercado São Pedro. O maior centro de venda de pescado do Rio. Por semana, são comercializadas cerca de 60 toneladas de peixes. O mercado é também um ponto turístico. É muito comum encontrar pessoas do Rio comprando peixe fresco ou almoçando nos restaurantes.

O 4º Gastronomia do Mar acontece de 23 a 31 de agosto. A programação completa, e outras informações,  estão na página oficial do evento. Bom festival a todos!

‘A maré está para peixe’

Quero aproveitar esse espaço do blog para repercutir um artigo muito interessante publicado no Estadão nessa última quarta, dia 29, sobre o aumento do cosumo de peixes no Brasil. Uma das razões seria a procura da população por alimentos mais saudáveis. E isso motiva políticas de governo que pretendem ampliar a produção do pescado em 600 mil toneladas por ano.

O consumo de pescado realmente está maior e a produção também. Isso se confirma com dados divulgados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) que mostram a expansão recorrente da demanda, atualmente em 14, 5 quilos por brasileiro. Muito mais que em 2005, quando eram pouco mais de 4 quilos por brasileiro. O setor de pescado vive um bom momento. E tende a crescer em 2014.

Apesar da forte concorrência com a importação, que gerou uma balança comercial desfavorável de mais de R$ 1 bilhão em 2013, há espaço para a profissionalização e a expansão da aquicultura. E mesmo sendo algo tão antigo, a produção de pescado tem passado por diversas mudanças. Principalmente por conta de uma leva de licitações que o Governo Federal tem feito em represas de hidrelétricas.

Isso está tirando uma série de empresários da ilegalidade. Bom exemplo é o caso de um produtor de São Paulo, que há dez anos mantinha uma criação irregular de tilápia no reservatório de uma usina hidrelétrica na divisa com Mato Grosso do Sul. Com a nova linha de licitações, ele investiu R$ 3 milhões para a produção de pescados em quatro hectares do mesmo reservatório, só que do lado sul mato-grossense.

Isso comprometeu R$ 116 mil do seu orçamento, a serem pagos em 20 anos. Mas a expectativa é faturar R$ 5 milhões por ano, produzindo 100 toneladas de peixe. E com os outros dez hectares que aguardam a definição da licitação no lado paulista, espera incrementar essa produção para 1,8 mil toneladas ao ano. Há muito espaço pra crescer. Um crescimento e tanto.

Já no comércio, quem se dedicar à venda do produto para o cliente final vai ter que buscar inovações. É o que afirma o pesquisador do Instituto da Pesca (IP), João Scorvo Filho. Foi o que fez a empreendedora Letícia Simões, que há dois anos e meio teve a ideia de montar um estabelecimento tipo um empório, com pescados limpos e frescos, tanto importados quanto nacionais.

Não é todo mundo que tem tempo de comprar peixe fresco. E, mesmo fresco, se congelar em casa, perde a qualidade. Letícia investiu R$ 400 mil na empreitada, e faturou R$ 600 mil em 2013. E pensa em expandir por outras praças. O consumo do pescado é recomendado por médicos e nutricionistas. Incluir o pescado na refeição diária é uma ótima pedida. E sabendo investir no setor, pode dar muito certo.

Brasileiros estão perto de alcançar a meta estabelecida pela OMS de consumo do pescado

Uma recente pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) revelou que os brasileiros estão cada vez mais perto da média de consumo de peixe recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMC). Bom para quem consome e para o comércio, principalmente quem vive da pesca artesanal.

12 quilos por pessoa, por ano, é a meta estabelecida. E em dois anos, a demanda pela procura de peixes e frutos do mar aumentou 23,7%. Esse aumento está relacionado, segundo o secretário de Infraestrutura e Fomento do MPA, Eloy Araújo, à melhoria da condição de vida dos brasileiros. Com isso, a procura por alimentos mais saudáveis tem sido constante, e o peixe é uma excelente escolha.

Outro dado interessante é que o governo tem incentivado a criação de peixes em cativeiro para dar suporte a essa demanda. A intenção é, também, diminuir o valor de importação do alimento na balança comercial. Cerca de 700 hectares de áreas em domínio da União produzem mais de 200 mil toneladas de peixes, ostras e mexilhões por ano.

Essas áreas estão localizadas em reservatórios de hidrelétricas e ambientes marinhos nos Estados de São Paulo, Tocantins, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro. A aquicultura, que é o cultivo de pescado em águia doce ou salgada, é um dos segmentos que mais cresce no mundo.

A atividade gera um PIB pesqueiro nacional de R$ 5 bilhões, mobiliza mais de 800 profissionais e proporciona 3, 5 milhões de empregos diretos e indiretos. A meta do MPA é incentivar essa produção para que, até 2030, o Brasil se torne um dos maiores países produtores de pescado do mundo.

Inúmeros são os benefícios que a carne do peixe proporciona no combate e prevenção de diversas doenças. Por isso, seu consumo é tão recomendado por médicos e nutricionistas. Além, claro, de contribuir para uma alimentação mais equilibrada e saudável. Incluir o pescado na refeição diária é uma ótima pedida.

O sucesso de mais um Festival Gastronomia do Mar

Neste domingo (29) encerramos mais uma edição do Festival Gastronomia do Mar. Ao longo desses nove dias, foram 70 restaurantes que participaram do circuito com renomados chefs preparando pratos especiais e exclusivos. Esse ano a grande novidade é que levamos o festival para Copacabana.

Fico feliz com a boa aceitação do Festival em Niterói. O projeto nasceu aqui, na cidade, pela sua vocação histórica e natural, e tem o objetivo de informar sobre a importância do peixe na refeição do dia a dia e cultivar a cultura do consumo do pescado no Estado.

Niterói está se tornando um importante polo gastronômico no Estado ao mesmo tempo em que mostra que a pesca na cidade se destaca como fator relevante para muitas famílias que vivem dessa atividade.

Quero agradecer a todos que deram seu máximo para tornar possível a 3ª edição do Festival Gastronomia do Mar. Entre eles, integrantes da Fiperj e da Secretaria de Desenvolvimento Regional. Aos nossos patrocinadores Kolore Comunicação Visual e Casa Valduga, à C Comunicação pela logística da produção e organização, e o apoio da Prefeitura de Niterói.

Um agradecimento aos chefs Joachim Koerper, Bruno Marasco, Zela Brum, Roland Villard, Frederic Monnier, Silvia Paludo, Adrianne Balassiano, Ricardo Lapeyre, Alexandre Henriques e Federico Tagliabue. À sommelière Deise Novakoshi, ao enólogo João Valduga e o mixologista Bruno Simões.

Por fim, o meu muito obrigado especial a todos que prestigiaram o Festival Gastronomia do Mar. Vocês são os maiores beneficiados pelo consumo dos frutos do mar. Os responsáveis por mais este sucesso!

Mais um passo para a remoção das embarcações abandonadas e a recuperação da Baía de Guanabara

Na quarta (21), estive presente em mais uma ação para a retirada das 53 embarcações esquecidas na Baía de Guanabara. Essa é uma operação do Governo do Estado que vai remover todas as carcaças dos barcos abandonados na entrada do Canal de São Lourenço, no Barreto, em Niterói.

Em 2011, quando assumi a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap), tomei como prioridade a ação de permitir o acesso do pescador ao Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), pois não faz sentido ter uma estrutura como essa sem que se faça o devido uso. Quando visitei o local para vistoriarmos a área onde seria preciso realizar a dragagem para garantir esse acesso, observei ali os barcos largados, em processo de deterioração.

Percebemos logo que não havia como dar continuidade ao projeto sem antes retirar essa sucata do mar. Foi, então, que fizemos o levantamento desses barcos, fotografamos, marcamos a localização de cada um e entregamos um relatório completo sobre a situação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Capitania dos Portos. Fornecemos dados concretos e fundamentais para a execução do processo hoje em andamento.

Do total dessas embarcações, 28 já foram retiradas. Oito pelo próprio Inea e 20 por iniciativa privada, depois do leilão que aconteceu em julho deste ano, em lote único, no Leiloeiro João Emílio, no Recreio dos Bandeirantes. Quem arrematasse o montante teria até o final do primeiro semestre para retirá-las e ficar com o valor delas.

Essa ação conjunta da Sedrap com a Secretaria de Estado de Ambiente (SEA), o Inea, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Capitania dos Portos faz parte de uma das 12 iniciativas do Plano Guanabara Limpa para a melhoria da qualidade das águas da Baía de Guanabara.

O processo de dragagem começará tão logo sejam retiradas todas as carcaças e está orçado em R$ 15 milhões, divididos entre o Estado do Rio, com participação de R$ 3 milhões, e o Governo Federal com o restante. Com isso, teremos espaço para o tráfego das embarcações e garantiremos a atividade pesqueira que por muitos anos permaneceu ignorada.

Essas embarcações formam um conjunto de problemas para Niterói. Elas atrapalham as manobras dos barcos, oferecendo riscos para a navegação, poluem o ambiente e representam um péssimo cartão de visita. A retirada desse material da Baía de Guanabara será um grande ganho para Niterói que tem 35% do desembarque pesqueiro do Estado do Rio.

Também uma conquista para a população da cidade para a dinamização das atividades do Porto, possibilitando que o pescador possa desembarcar seu peixe, amparado pelas normas sanitárias, até que o produto chegue com qualidade ao consumidor.

Escassez de peixes na Região dos Lagos

 

Hoje de manhã no Bom Dia Rio, foi apresentada uma reportagem sobre a escassez de peixes na Região dos Lagos. A Secretaria de Desenvolvimento Regional através da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro está realizando um estudo em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio para identificar os motivos da falta de peixes na região.

Queremos encontrar também os locais de reprodução e desova para proteger as espécieis da pesca predatória, numa ação complementar ao defeso.

Como afirmou o economista e ecologista Sérgio Besserman em seu comentário, o consumo de peixe está além da capacidade do animal se reproduzir, provocando a diminuição deles na natureza.  Pensando nisso, a Secretaria está estimulando entre os pescadores a ideia de fazendas marinhas como alternativa à pesca industrial. Naquela região, já existem unidades em Arraial do Cabo e Búzios. Mas também há outras em funcionamento em Angra dos Reis e em Cordeiro com peixes de água doce.

Precisamos encontrar os caminhos para o desenvolvimento sustentável.