Cidade da pesca é tema de palestra em Portugal

No sábado, dia 23, embarco para Portugal, onde vou participar como um dos palestrantes da conferência “Aquacultura e Pescas Portugal-Brasil”, que acontece na segunda, dia 25, na Universidade de Aveiro.

Aceitei o convite feito pelo reitor da instituição, Manuel Assunção, e vou falar sobre a Cidade da  Pesca, projeto do Governo do Estado em São Gonçalo, que tem por objetivo a geração de renda, emprego, capacitação e melhoria da qualidade de vida dos pescadores.

O ministro de Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, também vai participar palestrando sobre “Oportunidades de Investimento na Aquicultura Brasileira”. Além de representantes do BNDES e do Ministério de Ciências e Tecnologia.

A conferência é organizada pela Reitoria da Universidade de Aveiro e vai reunir autoridades portuguesas como a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, e membros de diversas entidades ligadas ao setor como, por exemplo, a Associação Portuguesa de Aquacultores e a Associação dos Industriais do Bacalhau.

Novo avanço no projeto Cidade da Pesca

Ontem me reuni novamente com o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulin, para falarmos sobre os avanços no projeto Cidade da Pesca, proposta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, que pretende impulsionar a atividade pesqueira no Estado.

Junto com a equipe da Secretaria de Meio Ambiente do município, revimos todo o estudo da Ilha de Itaoca, em São Gonçalo, onde pretendemos instalar um Terminal Público Pesqueiro e um Condomínio Industrial ligado à pesca. São 8,5 km² e o empreendimento vai ocupar uma área de 800 mil m².

Depois de conversar com o governador Sergio Cabral conseguimos, agora, a autorização do processo de desapropriação dessa área para que, futuramente, possam funcionar ali as cooperativas e as indústrias de processamento de pescado.

E inúmeras empresas já demonstraram interesse em investir no local. Até abril está previsto para já termos todos os terrenos desapropriados e o projeto já devidamente consolidado. A nossa intenção é fazer, deste, um lugar privilegiado para o pescador.

A Cidade da Pesca vai viabilizar cerca de 10 mil empregos na região. Nosso empenho em tirar esse projeto do papel é certo. O litoral do Rio de Janeiro tem um grande potencial produtivo e precisamos investir na reativação econômica da pesca no Estado.

Mais um passo para a remoção das embarcações abandonadas e a recuperação da Baía de Guanabara

Na quarta (21), estive presente em mais uma ação para a retirada das 53 embarcações esquecidas na Baía de Guanabara. Essa é uma operação do Governo do Estado que vai remover todas as carcaças dos barcos abandonados na entrada do Canal de São Lourenço, no Barreto, em Niterói.

Em 2011, quando assumi a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap), tomei como prioridade a ação de permitir o acesso do pescador ao Centro Integrado de Pesca Artesanal (Cipar), pois não faz sentido ter uma estrutura como essa sem que se faça o devido uso. Quando visitei o local para vistoriarmos a área onde seria preciso realizar a dragagem para garantir esse acesso, observei ali os barcos largados, em processo de deterioração.

Percebemos logo que não havia como dar continuidade ao projeto sem antes retirar essa sucata do mar. Foi, então, que fizemos o levantamento desses barcos, fotografamos, marcamos a localização de cada um e entregamos um relatório completo sobre a situação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Capitania dos Portos. Fornecemos dados concretos e fundamentais para a execução do processo hoje em andamento.

Do total dessas embarcações, 28 já foram retiradas. Oito pelo próprio Inea e 20 por iniciativa privada, depois do leilão que aconteceu em julho deste ano, em lote único, no Leiloeiro João Emílio, no Recreio dos Bandeirantes. Quem arrematasse o montante teria até o final do primeiro semestre para retirá-las e ficar com o valor delas.

Essa ação conjunta da Sedrap com a Secretaria de Estado de Ambiente (SEA), o Inea, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Capitania dos Portos faz parte de uma das 12 iniciativas do Plano Guanabara Limpa para a melhoria da qualidade das águas da Baía de Guanabara.

O processo de dragagem começará tão logo sejam retiradas todas as carcaças e está orçado em R$ 15 milhões, divididos entre o Estado do Rio, com participação de R$ 3 milhões, e o Governo Federal com o restante. Com isso, teremos espaço para o tráfego das embarcações e garantiremos a atividade pesqueira que por muitos anos permaneceu ignorada.

Essas embarcações formam um conjunto de problemas para Niterói. Elas atrapalham as manobras dos barcos, oferecendo riscos para a navegação, poluem o ambiente e representam um péssimo cartão de visita. A retirada desse material da Baía de Guanabara será um grande ganho para Niterói que tem 35% do desembarque pesqueiro do Estado do Rio.

Também uma conquista para a população da cidade para a dinamização das atividades do Porto, possibilitando que o pescador possa desembarcar seu peixe, amparado pelas normas sanitárias, até que o produto chegue com qualidade ao consumidor.

Em defesa da Baía de Ilha Grande

Atendendo a uma solicitação da Petrobras, o governador do Rio Sérgio Cabral determinou que fosse constituído um grupo de trabalho para a análise da proposta de ampliação do Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) em Angra dos Reis. Participaram deste GT juntamente comigo o secretário de Estado de Ambiente, Carlos Minc, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno.

O plano da Petrobras era transformar o TEBIG em um centro de distribuição do óleo extraído do Pré-sal. O projeto de ampliação consiste, em resumo, na construção de 8 tanques para armazenamento e distribuição de petróleo e novo píer com 4 berços de atracação para navios tanques. O TEBIG é operado pela Transpetro, atende as refinarias de Duque de Caxias (RJ) e Gabriel Passos (MG), e uma das suas funções é exportar o excedente de petróleo nacional.

Os navios tanques que passariam a circular no TEBIG tem porte semelhante aos que trafegam no Canal de Suez com dimensões entre 280 a 330 metros de comprimento, largura entre 50 e 58 metros e calado de até 22 metros.

Em virtude do risco ambiental agregado à atividade petrolífera, os estudos foram conduzidos pelos técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Colaborei na elaboração do “Relatório de avaliação da viabilidade ecológica e econômica do projeto de ampliação do TAAR/TEBIG” fornecendo um diagnóstico da atividade pesqueira e turística da região da Baía da Ilha Grande.

No que compete à pesca, os dados coletados pelos técnicos da Fundação Instituto de Pesca do Rio de Janeiro (Fiperj) indicam Angra dos Reis como o mais importante porto pesqueiro do Estado do Rio de Janeiro, representando 34% da produção total. Em 2011, foi contabilizado o desembarque de 26.823 toneladas de pescado na cidade. Angra é também o maior porto de desembarque de sardinha-verdadeira do Brasil, tendo registrado uma produção de aproximadamente 24 mil toneladas da espécie ano passado.

Dependem da pesca na região 4700 pescadores registrados, segundo fonte do Ministério do Trabalho. Estimamos que este número seja muito maior em função da informalidade no setor.

Angra dos Reis também é o maior polo de maricultura do estado com uma produção de 20 toneladas de moluscos bivalves. Devido ao seu potencial para a aquicultura, o Ministério da Pesca está implantando vários Parques Aquícolas nas águas da cidade. A Baía da Ilha Grande tem uma peculiaridade em relação às outras duas baías do Rio (Guanabara e Sepetiba). Atualmente, ela é a que oferece as melhores condições higiênico-sanitárias para o desenvolvimento dessa atividade. Tanto que estamos apoiando um projeto de criação de peixe bijupirá em Ilha Grande, em sua face voltada para a baía.

Eu e a equipe da Fiperj acreditamos que o aumento da quantidade e frequência de navios na Baía da Ilha Grande vai prejudicar a atividade pesqueira da região no que tange:

- A ampliação das áreas de exclusão de pesca. Cada embarcação requer uma margem de segurança de 500 metros de distância em seu entorno. Isso afeta o trânsito e a atividade dos barcos de pesca e diminui as áreas para as fazendas marinhas.

- A qualidade das águas. Além do risco de vazamento de óleo que põe em perigo a atividade pesqueira por meses e até anos, a introdução de espécies exóticas no ambiente pelas águas de lastro dos navios que circulam ao redor do mundo são prejudiciais para o ecossistema aquático.

Já o turismo também sofreria impacto com o empreendimento. Angra dos Reis vem se consolidando como destino turístico internacional por sua natureza preservada. A Baía da Ilha Grande, por exemplo, é reconhecida como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO. A região ainda possui outras 16 unidades de conservação federais, estaduais e municipais de proteção da Mata Atlântica como o Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual da Ilha Grande de onde o TEBIG se distancia apenas 2 Km.

Qualquer acidente com os petroleiros poderia comprometer o ecossistema e fazer perder o encanto de locais paradisíacos como a Lagoa Azul, na Ilha Grande.

A análise dos dados acima citados foi determinante para que eu tomasse a decisão de indeferir a ampliação do Terminal da Petrobras na Ilha Grande. Definir posições sempre nos expõe a situações de enfrentamento de interesses. A divergência de ideias é inerente à democracia e respeito a opinião daqueles que pensam de forma diferente.

Contudo, como secretário de Estado, tenho a obrigação de refletir o território estadual de forma planejada e não ceder aos interesses políticos ou econômicos imediatos de cada cidade isoladamente. Além disso, o terminal ainda existe e está em plena operação.

Diante do histórico de responsabilidade social da empresa e de investimento no desenvolvimento das regiões onde atua, acredito ser remota a possibilidade da empresa abandonar o TEBIG, ceifando empregos e deixando para trás uma estrutura fantasma em meio a um dos pontos mais preservados do país. Esta é uma visão alarmista de quem não possui argumentos.

Mantenho-me em acordo com meu passado de lutas em defesa do meio ambiente e acredito ter contribuído para a proteção de um importante reduto da biodiversidade brasileira. Tenho minha consciência tranquila e a cabeça erguida. Não me arrependo.

Relatório completo em:
http://www.slideshare.net/felipepeixotobr/relatrio-de-avaliao-da-viabilidade-ecolgica-e-econmica-do-projeto-de-ampliao-do-taar-tebig

Urbanização do Canto de Itaipu: um modelo de investimento para as colônias de pescadores

Na próxima terça-feira (29), daremos um importante passo para a requalificação urbana em colônias de pescadores do Estado do Rio de Janeiro. Será assinado o contrato para elaboração do primeiro projeto do Programa de Requalificação Urbana das Comunidades Pesqueiras – Canto de Itaipu – um dos lugares mais bonitos da Região Oceânica de Niterói. O projeto será a primeira experiência da Secretaria de Desenvolvimento Regional no sentido de oferecer mais qualidade de vida e trabalho para os pescadores do Estado.

O Canto de Itaipu já foi objeto de diversos estudos e projetos que procuravam preservar sua ambiência, no entanto, poucos chegaram ao estágio de execução. Por isso, estou engajado nesse desafio de tornar realidade esse desejo antigo dos pescadores e dos usuários deste bucólico local.

Nossa meta é estender esse programa para as colônias de pescadores do Estado do Rio. Os próximos projetos a serem elaborados serão para as colonias de Jurujuba (Niterói), Gradim, Pedrinhas, Pica-pau/Porto Velho (São Gonçalo) e Arraial do Cabo. Para essas comunidades pesqueiras da colônia Z-8 (orla da Baía de Guanabara), já está sendo elaborado os Termos de Referência para orientação da contratação de projetos.

Os pescadores do nosso estado nunca receberam a devida atenção que merecem. Comecei, então, a olhá-los de uma forma mais privilegiada. Muitos que procuram na pesca artesanal o sustento de suas famílias, esbarram em condições adversas para o pleno desenvolvimento do seu trabalho, como a precariedade da infraestrutura de apoio à atividade. Inclusive boa parte dos assentamentos localizados no entorno dessas áreas pesqueiras são inadequados. O projeto que estamos desenvolvendo irá não só aprimorar as condições de vida e trabalho desses profissionais, mas também preservar e fortalecer a tradição dessas colônias.

Iremos agir seguindo quatro eixos de ação. O primeiro trata da infraestrutura de apoio à atividade pesqueira. Para isso, destacamos pontos de suporte logístico e instalações mais adequadas ao trabalho desenvolvido. O segundo passo foi avaliar as condições dos assentamentos desses pescadores que ali residem com suas famílias. O terceiro ponto é o uso sustentável do solo e recomposição paisagística e ambiental.

A área possui um forte potencial paisagístico que vem sofrendo ambientalmente, sob ameaça de perder suas possibilidades de recuperação. Por isso, é importante promover o desenvolvimento das potencialidades locais, levando em consideração os aspectos socioeconômicos, culturais e ambientais. Por último, aliar o turismo, o esporte e o lazer ao valor cultural da pesca artesanal, favorecendo o desenvolvimento de atividades que fortaleçam a cultura da pesca artesanal e, consequentemente, seu crescimento econômico.

Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos

A Polícia Federal encerrou no dia 21 o inquérito sobre as causas do vazamento de petróleo ocorrido na Bacia de Campos no início de novembro. A empresa Chevron e sua contratada Transocean foram acusadas de cometer crime ambiental e sonegação de informações a autoridades. Este é mais um capítulo da tragédia que aconteceu em águas fluminenses. A maior do gênero no Brasil.

O inquérito ficou pronto antes mesmo que a vedação do poço fosse totalmente concluída. Isso demonstra a dificuldade de controlar o acidente e reforça o quão grave ele foi.

A PF acusa a petrolífera de irresponsabilidade ao assumir o risco de continuar com a operação no limite do permitido. A decisão provocou o escapamento de cerca de 3 mil barris de petróleo no mar. Uma ameaça ao litoral do Rio de Janeiro. Por sorte, tínhamos as correntes marítimas a nosso favor que levaram para longe o óleo. Caso contrário, o prejuízo ambiental alcançaria uma proporção ainda maior.

É cedo para dizer o nível do impacto do vazamento sobre o setor pesqueiro do estado. A priori houve uma redução do consumo em função do medo das pessoas do peixe estar contamidado. O que não sabemos precisar é o quanto o petróleo afetou a cadeia alimentar das espécies marinhas. Os plânctons, base da alimentação desses animais, são extremamente sensíveis ao óleo. Conhecer o prejuízo ambiental dependerá de um trabalho de pesquisa a ser realizado juntamente com o Ibama e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Mas esse estudo é de médio a longo prazo.

Certo mesmo será a punição às duas empresas. O Ministério Público Federal pediu essa semana uma indenização de R$ 20 bilhões à Chevron por danos ambientais e sociais. O Governo do Estado também pede uma compensação de R$ 150 milhões, mais um rigoroso monitoramento ambiental das suas atividades de exploração.

Entretanto, a multa tem um caráter mais punitivo que reparador. O dinheiro vai para um fundo de reparo de meio ambiente, mas a destinação não necessariamente vai para o local atingido. Isso dependerá de um ajustamento de conduta na Justiça.

Somente os royalties tem a destinação dos recursos indicada por lei. É por isso que defendo os royalties do petróleo para os Estados e Municípios Produtores. Se o impacto é nosso, os royalties também deverão ser nossos.

Será que, na nova lei, prejuízos assim como os causados pelo vazamento na Bacia de Campos também serão divididos por todos?

Embarcações no meio do caminho

As embarcações abandonadas na Baía de Guanabara ao longo do Porto de Niterói formam um conjunto de problemas para região. Elas atrapalham a navegabilidade, poluem o meio ambiente e representam um péssimo cartão de visitas para a cidade. Algumas unidades, inclusive, já se tornaram verdadeiras carcaças.

No início do ano, fiz um sobrevoo pelo local, com o objetivo de vistoriar a área onde é preciso realizar uma dragagem para garantir o acesso das embarcações ao Centro Integrado de Pesca Artesanal, e observei vários barcos e navios largados, em processo de deterioração.

Percebemos logo que não há como dar seguimento ao projeto da dragagem sem antes retirar essa sucata do mar. Era um entrave.

Sendo assim, fizemos um levantamento de todos os barcos, fotografamos, marcamos sua localização e entregamos um relatório sobre a situação à Capitania dos Portos. A Capitania, por sua vez, vai notificar os proprietários para que eles retirem as embarcações. Se ao final do prazo estabelecido os barcos ainda permanecerem no local, elas serão removidas de forma compulsória.

A destinação das unidades recolhidas está por conta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente nossa parceira nessa ação.

A retirada desse material da Baía de Guanabara será um ganho para a população de Niterói no que tange a dinamização das atividades do Porto e, por consequência, a aparência.

1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói e a importância dos festivais gastronômicos

O 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói encerrou o calendário eventos de 2011 da Secretaria de Desenvolvimento Regional. Este ano apoiamos e participamos de diversas realizações como a Festa do Peixe de Angra, o Festival da Tilápia de Barra do Piraí e o Festival da Truta de Friburgo.

Para o próximo ano, pretendemos contribuir com o Festival de Frutos do Mar de Rio das Ostras e já estamos conversando com o município para incluí-lo em nossa programação.

O principal objetivo das festas e festivais é a difusão do consumo do pescado entre a população. Ao mesmo tempo em que ofertamos um alimento saudável e gostoso para as pessoas, também estamos fomentando a cadeia produtiva da pesca.

O aumento no consumo do pescado faz o comerciante vender mais e gerar mais emprego, enquanto o pescador pode cobrar um preço mais justo pelo produto. E buscamos exatamente isso, a valorização do pescador em nosso estado.

Fico feliz com a boa aceitação do Festival em Niterói e garanto que este foi apenas o primeiro de muitos. Os esforços agora são para incluir o evento no calendário oficial da cidade. Existe um projeto de lei do vereador Rodrigo Farah, buscando essa regulamentação.

Ademais, gostaria muito de agradecer a todos que ajudaram a produzir o 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói, entre eles os integrantes da Fiperj e da própria Secretaria de Desenvolvimento Regional que deram o seu máximo. À C Comunicação pela logística da produção e organização. Aos nossos patrocinadores: Ponte SA e Águas de Niterói. Aos artistas que customizaram as esculturas que ficaram espalhadas pela cidade e, em breve, serão leiloadas (com dinheiro revertido para o Projeto Grael que também possui ligação estreita com o mar). Aos restaurantes que abraçaram com entusiasmo a proposta. E à Prefeitura de Niterói pelo apoio.

Gostaria de fazer também um agradecimento ao governador Sérgio Cabral e o vice Pezão por acreditarem nesse projeto. Assim como ao ministro Luiz Sérgio por comparecer à abertura e ser um grande parceiro na recuperação do setor pesqueiro do Estado do Rio de Janeiro.

Desde o início do ano, a Secretaria de Desenvolvimento Regional e a Fiperj estabeleceram diversos convênios com o Ministério da Pesca. E agora que temos um ministro natural do Rio e que entende as necessidades do nosso estado, vamos trabalhar com a meta de superar Santa Catariana e nos tornarmos novamente o nº 1 na produção de pescado do país.

Por fim, o meu muito obrigado especial a todos que compareceram à abertura do festival no dia 3 ou frequentaram os restaurantes nesses nove dias. Vocês são os maiores beneficiados pelo consumo dos frutos do mar. E são vocês os maiores incentivadores para o crescimento do Estado do Rio.

Participe do 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói

É com muita alegria que convido a todos para o 1º Festival de Gastronomia do Mar de Niterói. A abertura do evento será no dia 3 de dezembro, às 10h, no Mercado São Pedro, com entrada gratuita. Durante nove dias, será possível desfrutar dos pratos criados especialmente pelos diversos restaurantes participantes.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional está empenhada em consolidar a cadeia consumidora de pescado no Estado do Rio e uma forma de divulgar os produtos produzidos aqui são os festivais gastronômicos.

E Niterói não podia ficar de fora. A cidade tem toda uma história de relação com o mar. Dois terços do seu território estão voltados para água. As principais entidades de pesca estão na cidade: Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saerj). O terminal pesqueiro está sendo construído no município. A mão de obra pesqueira está em Niterói e São Gonçalo.

Outro bom exemplo da vocação pesqueira da cidade é o Mercado São Pedro. O local é o maior centro de venda de pescado do Rio. Por semana, são comercializadas cerca de 60 toneladas de peixes. O mercado é também um ponto turístico. É muito comum encontrar pessoas do Rio comprando peixe fresco ou almoçando nos restaurantes que funcionam lá.

Além disso, são diversos os bares e restaurantes especializados e concorridos espalhados pela cidade, boa parte deles presentes no festival.

Não há como negar, Niterói tem uma vocação com o mar. E, agora, vamos consagrá-la como referência gastronômica especializada em pescado e frutos do mar. Venha nadar nessa gastronomia você também!

Tv Alerj: Entrevista sobre atividade pesqueira do RJ

Semana passada, participei do programa Rio em Foco da TV Alerj juntamente com o professor de biologia da UFRJ, Maulori Cabral, e o presidente da Associação de Aquicultores, Wilson Vianna, para falar sobre as possibilidades da produção marinha no Estado.

O potencial pesqueiro do Estado do Rio de Janeiro é grande, mas não recebeu o apoio devido nos últimos anos. No passado, chegou a ser o 2º maior produtor de pescado do país. Mesmo com a queda, ainda figura como o 2º mercado consumidor do alimento no Brasil sendo responsável, até hoje, por fixar o valor do pescado no país inteiro.

O Rio perdeu muito por não ter um controle estatístico da sua produção pesqueira e por não dar incentivos aos pescadores e às indústrias de processamento. O resultado disso é ver nosso pescado ser processado em Santa Catarina.

Quando o governador Sérgio Cabral decidiu vincular a Pesca à nova Secretaria de Desenvolvimento Regional, ele quis reverter este cenário, utilizando a atividade como potencial gerador de emprego, renda e desenvolvimento para o Estado. O Rio de Janeiro tem muito pescado e é uma atividade altamente empregadora.

Seguindo essa orientação, através da Fiperj – instituição vinculada à Secretaria – fechamos uma parceria com o Ministério da Pesca para monitorar os dados estatísticos. O controle do pescado já está sendo realizado em Paraty, Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo e Cabo Frio.

Com as restrições cada vez maiores à pesca predatória, a aquicultura torna-se uma alternativa. O Ministério da Pesca já afirmou que o Rio de Janeiro é um excelente lugar para criar peixe em cativeiro. Nossa grande vantagem é possuir águas profundas próximas da costa.

A aquicultura tem sido considerada o futuro da produção do pescado no país. Concordamos com esta orientação do governo federal e estamos trabalhando para promover a atividade em nosso Estado.

Um exemplo disso é o incentivo à criação do peixe bijupirá em parceria com a Faperj em Angra dos Reis. Pretendemos promover o cultivo da espécie entre os pescadores do Rio de Janeiro, mas antes desejamos encontrar a melhor ração para a espécie. Para solucionar isso, Vamos realizar um seminário internacional para discutir as pesquisas sobre o tema com especialistas do mundo inteiro.

Outra proposta tem relação com o cultivo de microalgas. Além de alimento, a planta aquática é um potencial recurso de energia renovável. Estamos conversando com o Instituto Nacional de Tecnologia para fechar uma parceria voltada a utilização das microalgas na geração de biocombustíveis. Uma excelente oportunidade para o Rio de Janeiro tornar-se referência na produção de energias renováveis. Uma política que já destacou o Brasil no mundo inteiro.

Assista toda a entrevista nos vídeos abaixo.

Parte 1

Programa 60 – Aquicultura – Parte 1 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.

Parte 2

Programa 60 – Aquicultura – Parte 2 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.

Parte 3

Programa 60 – Aquicultura – Parte 3 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.

Parte 4

Programa 60 – Aquicultura – Parte 4 de 4 por rioemfoco no Videolog.tv.